You Can Fly
2 Capítulo Dois - O Confronto.
Notas iniciais
Peter
Peter acordou perto de uma grande árvore na Terra do Nunca. Ele ainda estava engasgado com água, e não se lembrava muito do que acontecera. Tentou ajustar sua visão: em frente à ele uma menina de quinze anos estava parada. Seus longos cabelos ruivos e ondulados caíam por cima do ombro direito.
Ao lado dessa, estava um garoto de não mais que onze anos, seus cabelos castanhos estavam mais rebeldes, mas continuava com óculos redondos. E por fim, tinha um menino de (aparentemente) sete anos. Cabelos loiros e ursinho na mão.
– Wendy? Miguel? João? – Peter tossiu, fazendo com que saísse muita água de sua boca. O menino podia ter se afogado.
– Oh, Peter. Você está bem – e Wendy abraçou-o, depois os dois meninos também participaram do longo abraço.
Peter sorriu, e o abraço terminou.
– O que aconteceu comigo? Eu me lembro... – Peter olhou para baixo. Tinha um corte mediano em seu peito, pelo qual descia um fino fio de sangue. – Gancho. A terra do nunca. ELE VAI DESTRUIR A TERRA DO NUNCA.
João tapou-lhe a boca com a mão.
– Os marujos dele podem ouvir. Gancho não está destruindo a Terra do Nunca, está apenas explorando. Pelo menos, por enquanto. – João tirou a mão da boca de Peter. – Tic Tac o levou até a lagoa das sereias, e elas cuidaram de você. Tinker Bell nos trouxe até aqui. Está tudo bem, certo?
– Hum... eu tenho uma ideia para tirá-los daqui. Vamos brincar – Peter sorriu para os outros, que pareceram não entender.
– Você quer brincar, Peter? – Wendy arqueou as sobrancelhas.
Peter pegou um pergaminho do bolso de sua nova calça. Ele pegou também uma caneta preta, que tinha achado nos Estados Unidos, e começou a desenhar o seu plano. Com o passar dos minutos, as expressões dos três irmãos foram ficando mais claras. Tink voou até um dos marujos, carregando consigo uma pedrinha, e lançou-a na bochecha do homem. A confusão fora feita entre dois deles.
– Porque você jogou isso em mim, mano? – o homem que fora atingido parara de repente, com raiva do outro.
– Joguei o quê? – o outro ficou confuso, até levar uma pedrada.
Os dois ficaram naquilo, enquanto Peter tentava – quase sem sucesso – controlar sua própria sombra. Quando conseguiu, finalmente, sua sombra começou a empurrar a dos capangas. Os homens foram caindo, desequilibrados. Os três irmãos começaram a rir, enquanto Miguel fantasiava-se com um pano preto. O menino saiu correndo entre eles.
– ALI, É A SOMBRA DO GAROTO. ELA QUE ESTÁ CAUSANDO ESSAS COISAS. ATAQUEM-NA – gritou Gancho, furioso. Mas todos estavam ocupados, destruindo-se com pedras, caindo desequilibrados no chão, e os poucos que correram atrás de Miguel tropeçaram em raízes espalhadas no chão.
Quando todos estavam caídos, Peter saiu de seu esconderijo. Ainda atordoado pelo golpe de gancho que sofrera, encarou o homem. Seus cabelos longos foram cortados, como se ele fosse um militar. Suas roupas estavam pretas agora, inclusive seu chapéu. Em sua mão, o típico florete.
– Ora, ora, ora, se não é o Pan – O capitão fincou seu florete no chão, olhando com desprezo para o garoto. – Garoto, eu acabei com você facilmente homem, se fosse tu, desistiria. – e tornou a erguer o florete.
– Você precisou de muitos homens para deter-me, capitão. – Peter sorria com desprezo para o homem, sentindo o pozinho mágico descer por seu corpo. – Agora, está só. Covarde. – e voou para o capitão, segurando sua adaga já recuperada.
O homem posicionou-se de modo que não deixasse aberturas, o florete pronto para uma estocada mortal. Peter continuou aproximando-se rapidamente, e parou quando o capitão deu a temida estocada, passando de raspão por ela. Com um chute arrancou a arma da mão do homem.
– Você é fraco. Em todos os sentidos. Eu não vou matá-lo, com isso pode relaxar-se – disse isso com a adaga apontada para o peito de Gancho. Apenas para levar uma bofeteada na bochecha que o fez cair e ver o homem apanhar seu florete que estava no chão. – Chega, já estou ficando com raiva.
Alguns marujos levantaram-se, atordoados. Mas foram derrubados rapidamente pela sombra que Peter não precisava mais controlar. Ela parecia ter gostado de derrubar pessoas. Peter lançou-se sobre o capitão, e defendeu-se de um golpe do florete. Aço contra aço, conseguiu chegar bem perto do homem. E fincou-lhe a adaga na barriga, com tanta fúria ao ver uma fada da água aprisionada dentro de uma garrafa, que o homem trazia consigo.
Peter olhou para Gancho, boquiaberto. O homem desabou no chão.
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