–Que horas aquele viado vai chegar?

–Ele já está vindo!

–Abre a porta ae Duff!

Dizia Izzy falando do lado de fora. Duff e eu entramos em desespero no mesmo instante. Coloquei minhas peças intimas e minha calça de couro mal colocada rapidamente, minha camisa foi colocada de qualquer jeito. Duff estava em desespero também, se meu irmão o visse comigo, alem de eu estar fudida, o Duff perderia a vaga no Guns n roses.

O Filho da puta me empurrou pra seu guarda roupa no mesmo instante, sem fazer nenhum barulho, e fechou a porta com tudo fazendo um estrondo. Eu poderia ouvir Duff recebendo todo mundo.

–E AE DUFF!

Dizia meu irmão.

–E ae Izzy! E ae galera! Cadê o Axl?

–Atrasado, como sempre!

Disse Steven. Eu pude ouvir os passos se aproximarem. Estava tudo escuro naquela porcaria de guarda roupa, mas pelas brechinhas dava pra ver Duff entrando em seu quarto pra guardar alguma coisa. Izzy entrou junto.

–Ei Duff! Não sabia agora que você tinha uma bandana vermelha.

–Eu tenho?! — Disse ele. Coloquei a mão no corpo no mesmo instante, e havia esquecido que deixei minha bandana no quarto dele — Ah, eu tenho sim! Eu... Comprei!

Disse Duff. Eu continuei olhando pelas brechinhas. Izzy cheirou.

–Tem o mesmo perfume da minha irmã. Você por acaso pegou uma gostosa ontem que usa um perfume importado Frances?

–Ah, sim! Uma loira ontem... Peituda e gostosa!

–Ahhh... Deve ser uma das amigas da minha irmã que tem a mania de dividir perfume com elas. Ahhh... Garotas!

Disse Izzy levantando os olhos.

–O Que você está reclamando cara? Se não fossem elas, você seria virgem até hoje!

Disse Slash entrando no assunto.

–E GAY!

Disse Duff. No mesmo instante, eu senti um bicho correndo pelo meu corpo. Arrepiei-me imediatamente. O Bicho subia entre minhas pernas até meus quadris. Me esforcei pra não dar um berro, pois pelo andar da carruagem, dava pra perceber que era barata. EU ODEIO BARATAS!

–E ai? Vamos ensaiar ou não?

Reclamou Steven.

–Espera o Axl, né seu filho da puta?

Reclamou Slash. A campainha tocou imediatamente.

–Deixa que eu vou atender.

Disse Duff. A maldita barata subiu até o meio das minhas costas, a única coisa que eu queria era sair de lá correndo batendo no corpo todo até aquela nojentinha sair de cima de mim, até que Duff deu a largada.

–Vamos ensaiar ai!

–Vamos!

Disse todos indo para o estúdio. Assim que ouvi a voz de todos distantes e a porta do estúdio se fechar, eu sai batendo minhas mãos nas costas toda apavorada, e a vagabunda da barata não saia daquela porcaria de costas. Minha cabeça estava doendo, e eu estava só o pó, e não acredito que eu tive que agüentar uma trollada de um inceto nojento!

A Porta do estúdio se abriu, e eu entrei em pânico.

–SAI VADIA RESISTENTE! SAI DAI CARALHO!

Disse eu ainda tentando tirar a vagabunda da barata que não saia do lugar, e o pior... No lugar das costas que eu não alcançava.

Os passos iam cada vez mais próximos, e eu sambava mais ainda com a ajuda da merda do inseto, até que mexeram na maçaneta.

–FUDEU!

Pensei eu. A Porta se abriu, e por minha sorte, era Duff, que ria da minha cara ao ver a cena.

–Vixi Maria! Está treinando pro Carnaval no Brasil, é?!

–Para de rir seu girafa de merda! Tem uma barata nas minhas costas e estou tentando tirar!

Duff continuava rindo tanto que suas lagrimas rolavam, até que ele levantou minha camisa e caqualhou. A barata caiu.

–Agora mata essa nojenta que eu odeio baratas.

–Eu não! Se fode ai você!

–Ah, valeu né seu filho da puta! Me traz minha bandana ai.

–Está com seu irmão!

–MAS O QUE?! O QUE ELE QUER COM MINHA BANDANA?!

–Ele acha que é de uma loira peituda.

–Ahhhhhhh eu não acredito nisso!

–DUFF! VAI LOGO RAPAZ!

Reclamou Izzy de lá do estúdio.

–Tchau Duff!

–Tchau Lizza! Até a próxima!

–Até a próxima, se meu irmão não pegar! Vê se não me entrega hein?

–Claro que não! Pode contar comigo!

Disse Duff contente. Virei minhas costas e sai da casa de Duff o mais rápido e o mais silencioso possível.