You Got A Hold Of Me
47 Capítulo 047 - Pierre.
Notas iniciais
Lima estava uma bagunça naquela manhã de domingo, eleições, muitos não estavam se importando, já outros, praticamente imploravam votos ou que as pessoas fossem votar. Na praça haviam três tendas de votação e os animadores estavam sentados em uma mesa próxima a sombra de uma árvore, perto do pequeno lago, mas ali não eram animadores, eram apenas jovens interagindo e sendo forçados a estarem ali por Sue.
Eu não quero que a treinadora ganhe. — admitiu Mercedes virando para os amigos na mesa, todos se entreolharam.
Nem eu, Mercedes. Nem eu. — Sebastian tamborilou os dedos na mesa de piquenique
A garota negra procurou pela capitã na mesa e logo girou em seu lugar, mas seus olhos encontraram a morena escorada em uma árvore próxima ao lago, com a luz do sol refletida na água iluminando a garota. Alheia a tudo, uma expressão preocupada e incomodada no rosto, chutando o gramado no chão. Mercedes sorriu antes de enfiar as mãos nos bolsos e ir até a garota.
Hey, capitã. — chamou Mercedes próxima a garota, Rachel ergueu o olhar para encarar a amiga. Ela sorriu de lado.
Oi, Jones. — saudou a morena voltando a observar o seu próprio pé e chutar o gramado.
Nervosa com as eleições? — questionou Mercedes cruzando os braços, Rachel voltou a encara-la com uma expressão confusa no rosto.
Não? — a capitã perguntou em duvida, a outra riu.
Será o fim do glee. — Mercedes lembrou e Rachel bufou irritada.
Sebastian já me veio com essa, não será minha culpa. — Rachel disse virando-se completamente para o razo lago e cruzou os braços, os olhos percorrendo o outro lado do mesmo, vendo as pessoas se divertindo, brincando e comendo.
Você tem uma parcela de culpa. — insistiu a animadora.
Mil perdões. — Rachel deu de ombros.
Rachel sem você, eles vão se sair mal. Vão perder. — insistiu a garota.
Eu tenho que ajudar as Cheerios com as Nacionais, não posso me ocupar decorando músicas e passos de dança. — rosnou a morena.
O coral vai acabar se perderem as Nacionais e se a treinadora Sylvester ganhar as eleições. — Mercedes suspirou.
Eu sinto muito, Mercedes. — Rachel virou-se para a amiga — De verdade, mas eu não posso fazer nada. Me comprometi com a treinadora em acabar com o coral, em não estar nele agora pelo menos, não posso ficar voltando atrás na minha palavra. O que os outros vão achar? — a morena jogou os braços no ar e fez uma careta — Perderiam o respeito pela capitã e eu não vou colocar isso em risco novamente.
Rachel acenou com a cabeça antes de deixar Mercedes ali e afastar-se para longe de toda aquela bagunça. A morena estava desesperada por dentro, ela não queria que o coral acabasse, ela podia fechar os olhos e lembrar das risadas junto com todos ali após um exaustivo ensaio, mas ela havia tomado uma decisão arriscada ao sair e declarar guerra contra o coral. Voltar atrás na sua palavra seria dar mais argumentos para os demais alunos do McKinley. Ela esteve pronta para abrir mão de tudo aquilo, mas agora ela não estava mais, ela tinha problemas com os quais lidar e não podia adicionar mais nada a pilha. Mas ela fervia por dentro, ela desejava que no último segundo seu pai aparecesse novamente e a motivasse a tentar, ou que ela novamente fizesse todos jogarem slushies em Santana e assim receber aquela punição, de estar no coral.
Também ainda tinha a dura conversa daquela manhã com sua prima, foi apenas uma conversa. Rachel estava farta de tramas e ela não aceitaria mais ninguém fazendo qualquer trama que fosse para ela e Quinn.
Quinn caminhava pela calçada com pressa, ela estava atrasada para encontrar-se na praça com Santana e Blaine, além de outros membros do jornal e do coral. Teve que esperar Frannie ir votar e regressar, pois Jaden havia ido passar o dia na casa de um amigo para uma festa de aniversário e Evelyn estava com uma baixa febre e tosse, a menina teve que ficar descansando segundo ordens médicas. A loira tinha pressa e nem pode esperar que o cunhado também chegasse com o carro.
A loira parou na calçada, o sinal estava vermelho para ela e tinha que atravessar aquela rua, mais algumas quadras e ela estaria na praça. Quinn coçou a cabeça nervosamente e conferiu as horas no celular, mas um gemido estranho a fez franzir a testa em confusão. A garota girou em torno de si, mas não viu nada além do tronco da pequena árvore atrás de si, Quinn lambeu os lábios antes de voltar a prestar atenção no sinal. Outra vez o gemido quase doloroso foi ouvido, mas Quinn balançou a cabeça, começava a desconfiar que sua cabeça lhe pregava uma peça.
Mais uma vez aquele gemido estranho e dessa vez Quinn estava convencida que se tratava de um gato, mas ao virar-se não se deparou com nada, apenas o miado baixo a fez abaixar a cabeça e reparar a pequena caixa no chão. A loira arregalou os olhos antes de ajoelhar-se em frente a caixa, ela usou toda a cautela para abrir a caixa e tirar um pouco de papel e pano velho da frente. Quinn quase gemeu emocionada ao ver o pequeno gato de olhos azuis e pelo cinza com manchas marrons, com a cauda e as patas totalmente marrons, ele estava com os pelos um pouco úmidos e a loira teve certeza que haviam abandonado o pequeno gato pela noite, assim ele havia pegado friagem o suficiente para estar molhado.
Oi, amigo. — Quinn sussurrou e sorriu ao receber um miado quase desesperado em resposta, ela pegou o gato entre as mãos, ele era do tamanho da palma da mão, com extrema delicadeza e medo de machuca-la — Está com fome?
O gato miou e Quinn riu, certamente ele estava respondendo ao barulho emitido por ela. A loira levantou-se e olhou para os lados, seria loucura bater nas portas e saber quem colocou o gatinho para fora, ela acariciou a cabeça do bichano e atravessou a rua.
Quinn sorriu acariciando a cabeça do gatinho, ela sabia bem o que faria com ele. Na verdade, ela sabia bem a quem presentear.
Veja, senhorita. — chamou a veterinária e Quinn aproximou-se da mesa rapidamente, o gato estava seco agora e havia sido alimentado — Ele não tem mais que pouco menos de um mês e estava faminto, mas apesar de tudo está ótimo e saúdavel, só precisa estar sendo alimentado em intervalos de três em três horas, exatamente como uma criança. — a mulher sorriu docemente, Quinn sorriu de volta descruzando os braços aliviada — Na recepção pode pegar uma caderneta, te informa a idade e todas as vacinas que precisa tomar, por agora ele está ótimo e com tudo em dia.
Ele? — a loira perguntou com um doce sorriso.
Exatamente, é macho. — a veterinária fez uma cafuné na cabeça do gatinho que piscava pesado — Como se chama ou por acaso o dará para adoção?
Não faço ideia, vai depender da dona dele. — Quinn esclareceu aumentando o sorriso, ela encarou o pequeno quase dormindo na mesa — Mas suponho que podemos chama-lo de Pierre.
Então, o Pierre está pronto para ir. — a veterinária informou com um sorriso.
A loira pegou o gato e caderneta na recepção, Quinn tinha que correr, mas antes ela lembrava-se de uma pet shop que tinha no caminho da casa de Rachel e ela se dirigiu para lá.
Não deixaria o pequeno Pierre sem nada na casa da dona.
Desculpa! — disse Rachel ao esbarrar em alguém, seu queixo caiu — Santana. — murmurou.
Anã. — Santana sorriu sarcástica e cruzou os braços, a morena abaixou o rosto e suspirou.
Pelo visto ainda está brava. — a morena ergueu o olhar.
Brava? Não, Berry... — Santana negou com a cabeça — Essa palavra não chega nem perto do verdadeiro grau de ódio que estou sentindo de você.
Santana, eu... — a latina cortou a garota.
Nem começa! — ordenou Santana de forma dura — Eu não quero te ouvir. Eu não confio nas suas palavras e nem nas suas intenções. Não sei qual truque usou com a Quinn pra ela me convencer de estar aqui hoje, mas não vai colar comigo e eu não vou te dar nem mesmo cinco minutos sem a loira por perto.
Você pode só me escutar? — pediu a morena em voz alta, as pessoas em volta já observavam as garotas.
Eu não sei qual é a sua tentativa agora, mas uma coisa eu posso garantir. — a latina fez uma pausa para lamber os lábios, encarando Rachel nos olhos. — Eu não vou te dar uma segunda chance.
Não estou te pedindo para confiar em mim. — Rachel insistiu dando um passo em direção a latina, mas essa recuou um passo.
Que ótimo, porque eu não pretendo confiar em você. — Santana praticamente gritou.
Eu sei que fui uma vadia! — Rachel gritou e agora todos já observavam atentos a discussão — Devia ter confiado mais em você, no Blaine e principalmente na Quinn. Mas em nenhum momento vocês se colocaram no meu lugar. Pra vocês é mais fácil estarem o tempo todo me condenando do que me entendendo.
Quando você acreditava que tínhamos feito aquilo, queria que tudo fosse pro inferno e não se importava com nenhum de nós. — Santana sorriu aproximando-se da morena — Se o coral acabar, é aí que eu nunca vou conseguir olhar na sua cara novamente. Porque essa é uma das poucas alegrias que eu ainda tenho.
A latina girou em seu lugar e afastou-se da morena, Rachel engoliu saliva antes de virar-se para o outro lado e também se afastar.
A morena caminhava rapidamente, querendo afastar-se daquela bagunça o mais rápido possível, mas ao chegar ao canto mais afastado o celular da morena vibrou no bolso de trás da calça.
"Quando terminar com seus problemas adolescentes, atravesse a rua e entre no carro que está na esquina. Temos que ter uma conversinha."
A morena estremeceu e guardou o celular de volta no bolso.
Como ele tinha seu número? Quinn é claro, pela garota ele conseguiria. Apenas provando o quanto perigoso podia ser.
Seu coração estava disparado e todo seu corpo formigava. Aquele homem não podia estar entrando novamente na sua vida, não era justo que além de tudo que passava teria que ficar se submetendo a encontra-lo as escondidas. Se arriscando.
Rachel fechou as mãos em punhos antes de atravessar a rua apressada, sem olhar para os lados, mas ao alcançar a calçada do outro lado alguém entrou em seu caminho. O aperto protetor em seus braços era familiar, pois era ela. E a morena acreditou que desabaria nos braços daquela garota, mas ela não podia, já que tudo a envolvia de um certo modo.
Rachel! — Quinn gritou assustada segurando a garota pelos braços, a morena perdeu o equilibrio e quase caia para a pista, mas a loira foi rápida — Por que atravessou a rua assim?
O que? — a morena perguntou confusa enquanto Quinn a girava para coloca-la em segurança na calçada.
Você correu sem olhar para os lados! — a voz da loira era cheia de preocupação e sua respiração estava desregular — O que te deu?
E-eu, eu acabei de discutir com a Santana. — Rachel buscava discretamente algo em volta, ainda tendo os braços presos pela loira.
Por que não me esperou? — a loira perguntou estreitando os olhos sobre Rachel, a morena não estava completamente concentrada na conversa.
Hã... — Rachel engoliu saliva ainda olhando em volta — Você demorou, acabei me desentendo com a Mercedes. Na tentativa de aliviar a cabeça encontrei com a Santana.
O que está procurando? — a loira perguntou curiosa e preocupada, Rachel finalmente criou contato visual.
Como assim o que procuro? — Rachel torceu para conseguir se fazer de desentendida.
Rachel não se faça de boba. — a loira olhou rapidamente para os lados e em seguida para a morena — Está procurando algo, correu desesperada e... o que diabos está te dando? — resmungou Quinn quando a garota tentou soltar os braços de forma brusca.
Nada. Agora me larga! — exigiu a morena com os dentes cerrados e tentando livrar-se do aperto de Quinn.
Se acalme primeiro. — pediu a loira.
Droga, Quinn, só me larga! — resmungou a garota com os olhos brilhando furiosamente e apertou os lábios tentando novamente soltar-se da outra. A loira soltou a garota irritada e ergueu as mãos no alto.
Soltei. — disse Quinn em um tom calmo e baixo — Agora quer me dizer o que está acontecendo?
Não está acontecendo nada. — Rachel disse enquanto massageava o braço e abaixou o olhar.
Te machuquei? — Quinn perguntou preocupada.
Não. — murmurou a animadora.
O alerta do celular de Rachel anunciou outra mensagem, seu corpo parecia desmoronar enquanto Quinn a encarava de olhos arregalados, a garota havia ficado pálida e soltou uma respiração profunda.
Rachel está passando bem? — a loira segurou a garota que deu um passo duvidoso para trás.
Cansaço... sol e eu não me alimentei direito aqui. — a morena buscou cada lado da rua com o canto dos olhos, Quinn percebeu o olhar e fez o mesmo, mas parou encarando um carro no final da rua.
Eu conheço aquele carro. — assim que a loira falou o carro saiu em disparada, cantando pneus.
A morena agarrou a loira e apertou-a contra ela, os olhos ardendo, mas as lágrimas não podiam cair, ela não deixaria enquanto Quinn estivesse por perto. Quinn foi pega de surpresa e não teve outra reação a não ser apertar a garota contra ela, Rachel tremia e despertava a vontade de protege-lá.
Não me solta! — pediu a morena, a voz abafada, mas firme, e o rosto escondido no peito da loira. Quinn apertou os lábios enquanto acariciava as costas da morena.
Nunca. — respondeu a loira em um sussurro.
Quando o táxi estacionou em frente ao portão da mansão Berry, o sol já ia sumindo no horizonte e todos já tinham um resultado da eleição. Quinn e Rachel estavam sentadas lado a lado antes da loira sair do carro e ir abrir a porta para a garota.
Você tem certeza que não quer que te acompanhe até a porta? — insistiu a loira fechando a porta após a morena ter saído.
Quinn, eu estou bem agora. Certamente só me bateu uma fraqueza. — Rachel explicou parando em frente a garota — Mal estarei amanhã quando encarar a treinadora Sylvester e sua perca nas eleições.
As garotas riram ao imaginar a ira da mulher.
Queria te fazer uma pergunta. — a loira murmurou.
Faça, Quinn. Só seja rápida que acredito que o motorista não tenha tanta paciência. — Rachel sussurrou para a loira ao ouvirem um murmuro dentro do táxi.
Tranquila, eu vou pagar a mais. — esclareceu Quinn e criou contato visual — Eu não sei se devo, mas... e a terapia?
Rachel lambeu os lábios nervosa.
Está indo bem, eu até tive uma melhora. — Rachel sorriu constrangida.
Qual melhora? — Quinn questionou interessada.
Acho que não te faria bem saber. — a morena sorriu de lado e Quinn sentiu o coração falhar uma batida.
Sam. — murmurou a loira desviando o olhar.
Quinn não estou tendo nada com ele... — Quinn cortou a animadora.
Você está livre e quer seguir em frente, é o seu direito. — esclareceu a garota mais alta um pouco rude.
Você também segue em frente. — disse Rachel incomodada pelo tom duro da loira.
É melhor que eu vá. — a loira tentou virar-se e voltar para o táxi, mas Rachel a segurou pelo braço.
Por favor, não vamos fazer isso. Não vamos discutir. — pediu a morenaem um murmuro. Quinn observou os olhos marrons e suspirou.
Desculpe. — disse a loira — Só entenda que eu tenho meus motivos.
Eu ouvi sua conversa ontem com a Hannah. — a loira fez uma careta, Rachel se conteve para não sorrir — Sei que se conhecem. E o irmão dela, Jack... — a morena suspirou observando os olhos avelãs — É muito próximo de mim, mas nunca tive qualquer interesse nele. Com Sam só aconteceu uma vez, nada que mexesse comigo. Não quero lidar com algo assim no momento.
A loira lambeu os lábios, pois ela tinha Megan na mesma situação que Sam estava na vida de Rachel. Era algo com o que ela também não queria lidar, mas não havia cortado ainda.
E com o que você quer lidar? — Quinn não teve como conter a pergunta, ela se amaldiçoou por isso.
Com o conserto de tudo que passou entre nós duas. — Rachel disse firme. Quinn sorriria se pudesse, o silêncio se tornou presente — Eu tenho que ir agora.
Tudo bem. — a loira concordou imediatamente — Eu vou depois que você entrar.
Ok. — disse a morena — Só fique tranquila quanto a Hannah. É apenas uma garota que tenta chamar a atenção de todas as formas, é inofensiva. Saiu daqui bem avisada que não tentasse nada, apenas com a permissão de contar tudo ao irmão.
Assim espero. — disse Quinn.
Certo, até amanhã, Quinn. — Rachel acenou antes de ir em direção ao portão, mas logo lembrou-se do celular mais cedo.
Até amanhã. — saudou a loira alguns segundos após e aproximou-se da porta do carro.
"Se você falar alguma coisa, quem vai sofrer as consequências é a loira. Do mesmo modo que aconteceu com você."
Quinn! — a morena chamou virando-se, os olhos arregalados e engolindo saliva, a respiração desregular.
Sim? — a loira respondeu levantando a cabeça, já estava com praticamente parte do corpo dentro do carro.
Se cuide, por favor. — pediu a morena com os olhos brilhantes.
Você também. — a loira sorriu um pouco — Agora entre, está bem?
Rachel concordou com a cabeça e foi em direção ao portão, tocou o interfone e em questão de alguns minutos o portão era aberto para que ela entrasse. A morena dirigiu um último olhar para a loira no táxi, então com o último sorriso de Quinn o carro foi embora.
Boa noite, Rachel. — disse Shelby descendo as escadas enquanto Rachel subia.
Boa noite, mamãe. — saudou a morena suavemente, a mulher quase não ouviu.
Rachel? — Shelby chamou tocando o corremão da escada, Rachel parou no degrau, mas não virou-se.
Sim? — respondeu a garota.
Sente-se bem? — questionou a mulher preocupada.
Dia ruim. — Rachel deu de ombros e subiu mais um degrau.
Espere. — pediu a mulher — Por acaso foi sua conversa com Santana?
Mamãe, eu não quero falar disso agora. — a garota abaixou o rosto para encarar os pés.
A treinadora Sylvester se elegeu? — perguntou Shelby, Rachel sorriu.
Não. — respondeu com entusiasmo, a mulher sorriu — E isso quer dizer que o glee ainda tem mais uma chance.
Com você, eles teriam uma a mais. — disse Shelby esperançosa.
Eles terão muitas mais se começarem a acreditar que não precisam tanto assim de mim. — Rachel respondeu fria novamente.
E você? — perguntou a mulher.
Eu o que? — a morena finalmente virou-se, atordoada.
Você já começa a acreditar que não precisa deles? — Shelby suspirou — Boa noite, querida. Mando te chamar para o jantar.
Shelby se dirigiu para a sala e Rachel deixou uma lágrima cair.
Glee. Quinn. Santana. Aquele homem. Ela precisava que as coisas começassem a dar certo e logo.
A morena enxugou a lágrima do rosto antes de terminar de subir as escadas e se dirigir para a porta do seu quarto em silêncio, o que ela esperava que se prolongasse. A escuridão do quarto lhe agradou, tanto que Rachel fechou a porta e apoiousse na mesma, encostando a cabeça ali e fechando os olhos. Ela só queria um pouco de tranquilidade, já que não tinha mais chances de ter algum ponto positivo aquele dia, nem mesmo com Quinn conseguiu isso.
Um miado fez a morena abrir os olhos espantada e logo procurar o interruptor, seu queixo caiu ligeiramente ao ver um pequeno gato bem a sua frente. Logo um sorriso se apossou dos seus lábios e a garota ajoelhou-se próximo ao gato que miou novamente.
Oh meu Deus. — a morena pegou o gato entre as mãos e o levantou no ar, observando suas feições — Como se chama pequeno?
O gato miou sonoramente em resposta, Rachel sorriu se levantando com o bichano em mãos e logo notou a fina coleira preta no pescoço do gato, a garota se apressou para sentar na cama e procurar um nome. Talvez aquele gato tivesse um dono e isso já entristecia a morena.
Pierre? — Rachel disse surpresa e sorriu — Que lindo nome, Pi.
A morena se levantou da cama deixando o gato sobre ela, ele miou com a falta de carinho. Rachel sorriu.
Só um momento, pequeno. — a morena aproximou-se da mesa de estudos do quarto e pegou um papel amarelado de lá, sorriu ainda mais ao ver seu nome escrito nele com a caligrafia de Quinn.
"Às vezes você perdoa uma pessoa porque a falta que ela faz em sua vida é maior do que o erro que ela cometeu.
Quinn."
Rachel sorriu encantanda e apertou o bilhete contra o peito, seu coração estava acelerado. Quinn podia tudo afinal, até lhe levar embora toda uma agonia e trazer uma felicidade, uma pequena e fofa felicidade, chamada Pierre.
A morena virou-se para a cama onde o pequeno gato a encarava e miou ao receber atenção. Ela sorriu.
Vamos comer, Pi? — perguntou a morena aumentando o sorriso.
Por um momento ela se permitiria esquecer qualquer problema.
Notas finais
Um jogo de queimada. Megan mata Rachel. E vamos todos nos preparar para fortes emoções e para querer beijar os pés de Sue Sylvester por promover a situação que vai unir Faberry.
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