You Could Be My Queen
28 Capítulo 28
Entrei no meu quarto com a expectativa boba de encontrar Jareth ou algo que indicasse que ele passou por ali, mas apenas encontrei Merlin deitado na minha cama, me recepcionando com pulos que quase me levaram ao chão.
No chuveiro, fiquei lembrando da conversa da Irene e apesar da nossa relação ter melhorado, ainda era estranho ter aquele tipo de conversa, mas fiquei muito feliz em saber que, mesmo conhecendo pouco Jareth, ela torcia pela gente. Pensei ainda em que eu iria sentir falta daqui quando eu voltasse em definitivo pro Reino e aquele dilema que me corroia nos dias finais no castelo voltou à tona: a vontade de ficar com o desejo de ir embora.
Decidi não pensar nisso, já que meu futuro ainda era muito incerto, com todas as reviravoltas que aconteciam por lá e Jareth prezando pela minha segurança, talvez fosse melhor deixar o tempo correr.
E eu ainda tinha que arranjar um jeito de fazer com a Iman ficasse com o meu papel na peça! O problema é que a Monique raramente troca os papeis, o que significava que eu teria que ser uma péssima atriz e investir em toda a minha lábia para que ela se convencesse de que eu não era boa o suficiente como ela imaginava.
Terminei o banho, me enrolei na toalha e meus pensamentos ainda ferviam quando abri a porta do quarto e soltei um grito de susto ao ver Jareth sentado na minha cama, escrevendo no diário dele.
Jareth também parecia assustado, mas eu estava na dúvida se era por causa do meu grito ou se por eu estar apenas de toalha pingando água pelo quarto inteiro.
— Sarah? – era Irene gritando da escada. – Ta tudo bem?
— Ta, ta sim! – olhei apreensiva pra ele e pra fora do quarto. – Eu acabei de sair do banho e pensei ter visto uma barata.
— Ah, que susto! – ela gritou enquanto eu via Jareth deixar o diário e se dirigir à minha direção, me olhando dos pés à cabeça. – Daqui a pouco o seu pai chega, não demore.
Mal tranquei a porta e quando me virei, ele estava a poucos centímetros do meu rosto.
— O que você ta fazendo aqui? – falei o mais baixo possível. – Você não tinha voltado pro Castelo?
— Você está na minha frente, apenas de toalha, e você quer saber por que eu voltei, Sarah? – ele me puxou pela cintura e cheirou o meu cabelo molhado. – Desculpe, mas acho que podemos aproveitar muito melhor o nosso tempo.
Ele me beijou e sem perceber eu já estava tirando a sua jaqueta e ajudando-o a tirar a camiseta dele.
— Meu Deus, Jareth! – tentei me afastar do corpo dele, mas ele já tinha me puxado de volta para os seus braços. – Isso não está certo. – seus lábios estavam no meu pescoço.
— O que não está certo? – ele perguntou enquanto mordia a minha orelha.
— Você diz que não vem pra jantar e aparece no meu quarto, do nada! – a mão boba dele agora descia para a minha bunda.
— Foi só um alarme falso. – agora Jareth me arrastava até a cama, tentando beijar todas as partes do meu corpo ao mesmo tempo. – Ludo conseguiu colocar para fora os novos invasores.
— Novos invasores?
Jareth tirou a minha toalha, me deitou na cama e suas pernas estavam na lateral do meu corpo, me impedindo de sair, ele sob mim, me vendo completamente nua.
— Sua tática de mudar de assunto não vai funcionar dessa vez, Sarah.
Não respondi, apenas fiquei de olhos fechados, envergonhada por estar daquele jeito, meu cérebro confuso demais capaz de dar qualquer resposta.
Eu não vi, mas tinha certeza de que Jareth estava sorrindo pra mim.
— Você tem o corpo tão lindo, Sarah. – ele sussurrou ao meu ouvindo, enquanto eu sentia sua boca descer do meu pescoço até os meus seios. – Não tenha vergonha dele e nem de mim. – ele mordeu o meu mamilo direito e depois o esquerdo. – Você vai ser minha um dia.
— Sim, eu vou. – concordei enquanto sentia seus lábios descendo pela minha barriga, parando no umbigo. – Mas não vai ser hoje.
— Não, não vai. – ele desceu mais um pouco. – Mas podemos começar o aquecimento hoje.
— Aquecimento? – abri os olhos e Jareth estava beijando a parte interna da minha coxa, muito próximo do meu sexo. Fechei os olhos de novo, me contorcendo cada vez que seus lábios tocavam a minha pele.
— Você já se tocou alguma vez, Sarah? – sua mão passeou de leve pelo meu sexo, me causando arrepios.
— Me tocar? – repeti ainda com os pensamentos confusos.
— Sim. – agora eu sentia o seu dedo no meu clitóris. – Bem aqui. – Jareth fazia movimentos circulares com o dedo e me contorci mais ainda, tentando não gemer alto demais. – Pelo som dos seus gemidos, acredito que não. – mais uma vez, eu sabia que ele estava sorrindo. – Vou tentar outra coisa.
— Sarah! Seu pai chegou! – Irene gritou e eu olhei pra baixo, a boca de Jareth bem onde não deveria estar.
— Já vou, Irene! – gritei e senti sua língua no meu sexo. – Jareth, por favor.
Jareth era um rei e por mais que a gente pedisse por favor, a vontade dele prevalecia.
Sua língua tocou de novo e me contorci outra vez, tentando me afastar dele, mas suas mãos me seguravam com muita força.
— Não, não, não, não, Jareth! – eu pedia cada vez que a sua língua passava no meu sexo. – Agora não! É uma péssima hora!
— Sarah! – ouvi os passos do meu pai perto da minha porta. – Querida, o jantar está pronto!
Puxei Jareth pelo cabelo, afastando aquela maldita língua do meu sexo e ele gemeu baixo, parecendo gostar.
— Eu já vou, pai! To terminando de me trocar, acabei de sair do banho. – o sorriso dele era muito sacana e isso me fazia querer ficar ali, mas isso era impossível no momento.
— Não demore. – ouvi meu pai responder até os passos sumirem do meu alcance.
— Jareth, qual é o seu problema? – perguntei ainda puxando-o pelo cabelo.
— Meu problema é você. – ele me beijou e sua mão estava tateando novamente o meu corpo, chegando ao meu sexo.
— Não! – saltei da cama rapidamente e coloquei a primeira roupa que eu achei na frente.
Ele assistia ao meu desespero sentado na cama, sua calça com um volume enorme, o que me causou um misto de euforia com excitação.
Antes de sair, ainda me joguei no colo dele, beijando-o sem parar, nossos lábios em prefeita sincronia.
— Você vai estar aqui quando eu voltar?
— Claro! — ele sorriu. — Precisamos terminar o que começamos por aqui. — ele me apertou mais contra o corpo dele. — Mas não demore, por favor.
Sai e fechei a porta, me encostando na parede, tentando recuperar o fôlego e o pouco de dignidade que eu tinha. Fazer o que estávamos fazendo com os meus pais por perto era tão proibido mas ao mesmo tempo tão excitante!
O caminho tão curto e rotineiro do meu quarto até a cozinha hoje parecia longo demais e me concentrar nas conversas do meu pai e Irene também exigiu um pouco de esforço. Toby também não colaborava em comer, dispensando várias vezes a comida que eu tentava dar pra ele.
—Todas as pessoas que você convidou confirmaram presença, Irene? — meu pai perguntou e era a primeira vez que eu me concentrava em um assunto.
— Sim, querido! — era Irene quem tentava alimentar Toby agora. — Os pais da Iman e do Mark confirmaram, os padrinhos da Sarah e do Toby também, minhas melhores amigas, seu chefe e a sua esposa, o professor da Sarah ...
— O professor da Sarah? — meu pai parou o garfou com o pedaço de bife no ar. — Aquele que jantou com o agente outro dia? O David?
— Ele mesmo! — Irene respondeu e meu pai olhou desconfiado. — Ele e Sarah têm um ótimo relacionamento fora da sala de aula, não vejo problemas nisso.
Ah, Irene, você nem imagina como o nosso relacionamento é ótimo!
Irene agora falava sobre a decoração e a disposição das duas enormes mesas que ela alugou, e outros detalhes como o som ambiente e o bolo. Confesso que me entusiasmei em ouvir e ainda em dar alguns palpites, enquanto ela pegava um caderno e anotava as idéias, que nem percebi meu pai tirando a mesa do jantar e já lavando a louça.
Olhei pro relógio e já havia passado tempo demais! Será que o Jareth ainda estaria me esperando?
Dei a tradicional desculpa de que precisava fazer os trabalhos da faculdade, dei boa noite e subi correndo pro meu quarto.
Quando cheguei, Jareth estava deitado, ainda sem camisa, e parecia dormir profundamente, um ligeiro sorriso no rosto me levou a acreditar que talvez ele estivesse sonhando e que o sonho era bom.
Coloquei o pijama e deitei ao lado dele, tentando não acorda-lo, mas vi quando ele abriu um pouco os olhos.
— Você demorou. — ele murmurou.
— Eu sei. Me desculpe.
Ele beijou a minha testa e voltou a fechar os olhos.
— Posso dormir aqui com você?
— Claro, Jareth. — ele me puxou pela cintura e deitei sobre o seu peito nu. — Foi um dia cansativo hoje, não foi?
— Foi. — ele gemeu. — Mas foi um ótimo dia.
— Sim, um ótimo dia. — beijei seu peito. — Boa noite, Rei dos Goblins.
— Boa noite, minha futura rainha.
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