You Brought Me Back To Life
22 Capítulo 21
Notas iniciais
desculpem a demora, mas o meu tcc esta ocupando praticamente todo o meu tempo "livre"
entao os capitulo demorarão mais para serem postados
Muito obrigada pelos comentarios anteriores
Ai esta o novo capitulo para voces
Bjos sz
“Foi diferente”. Falou baixinho.
“Por que diferente? Ah, eu entendi, eu tenho que tentar te matar primeiro, para depois te ignorar?”. As palavras saíram dos meus lábios antes que eu pudesse conte-las.
A Rachel não falou nada, mas o olhar machucado que me lançou, fez com que eu quisesse me bater, por tê-la feito relembrar daquele dia. Ela ainda não havia se perdoado pelo o que aconteceu.
“Rach...”. Ela se levantou e deixou a cozinha em uma velocidade incrível, antes que eu pudesse me desculpar. Escutei a porta do seu quarto bater logo em seguida.
Você é uma grande estupida Fabray. Pensei quando as lagrimas começaram a escorrer pelos meus olhos.
Respirei fundo tentando tomar coragem para conversar com ela e bati levemente na porta do seu quarto, mas não obtive resposta.
“Posso entrar?”. Pedi timidamente abrindo uma pequena fresta a porta e a encontrando sentada na janela.
Ela assentiu silenciosamente.
“Eu queria me desculpar pelo o que eu te disse lá em baixo”. Pedi timidamente.
“Você não precisa se desculpar”. Respondeu baixinho.
“Não foi certo falar aquilo para você”.
“Você estava certa”. Deu de ombros.
“Eu não estava”. Debati.
“Eu quase te matei Quinn”. Falou friamente. O fato dela me chamar de Quinn e não de ‘meu amor’ como ela sempre fazia, me machucou um pouco, mas eu percebi que ela só estava muito magoada.
“Eu já te desculpei, na verdade não aconteceu nada que precisasse ser perdoado. Eu disse aquelas idiotices lá em baixo por conta do ciúme que estava me consumindo”. Confessei.
“Ciúmes?”. Ela me olhou pela primeira vez. Parecia confusa.
“Eu estava com ciúmes da Sarah”. Falei abaixando a cabeça.
“Por qual motivo?”. Perguntou compreensivamente e isso me fez perceber que ela não iria me julgar pelo o que eu falasse, ela só queria entender o que estava acontecendo.
“Eu não gostei do jeito que ela falava com você”. Confessei. “Vocês duas pareciam tão confidentes, ela sabia o que falar para te tirar do sério, assim como você sabia o que dizer para provocá-la. Vocês pareciam estar em uma bolha que só pertencia a vocês”. Falei baixinho.
“Nós apenas nos conhecemos há muito tempo”. Ela falou docemente enquanto se sentava do meu lado.
“Eu sei que eu não te conheço a mais de um século como ela, mas eu te conheço há minha vida inteira. Você sabe tudo sobre mim, mas eu não sei nada sobre você, pelo menos, nada sobre o seu passado”.
“E isso chateia você”. Ela não perguntou, mas sim afirmou.
“Um pouco”. Admiti.
“Por que você nunca me disse isso?”. Perguntou confusa.
“Eu não achei que tinha o direito de te interrogar desse jeito. Você nunca falou sobre o seu passado, uma vez ou outra você comentava alguma coisa, mas você nunca falou abertamente sobre sua vida”. Argumentei.
“Eu só nunca achei necessário, mas se você me perguntasse algo, eu iria te responder”. Acariciou minha bochecha hesitantemente com as pontas dos dedos, me fazendo fechar os olhos para apreciar o carinho.
“Eu posso te perguntar algumas coisas agora?”. Perguntei timidamente quando ela se afastou um pouco.
“Me pergunte o que quiser, minha queria repórter”. Falou divertidamente, enquanto apoiava as costas na cabeceira da cama. Imitei o seu gesto e sentei a seu lado.
“Eu tenho muitas perguntas”. Avisei.
“Eu tenho todo o tempo do mundo”. Ela estendeu sua mão hesitante na direção da minha, me olhando como se me perguntasse se estava tudo bem. Eu peguei sua mão rapidamente, entrelaçando nossos dedos. Ela sorriu com o gesto.
“Onde você nasceu?”. Comecei as perguntas.
“Eu nasci na Itália, em uma cidade chamada Florença”. Respondeu tranquilamente.
“Você tinha irmãos?”.
“Sim, eu tinha dois irmãos. O Richard e o Natanael”.
“Você era a mais velha?”.
“Eu era a mais nova”. Sorriu. “Richard e Natanael eram gêmeos, tinham 24 anos e eu tinha 18”.
“E como os seus pais eram?”.
“Meus pais eram pessoas maravilhosas”. Seu olhar ganhou um brilho sonhador. “Seus nomes eram Mary e Joseph”.
“Você se dava bem com os seus irmãos?”. Eu sorri.
“Super bem, bom... nós tínhamos as nossas briguinhas bobas, mas nós éramos muito próximos. Quando éramos crianças nós sempre brincávamos juntos. Eu lembro que o meu pai vivia reclamando comigo porque eu amava jogar bola com os meus irmãos e não ligava para as minhas bonecas”. Seu sorriso era enorme, um dos mais lindos que eu já presenciei.
“Você tinha algum animal de estimação?”. Eu sei que era uma pergunta idiota, mas eu queria conhecer tudo sobre ela.
“Eu tinha um cavalo”. Sorriu marotamente.
“Um cavalo??”. Arregalei os olhos surpresa, a fazendo rir.
“Nós morávamos em uma fazenda”. Explicou. “Eu ganhei o Zeus quando eu tinha dez anos, eu era apaixonada por aquele cavalo”.
“Como ele era?”.
“Seu pelo era de um negro completamente brilhante, seus olhos eram meio azulados”. Pensou um pouco e concluiu. “Ele era lindo e completamente manso comigo”.
“Você sente falta da sua família?”. Perguntei cautelosamente.
“Antes era muito pior, mas já se passou muito tempo e as minhas lembranças ‘em família’ não estão tão claras como antes”. Ela falou.
“Como você foi transformada?”. Ela demorou um pouco para responder. “Você não precisa responder essa, se não quiser”. Acrescentei rapidamente.
“Eu só estava pensando em uma maneira mais fácil para te responder essa pergunta”. Me tranquilizou, eu assenti e esperei ela reorganizar seus pensamentos.
“Eu fui até a cidade para comprar algumas coisas que a minha mãe havia pedido, mas eu acabei me distraindo assistindo um festival que estava acontecendo na cidade. Quando eu me lembrei de voltar para casa, já era tarde da noite e eu estava tão distraída tentando encontrar uma desculpa para explicar para a minha mãe o motivo da minha demora que não percebi que tinha alguém me seguindo”. Ela parou e me olhou como se perguntasse se poderia continuar.
“Esta tudo bem”. Sorri.
“Estava passando perto de um beco, quando senti alguém me agarrando por traz, me arrastando beco adentro, eu me debati tentando me soltar, eu gritei, mas foi completamente inútil, a pessoa que me agarrou havia cravado seus dentes no meu pescoço e a ultima coisa que eu lembro é de uma dor insuportável e depois a escuridão”.
“E depois?”. Parecia que ela estava narrando um filme de terror.
“Quando eu acordei, eu estava deitada em uma cama, em um quarto que eu não conhecia. Eu estava completamente confusa, mas ao mesmo tempo estava maravilhada comigo mesma, minha aparência estava diferente, meus sentidos mais aguçados, eu enxergava mil vezes melhor, detalhes que olhos humanos nunca imaginariam, eram novas cores, muito mais brilho, eu conseguia escutar coisas a quilômetros dali, carros passando na rodovia, pessoas conversando na rua, mas eu escutava tudo como se elas estivessem do meu lado. Era um novo mundo aos meus olhos, apesar de ser o mesmo para o resto das pessoas”. Ela tentou explicar.
“Parece ser uma sensação maravilhosa”. Comentei.
“E foi, mas eu não entendia o porquê de estar assim”. Argumentou. “Eu parecia estar ligada nos 220, meus movimentos estavam muito rápidos, antes mesmo de pensar em me levantar da cama, eu já estava do outro lado do quarto e isso me aterrorizou”.
“O que aconteceu depois?”.
“Um homem alto e forte entrou no quarto, seu nome era Roger. Meus instintos falavam que era para ficar longe dele, pois eu não o conhecia”. Seu rosto ficou sério. “Ele me pediu para ficar calma e começou a me explicar o que eu era e falou que ele que havia me transformado em vampira”.
“Por que ele fez isso?”.
“Eu fiz essa mesma pergunta ao Roger e ele respondeu que havia gostado de mim e que me queria como sua parceira”. Me explicou, me fazendo arregalar os olhos. “Eu me assustei e falei que ele não me conhecia, então, não poderia estar apaixonado por mim. Ele me disse que estava me observando já fazia meses e só estava esperando uma oportunidade para agir”.
“Vocês ficaram juntos?”.
“Ficamos”. Eu abaixei a cabeça. “Não dessa maneira que você esta pensando”. Apertou a minha mão, me fazendo levantar a cabeça. “Ele era a única pessoa que eu tinha, eu não poderia voltar para casa, pois poderia machucar minha família”. Ela explicou e eu assenti com a cabeça mostrando que havia entendido.
“No começo eu fiquei com muita raiva dele, por ele ter me transformado em um mostro, por ter me tirado da minha família, mas quando eu consegui me acalmar, eu expliquei que não seria sua companheira, ele ficou chateado, mas depois de um tempo acabou entendendo”.
“Vocês moraram quanto tempo juntos?”.
“Vivemos juntos por volta de um século mais ou menos, depois de um tempo ele se tornou um grande amigo, ele me ensinou tudo o que sabia. Me ensinou a lutar, a controlar os meus poderes, a como me portar diante dos humanos”.
“Quais são os seus poderes?”. Perguntei curiosa.
“Eu consigo hipnotizar pessoas, colocar lembranças em suas mentes, manipula-los, eu posso fazer quase tudo o que esta relacionada à mente da minha vitima”. Me explicou.
“Você lê mentes?”. Arregalei meus olhos.
“Isso não”. Falou sorrindo.
“Ata entendi”. Falei aliviada. Se ela soubesse o que eu penso...
“O que anda passando pela sua mente que você não quer que eu saiba Fabray?”. Levantou uma sobrancelha.
“Você nunca saberá”. Fiz mistério. “Por que você e o Roger se separaram?”. Mudei de assunto.
“Eu queria independência”. Deu de ombros. “Eu queria conhecer o mundo, mas eu queria fazer isso sozinha. Eu queria mostrar a mim mesma de que eu conseguiria sobreviver sozinha, sem o Roger para me proteger”.
“Como ele reagiu?”.
“Ele ficou muito chateado, falou que não queria que nos separássemos, mas depois de algum tempo e um pouco de manha da minha parte, ele aceitou”. Sorriu. “Mas nos ainda mantemos contato, de tempos em tempos eu vou vista-lo ou ele vem me visitar”.
“Quando foi a ultima vez que vocês dois se encontraram?”. Perguntei curiosa.
“No dia em que eu te encontrei, eu havia acabado de chegar a New York. Eu havia ido até Paris para visita-lo”. Sorriu.
“Você sente saudade dele?”. Por incrível que pareça, eu não estava com ciúmes.
“Ele é um dos poucos amigos que tenho, então, eu tenho um pouco de saudade sim”.
“Por que vocês não se viram mais?”.
“Ele não é tão controlado quanto eu sou, então, eu não queria que ele ficasse perto de você”. Explicou. “E não era seguro deixar uma adolescente sozinha em casa para ir visita-lo”. Deu risada.
“Eu conseguiria sobreviver sozinha por alguns dias”.
“Para quando eu voltar, a casa estar em chamas?”. Deu risada. “Eu acho melhor não”. Sorriu.
“Você tem um ponto”. A acompanhei na risada.
“O que mais quer saber?”. Me incentivou a continuar.
“Que lugares você já conheceu?”.
“Praticamente todos”. Seus olhos brilharam. “Eu já estive na África, Bahamas, Cuba, Jamaica, toda a América do Norte, Brasil, México, Chile, Paraguai, Rússia, Alemanha, Grécia, Suíça e vários outros lugares”.
“Uau”. Eu estava realmente impressionada. “Quanto tempo você morava em cada lugar?”. Perguntei curiosa.
“Eu nunca passei mais de um ano em cada lugar”. Confessou. “Pode-se dizer, que eu era uma nômade e eu amava isso”. Sorriu.
“Você só começou a ter residência fixa depois que me encontrou?”.
“Sim”. Continuou sorrindo.
“Você sente falta da sua vida antiga?”. Perguntei receosa.
“Não muito, eu gosto de como ela esta agora, dessa calmaria”. Olhou nos meus olhos.
“Sério?”. Sorri.
“Eu não trocaria o que eu estou vivendo agora com você, por nada”. Ela completou amorosamente. Eu não resisti e aproximei nossos rostos, encostando meus lábios nos seus e começando um beijo calmo e cheio de amor.
“Eu te amo”. Falei contra os seus lábios.
“Eu te amo”. Ela respondeu e voltou a me beijar.
E isso era tudo o que importava para mim...
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