You Belong With Me
7 Capítulo 7
Notas iniciais
olá Belongers! aqui está mais um capítulo, espero que gostem! Eu gostaria de avisar que posto 2 vezes por semana sem dias definidos, mas as vezes pode acontecer de eu postar apenas uma vez, provavelmente porque estarei tento uma semana muito cheia. Boa leitura, comentem e continuem acompanhando :)
Lá estávamos nós: paralisados olhando para aquela cena. Eu não acredito que aquela cretina fez isso com o Art! Mas eu já sabia que ela faria algo assim, afinal, eu tentei avisar, não foi? Nós ficamos por mais uns 30 segundos ali chocados, até que Art limpou a garganta, fazendo um som propositalmente alto, para chamar a atenção da praga e do garoto. Pelo visto funcionou, pois os dois logo se separaram. Assim que a sem vergonha viu o Art, a expressão dela mudou de confusa para chocada, com os olhos arregalados e boquiaberta.
"A-Art, eu posso explicar!" ela gaguejou tentando encontrar o que dizer. Quero só ver que desculpa ela vai arranjar dessa vez."Você conhece esse cara, Laura?" o garoto que ela estava beijando perguntou. Coitado, devia estar sendo usado também."Não há nada para explicar, Laura. Está tudo bem claro. Está bem claro que eu fui um idiota de pensar que nosso relacionamento realmente ia dar certo e que você poderia se tornar alguém melhor. E sim, ela me conhece. Eu sou, quer dizer, eu ERA o namorado dela. Na verdade, acho que ela nunca me considerou isso mesmo. Digamos que eu era o 'pilar' da popularidade dela. Nosso namoro, se é que eu posso chamar assim, acaba por aqui, Laura. E você aí, cara," ele apontou para o garoto "tome cuidado com essa menina, ela sabe muito bem como enganar as pessoas" Art disse e, sem querer ouvir mais nada saindo da boca daquela cara de pau, virou as costas e começou a andar em direção à saída. Eu dei uma última olhada naqueles dois, balancei a cabeça em desprezo e sai atrás dele. Ok, isso que o Art disse foi tipo... WOW! Aquela praga finalmente tomou na cara! Eu estou chateada por ele ter sido magoado, mas, ao mesmo tempo, estou super feliz por aquela ignorante finalmente ter levado um pé na bunda! Por fora, minha expressão é de 'eu sinto muito', mas por dentro eu estou fazendo uma dancinha maluca da felicidade!*__________*__________*__________*__________*__________*Depois de uma caminhada silenciosa, nós chegamos no prédio do Art. Nenhum de nós deu nenhum 'piu' enquanto andávamos. Ainda estávamos tentando assimilar o que havia acabado de acontecer.Quando saímos do elevador, Art pegou as chaves e abriu a porta do apartamento. Eu entrei primeiro enquanto dizia um quieto 'obrigada' por ele ter segurado a porta para mim."Mãe?" Art chamou depois de entrar, enquanto fechava a porta."Tô na cozinha, filho" ouvimos tia Carla dizer.Nós entramos na cozinha e nos deparamos com tudo decorado: haviam balões no teto, um bolo em cima da mesa e uma faixa escrito 'Feliz Aniversário' na parede."Bem, como eu sei que hoje é o aniversário de amizade de vocês, nós resolvemos fazer uma surpresinha" tia Carla disse."Nossa, tia Carla. Obrigada" eu agradeci olhando ao redor."É mãe, valeu mesmo. Mas, espera... nós?" Art perguntou confuso."Sim, eu e a Lorena. Ela ajudou a decorar e fez o bolo" eba, bolo feito pela minha mãe? Perfeito!"Então, o que estão esperando? Vamos comer!" tia Carla disse cortando o bolo. Eu e Art sentamos nas cadeiras e ela colocou as fatias nos pratos."Tá uma delícia!" Art disse depois de comer o primeiro pedaço."É verdade, o bolo de chocolate que minha mãe faz é delicioso" eu concordei."Ah, qualquer comida que sua mãe faz é deliciosa!" tia Carla disse rindo um pouco "Ah! Já ia esquecendo de avisar. Quando sua mãe veio trazer o bolo e ajudar a decorar, ela deixou aqui sua mochila do colégio e uma sacola com roupas pra você. É que ela está tendo reunião no trabalho hoje, e só acaba em torno das 9 da noite, então ela achou melhor que você dormisse aqui. Eu já coloquei suas coisas no quarto de visitas. Pode ir para cama quando quiser" ela adicionou sentando-se à mesa."Tá bem" eu disse.Estávamos todos comendo silenciosamente, ninguém falava nada, até que tia Carla cortou o silêncio:"Que cara é essa filho? Tô te achando meio pra baixo" ela disse ao Art."Ah, nada não. É que... eu e Beca estávamos no shopping e vimos Laura me traindo com outro cara" ele respondeu meio chateado."Mas aquela pilantra, cretina e sem vergonha!" tia Carla disse baixinho para si mesma com uma expressão indignada. É, não foi baixo o suficiente para nós não conseguirmos ouvir. Eu tenho que admitir, tive que me segurar pra não começar a rir "Você terminou com ela?" ela perguntou ao Art."Terminei" ele respondeu."É isso aí, filhão! Bate aqui!" tia Carla disse animada enquanto se levantava e erguia a mão para Art bater. Ok, dessa vez não dava mais para segurar o riso. Enquanto eu estava me acabando de rir, Art estava olhando para nós duas como se fossemos malucas "O quê? Eu nunca gostei daquela garota" tia Carla disse dando de ombros enquanto se sentava e abaixava a mão depois de ter sido deixada no vácuo."É, nem eu" eu concordei, depois que meu ataque de risos já tinha acabado."Por quê? Ciúmes?" Art perguntou me perturbando com aquele sorrisinho maléfico. S.O.S. Me ajude, Senhor."O quê?! Não, lógico que não! Me poupe, né?! Eu só concordei que não gostava dela, afinal nós dois somos testemunhas da prova de que ela é uma pessoa ruim" eu disse inventando uma desculpa, logicamente mentindo. Mas, tirando a parte em que eu digo que não estava com ciúmes, até que não era mentira.
"Sei..." ele respondeu com um ar de desconfiado. Ainda bem que ele só estava brincando, e não desconfiado de verdade... bem, eu espero, porque senão... tô morta."Bem, já tá ficando tarde, então eu já vou indo pra cama. Tem aula amanhã e eu quero acordar bem disposta. Boa noite" eu disse me levantando da mesa e fui para o quarto. Ainda eram 8:30 da noite, mas eu precisava de uma desculpa pra mudar de assunto. Acho que vou ficar lendo na cama até o sono vir. Só espero que amanhã eu não tenha que olhar para a cara daquela praga.*__________*__________*__________*__________*__________*{No dia seguinte, terça-feira, no colégio}O sinal havia acabado de tocar, significando que as aulas haviam terminado. Eu peguei minhas coisas e sai da sala ao lado do Art."Eu vou andando pra casa hoje, e você?" ele perguntou enquanto saíamos pelo portão do colégio."Minha mãe vem me buscar" respondi."Ah, tá. Eu já tenho que ir, até amanhã" ele disse me abraçando."Até" eu disse e nos separamos do abraço.Fiquei olhando-o ir embora, até que ouvi atrás de mim aquela voz irritante que esperava nunca mais ter que ouvir:"Rebeca, nós podemos conversar?"Continua
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