You Can't Marry Him
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Quarto da Rachel.
"Correndo o risco de fazer isso ficar pior... Eu amo você. E eu acho que sempre amei.
–Quinn."
Rachel sentou na ponta de sua cama encarando uma foto dela e Finn. Foi tirada em Chicago, logo depois deles vencerem as Nacionais. Olhar para eles sorrindo para câmera, um estranho iria pensar que eles são um casal feliz. Mas olhando a foto novamente, agora examinando cada detalhe, Rachel notou algo que ela nunca viu antes. Ela pegou seu álbum de fotos ‘Finchel’ e começou a virar as páginas lentamente, examinando cada foto. A coisa que ela notou foi o seu sorriso falso. É o ‘sorriso de show’ dela, aquele que ela guarda para os finais das performances enquanto ela pensa ‘eu sei que sou fabulosa, mas droga, esses saltos estão me matando.’ Rachel virou as páginas mais rápido. Ela sempre deu esse sorriso falso em todas as fotos com Finn? E se o fez, isso significa que ela não é realmente feliz com ele? E ela teria todos esses pensamentos se Quinn não tivesse a beijado e declarado seu amor?
Ela precisava de mais provas.
Rachel desceu da cama rapidamente e correu até seu armário. No chão, perto da sua sapateira, tinha uma caixa de sapato intitulada ‘New Directions’. Ela se deixou ir até o chão, de joelhos, freneticamente vasculhando a caixa. Seu coração estava batendo forte. Depois de um minuto e meio ela achou o que estava procurando. Era seu livro de recados do New Directions de 2010-2011. Ela achou fotos em grupo de todas as performances daquele ano. Ela estava dando o mesmo ‘sorriso de show’ em quase todas as fotos. Rachel deixou o álbum no chão e foi até seu espelho. Ela começou a se olhar nos olhos. Ela deu aquele sorriso falso e então ela relaxou seu rosto, sem emoção. Então ela fechou seus olhos e pensou em Finn. Seus beijos, seus grandes abraços, o jeito como ele a fazia se sentir, o dia que ele propôs. Ela sorriu. Quando ela abriu os olhos ela segurou o sorriso. Era o sorriso falso, o do show. Ela respirou fundo e relaxou o rosto novamente. Dessa vez, quando ela fechou os olhos, ela pensou em Quinn e no jeito que os lábios dela pressionavam contra os seus. Ela sentiu suas bochechas ficarem vermelhas. Ela pensou no abraço de Quinn e no jeito que ela poderia sentir o doce perfume de Quinn por horas depois de só tê-la abraçado. Ela sorriu, e abriu seus olhos. Dessa vez ela viu uma pessoa diferente. E pela primeira vez, ela reconheceu seus sentimentos por Quinn. Tinha algo. Algo que ela não conseguia se lembrar de sentir com Finn ou qualquer outro garoto. Tinha algo que ela não poderia dar nome. Um sentimento que ela não conseguia descrever. E quanto mais ela pensava nisso, mas ela queria sentir ao invés de lembrar disso. Ela se virou de volta para a cama e pegou a carta de novo. Ela leu pela terceira vez e se deixou sentir as palavras ao invés de só ler. Uma batida na porta de ser quarto fez seu corpo pular e ficar tensa. Ela rapidamente dobrou a carta e colocou dentro do envelope em baixo de seu travesseiro.
Ela limpou a garanta, "entre!" ela se sentou em sua cama e começou a alisar sua saia. Ela precisava das suas mãos fazendo alguma coisa.
A porta se abriu revelando um preocupado Finn. Ele notou os álbuns de fotos e algumas fotos soltas sobre a sua cama.
"Se sentindo nostálgica?" Rachel assentiu. Finn sentou perto de sua namorada e pegou uma das fotos. A que foi tirada quando eles venceram as Seccionais. Ele sorriu tristemente e pôs a foto em cima da cama. Ele colocou suas mãos em suas coxas; olhou para o chão e então para a namorada.
"Você ainda não me deu resposta."
"Eu- eu sei."
"Então... Eu não posso não pensar que você me dirá não."
"Finn..." Rachel pegou as mãos dele nas suas e olhou em seus olhos. "Eu te amo."
"Então você vai se casar comigo?"
Ela balançou a cabeça. "Me deixe terminar." Ela encolheu os ombros "Eu te amo. Eu passei tanto tempo lutando por você. Você era o garoto dos meus sonhos. Na minha cabeça você era o homem que eu via em 10 anos atuando como meu par na Broadway. Finn, eu vou para New York no outono e você..."
"Vou entrar no exército."
"O que? Você tá falando sério?" Finn assentiu.
"Eu vou entrar para o exército. Eu tenho que ser o homem que meu pai não foi. Eu tenho que dar uma razão a minha mãe se sentir orgulhosa."
"Ela tem orgulho de você e você não tem que entrar no exército pra isso, Finn. Quando você iria me dizer isso?" Rachel começava a ficar brava.
"Eu estou dizendo agora."
"E- e você ainda espera que eu me case com você? Eu vou estar em New York e você estará..."
"Georgia."
"Em Georgia. Você esperava que eu fosse com você pra Georgia, Finn?"
"Como você esperava que eu fosse com você pra New York." Finn levantou enquanto Rachel permanecia sentada.
"Você disse que queria ir pra New York comigo. Eu pensei que era seu sonho."
"Eu disse que queria estar om você. Eu queria estar com você, Rachel. Eu ainda quero. Mas eu tenho que fazer isso. Eu tenho que redimir o nome do meu pai."
"Você queria estar comigo? Você disse que seu sonho era New York só pra ter sexo comigo?"
"Não, Rachel, eu não quis dizer isso. Digo, eu não sabia o que eu queria até que eu descobri. Mas nós ainda podemos ficar juntos, podemos fazer dar certo. Existem muitos relacionamentos a distância."
"Porque eles não têm escolha. Você teve escolha, Finn. Você escolheu o exército ao invés de New York. Você escolheu o exército ao invés de mim."
"Você disse que me ama." Finn sentou de volta. Rachel olhou em seus olhos e o encarou por algum tempo.
"Eu amo. Mas amor significa um apoiar o outro, não esperar que uma pessoa desista dos seus sonhos pra estar com a pessoa."
"Você esperava que eu desistisse dos meus sonhos pra ir pra New York com você pra você seguir os seus sonhos." Ele sussurrou.
"Eu pensei que você queria ir pra New York, Finn! Você me disse que queria ser ator." Rachel estava ficando frustrada, e agora estava se repetindo. Rachel passou seus dedos em seu cabelo. "Eu acho que isso é um adeus, Finn."
"Espera, o que?"
"Por que nós deveríamos continuar juntos se você vai pro exército e eu pra New York?"
"Nós podemos fazer dar certo, temos um longo noivado."
"E esperar que nossos caminhos se cruzem novamente para continuarmos nosso relacionamento? Isso não daria certo. Até uns dias atrás eu não percebia isso também. Finn... É hora de nos despedirmos."
"O que aconteceu a uns dias atrás?" Rachel não respondeu. Ela apenas sentou e olhou para suas mãos, mexendo seus polegares. "Você sabia que você não queria casar comigo e não disso nada?"
"Eu não queria magoar você, Finn." Uma lágrima caiu em sua bochecha. "Eu não queria magoar."
"O que te fez mudar de ideia? Nós éramos tão felizes, Rach."
"Eu- eu não. Eu não era." Rachel deixa suas lágrimas caírem. Seu rosto está quente e seu coração apertado. Ela queria se enrolar numa boa e desaparecer. Finn viu o quão cansada ela parecia. Ele segurou sua bochecha e usou seu polegar para limpar as lágrimas, mas não adiantou. Ela estava chorando e isso estava partindo o coração dele.
"Nós estávamos condenados desde o inicio, não estávamos?"
"Eu acredito que sim, Finn." Ele colocou seus braços envolta dela e a deixou chorar. Ele se permitiu deixar cair algumas lágrimas. Eles ficaram um tempo sentados, quietos. O som de Rachel soluçando era tudo o que eles ouviam.
Foi o pai de Rachel, Hiram, quem quebrou o silencio com uma suave batida na porta que estava meio aberta. "Rachel, Finn ficará para o jantar?"
O casal se separou. Hiram pode ver que sua garotinha tinha chorado, não mencionou que ouviu eles gritando mais cedo.
Rachel gentilmente tirou o braço do seu agora ex-namorado de si. "Não, papai. Ele não vai." Ela murmurou.
"Eu acho que essa é a minha deixa. Sr. Berry, foi bom te ver."
"Se cuide, Finn."
"Finn, espera." Rachel o chamou quando ele já estava na entrada da casa. Ele parou. "Me prometa algo?" Ele virou para trás para a garota que ele acabou de deixar. "Me prometa que você vai me escrever, ou ligar... só... mantem contato?"
"Eu prometo." Finn falou baixinho, se virou e continuou a caminhar com tristeza pra fora da casa dos Berry, e então entrou no carro deixando todas as suas lágrimas caírem em seu rosto.
Hiram abriu os braços e Rachel se aninhou no peito de seu pai e deixou as lágrimas caírem livremente. "Vamos, meu amor. Vamos encontrar seu pai e convencer ele a assistir um filme da Barbra com a gente."
"Funny Girl?" Rachel fungou e olhou para seu pai judeu.
"Claro." Ele deu um beijo paternal em sua cabeça e a levou para assistir.
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