You Cant Put Your Arms Around A Memory

19 Um problema atras da outro...


POV.Izzy

Eu babava no travesseiro de barriga para baixo sem camisa em cima da cama, quando o telefone tocou. Com muito custo e preguiça, eu consegui me levantar. Eu estava meio zonzo, abri a porta do meu quarto, e fui andando cambaleando em direção ao telefone e atendi.

-Alô?!

-Senhor Stradlin?

-Sim?

-È você o irmão de Ellizabeth Stradlin?

Franzi minha sobrancelha na hora. Por que alguém ligaria para cá às cinco da manhã perguntando da minha irmã?

-Sim, sou... Por quê?

-Aqui é da policia, sua irmã foi flagrada quebrando tudo que via pela frente.

-MINHA IRMÃ?! — Olhei em direção a onde dava o corredor de seu quarto — Ela está dormindo, pelo o que eu saiba!

-Bem, é uma moça de cabelos pretos e cumpridos com uma camiseta do Led Zeppelin?

- Ela tem uma tatuagem do Def Leppard no ombro?

-Sim.

Meus olhos se arregalaram naquele instante. Olhei para o corredor novamente.

-Espera só um minuto.

Deixei o telefone em cima da estante e fui caminhando até o quarto fechado de Lizza, e abri a porta. Apenas Stark saiu de lá. A Janela estava aberta e a cama desarrumada. Apavoradamente eu corri para o telefone novamente.

-Pode deixar senhor policial! Eu estou indo para delegacia, AGORA!

Desliguei o telefone e me arrumei o mais rápido possível. Eu não acredito que minha irmã teve a ousadia de fugir outra vez!

Entrei no carro mais do que louco, e cheguei à delegacia em questão de minutos. A recepcionista autorizou a minha entrada e lá estava... Lizza tremia que nem louca sentada na cadeira com as algemas na mão. Dois policias estavam ao seu lado.

-LIZZA! — Corri para abraçá-la — Por que você fez isso Lizza? Por que você fugiu?

-Eu senti falta das drogas, Izzy! A Falta da Heroína está me deixando descontrolada!

Levantei-me com minhas mãos na cabeça sem o que fazer. Lizza estava me deixando cada vez mais louco!

-Quanto é a fiança?

-4.000 Dólares — Respondeu um policial gordo.

-Eu pago!

-Você tem certeza Izzy? Ela é perigosa, pelo visto!

-Não é policial... Eu conheço ela, ela se faz de perigosa, mas não é... — Fucei em meu bolso naquele instante entregando o dinheiro — Toma... Já podem liberar.

O Policial que estava do outro lado de Lizza liberou-a.

POV.Lizza

Após do policial me soltar, demorou mais algum tempo para eu conseguir voltar para a casa. Foi tempo o suficiente de Izzy me colocar no carro na marra.

Cheguei em casa e Izzy fechou a porta da sala com tudo. O Barulho do estrondo foi tão forte, que dava pra vizinhança toda ouvir. Era agora que iria apanhar novamente.

Me encolhi no sofá novamente enquanto Izzy pegava seu cinto e ameaçava a bater em mim. Fechei meus olhos apavorada até que estranhei o por que Izzy demorava pra me bater. Comecei a ouvir choros no outro sofá. Abri meus olhos e olhei para Izzy que se desmanchava em lagrimas.

-A Onde foi que eu errei, meu deus?! A Onde foi que eu errei?

Izzy se sentava no sofá enquanto chorava de tanto soluçar. Eu me levantei do sofá no mesmo instante, eu odiava ver meu irmão sofrendo. Fui me aproximando calmamente até sentar ao seu lado pra secar suas lagrimas. Ele bateu em minha mão e se levantou.

-Chega Lizza! Já cansei! Estou de saco cheio de você...

-Mas... Izzy...

Meu irmão foi em direção a seu quarto e trancou a porta violentamente. Me deitei no sofá atordoada por ter chateado meu irmão. Eu não parava de chorar de jeito nenhum. Por que estou fazendo tudo isso? O que será que está acontecendo comigo? Eu ainda estou pedindo heroína, e quero cada vez mais heroína, e não posso! Izzy está me tratando com tanto carinho, e por que estou estragando tudo isso?

Me levantei e sequei minhas lagrimas. O Telefone tocou.

-Alô? – Disse eu assim que atendi.

-Lizza, vem aqui em casa, agora! – Disse Jully desesperada com voz de choro.

-Mas o que está acontecendo?

-Minha vida está uma droga, Lizza! Eu preciso me desabafar com alguém, antes que eu cometa uma besteira!

-Do que você está falando, Jully?! – Disse eu desesperada.

-Vem cá que eu te conto Lizza, RAPIDO! Antes que eu cometa esse erro...

-Mas, meu irmão...

-VEM LOGO!

-Está bem Jully, calma... Estou indo agora!

Desliguei o telefone e sai o mais rápido possível de casa. Sei que Izzy iria me matar, mas me parecia que dessa vez estava sério.