Notas iniciais
Opa! Quem é vivo sempre aparece .... rs Desculpa o sumiço, mas agora voltei e espero que ainda estejam acompanhando ...rs

— Oi! — Mark disse sem graça.

— Oi. — ameacei me levantar mas ele sentou no lugar que Monique ocupara, fazendo sinal para que eu ficasse.

— Vou ser rápido e vou entender se você não quiser falar comigo. — ele disse, mas continuei quieta. — Me desculpe por sábado. — seus olhos encontraram os meus e lembrei de Jareth, falando para observar os olhos para saber se ele estaria sob o efeito de algum feitiço. — Eu ... eu realmente não sei o que deu em mim, fiquei com raiva, nervoso! Queria ... ah ... — ele suspirou. — Queria não ter dito tudo aquilo sobre você, queria não te perder.

Pelo jeito mais alguém tem problemas com palavras além de mim!

— Eu fiquei muito magoada com você, Mark. Você tem agido de um jeito estranho, um jeito que a gente não está te reconhecendo.

— Eu sei. — ele balançava a cabeça em sinal negativo. — Quando eu vejo você com ele, eu viro outra pessoa, perco a cabeça! Tenho vontade de socar ele e dizer que você deveria ser minha! — sua voz saiu mais alta e algumas pessoas se viraram para olhar pra nós. — Desculpe, Sarah! Eu realmente não sei o que acontece comigo!

— Mark, por que você não volta pra Jéssica? — ele arregalou os olhos. — Sim, ela me contou que vocês terminaram.

— Jéssica sempre foi um passatempo e um meio de tentar te provocar, mas pelo jeito não funcionou. Achei melhor terminar agora do que magoa-la ainda mais.

— Então por que você não dá uma chance pra alguém que gosta de você de verdade? — fiz sinal com a cabeça, apontando na direção de Iman.

— A Iman deve ter ódio de mim, não sei como ela ainda pensa em mim.

— Por que você diz isso?

— Porque eu fui racista com ela. — ele fechou os olhos como se estivessem sentindo alguma dor. — Quando sai do jantar da sua madrasta, ela ainda tentou conversar comigo, mas acabei xingando ela de crioula imunda.

— VOCÊ O QUE? — me levantei e ele me puxou pelo braço, pedindo pra voltar a me sentar, mas relutei. — Você tem que pedir desculpas a ela e não a mim! — Como Iman não me contou sobre isso?

Monique começava a chamar por todos e decidi que era hora de ir, sai e ainda perto da porta pude ouvi-la gritando o nome do Mark, o que logo deduzi que ele estava atrás de mim.

— Sarah! — ele gritou quando eu alcancei a rua. — Sarah, por favor! Me escute!

— Já disse, Mark! As desculpas você deve pra Iman! E pelo amor de Deus, supere o meu namoro e siga em frente! Tem um milhão de meninas que se arrastam atrás de você!

— Sarah, por favor! — ele se ajoelhou na minha frente, segurando a minha mão, as pessoas passando e nos observando. — Eu primeiro preciso do seu perdão para poder pedir desculpas à Iman. — Mark agora falava como se estivesse atuando, o que atraiu mais olhares. — Por favor, Sarah, me desculpe, volte a ser a minha amiga e companheira de sempre!

— Ok, Mark, agora pare! — eu sussurrava. — Odeio quando você usa esse seu lado ator pra conseguir as coisas.

— Mil perdões, minha donzela! — ela declamava como se estivesse numa peça de Shakespeare. — Só morrerei em paz com o seu perdão. — agora as pessoas se aglomeravam ao nosso redor e vi que Monique estava na porta do galpão, rindo da cena.

— Chega, Mark! Levante-se! — tentei puxá-lo, mas ele continuou ajoelhado na minha frente, alguns celulares filmando a cena.

— Eu ainda não ouvi o seu perdão, ma cherrie! — agora a multidão em volta começava a gritar "Perdoa ele!" e eu estava quase tendo um ataque de risos.

— Eu te perdôo! — gritei com voz de tédio e Mark finalmente se levantou, me abraçou enquanto eu ouvia os espectadores aplaudindo. — Era desse Mark que eu sinto saudades. — sussurrei ao ouvido dele e o abraço ficou mais apertado.

— Ele vai voltar, prometo! — ele sorriu e nos abraçamos de novo e meu coração acelerou quando vi um Jareth com o olhar furioso no outro lado da rua.

Merda!

Me desvencilhei rapidamente de Mark e ele sorria, daquele jeito meio bobo, meio infantil de antigamente.

— Tenho que ir. — ele disse quando viu Monique fazendo sinais pra ele. — Te vejo amanhã.

— Até amanhã.

Respirei fundo e atravessei a rua, Jareth estava de braços cruzados e me fazendo lembrar das vezes em que eu o deixava furioso no castelo.

— Pra quem te xingou de vaca e piranha, o relacionamento de vocês parece muito bem! — Jareth disse assim que me aproximei.

— Jareth, por favor, não comece! Acho que agora tudo está se encaixando. — ele continuava com cara de tédio mas continuei mesmo assim. — Mark veio me pedir desculpas, disse que não age como se fosse ele mesmo quando me vê com você. — ele agora parecia mais interessado. — Disse que vira outra pessoa, e reparei que seus olhos tinham a cor de sempre, o brilho de sempre.

— Então ...

— A teoria de um feitiço não pode ser descartada.

— Um feitiço que só tem efeito quando estou por perto. — ele me pegou pela mão e fomos caminhando pela rua.

— E existem feitiços assim?

— Sim. E quem lançou esse feitiço quer atingir a nós dois, quer nos separar. — Jareth ia me levando e eu já conhecia o caminho, estávamos indo para o parque.

— E você tem idéia de quem seja? — perguntei com medo de saber a resposta.

— A mesma pessoa que quer invadir os Reinos.

— Por quê? — parei de frente a ele. — Não consigo entender a relação de invasão dos Reinos com o nosso namoro.

— Sarah, quem lançou o feitiço no Mark quer nos separar, do mesmo modo que a pessoa que quer invadir os Reinos me obriga a passar mais tempo lá do que aqui, ou seja, mais tempo longe de você.

— Falando nisso, você não deveria estar lá hoje?

— Ora, achei que você iria gostar da surpresa, mas pelo jeito atrapalhei seus planos com o Mark.

— Mas veja só! Está com ciúmes, Jareth? — puxei-o para o meu corpo e senti seus braços enroscando na minha cintura.

— E não deveria? — seus lábios tocaram de leve o meu. — Tenho que te proteger, você é minha.

— Sou?

— Sim! — ele continuava a brincar com os meus lábios. — Às vezes tenho vontade de te levar de volta pro castelo, te prender pra sempre, ser minha Rainha pra sempre!

— E por que não faz?

— Minha cara, no momento, o máximo que eu posso fazer é te levar para o meu apartamento.

Senti algo estranho no meu ventre, uma mistura de excitação com medo, uma vontade de aceitar o convite com o medo de ficar sozinha com ele num quarto, sem meus pais nem ninguém pra incomodar.

— E você me levaria?

— Se você pedisse, sim. — sua voz saiu rouca e eu sabia que ele também pensava a mesma coisa que eu, que nós dois sozinhos num quarto, muita coisa poderia acontecer.