You Don't Know.

1 Don't You Dare Act Like You Know Me.


“Não se atreva a agir como se me conhecesse”
― Xerxes Break

Você não me conhece. Você não sabe quem eu sou.

Você não sabe o quão forte eu sou.

Você não sabe como eu realmente sou bonita.

Você não sabe o quanto lutei para chegar até aqui.

Você não sabe as minhas opiniões.

Você não sabe como eu me sinto.

Você não sabe o quão alta minha voz pode ser.

Você não sabe os meus verdadeiros medos.

Você não sabe quais são os meus sonhos.

Você não sabe quantos sorrisos já tive que fingir.

Você não sabe o quanto meus sorrisos podem ser verdadeiros.

Você não sabe o que eu vi.

Você não sabe o que eu ouvi.

Você não sabe o quanto eu sou cruel.

Você não sabe o quanto eu sou gentil.

Você não sabe o porquê de eu ser desse jeito.

Você não sabe como tudo é difícil para mim.

Você não sabe como eu sou corajosa.

Você não sabe o quanto já me decepcionei.

Você não sabe quantas vezes tive que me levantar depois de uma queda.

Você não sabe o quanto eu te odeio.

Você não sabe quanta dor já tive que suportar.

Você não sabe o quanto eu já chorei.

Você não sabe o quão fria me tornei.

Você não sabe o quão calorosa posso ser.

Você não sabe nem mesmo interpretar meus atos.

Você não sabe como eu amo minha vida, apesar de tudo.

Você não sabe o quão verdadeiramente livre eu sou.

Você não sabe os meus segredos.

Você não estava lá. Você não me conhece. Você não sabe quem eu sou.

Mas você é apenas mais um espinho em minha vida.

E sabe o que eu faço com espinhos?

Eu os esmago com minhas próprias mãos.

Sim... Talvez eu me machuque.

Mas eu te destruirei primeiro.

De qualquer jeito, esse seria apenas mais um machucado em minha vida.

E talvez você não saiba disso...
... Mas eu já aprendi a superar machucados há muito tempo.

Portanto... Não se atreva a agir como se me conhecesse. Mais do que isso: não se atreva a tentar me criticar.

Porque você não sabe de nada.

“A menina encarou a página do caderno, agora cheia de palavras garranchadas e manchada por algumas poucas lágrimas. Depois de escrever tudo isso, se sentia muito melhor. Sorriu fracamente, mas seu sorriso era verdadeiro. Suspirou. Arrancou a folha do caderno, amassou-a e jogou-a no lixo. Limpou o rosto e abriu ainda mais seu sorriso. Fechou o caderno, guardou o lápis no bolso e abriu a porta do banheiro da escola – no qual esteve trancada enquanto escrevia. Antes de sair do banheiro, se virou para trás e olhou-se no espelho. Sorriu novamente. Não estava exatamente bonita, mas era ela. E é o que importava, porque ninguém poderia mudar isso.”



Notas finais
Gostaram? Não gostaram? Devo cortar minhas mãos e não escrever nunca mais (por favor, nããão T-T)? Mandem suas opiniões para que eu possa melhorar, onegai! ^^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!