You Brought Me Back To Life
19 Capítulo 18
Notas iniciais
espero que gostem
Amo voces sz
Sair andando de mãos dadas com a Rachel pelo estacionamento da escola, foi como se eu voltasse para o primeiro dia de aula. Todas as pessoas estavam olhando para nós duas, sem exceções.
“Estão todos nos olhando”. Falei baixinho, pois sabia que a Rachel poderia ouvir.
“Você vai se acostumar depois de um tempo com a atenção”. Apertou a minha mão e me direcionou um sorriso reconfortante. “Alguns não parecem muito felizes com o nosso relacionamento”. Comentou sorrindo de lado.
“Por quê?”. Perguntei confusa.
“Porque eu tirei você deles”. Ela respondeu divertida.
“Sua idiota”. Murmurei corando.
“É verdade”. Falou fingindo estar indignada, eu não aguentei e comecei a rir.
Estávamos andando pelo corredor da escola e perto dos nossos armários, se encontrava uma Santana nos olhando com os olhos arregalados de surpresa. Quando ela pareceu se recuperar, veio andando em nossa direção.
“Oi Barbie. Oi Anã”. Nos olhou maliciosamente. Revirei meus olhos mentalmente.
“Oi Santana”. Respondi.
“Oi Latina”. Rach respondeu.
“Vem comigo Barbie”. Ela nem terminou a frase e já começou a me arrastar.
“Santana, me larga!”. Exclamei tentando soltar meu braço, mas o aperto dela era muito forte. Percebi que a Rach ficou rígida ao meu lado quando viu que ela apertava o meu braço.
“Larga ela Santana”. Sua voz saiu em um tom de ordem.
“Relaxa Berry, eu só vou conversar com ela”. A Santana parecia meio assustada com o tom da Rachel, mas não deixou aparentar.
A Rach me olhou como se perguntasse se estava tudo bem, eu assenti para ela, que relaxou um pouco e sorriu.
“Nos vemos depois então”. Ela se aproximou me deu um selinho demorado. Eu sorri bobamente e me despedi, escutando a Santana falando que iria vomitar com toda essa nossa melaçao.
Ela começou a me arrastar em direção ao ginásio, sem nem escutar os meus protestos e só me soltou quando teve certeza que eu não conseguiria fugir.
“Onde esta a Brittany?”. Só agora eu percebi que ela não estava com a Santana.
“Ela saiu com os pais dela, não vai vir para a escola hoje”. Respondeu meio tristonha. “Mas não muda de assunto. Eu quero saber tudo!”. Exigiu antes mesmo que eu pudesse falar alguma coisa.
“O que quer saber?”. Suspirei, pois sabia que não iria conseguir escapar.
“O que aconteceu entre você e a Berry?”.
“Nós estamos juntas”. Falei como se fosse obvio.
“Isso eu já percebi quando presenciei vocês duas trocando saliva”. Falou com uma cara de nojo, me fazendo rir. “O que eu quero saber é como isso foi acontecer”.
Suspirei novamente e comecei a contar como as coisas aconteceram ontem, bom quase tudo, só não contei as coisas que poderiam comprometer a parte vampiresca da Rachel.
POV. RACHEL
Depois que a latina praticamente arrastou a minha pequena com ela, eu fui até o meu armário pegar alguns livros que iria precisar para a próxima aula. Olhei para o relógio e vi que ainda faltava algum tempo para a primeira aula começar, então, resolvi ir até o auditório. Eu gostava de lá, ele me acalmava.
Sentei em uma das poltronas do local, coloquei os fones de ouvido e fechei os olhos. Eu gostava desses momentos de quietude, pois quando se tem uma audição tão apurada como a minha, é muito difícil ficar em silencio, só com os seus próprios pensamentos.
“Rachel”. Ouvi alguém me chamar tocando o meu ombro. Abri os meus olhos lentamente.
“Oi Finn”. Falei com um desanimo enorme.
“Eu posso me sentar?”. Perguntou com um sorriso idiota.
“É um país livre”. Dei de ombros e voltei a fechar os olhos, tentando ignorá-lo.
“Podemos conversar?”. Perguntou novamente depois de alguns segundos. Respirei fundo e assenti.
“Tudo bem, o que você quer?”. Perguntei tirando os fones de ouvido.
“Eu gostaria de saber se você quer sair comigo sexta à noite?”. Perguntou parecendo ansioso.
“Finn eu não sei se você se lembra, mas eu gosto de garotas”. Falei levantando uma sobrancelha.
“Eu me lembro de você ter comentado sobre isso, mas talvez seja apenas uma fase. Você é nova tem muita coisa para viver ainda”. Falou como se fosse a coisa mais sabia para se dizer em um momento como esse. Se ele soubesse que eu tenho quase 300 anos.
“Não é uma fase Finn”. Disse seriamente. “Eu não vou sair com você”. Falei lentamente para ver se seu minúsculo cérebro conseguia entender.
“Me dá só uma chance”. Insistiu.'
“Não Finn, você não vai ter chance alguma comigo, nunca teve”. Falei duramente. “E além do mais, eu estou namorando”. Dei de ombros.
“Com quem?”. Arregalou os olhos surpresa.
“Com a Quinn”. Abri um sorriso enorme, sem conseguir me conter.
“Quinn Fabray?”.
“E você conhece outra Quinn por algum acaso?”. Perguntei ironicamente.
“Foi uma pergunta meio idiota, não é mesmo?”.
“Bem idiota”. Falei voltando a colocar os fones de ouvido. Dando por fim a nossa conversa
“Eu não vou desistir”. Ele sussurrou, mas eu consegui ouvir perfeitamente.
“O que você disse?”. Levantei uma sobrancelha.
“Nada”. Tentou disfarçar. “Nos vemos no Glee club”. Se despediu e saiu do auditório.
Respirei fundo e me levantei indo em direção à sala de aula, pois eu já estava quase atrasada.
...
“Onde você estava?”. Quinn me perguntou curiosa assim que eu sentei ao seu lado.
“Estava no auditório”. Lhe respondi, ela sorriu e me deu um selinho.
“Querendo um pouco de silencio?”. Perguntou.
“Pois é, o corredor estava muito barulhento”. Expliquei. “Esta tudo bem com você e a Santana?”.
“Esta sim, ela só queria saber se nós duas estávamos juntas”. Falou abrindo um sorriso enorme.
“Latina curiosa”. Ela riu e concordou.
Nós duas paramos de conversar, pois a professora de biologia havia acabado de entrar na sala. Ela não falou nada, apenas começou a distribuir uma folha para cada um dos alunos.
“Guardem todos os materiais, porque vamos ter um teste surpresa”. Assim que ela terminou de falar, a maioria dos alunos começou a reclamar. Eu não estava nem ai, pois já sabia a matéria.
“Que ótimo”. Quinn resmungou me fazendo rir. Ela odiava biologia, preferia cálculos. Ela é meio estranha, nunca vi um adolescente gostar de cálculos.
...
Terminei meu teste em menos de dez minutos e fiquei esperando que a professora dissesse que quem havia terminado poderia sair da sala.
“Qual é a resposta da quatro?”. Quinn murmurou quase sem emitir som algum. Levantei uma sobrancelha e balancei a cabeça negativamente, indicando que não passaria a resposta.
“Por favor”. Neguei novamente. “O que custa passar a resposta?”. Murmurou indignada. Fingi que nem escutei.
“Eu não preciso da sua ajuda”. Falou com um tom de voz superior. “Eu já lembrei a resposta”. Murmurou e escreveu a resposta na prova e pude perceber que estava certo.
“Me passa a sete?”. Ela pediu humildemente depois de alguns minutos em silencio, eu não consegui me segurar e soltei uma risada baixa do seu olhar pidão.
A professora escutou e levantou a cabeça do livro que estava lendo tentando encontrar a pessoa que estava fazendo barulho. Eu abaixei a minha cabeça e fingi que ainda estava fazendo minha prova para que ela não desconfiasse de mim.
A Quinn aproveitou que eu estava com as respostas visíveis e olhou o que eu havia respondido na questão sete antes que eu pudesse interferir.
“Eu sempre consigo o que eu quero”. Falou com um sorriso convencido enquanto escrevia em sua prova me fazendo bufar, mas depois eu acabei rindo das idotices dela.
Notas finais
leitores fantasmas, apareçam *----*
sz
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