You Got A Hold Of Me
8 Capítulo 008 - Sem ar.
Notas iniciais
Novamente viagem de competições? — perguntou Quinn seguindo Rachel por uma trilha no meio de uma densa floresta.
Rachel havia a convidado para uma trilha no sábado de manhã. Em casa, Quinn inventou que passaria a manhã no jornal da escola e passou o número de Blaine para confirmar qualquer coisa. Tudo o que lhe faltava agora, além do ar enquanto subia uma montanha, era que sua irmã a pegasse mentindo. Agora Rachel lhe contava de uma competição, que teria que viajar por dois dias por ser em uma cidade vizinha.
São apenas dois dias, chegamos em um dia, competimos no outro e após a competição voltamos. — explicou a morena subindo uma parte alta de terra, se virou pra loira e estendeu a mão pra ela, havia lama e estava escorregadiu naquela parte, por conta de uma das fortes chuvas que atingiu Lima pela noite. Quinn viu a mão da garota e a pegou, logo pulando para perto da morena.
E por isso me trás aqui? — perguntou a loira enquanto tomava ar, Rachel sorriu divertida — Não ria, me acordar ás sete da manhã pra uma trilha é maldade.
Você vai gostar quando chegarmos "lá". — a morena arqueou as sobrancelhas sugestivamente e sorriu voltando a caminhar.
Onde é "lá"? — a loira ficou um segundo vendo o traseiro de Rachel rebolar com aquele short azul justo e mostrando o quanto avantajado era aquela parte do corpo da animadora.
Para de olhar pra minha bunda e anda! — ordenou a morena, ambas voltaram a caminhar.
Maldito seja quem inventou instinto esportivo! — gritou a loira voltando a caminhar, mas provocando a alta gargalhada de Rachel.
Mais vinte minutos de caminhada e Rachel puxou a loira para um caminho fora da trilha. Quinn não era uma pessoa paranóica, não mesmo, mas começava a acreditar que a animadora queria mata-lá. O caminho era estreito, cheio de mato, atravessaram uma ponte improvissada com três troncos de árvores pequenas. Onde diabos iam?
O caminho ia ficando mais escuro, o que fez a loira apertar a mão de Rachel, essa acelerou mais os passos e finalmente a claridade voltou. Mostrando a imensa clareira, aberta e rodeada de diversas flores de várias cores, com uma pequena visão de boa parte de Lima e as montanhas a sua volta. Tinha uma bela visão do céu limpo e azul. Quinn jurava se sentir em outro mundo.
Uau, que lugar é esse? — perguntou Quinn embelezada e jogando sua mochila contra o chão, seus olhos percorriram todo o local embelezada.
Uma vez... — começou Rachel puxando um cobertor vermelho de sua mochila e o esticando no chão, logo se sentou e voltou a falar — Enquanto fazia trilha com meu pai e minha mãe, aos oito anos, era uma idéia maluca de manter a "harmonia", tomei o caminho errado e vim parar aqui. Fiquei embelezada com o que via, comecei a cantar, minha mãe me ouviu e veio me buscar, mas o desespero era tanto que ela não se deu conta do lugar. — Rachel falou enquanto seus olhos pairavam sobre a pequena visão de Lima — Anos mais tarde, lá pelos treze anos, voltei a fazer trilha, sozinha e encontrei esse lugar denovo. Eu criei o caminho discretamente e a ponte.
Você fez aquela pequena ponte? — perguntou Quinn surpresa enquanto tirava sua câmera, Rachel assentiu com um leve sorriso enquanto encarava a loira — Certo, em toda a vida o máximo que construi foi uma maquete de um museu famoso pro terceiro ano.
A morena assimilava o que ouvia enquanto Quinn posicionava a câmera sobre algumas flores, adequando a máquina ao melhor ângulo. Sendo acompanhada do atento olhar da animadora.
Que museu, Quinn? — perguntou a morena interessada.
O MoMa! — Quinn afirmou e sorriu amplamente — Amei fazer aquele trabalho, o MoMa é o melhor museu de Nova York, quem sabe do mundo, e conhecido no mundo todo, os melhores criticos de Artes ficam de olho nas exposições que acontecem ali.
Você gosta mesmo de Artes. — a morena disse contente — Seus pais devem ter orgulho.
De certo, porém nunca saberemos. — a voz da loira saiu rápida e fraca.
Como assim? — o suspiro da loira foi inevitável, ela se virou pra encarar Rachel.
Eles morreram há alguns meses. — informou indo até a morena que a olhava surpresa, sorriu fraco e se sentou sobre o cobertor — Era pra ser só mais um jantar de négocios do meu pai, mas o que me acordou no meio da noite não foram eles, como sempre dizendo terem chegado bem. — Quinn abaixou a cabeça e respirou fundo, logo sentiu os braços de Rachel lhe rodearem e a puxarem pra ela, apertando-a em um abraço.
Eu sinto muito! — a resposta de Quinn foi um aperto maior no abraço, Rachel esfregou as costas da garota — Por isso veio pra Lima? — um suspiro foi o sinal positivo a pergunta — Quinn, eu não podia imaginar, perdão por falar. Sou idiota.
Tudo bem, não fale assim. — garantiu a loira saindo do abraço e encarando a animadora.
Não, eu sou uma tonta, perdão! — insistia Rachel.
A loira se atirou sobre Rachel a fazendo cair de costas sobre o cobertor, enquanto seus lábios capturavam os da morena com desejo. Rachel envolveu a cintura da garota com os braços, a puxando contra si, não deixando nem o ar separar seus corpos. Um beijo intenso e cheio de uma troca de emoções inacreditáveis. Quinn ia deixando a dor e todo o trauma se dissipar, enquanto se enchia de algo quente e revigorante, poderiam deduzir que fosse tesão ou algo do tipo, mas era uma sensação de vida. Se sentia com as forças renovadas e isso pouco a pouco a reconstruía. Rachel estava a levantando aos poucos. Aquele sentimento que crescia cada dia mais.
Rachel sabia o que sentia e o que queria, mas ela já havia feito tantas coisas pra ajudar sua treinadora, não era justo que agora manda-se um "dane-se" pra todos e assumisse uma relação homossexual. Mesmo que isso fosse tudo o que ela quisesse, iria continuar tentando até não ter mais saída, até Quinn ameaçar ir embora.
Obrigada pela carona, mas não era preciso, alguém pode te ver. — falou Quinn em um tom divertido, as garotas sorriram divertidas.
Após o namoro na clareira e diversas fotos, as garotas continuaram a trilha e encontraram uma espécie de restaurante no topo da montanha, foi então que Quinn quis matar a animadora. Podiam ter chegado de carro até lá em cima, mas Rachel prometeu que na próxima iriam de carro e terminariam o trajeto na metade do tempo, assim tendo tempo de visitar a cachoeira do local.
Quinn, quero falar exatamente sobre isso. — foi rápida ao ver que a loira desprendia o cinto, mas parou e encarou a morena.
Pois fale. — deu permissão.
Quero que sejamos amigas. — por um segundo o olhar assustado da loira fez Rachel ficar confusa, mas logo entendeu o que a loira entendeu — Na frente dos outros! Assim não precisamos nos evitar nos corredores e nada do tipo. Peguei carona após o jogo com você, creio que não soa tão estranho.
Assim, é isso. — Quinn respirou fundo, soltando o ar que havia prendido, Rachel sorriu contente — Por mim tudo bem. Na frente dos outros, amigas. Por trás, garotas que se beijam de vez em quando. Tudo certo, não ache que te cobro algo.
A campanha da treinadora vai bem, eu sou a capitã das Cheerios, não quero mandar um dane-se pra tudo, Quinn. — se explicou — Não por medo de assumir algo com você, mas você vê como aquele colégio trata o assunto, principalmente por causa da treinadora Sylvester. Ela me mataria se fude-se com sua campanha.
Tudo bem, Rachel. — garantiu a loira com um fraco sorriso — Já te disse que não estou cobrando nada. Até quarta. — Quinn forçou a porta, mas Rachel a travou enquanto pegava a garota pra cima de si.
Quinn não pode evitar, suas mãos apertavam cada pedaço do corpo de Rachel que podia sentir. A animadora sugava os lábios da garota e invadiu sua boca com a lingua. Suas mãos se permitiam conhecer mais do corpo uma da outra, ali mesmo, no desconforto entre os bancos da frente do jipe vermelho. Os vidros escuros davam a segurança necessária para chegarem ao ponto de explorarem o corpo uma da outra com as mãos.
Apesar de toda a pressão sobre o que quer que fosse que as duas tinham, a vontade de ter uma a outra era bem maior.
Certo, agora eu vou. — afirmou Quinn se afastando.
Ok, até quarta. — a loira já descia do jipe, mas se virou antes de fechar a porta.
Boa sorte, minha capitã! — desejou Quinn e piscou abandonando o carro e fechando a porta. Rachel sorriu e acompanhou a loira com seu olhar, os dias precisavam passar voando, Rachel precisava que a eleição chegasse logo. Ela precissava ter Quinn completamente.
O jipe vermelho se foi depois de ter certeza que Quinn entrou em casa em segurança. Ela estava mesmo apaixonada, perdidamente apaixonada.
Um planfeto azul com a foto de Blaine e um "vote em Blaine Anderson" seguido de diversas palavrinhas menores chegaram as mãos de Quinn, a loira sorriu orgulhosa.
Meu voto já é seu! — garantiu Quinn com entusiasmo.
Obrigado, Quinnie. — Blaine agradeceu se sentando a mesa do grupo do jornal.
Se prepara Blaine, já fiquei sabendo que a treinadora Sylvester está lançando a campanha da sua querida Berry a presidente de turmas. — informou Santana ao lado dos jovens, atraindo o olhar de Blaine e Quinn de imediato.
Como assim? — perguntou a loira interessada.
Uma super jogada para seu próprio beneficio. — garantiu a latina encarando os amigos — A eleição pra governador de Ohio é um mês após a dos presidentes de turmas de toda a rede estudantil de Ohio, se ela conseguir eleger sua capitã, pode usar isso como mais um ponto ao seu favor na própria campanha.
Rachel jamais aceitará isso. — a loira deixou escapar voltando seu olhar ao planfeto.
Insisto, desde quando a chama pelo nome? — Santana estava interessada no assunto.
Desde quando somos amigas. — falou a loira com firmeza, Blaine via que não acabaria bem, Santana não era idiota.
Quinn, Berry nunca se interessaria por ser amiga de uma das minhas colegas do jornal! — assegurou Santana — Creio que alguém deve te abrir os olhos sobre Rachel, ela não é o que parece ser e se está onde está, é porque jogou sujo pra me tirar da competição de capitã das Cheerios.
Então me conte, o que ela fez Santana? — perguntou Quinn.
Sant... — Blaine foi cortado pela latina, que apenas ergueu a mão o pedindo silêncio.
Em um jogo de queimada, falou que eu a tinha beijado, sendo que eu nunca havia tido contato com uma garota até aquele dia! — falou Santana com firmeza e segurança — O assunto chegou aos ouvidos da minha família, fui expulsa de casa, trabalho e pago meu próprio apartamento hoje em dia. E como eles souberam? Algumas líderes de torcida escreveram em toda a casa dos meus pais e da minha abuela, dizendo que eu gostava de garotas. — completou a história dando ênfase ao "escrevendo" — Depois de tudo isso, Rachel ainda teve a cara de pau de mandar uma garota qualquer me beijar em frente ao colégio todo, só pra provar eu era lésbica, ano passado.
Era informação demais, Quinn se sentia sem ar, sua cabeça rodava. Tudo o que sabia e viu de Rachel continuava intacto, mas tudo aquilo o que ouviu a confundiu, a estava fazendo por tudo em dúvida, dando o beneficio da dúvida a sua garota.
O sinal bateu indicando o horário de saída. Aquilo foi o que impediu Santana de começar o interrogatório. A latina era esperta, sabia que algo muito estranho e intenso devia ter acontecido pra Quinn afirmar ser amiga de Rachel Berry, ela estava disposta a saber o que era e se pudesse, usar a seu favor.
Ei, tudo bem? Carona? — perguntou Blaine após correr até alcançar Quinn, ela parecia um pouco abalada.
Se ela estiver brincando comigo? — disparou a loira sendo direta.
Como? — perguntou Blaine pegando o braço da garota e a fazendo parar a sua frente.
Se ela só quiser fazer comigo o que fez com Santana? — perguntou Quinn.
Ela vai se dar muito mal. — garantiu o garoto divertido — Quinn, você já assumiu o que é bem antes de vir parar no meio da briga de Rachel e Santana, não tem problemas com isso e Rachel não ousaria. Porque não tecausaria mal algum. — Blaine suspirou — Não conheço a capitã das Cheerios, mas te asseguro, está apaixonada por você! — garantiu.
Amanhã ela chega e eu preciso tirar isso tudo a limpo. — Quinn suspirou ao mesmo tempo que se envolvia em um forte abraço com Blaine, na frente da escola, a garota beijou o rosto do rapaz e ambos sorriram contentes.
Blaine era realmente um grande amigo e se o que disse Santana realmente acontecesse, a loira usaria tudo o possível para ajudar na campanha do seu amigo. Não podia deixar que Rachel levasse aquela, sabia que se sua eleição acontecesse, seria apenas pra beneficiar a treinadora e aquilo não era justo com o colégio e muito menos com a animadora e com o seu amigo.
Jornal da escola:
"O colégio sauda seu novo casal:
Após o dia de ser dada a partida as candidaturas e campanhas para a eleição do presidente de turmas do colégio William McKinley High School, Quinn Fabray, a fotográfa do nosso jornal, é vista comprimentando Blaine Anderson, o redator esportivo também do nosso jornal. Algumas fotos (abaixo do teto) provam uma conversa rápida, seguida de um abraço e um beijo, pelo ângulo, não se pode afirmar nada. Mas teria Quinn Fabray beijado o candidato a presidente na boca? Parabéns aos pombinhos."
Se Santana queria descobrir o que havia entre Rachel e Quinn, teria que jogar pesado, teria que usar cada carta que tivesse. Primeiro, porque destruir Rachel Berry, como ela a destruiu, era questão de honra. Segundo, ela tinha amizade com Quinn, então não deixaria a morena acabar com essa garota, como acabou com ela. Os fins justificam os meios.
Notas finais
Hoje (31/08), ou seja, amanhã será aniversário de 2 anos do meu sobrinho, sábado vou pro curso e domingo terá desfile escolar e tenho que comparecer. Enfim, apareço na segunda
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