You Brought The Flood .

4 So stay with me 'til I erase this .


Notas iniciais
Vou postar aqui somente no POV da Hanna! O próximo capítulo vai ser o oposto: o POV do Max! hahaha.
E isso, espero que gostem! :)

Bom dia? BOM DIA? Como ele tinha coragem de falar aquilo? Só podia ser brincadeira.

_Maxwell, eu vou chamar o Craig, fica aqui e cuida para ninguém te ver nesse estado – olhei para ele novamente – deplorável.

_Hey – ele disse, enquanto levantava cambaleando – aonde eu to?
_No Hotel, idiota. – respondi enquanto andava.

_Cadê a loirinha que tava aqui comigo ontem? – ele disse, prendendo o riso.

_ No meu cu, Max. – falei, brava. Ouvi ele rindo e tentando me chamar, eu só ignorei.

Ele já estava bom para me zoar, então eu acho que ele conseguia entrar no hotel sem cair de novo. Entrei no carro e dei partida, e quando saía do estacionamento pude ver ele acenando rindo da minha cara.

Se eu pudesse matar alguém, mataria ele, sem dúvidas. MALDITO!

Dirigi até em casa e mandei uma mensagem para a Audrey ‘venha para cá e traga o champanhe’. Fui até o quarto e peguei uma camiseta que ia até metade das coxas, toda furada, e sentei no sofá enquanto procurava um canal bom.

Depois de um tempo dormi, e acordei 19:15 com uma mensagem, e quando li levei um susto:
‘Hanna, passo aí as oito, esteja pronta por que vamos sair comer pizza para comemorar.

Xx Audrey’

Não preciso dizer que larguei o celular em qualquer lugar e fui correndo pro banheiro. Tomei um banho rápido e sequei meu cabelo. Escolhi uma roupa básica, um short jeans claro, camiseta branca e meu sobretudo preto, que ia até o joelho. Nos pés coloquei meu all star vermelho e estava pronta.

Audrey chegou logo depois, e fomos até uma pizzaria ali perto no carro dela.

_ E aí, como foi amiga? – ela me pediu enquanto olhava o cardápio.

_Eu consegui Audrey! Assinei contrato e tudo... o salário é enoooooorme! – falei rindo.

Contei todos os detalhes para ela enquanto comíamos nossa pizza de quatro queijos e calabresa, e ela pareceu bem feliz.

_Mas e aí Audrey, como foi com sua mãe? – pedi.
_O de sempre: ela quer que eu volte para casa e tente passar em alguma faculdade. E como sempre, respondi que não e falei dos meus planos para o fim do ano.

_E ela? – pedi.

_Não apoiou, como sempre. Mas agora que eu consegui um trabalho com algumas marcas alternativas, eu não vou ficar aqui. Ano que vem eu me mudo para L.A. amiga.

_ Los Angeles? SÉRIO? – gritei – é para lá que eu vou mês que vem, encontrar os garotos. Acho que se tudo der certo, eu consigo comprar um apê lá também.

_Mas e o trabalho com a banda Hanna?
_O contrato é só de um ano, Audrey. E depois desse um ano eu pretendo me fixar lá, abrir um estúdio, algo assim...

_Sério? Vai ser lindo Hannie! Mas e aí... tu não me contou se viu o Max hoje. – ela pediu, apoiando o rosto entre as mãos.

_Eu vi sim. Ele estava fedendo vodka, e acho que usou heroína a noite toda. Eu encontrei ele caído no estacionamento do hotel, dormindo. Eu ia ir embora, mas o idiota acordou e teve a cara de pau de pedir se eu vi a loirinha de ontem.

_Sério? E o que você respondeu? – ela pediu, rindo.

_QUE ELA ESTAVA NO MEU CÚ, É CLARO. – falei e nós duas gargalhamos.

_É óbvio que ele só quer te irritar Hannie, ignore ele.

_Eu vou sim Audrey. – falei.

Nós continuamos na pizzaria até 23:00, fomos para minha casa e decidimos ver alguns episódios da primeira temporada de ‘The Walking Dead’. Eu e Audrey estávamos dividindo um sofá minúsculo, rindo de comentários idiotas e se divertindo. E doía saber que em um mês eu ia ter me separar de tudo isso.

No dia seguinte...

Acordei com a maior dor nas costas, eu estava dividindo a cama com a Audrey, que estava deitada em cima de mim, praticamente.

_Amiga, acorda! – falei, sacudindo ela.

_NÃO RONNIE, NÃO – ela disse, se babando toda.

_AUDREEEEY – gritei, rindo.

_O que foi? Agora que o sonho estava ficando bom! – ela disse, fazendo beicinho e tampando a cara com o travesseiro.

_ A gente tem que ir ver o contrato desse apartamento, afinal daqui um mês eu vou sair.

_Depois a gente podia ir comprar umas roupas para você, tu pode precisar em lugares mais frios e tal.

_Mas Audrey, eu tenho no mínimo quatro mala de roupas. – falei, revirando os olhos.

_OK, ENTÃO A GENTE COMPRA SAPATOS, vem! – ela disse, me puxando.

_Tá bom então.

Nós se arrumamos e fomos ver a questão do apartamento, a dona do prédio disse que assim que eu desocupasse meu apê o contrato quebrava, eu não tinha com o que me preocupar. Depois nós fomos até uma loja que estava com 50% de desconto, eu comprei um all star prateado com uma caveira preta, um coturno de oncinha e um salto alto doll style azul marinho. Audrey levou meia loja para casa, então nem vou listar aqui tudo que a diaba comprou.

Assim que cheguei em casa, fui checar meus e-mails e tinha um do George. Abri ele e li tudo que estava escrito. Lá falava que em um mês eu teria que estar no aeroporto, exatamente as 15:30. Eu tinha que ir até o balcão e pegar uma passagem que já estaria comprada no meu nome, e encontrar eles em L.A.

Tinha um ps, que falava para eu levar o mínimo de roupas possíveis, e o máximo de câmera e coisas relacionadas ao trabalho. Isso ia ser foda, viu.

Quanto aos móveis, não tinha que me preocupar, tudo que tinha lá era do próprio apartamento, somente o colchão é da Audrey. Sorri lembrando do dia da mudança, dela gritando por que uma pomba chegou perto dela, e esse tipo de coisa.

Foi aí que me lembrei: eu tinha três álbuns de fotos enormes, e não podia me desfazer deles.

O primeiro só possuía duas folhas, com uma foto minha, da minha mãe e do meu pai. As outras páginas foram arrancadas pelas crianças do orfanato. O segundo eram fotos minhas, que eu tirava com minha câmera Polaroid, e esse tipo de coisa. E já o terceiro, eram somente fotos minhas e da Audrey, nos nossos melhores e piores momentos. Sim, isso incluía nossa formatura e nossa primeira vez em uma festa. Eu ria só de lembrar.
Eu achei os álbuns guardados dentro do guarda roupa, e coloquei eles dentro e uma das duas malas extra grandes que eu ia levar. Pois é, a mudança começou.

Um mês depois.

_AMIGA, CORRE AQUI – ouvi a voz da Audrey gritando do meu quarto.
_QUE FOI AUDREY, VOCÊ TÁ BEM? – falei assustada.

_OLHA O QUE EU ACHEI AQUI! – ela disse segurando uma camiseta quer tinha uma foto minha e dela estampada. Nós duas se olhamos sérias e logo depois começamos a rir.

_Essa... é... a... melho camiseta... DO MUNDO – falei, gargalhando.

_ESTAMOS LINDAS – Audrey disse – você vai levar ela, né?
_É claro que vou meu anjo! – falei, abraçando ela.

_Então Hannie, está pronta? – ela pediu, me olhando.
_É, acho que sim. Me espera no carro amiga, eu levo as malas e já te encontro lá.

_Aham – ela disse, secando uma lágrima que insistia em cair do rosto dela. Eu sei que estava sendo tão difícil para ela quanto para mim... mas essa mudança era precisa.

Eu olhei ao redor. Meu quarto estava todo em branco, só tinha minhas quatro malas lá. Duas eram de roupas, estavam amarrotadas. Uma era de sapatos, e uma de maquiagem e esse tipo de coisa. As câmeras e meu Mac eu ia levar comigo em uma mala menor que as outras ( que eram extra grandes ).

Eu não ia sentir falta daquele lugar, eu ia sentir falta dos momentos que passei ali. Eu lembrava que cada vez que eu quase morri chorando naquela cama, lembrava todas as vezes que eu dançava só de lingerie feliz. E lembrava todas as risadas e desabafos com a Audrey.

Lágrimas corriam pelo meu rosto, e molhavam minha camiseta preta.

Eu estava com uma skinny branca, camiseta preta com vários furinhos e meu all star vermelho. Minha make já estava toda borrada, e ia ficar pior quando tivesse que dar tchau para minha melhor amiga.

Arrastei as malas até o elevador, e assim que cheguei no lobby entrei a chave para o porteito. Ele sorriu e disse ‘volte logo’. Mas eu sabia que não ia mais voltar. Era a última vez que eu via aquele lugar.

Assim que cheguei na carro, Audrey me ajudou a carregar as malas, e fomos em silêncio até o aeroporto. Eu não tinha coragem de falar nada, e sabia que ela sentia o mesmo. Fiz o check in, e ela só ficava ao meu lado apertando minha mão. Minhas malas foram levadas até o avião e faltava quinze minutos para o embarque. Meu olhos estavam embaçados pelas lágrimas quando eu abracei Audrey, as costas dela sacudiam violentamente junto com os soluços.

_Amiga, a gente não vaio ficar tanto tempo sem se ver, vamos se ligar sempre e marcar o máximo de encontros possíveis. – falei, positiva.

_Eu não queria que fosse assim, mas estou feliz por você Hannie – ela falou, pondo meu cabelo para trás da orelha. – Vê se você se cuida, não vai fazer nenhuma bobagem, e se lembre do que eu sempre falo: mantenha seus sentimentos guardados.

_Como assim amiga? – pedi, tensa.
_Você vai entender.

O VOÔ PARA LA ESTARÁ PARTINDO EM 10 MINUTOS.

Era isso. Chegou a hora.
Eu abracei Audrey e sussurei ‘você sabe que sou péssima em despedidas’.

_Eu sei – ela disse – eu te amo demais, minha vida.
_Eu também te amo, amiga. – falei, segurando as mãos dela nas minhas e acenando com a cabeça – a gente se vê.

Virei as costas enquanto ouvia mais soluços dela. Eu não podia voltar atrás agora. Eu tinha um contrato, eu tinha um emprego, eu tinha uma nova vida. E estava disposta a lutar por ela e para ela.

Embarquei no avião chorando, e vi uma mensagem de texto da Audrey

‘não pense que eu não vou te mandar trinta mensagens por dia, mocinha’

Eu sorri. Era isso, talvez esse ano reservasse coisas boas para mim. Adormeci profundamente, e não tive nenhum sonho durante a viagem. Mas um par de olhos verdes ficava passando em flashes pela minha mente.

Notas finais
Quero comentários sobre o capítulo, ok? ♥ hahahah
O próximo será o ponto de vista do Max nesse mês. Não vai ser tão comprido, mas acho que vocês vão entender melhor o enredo base da história que começa daqui para frente.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.