You Found Me
1 Prologo
Notas iniciais
Boa leitura
Pov. Laura
Não me lembro exatamente quando comecei a sonhar com isso ou lembrar dessa parte ferrada da minha vida! Mas lá estava eu de novo correndo no jardim imenso da minha antiga casa. Eu deveria ter seis anos e queria a todo custo minha boneca de volta!
—Jake volta aqui! – Gritei correndo atrás dele.
O idiota do meu vizinho, barra amigo de infância, barra inimigo, corria na minha frente com a minha boneca preferida. Como eu amava aquela boneca, só Deus sabe o quanto eu sofri pra conseguir ganhar ela, todo o meu esforço, chorei dias e dias, fiz biquinho pros meus pais, rezei pro meu anjo da guarda noites e noites seguidas e mandei umas 500 cartinhas pro Papai Noel que deve me odiar por isso. E agora lá estava ela sendo levada por aquele delinquente de cabelos loiros e um sorriso perverso que amava me irritar.
—Vai chorar é? – Perguntou ele gargalhando enquanto parava pra se encostar-se a uma arvore.
—Me devolve! – Pedi fazendo biquinho do jeito mais infantil possível. Qual é, eu só tinha seis anos.
—Chorona! – Falou gargalhando.
—Para Collins, me da a minha boneca! – Falei tentando pega-la e ele a levantou em cima da cabeça no mesmo instante.
—Se você quer terá que vim pega-la!
E lá fui eu como uma completa inocente tentar pegar a boneca que estava a centímetros de mim. Pulei, empurrei-o fiz de tudo e minha boneca continuava erguida no ar e ele gargalhava do meu esforço em vão.
—Idiota! – Cruzei os braços desistindo e o bico formando-se naturalmente. Ele riu de novo! – Vou bater em você!
Ele me olhou erguendo as sobrancelhas em desafio. E não pensei duas vezes antes de acertar um chute certeiro na sua canela. Ele caiu sentado e minha boneca caiu do outro lado na grama! Corri indo pega-la.
—Laura! Vamos! — Ouvi a voz da minha mãe se aproximando. Ela trocou olhares de mim para o Jake e sorriu. – Brigando de novo?
—Eu não fiz nada! – Nos dois falamos ao mesmo tempo e ela riu caminhando até nós dois.
—Ela me bateu! – Disse Jake ele levantando-se
—E ele pegou a minha boneca mãe!- Falei enquanto ajeitava os seus cabelos e o vestido cheio de grama!
Ela pousou as mãos nos meus ombros de modo carinhoso!
—Seu pai esta nos esperando, o caminhão já foi e as malas estão no carro! Está na hora de se despedir do Jake! – Falou ela.
Aquele era meu ultimo dia na antiga casa, estávamos de mudança pra Califórnia e eu senti um nó na garganta no momento em que ela disse aquilo! Jake e eu trocamos olhares e minha mãe saiu apressada dizendo pra nós sermos rápidos que meus outros amigos me esperavam pra se despedir.
—Então já que você vai embora... – Ele veio na minha direção enquanto tirava um colar do seu pescoço. Seu colar preferido. Ele o pegou em mãos e fitou o colar como se despedisse dele e depois se aproximou e colocou no meu pescoço. Era um cordão grande preto. O pingente era redondo com um símbolo semelhante como o do infinito que se abria, dentro estava escrito Believe.
Eu sorri, ele sempre usava aquele cordão.
—Obrigada! – Sussurrei envergonhada. Ajeitei minha boneca nas mãos e dei um beijo estalado na sua bochecha e ele sorriu.
Na frente da minha casa meus amigos Harry e Allie me esperavam para se despedir. Eu lembro que fui embora chorando aquele dia, chorei por dias e semanas. Não imaginava que sentiria tanta falta deles assim! Mas eu me acostumei e superei.
Se eu esqueci algum deles? Nenhum, até porque Harry e Allie vieram para Boston Quatro anos depois morando no mesmo bairro que eu. Eu descobri que os pais do Jake se separaram pouco tempo depois deu ir embora. Nunca mais o vi depois da minha despedida, apenas Harry e Allie tinham contato com ele.
O som do despertador preencheu meu quarto me fazendo abrir os olhos. Dei um tapa no bendito que ousou me acordar, e voltei a dormir de novo. Minutos depois minha mãe entrou no quarto me mandando acordar e abrindo as cortinas e janelas fazendo aquele sol maldito arder meus olhos.
—Vamos Grace, querida – Disse me chamando pelo meu segundo nome. Eu não gostava muito, mas só ela me chamava assim! – Primeiro dia de aula, não vai querer chegar atrasada, vai?
—Não! – Resmunguei com a cabeça enfiada no travesseiro.
—Então levante. Tome um banho e desça para o café! – Disse antes de sair do quarto.
Levantei soltando um suspiro. Primeiro ano do colegial, que maravilha né?
Meus olhos correram pelo quarto e pararam na cabeceira da minha cama onde meu cordão dourado estava pendurado iluminando meu quarto. Passei meus dedos por ele se lembrando do sonho que eu tive e deixei um sorriso escapar. Fazia muito tempo que não lembrava aquele dia, mas era quase um costume sonhar com a minha infância!
Um grito da minha mãe no andar de baixo me fez voltar à vida real. Ótimo! Vida real, primeiro dia de aula!
Fale com o autor