You Give Love a Bad Name
4 Seguindo em frente
Notas iniciais
O dia tinha começado melancólico para detetive e para legista. Tudo parecia não fazer sentido.
Jane estava conversando com Angela quando viu Maura entrando. Seus olhares se encontraram por alguns segundos que pareceram uma eternidade. Maura foi quem quebrou o contato visual e continuou seu trajeto.
Jane virou-se novamente para ficar na posição que estava e viu que sua mãe estava fitando-a, mostrando o quanto estava se sentindo confusa com aquela atitude.
–O que aconteceu entre vocês Jane?
–Não aconteceu nada mãe.
–Você quer que eu acredite nisso? Jane, a Maura passou sem falar com você.
–Mãe é complicado, deixa isso para lá.
Angela achou melhor deixar o assunto quieto por enquanto. Mais tarde tentaria falar com Maura, apesar de saber que suas garotas não falariam o que tinha acontecido.
A doutora entrou em sua sala deixando a bolsa no em cima da mesa.
Ver Jane logo pela manhã não era algo que ela planejava que acontecesse. Aquela breve troca de olhares lhe ocasionou um efeito devastador.
Escutou uma leve batida na porta, fazendo-a afastar seus pensamentos dolorosos. Maura piscou algumas vezes evitando que as lagrimas caíssem. Não importava quem fosse, a rainha dos mortos não poderia parecer frágil em seu local de trabalho.
Quando virou-se viu uma moça esperando autorização para entrar. A menina aparentava ter sua altura, cabelos enrolados, mas não rebeldes como os de Jane. Seus olhos castanhos transparecia algo angelical como seu sorriso tímido, aparentava ter 20 anos. Devia ser a nova estagiaria que a Susie tanto falava.
–Entre.
–Bom dia Dra. Isles. Eu sou sua nova estagiaria. — Sua voz não escondia seu nervosismo.
–A estagiaria tem nome? — Apesar de sua tristeza ela tentou ser simpática com a menina
–Camila Aquino, mas pode chamar só de Camila. — Nervosismo era notório em sua voz.
Maura estava sem paciência para conversa prolongada então começou explicar o que Camila precisava fazer em suas horas de estágio. Enquanto falava ela notou que a menina uma vez ou outra observava seus lábios e até percebeu uma olhada rápida em seus seios. Ou seria coisa de sua cabeça? Resolveu deixar isso quieto.
–Entendeu tudo, Camila? Alguma dúvida? — Pergunta depois de explicar tudo.
–Não senhora.
No mesmo instante Susie entra na sala para entregar alguns resultados para Maura.
–Susie, leve a Camila com você e mostre o trabalho que está à espera dela.
–Claro Maura.
Antes de sair Maura olhou para Camila, que sorriu de uma forma mais confiante e se não estava enganada mais ousada. Como mais cedo resolveu não falar nada, apenas sorriu de volta.
O dia passou vagarosamente para Jane e Maura. Elas apenas falaram o necessário sobre o caso e todo aquele silencio estava fazendo-as sofrer.
A doutora estava disposta acabar com aquilo, Jane precisava entender que apesar de tudo a amizade delas era mais importante. Ela estava disposta esquecer seu amor para ter a amizade da morena de volta.
Ela foi tirada de seus pensamentos quando a porta do elevador abriu e para sua surpresa Jane estava lá, parecendo estar mais animada do que estava naquela manhã quando tiveram aquela breve troca de olhares. A morena notou que Maura estava se aproximando, o que ocasionou nervosismo. Ela não sabia como se comportar depois daquela breve discussão.
–Oi Jane. Será que poderíamos conversar?
–Claro.
As duas fizeram a caminhada até o carro da Maura em silêncio.
–Jane eu entendo que você não sinta o mesmo que eu, mas nossa amizade é mais importante que isso. Eu não quero perder-la.
–Sim nossa amizade é mais que isso, mas enquanto você sentir essa paixão por mim eu acho melhor nos afastarmos mais Maur, não quero que você crie falsas esperanças.
–Eu não irei criar Jane, eu só... eu não consigo viver sem aa pessoa mais importante da minha vida- Aquelas palavras mais uma vez magoaram Maura, mas se tratando de Jane ela esquecia toda magoa se fosse para conquistar a amizade da detetive de volta.
–Com o tempo voltaremos ao normal, mas não agora.
Os olhos de Maura se encheram de lagrimas, ela respirou fundo e piscou algumas vezes não permitindo que caíssem demostrando franqueza para Jane. Afinal ela tinha tentado, deixando seu orgulho de lado para tentar reaver sua amizade, mas estava mais do que claro que suas tentativas seriam fracassadas.
Uma hora se cansa de lutar e ela estava exausta disso. Se Jane queria que ela esquecesse tudo que elas tinham vivido, ela faria isso. Faria o que Jane estava pedindo, se afastaria e procuraria sua felicidade.
–Tudo bem, Jane. Só não reclame se eu te esquecer de vez.
Sem esperar uma resposta Maura entra em seu carro deixando Jane sem ação. Elas sabiam que essa seria outra noite mal dormida.
Fale com o autor