You Brought Me Back To Life
28 Capítulo 27
Notas iniciais
aqui esta mais um capitulo para voces
me desculpem por nao ter respondido os comentarios do capitulo anterior, mas eu prometo que vou responder todos eles
Pov. Rachel.
Eu estava correndo pela floresta o mais rápido que conseguia já faziam algumas horas, tentando tirar aquelas palavras na Quinnie da minha cabeça, mas estava impossível. Eu sei que o histórico do meu passado não é um dos melhores, mas eu estava mudada.
Eu não era mais aquela vampira fria, que não estava nem aí para as pessoas ao meu redor, que matava apenas por prazer. Agora a minha vida girava em torno da minha pequena, eu morreria se algo de ruim acontecesse com ela.
Por que ela não acredita que eu mudei?
Por que ela não acredita que eu a amo?
Essas e outras perguntas rondavam a minha cabeça incansavelmente. Talvez eu não tenha conseguido demonstrar meus sentimentos, ou talvez ela ache que eu não sou digna de portar desse sentimento tão puro que é o amor.
E talvez eu não seja mesmo...
Eu corria sem rumo, às vezes mudava minha direção, tentando me perder, mas eu sabia que isso era impossível, eu provavelmente não estava mais em Lima, eu já deveria ter saído do estado de Ohio. Sai dos meus devaneios quando avistei a clareira parecida com a que eu levei a Quinn para conhecer. Essa não era tão bonita quanto à outra, mas ela de certa forma me acalmava.
Flashback
Estávamos ali já fazia algumas horas, mas nós não ligávamos. Nos duas conversávamos de tudo um pouco, riamos de coisas bobas, nos beijávamos e até algumas sessões de amassos rolaram.
“Obrigada por me mostrar esse lugar”. Ela falou com a cabeça deitava em meu ombro.
“Não precisa me agradecer. Desde que eu encontrei esse lugar, eu queria mostra-lo a você”. Suspirei feliz.
Fim do flashback
“Olá Ma petite”. Escutei a ultima voz que eu gostaria de ouvir no momento. Virei meu rosto lentamente e encontrei Roger parado a alguns metros de distancia.
“Seu desgraçado!”. Rosnei me levantando.
“O que eu fiz?”. Deu um sorrisinho inocente, mas eu via a maldade em seus olhos.
“Você fez a Quinn acreditar que eu não a amo”. Mostrei minhas presas. “Por que você fez isso?”.
“Porque você é minha”. Ele também deixou a mascara de bonzinho desaparecer e suas presas aparecerem. “Desde o começo dessa sua nova vida, eu deveria ser o seu companheiro, foi por isso que eu te transformei”. Gritou irritado.
“Eu nunca te amei dessa maneira Roger e você sabe disso”.
“Eu não ligo para o que você disse, você deveria ser minha”. Rosnou. “Eu não entendo como você foi se apaixonar por aquela humana inútil”. Falou com um tom enojado.
Eu não aguentei o ouvir insultando a minha pequena, a minha raiva estava no limite. Me posicionei em posição de ataque.
Roger não me atacou, ele esperou que eu o atacasse. Eu pulei na direção dele, mas não para ataca-lo e sim para cair atrás dele. Antes que ele se virasse, eu o chutei fazendo com que ele caísse no chão.
Ele se levantou antes que pudesse pega-lo e me arremessou, fazendo com que eu voasse em direção a uma arvore com um grande estrondo, a estraçalhando. Eu me levantei rapidamente e pulei em sua direção, ao mesmo tempo em que ele pulava também, fazendo com que trombássemos no ar. Ele me segurou pelo braço e me jogou no chão, caindo de pé d outro lado da clareira.
Ele iria me atacar pelo alto, então, eu me abaixei e ele não conseguiu me acertar. Quando ele pousou no chão, eu o ataquei por trás, o derrubando no chão. Subi nas costas dele, o abraçando com minhas pernas, o prendendo no lugar e posicionando minha boca perto de seu pescoço.
“Você vai mesmo me matar Rachel?”. Perguntou quando sentiu minhas presas roçarem sua jugular.
“Você procurou por isso”. Rosnei sem me afastar.
“Eu cuidei de você durante anos, te protegi com a minha vida”. Seu argumento fez com que eu hesitasse.
“Você... você ameaçou a Quinn e isso eu não posso permitir”. Tentei me manter firme.
“Eu posso ter a ameaçado, mas eu não encostei um dedo nela”. Meu aperto afrouxou.
Quando percebeu que eu não o segurava com tanta força, ele me empurrou para longe dele, se levantando logo em seguida.
“O que você vai fazer agora?”. Perguntei ainda sentada no lugar onde ele me atirou, meio atordoada.
“Terminar o que eu comecei”. Roger começou a correr antes mesmo que eu conseguisse compreender suas palavras. Depois de alguns segundos eu comecei a correr desesperadamente pela floresta, tentando chegar o mais rápido possível em casa.
Ele iria machucar a Quinn...
Pov. Quinn
Eu estava deitada na nossa cama, sentindo o cheiro da Rachel nos lençóis e tentando acalmar a dor que estava no meu peito. Já fazia algumas horas que ela havia saído e eu estava morrendo de medo de que ela nunca mais voltasse. Meus soluços aumentaram a intensidade quando eu pensei nessa possibilidade.
“Rachel?”. Chamei esperançosamente quando ouvi o ranger da porta do meu quarto, mas o cômodo estava muito escuro, então, eu não conseguia enxergar direito.
“Errou outra vez”. Aquela não era a voz da Rachel, mas sim a voz do Roger.
Eu comecei a me encolher na cama assustada, enquanto ele dava passos lentos e precisos em minha direção. Enquanto ele andava, eu pude perceber alguns galhos e folhas em seu cabelo e suas roupas estavam completamente sujas de barro.
Eu só conseguia pensar: Pronto Fudeu, é o meu fim, eu nunca poderia receber o perdão da Rachel pelas minhas palavras duras, por minhas atitudes idiotas, eu poderia estar confusa, mas não precisava jogar tudo daquele jeito em sua cara, eu nunca mais poderia falar pra ela o quanto eu a amo.
Eu apertei os meus olhos e senti uma lagrima caindo. Eu comecei a me afastar, eu queria que a Rachel se orgulhasse de mim, porque, pelo menos, eu estava lutando pela minha vida, até a última batida.
Roger passou como um vulto pelo meu quarto.
“O que você quer de mim?”. Eu perguntei assustada. Roger não disse nada, apenas sorriu, mostrando todos os seus dentes branquinhos, o que deixou a cena ainda mais assustadora. Ele ficou em posição de ataque, começando a rosnar para mim, eu gritei com todas as minhas forças...
Pov. Rachel.
Eu estava a poucos metros da casa, quando escutei o grito assustado da Quinn. Eu acelerei meus passos e entrei dentro de casa, subi as escadas correndo e chutei a porta de entrada, o cheiro do Roger estava por toda a casa.
Eu não podia perder a minha pequena... Ele não iria encostar um dedo nela.
Quando entrei no quarto, arremessando a porta longe, encontrei a Quinn com os olhos fechados, soluçando e braços esticados tentando se proteger do Roger. Ele estava agachado no chão em posição de ataque a alguns metros de distancia da cama.
Quinn olhou para mim, quando escutou o barulho, seus olhos estavam banhados em lagrimas, ela se levantou da cama rapidamente e correu para os meus braços, eu a abracei pela cintura fortemente, a levantando do chão.
Roger se levantou e nos olhou com um sorriso sínico, ele já havia percebido a minha presença a muito tempo.
“O que você quer?”. Eu rosnei.
“Destruir o seu bem mais precioso”. Ele falou, ainda com o sorriso sínico no rosto. “E não há nada melhor do que fazer isso na sua frente”.
“Nunca”. Eu coloquei a Quinnie nas minhas costas, tentando deixa-la o mais longe possível do Roger.
“Por que você esta a protegendo?”. Perguntou se sentando na cama despreocupadamente. “Ela não confia em você, não acredita no seu amor, menosprezou seus sentimentos com todas aquelas palavras duras”. Seu olhar era maldoso, eu estava me controlando para não me entregar aos soluços novamente.
“Eu não me importo”. Falei o mais friamente que consegui. “Eu nunca iria permitir que alguém a machucasse”.
“Eu nunca perco uma luta”. Ele se levantou da cama.
“Você não vai chegar perto dela!”.
Ele sorriu para mim e ficou em posição de ataque.
“Eu não quero que você lute Rachel”. Eu ouvi a Quinn falar.
“O que?”. Perguntei confusa.
“Sua vida era melhor quando você não me tinha por perto, você era livre para fazer o que quisesse e eu estraguei tudo. Eu não quero que você se machuque tentando me proteger, eu já te machuquei demais falando todas aquelas idiotices”. Ela falou no meu ouvido, eu senti algumas lágrimas caírem no meu ombro e ela depositar em beijo carinhoso no meu pescoço.
Eu simplesmente não conseguiria viver sem ela. Nesse momento o Roger saltou em cima de mim, eu estava tão distraia ainda pensando em tudo o que a Quinn falou, que ele conseguiu tirar Quinn das minhas costas, fazendo com que os dois caíssem no andar de baixo, meus instintos de proteção vieram automaticamente quando eu ouvi um gemido de dor vindo da minha pequena.
Eu pulei as escadas caindo em cima do Roger, eu o tirei de onde ele estava e o prensei na parede. Roger tentou fugir, mas eu estava fora de mim, tão cega pelo ódio por ele ter machucado a Quinn, que antes mesmo que ele percebesse, eu já o havia matado, estraçalhando seu corpo, rosnando ferozmente.
Eu ainda estava em cima do que restou do corpo dele, quando um gemido de dor da Quinn me trouxe de volta a realidade.
“Onde dói?”. Eu perguntei enquanto me agachava ao lado dela.
“A minha perna, eu cai por cima dela”. Ela estava chorando, fazendo com que eu me desesperasse. Eu a peguei no colo com cuidado para não machuca-la ainda mais e sai de casa.
Entrei no carro com ela ainda no meu colo, a coloquei no banco do passageiro, passei o cinto pelo seu corpo cuidadosamente e dei a volta no carro, dando partida.
O caminho até o hospital foi silencioso, eu estava pensando em tudo o que havia acontecido de uns tempos para cá e a Quinn estava com a cabeça encostada no vidro do carro com os olhos fechados.
Logo chegamos ao hospital, eu tirei o cinto de segurança da Quinn e a voltei a pega-la no colo. Ela colocou os braços ao redor do meu pescoço, começando a mexer nos meus cabelos, como fazia quando era criança. Eu gostava quando ela fazia isso, me dava uma sensação de paz, uma sensação de segurança.
“Eu te amo”. Ela sussurrou no meu ouvido, fazendo com que meu peito se aquecesse.
“Eu também”. A acomodei em meus braços e adentrei o hospital.
“Em que posso ajudar?”. A recepcionista perguntou gentilmente.
“Ela caiu e eu acho que quebrou a perna”. Falei nervosamente.
Ela assentiu e rapidamente me guiou até uma porta, batendo logo em seguida. Depois de permitirem a entrada, ela explicou rapidamente o que havia acontecido. O medico se aproximou de mim, a pegou dos meus braços e a colocou deitada em uma maca.
“Sua perna esta doendo querida?”. O medico perguntou calmo.
“Sim”. Ela choramingou.
“Acho melhor tirarmos um raio-x”. Ele falou e a pegou no colo, antes que eu pudesse fazer isso, indo em direção a outra sala, eu fui atrás e encontrei o medico conversando com uma das pessoas do hospital.
Uns minutos depois eles saíram de lá e nós seguimos para a sua sala, ele olhou o raio-X e teve a certeza de que estava quebrado.
Depois de engessar a sua perna, eu coloquei a Quinn em meus braços e ela voltou com a mão para os meus cabelos, saímos do hospital e fomos para o carro, entrei no banco do motorista com ela ainda no meu colo, mas quando eu fui colocar ela no banco do passageiro, se prendeu mais nos meus braços.
“Quinn, como eu vou dirigir com você no meu colo?”. Eu perguntei franzindo a testa.
“Você é uma vampira, pode perfeitamente dirigir comigo aqui”. Deu de ombros sorrindo levemente.
“Você esta machucada e...”. Tentei argumentar.
“Por favor”. Olhou dentro dos meus olhos e eu não consegui negar. Eu nunca conseguiria falar não para ela, mesmo depois de tudo o que aconteceu.
Eu sorri fracamente e a acomodei em meu colo, tomando cuidado com sua perna, ela aninhou a cabeça no meu ombro enquanto voltava a mexer no meu cabelo.
“Rach? Como nós duas estamos agora?”. Ela perguntou hesitante.
“Eu não sei”. Suspirei ainda olhando para a estrada.
“Eu te amo Rachel, muito”. Ela tentou me abraçar mais apertado.
“Eu também Quinn”. Falei baixinho e acariciei seus cabelos levemente.
“Você é a minha vida”. Ela sussurrou. “Por favor, me perdoa por tudo aquilo que eu te falei, eu fui uma completa idiota. Eu te amo tanto e eu sei, eu juro que eu sei que você também me ama”. Ela começou a chorar. “Por favor, não vai embora, por favor, não me deixe”. Ela começou a sussurrar em um tom de desespero, apertando seus braços ao redor do meu pescoço.
“Você também é a minha vida”. Sussurrei em seu ouvido. “E eu não vou a lugar algum sem você” Lhe assegurei e voltei a acariciar seu cabelo, tentando acalma-la. Voltamos para casa em completo silencio, eu ainda estava muito magoada. Depois de alguns minutos, ela adormecera em meus braços.
Notas finais
a fic esta acabando, ela irá ter no máximo mais uns 5 capítulos :(
Comentem e me digam o que vces acharam
Bjos
sz
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