Notas iniciais
espero que gostem sz

POV. QUINN

(dois meses depois)

Rachel e eu estávamos namorando a mais ou menos dois meses e tudo estava absolutamente perfeito entre nós duas. A Rach era completamente carinhosa e cavalheira, me levava a restaurantes, parques, me fazia rir e me respeitava acima de tudo. A única coisa que me incomodava era que a Rachel estava muito quieta de uns tempos para cá.

“Amor”. Chamei sua atenção entrando em seu/nosso quarto, ela estava sentada na janela, olhando para as estrelas.

“Oi”. Ela sorriu e abriu os braços para que eu me aconchegasse ali.

“Você esta bem?”. Perguntei preocupada enquanto a abraçava.

“Por que a pergunta?”. Ela pareceu mais rígida.

“Você esta estranha. Esta mais quieta, mais pensativa, você esta saindo mais durante a madrugada”. Argumentei.

“Você me conhece mesmo”. Ela murmurou.

“É claro que eu conheço”. Sorri. “Me conta o que esta acontecendo”. Eu estava com medo de que fosse algo que eu tenha feito. Ela respirou fundo e começou a falar.

“Há uma semana atrás, os policiais locais encontraram um jovem morto aos arredores da cidade” . Ela falou baixinho. “E o seu corpo estava completamente sem sangue”. Assimilei essa informação por alguns segundos e falei.

“Por que você deixou o corpo lá para encontrarem?”. Perguntei confusa, me aconchegando mais em seu abraço. “Você nunca foi tão descuidada”. Finalizei.

“Querida, olha para mim”. Ela chamou carinhosamente, fazendo com que eu virasse o rosto, encontrando seus olhos. “Não fui eu que fiz isso”. Falou olhando nos meus olhos e eu conseguia ver a sinceridade dentro deles.

“Você esta tentando me dizer que tem outro vampiro na cidade?”. Arregalei meus olhos assustada.

“Isso mesmo”.

“Ele pode apenas estar de passagem”. Tentei argumentar.

“Um vampiro de passagem não entraria na cidade, querida. Ele apenas passaria pela floresta e iria embora, a não ser que algo aqui na cidade chamou sua atenção”. Tentou me explicar.

“Você sabe que pode ter chamado a sua atenção?”. Eu perguntei.

“Ele pode ter sentido o meu cheiro”. Falou.

“Você sentiu o cheiro dele?”.

“Senti e eu acho que eu o conheço, mas eu não consigo associar o cheiro ao vampiro”. Falou meio frustrada.

“Isso de você conhecê-lo é bom ou ruim?”. Falei cautelosamente.

“Depende meu amor. Eu já conheci muitos vampiros desde o meu ‘nascimento’ e alguns eram bons, outros não”. Começou a fazer carinho no meu cabelo. “Mas isso é apenas uma suposição”. Tentou me acalmar.

“Então não temos muito no que se preocupar, não é?”.

“Você não precisa se preocupar com nada”. Sorriu. “Mas só para prevenir, eu não quero que você saia à noite sozinha ou com Santana e Brittany, enquanto eu não tiver certeza de que é seguro, tudo bem?”. Perguntou sorrindo e acariciando o meu rosto.

“Tudo bem”. Eu devolvi o sorriso e me aproximei para beija-la.

Por enquanto estava tudo bem... Eu acho

...

(na manhã seguinte)

“Quinnie acorda”. Escutei alguém me chamar ao longe, mas estava com muita preguiça de abrir os olhos. “Amor levanta”. Reconheci a voz da Rachel.

Quando ela viu que eu não iria levantar, ela se sentou em cima do meu quadril e começou a beijar o meu rosto e o meu pescoço me fazendo gemer.

“Eu sei que você esta acordada”. Falou no meu ouvido. Vi que não teria outra opção e abri os meus olhos, me deparando com o seu lindo sorriso. “Bom dia”. Me deu um selinho.

“Bom dia amor”. Falei sentando na cama, com ela ainda no meu colo. “Aconteceu alguma coisa?”. Perguntei preocupada.

“Não, eu te acordei porque eu quero te levar a um lugar”. Respondeu sorrindo, me acalmando.

“Que lugar?”. Perguntei curiosa.

“Surpresa”. Falou se levantando do meu colo. “Te espero lá em baixo”.

“Espera, o que eu tenho que vestir?”. Perguntei quando ela estava perto da porta.

“Algo confortável”. Me tranquilizou. “Ah e use tênis”. Me informou.

“Por que?”.

“Você vai ver”. Falou e saiu do quarto.

...

“Já estamos chegando?”. Perguntei pela enésima vez.

“Falta pouco”. Falou sorrindo sem me olhar.

“Você disse isso da ultima vez que eu perguntei”. Fiz bico.

“Porque você perguntou a menos de um minuto atrás”. Deu risada e entrou em uma estada de terra. Franzi a testa confusa. “Eu vou parar o carro um pouco mais a frente”.

“E o que tem lá, no final dessa estrada?”. Perguntei.

“Uma trilha”.

“Vamos andar?”. Perguntei assustada.

“Yeah, por isso eu falei para você vir de tênis”. Falou sorrindo. “Não se preocupe, são só alguns quilômetros e não vamos correr”. Deu risada quando viu a minha expressão de terror.

Ela parou o carro depois de alguns minutos e sair do carro para abrir a porta para mim.

“Por aqui”. Ela falou me estendendo a mão e me guiando o lado contrario da trilha.

“E a trilha?”. Pergunte confusa.

“Eu disse que havia uma trilha no final da estrada, mas não que iriamos pegá-la”. Sorriu maliciosamente.

“Não tem trilha?” perguntei desesperada.

“Eu não vou deixar você cair... ou se perder”. Apertou a minha mão e voltou a me conduzir.

“Você sabe que eu não sou boa em trilha”. Tentei argumentar.

“Eu consigo ser paciente... se me esforçar muito”. Eu não aguentei e ri.

Não foi tão difícil quanto eu temia. A maior parte do caminho era plana e ela empurrou os galhos das arvores para o lado a fim de me dar passagem. Quando o caminho ficava mais difícil, ela me ajudava a ultrapassa-lo, me oferecendo a mão para apoio ou me pegando no colo quando eu demorava demais para passar.

A caminhada nos tomou a maior parte da manha, mas ela não demonstrou nenhum sinal de impaciência. A floresta se espalhava à nossa volta em um labirinto de arvores antigas e eu comecei a ficar nervosa, acreditando que nunca encontraríamos o caminho de vota e teríamos que morar em uma caverna, nos alimentando de animais.

Ela estava perfeitamente à vontade, confortável com todo esse verde, sem jamais aparentar nenhuma duvida quanto à direção que tomávamos.

“Ainda não chegamos?”. Brinquei, fingindo mau humor.

“Quase”. Sorriu.

“Você não poderia simplesmente me colocar nas suas costas e correr como fazíamos?”. Perguntei esperançosa.

“Que graça teria? Você iria perder toda a paisagem se eu fizesse isso”. Me explicou e eu assenti sorrindo, concordando com ela, o lugar era muito bonito.

“Esta vendo aquela claridade ali?”. Me perguntou e eu olhei para a floresta densa.

“Hmmm, deveria ver?”. Perguntei confusa.

“Talvez esteja cedo de mais para os seus olhos”. Falou com um sorriso malicioso.

“Hora de ir ao oftalmologista”. Murmurei divertida, a fazendo gargalhar.

Mas depois de alguns minutos andando, eu consegui ver uma claridade que estava logo mais a frente. Eu estava muito ansiosa para ver o que era aquilo, que acelerei o ritmo, deixando Rachel para trás.

Depois de alguns passos, me deparei com o lugar mais lindo que eu já vi em toda a minha vida. Logo a minha frente se encontrava uma campina pequena, perfeitamente redonda e cheia de flores silvestres, violeta, amarela e de um branco delicado. Logo à frente, ficava um riacho com uma água cristalina.

“Gostou?”. Rachel perguntou me abraçando por trás.

“Se eu gostei? Eu amei. Esse lugar é lindo”. Me virei para encara-la e ela estava com um lindo sorriso no rosto.

“Fico feliz que tenha gostado”. Me deu um selinho.

“Como encontrou esse lugar?” perguntei curiosa, voltando a olhar para o lugar.

“Há alguns dias atrás, eu estava correndo pela floresta e acabei encontrando”. Deu de ombros. “Vem vamos nos sentar”. Falou se sentando encostada em uma arvore e me puxando para que eu me sentasse entre suas pernas.

...

Estávamos ali já fazia algumas horas, mas nós não ligávamos. Nos duas conversávamos de tudo um pouco, riamos de coisas bobas, nos beijávamos e até algumas sessões de amassos rolaram.

“Obrigada por me mostrar esse lugar”. Comentei com a cabeça deitava em seu ombro.

“Não precisa me agradecer. Desde que eu encontrei esse lugar, eu queria mostra-lo a você”. Comentou baixinho no meu ouvido, fazendo um delicioso arrepio atravessar a minha espinha.

Rachel percebeu e voltou a aproximar seu rosto do meu com a intenção de me beijar, mas hesitou no ultimo segundo, vagando os seus olhos pela floresta como se estivesse tentando escutar alguma coisa.

“Amor...”. Tentei falar com ela, mas a Rach me silenciou encostando a ponta do dedo indicador nos meus lábios, ainda olhando para a floresta.

“Fique sentada”. Informou. Ela levantou e ficou na minha frente como se fosse me proteger de alguma coisa, assumindo uma postura rígida, respirando profundamente algumas vezes, como se tentasse sentir o cheiro de alguma coisa.

Alguns minutos depois, a Rachel direcionou o seu olhar para um ponto especifico da floresta logo à nossa frente, seus olhos começaram a se dilatar e suas presas apareceram. Ela estava com os joelhos meio flexionados, como se estivesse em uma posição de ataque. Deixando alguns pequenos rosnados escaparem de sua garganta.

Eu estava muito assustada, não por culpa da Rachel, mas sim pelo que poderia estar saindo da floresta e vindo em nossa direção. Alguns segundos depois uma mulher, ou melhor dizendo, uma vampira apareceu em nosso campo de visão. Ela andava tranquilamente, olhando fixamente para a minha Rach.

Notas finais
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Amo voces