You Fixed My Heart

17 Capítulo 17 - Listening To My Heart


Notas iniciais
Então galera, esse capítulo tá bem grande, bom, maior que os outros, mas enfim! Espero que gostem (:

Northala Fields.
Só pode... Eu lembrei porque o Harry me disse daquela vez "meu esconderijo". Fiquei desesperada, ele tinha bebido. Comecei a imaginar o que poderia ter acontecido com ele: acidente, roubo ou até mesmo sequestro. Não aguentei, minha cabeça tava dando nó.
— Louis, me empresta o carro? — Pedi, com o coração acelerado.
— Por que? — Louis hesitou.
— Eu sei onde o Harry tá, na verdade, eu tenho certeza! — Exclamei quase gritando, me desesperando.
— Você sabe? Onde el...
— Vai me emprestar a porra do carro ou não, caralho? — Me alterei.
— Toma. — Ele estendeu a mão com a chave. — Toma cuidado, por favor.
— Obrigada. — Abracei Louis e sai correndo.
Sai do salão correndo, entrei no carro e encostei a cabeça no volante. Harry tinha que estar no Northala Fields. Tirei o sapato, dei a partida e fui em direção ao parque. Já tinham se passado três horas do ocorrido que ocasionou esse dano todo, Harry ainda estaria lá no parque? TINHA QUE ESTAR. Logo hoje, que eu ia finalmente expor meus sentimentos. Fica declarado aqui, que eu não vou mais beber e se eu beber, Harry tem que estar comigo, sempre. Comecei a me sentir tão suja, tão idiota, tão burra. Harry não merecia nada daquilo. Bom, mas não adiantava nada eu ficar chorando por uma coisa que eu já tinha feito. A merda tava feita, agora só preciso correr atrás do prejuízo. Em meio aos meus pensamentos, comecei a enxergar de longe o parque, acelerei o carro, com pressa e parei no estacionamento. Fechei o carro, saí correndo em direção a colina que ele tinha me mostrado da última vez. Subi correndo e não encontrei ele lá, olhei em volta, procurei e não achei Harry. Comecei a andar o parque todo, dei voltas e voltas, não achei. Subi a colina de novo, me dando por vencida e sentei, ofegante. Não consegui segurar e lágrimas começaram a descer pelo meu rosto, descontraladamente e vieram com um soluço. Eu ali parada, chorando, com aquela roupa, maquiagem derretida e borrada... Se alguém me visse com certeza saíria correndo, porque eu estava literalmente parecendo um zumbi, ou uma noiva cadáver. Não sei por quanto tempo fiquei lá sentada, minha cabeça estava fazia, um branco sem fim, mas eu permanecia imóvel, apenas me mexia com o soluço.
Sabe quando você sente alguém te observando? Então, eu estava com essa sensação há mais ou menos, uns cinco minutos. Comecei a ficar com medo, porque era um parque, quatro horas e alguns minutos da manhã, eu estava sozinha. Parei de chorar, o estranho começou a se aproximar. Eu estava morrendo de medo de olhar pra trás e sei lá, ser estrupada e logo depois levar um tiro na testa de um maníaco. Fechei os olhos e senti a pessoa sentar-se ao meu lado. Esperei um pouco e nada aconteceu. Abri os olhos e virei em direção à ele. Um calor subiu em minha espinha e meu coração acelerou quando Harry me olhou nos olhos. Harry estava com os olhos vermelhos e me olhou como se quisesse desfazer aquilo tudo.
— Você não deveria ter me deixado beber. — Falei olhando pra ele e ele abaixou a cabeça, como se não quisesse escutar. — Não vou ficar te dando explicações por uma coisa que você viu, te peço desculpas. Só preciso te falar uma coisa. — Subi a cabeça dele com a mão, fazendo que ele olhasse em meus olhos. — Eu te amo Harry, não era pra ser assim, mas infelizmente foi.
Ele não fez nada, apenas deitou a cabeça em minhas coxas e começou a encarar as luzes lá longe, da cidade e ficamos assim, quietos. Começou a amanhecer e o sol estava subindo.
— Você acha mesmo que eu ia desistir fácil de você? — Harry sorriu. — Acho que esse foi o pior e o melhor dia da minha vida. Um dia assim pode existir? — Harry levantou e eu sorri. — Eu acho que você sabe, mas eu gosto de falar: eu te amo Lari, te amo. — Ele me beijou e foi um beijo diferente de todos os outros, melhor, apaixonante, um beijo de amor.
— Acho que sim. — Meu sorriso estava de orelha a orelha.
— Vamos embora, acho que estão nos procurando.
O telefone não dava linha lá no parque. Fomos cada um no carro que veio, e quando passamos do lugar que o celular não pegava, meu celular parecia uma vaca mugindo, com tantas notificações que chegavam no celular, de chamadas perdidas, sms, whatsapp, kik, tudo. Estavam todos desesperados atrás de nós dois. Combinamos de ir direto para casa de Harry e Louis e eu adivinhei, estavam todos lá. Paramos o carro e saímos em direção a casa, Harry passou seu braço por cima de meus ombros e quando entramos na casa dele, todos gritaram.
— Onde vocês estavam? — Bia gritou.
— Vocês ficaram loucos? — Louis continuou.
— Pelo amor de Deus, não façam mais isso. — Zayn pediu.
— Vocês deveriam ter dito onde vocês estavam. — Andressa disse.
— Calma gente. — Harry sorriu.
— Calma gente? Calma? — Eleanor riu ironicamente.
— Vocês deixaram a gente preocupadíssimos. — Liam nos olhou sério.
Harry passou os braços pelo meu pescoço, nos olhamos e do nada, começamos a rir. Rir muito. Todos olharam pra gente com uma cara de paisagem, querendo internamente nos matar.
— Vocês acham que temos cara de palhaços? — Niall se irritou.
— Palhaços não, pais irritados sim. — Harry explicou.
— Vamos dizer que eu achei ele, nos perdemos no tempo e lá não pega celular. — Expliquei e olhei pra eles. — E só, gente, juro que não precisava disso tudo, eu disse que ia achar ele, não disse?
— Vamos embora Larissa? To morrendo de sono... Vamos? — Bia fez bico.
— Vamos, to morrendo de sono também. — Sorri.
Resolvemos todos ir embora, e sobramos eu e bia. Bia começou ir para o carro, eu também. Harry me puxou e disse em meu ouvido:
— Volta depois que você estiver "melhor", pra gente conversar. — Me deu um selinho e entrou.
Fomos embora e quando cheguei em casa ainda eram sete horas da manhã. Tomei um banho bem demorado, coloquei uma roupa bem leve e fui deitar. Quando me dei por mim, já tinha caido num sono mais pesado que uma pedra, apesar de eu estar me sentindo leve, por ter me explicado para o Harry e falado o que sinto.



— Então você me ama? — Harry disse deitando no sofá, logo depois de eu ter chegado em sua casa. Sentei na ponta do sofá e ele deitou a cabeça no meu colo. — Você me ama, né?
— Não, eu tava bebada. — Falei em um tom sério, só pra assustar Harry.
— Não parecia. — Harry sorriu, não se deixando enganar.
— Eu te amo sim, seu idiota. — Sorri.
— Então espera. — Harry se sentou. — Temos que resolver isso então. — Chegou mais perto de mim e segurou minha mão. Olhando nos meus olhos e me deixando um pouco sem graça, disse — Você sabe que eu te amo, eu sei que você me ama, então... Quer namorar comigo?
Balancei a cabeça, surpresa.
— Harry, me desculpa, mas eu não posso namorar com você... Não agora. — Ele fechou o olho e soltou minha mão, mas eu peguei a mão dele novamente. — Preciso de um pouco mais de tempo. Te prometo que é muito pouco.
— Mas você não me ama?
— Amo. Mas não é isso. Eu preciso pensar. — Abracei Harry.

Notas finais
Espero que tenham gostado, até o próximo. (: