You Brought Me Back To Life
2 Capítulo 1
(Há exatamente 68 anos atrás)
05 de fevereiro de 2012
Meu nome é Rachel Berry, tenho aparentemente 18 anos, mas na verdade eu já passei dos 250.
Eu fui transformada em vampira por volta do ano 1760. Eu estava caminhando pelo vilarejo onde morava, havia saído para comprar algumas coisas que a minha mãe me pediu. Estava passando perto de um beco, quando senti alguém me agarrando por traz, eu me debati tentando me soltar, eu gritei, mas foi completamente inútil, a pessoa que me agarrou havia cravado seus dentes no meu pescoço e a ultima coisa que eu lembro é de uma dor insuportável e depois a escuridão.
Suspirei voltando ao presente
Eu estou com fome.
Com esse pensamento desembarquei do avião em New York, sai do aeroporto e aluguei um carro. Eu dirigia mais devagar do que o costume, não queria chamar muita atenção dos humanos, estacionei o carro num beco e fui em busca de uma presa fácil.
Comecei a caminhar e logo avistei um cara mal encarado, não fiz muito barulho, mas o homem percebeu minha presença.
“Olha o que temos aqui!”. Ele falou se aproximando. “Esta perdida princesa?”. Ele falou colocando a mão na minha cintura colando nossos corpos.
Peguei sua mão, a tirando da minha cintura e a quebrei rapidamente.
“O que você fez com a minha mão!”. Ele gritou chorando.
Eu sorri para ele, mas não disse absolutamente nada. Eu não estava com vontade de tortura-lo, então o mordi rapidamente sugando todo o seu sangue.
Já era fim de tarde quando terminei de me alimentar, escutei um choro irritante, era um choro de uma criança. Fiquei curiosa, sei que não deveria, mas segui o barulho mesmo assim e quando eu entrei na casa vi um homem morto no chão e um vampiro terminando de sugar uma mulher.
O vampiro percebeu a minha presença e rosnou.
Quando eu estava saindo da casa, deixando o vampiro se alimentar em paz, um cheiro delicioso me atingiu, era o cheiro da criança que ainda chorava no andar de cima.
“Ela tem um cheiro delicioso né?”. O vampiro falou ficando em posição de ataque. “Mas ela é minha”. Ele disse me atacando.
O Vampiro era ágil, mas não tanto quanto eu, ele quase não percebeu quando eu o ataquei.
Eu deixei seu corpo mutilado no chão e fui em busca do cheiro da criança. Meu plano já estava feito, me deliciaria depois queimava a casa, iria parecer um homicídio, mas eu não ligava.
O choro ainda me perturbava, mas não importava, pois isso iria acabar logo. O cheiro era extasiante e delicioso. Me embriagada de uma maneira que eu nunca senti antes por nenhum humano.
Entrei no ultimo quarto do corredor , avistando o berço e sorri, aproximei da criança e ela percebeu a minha presença, ela ainda soluçava baixinho.
Ela me olhou com seus grandes olhos verdes, com algumas pinceladas em dourado, e um novo sentimento se apoderou de mim. Eu sentia uma necessidade enorme de protegê-la, mais do que eu precisava de seu sangue.
Era como se tudo que eu precisasse estivesse naquela menininha tão pequena e tão frágil. Eu a peguei no colo e ela sorriu para mim, meu coração que já estava há muito tempo parado se iluminou com esse simples gesto. Um sentimento completamente fraternal se instalou no meu peito.
Ela adormeceu nos meus braços rapidamente, a criança deveria ter uns quatro meses de vida e eu a segurava como se fosse um cristal que a qualquer momento se quebraria.
Comecei a analisar seu quarto vi uma placa cor de rosa acima do berço escrito:
Quinn Fabray
Eu a olhei dormindo tão tranquilamente em meus braços e pela primeira vez em anos eu sorri verdadeiramente.
“Eu não vou deixar nada te acontecer”. Sussurrei.
(foto da Quinn bebê)
http://www.knowabouthealth.com/wp-content/uploads/2010/12/cute013.jpg
Fale com o autor