Notas iniciais
Aqui está, pessoal :) Mas antes, eu gostaria de mandar um shout out para as minhas 3 Belongers favoritas que estão sempre comentando: Beautiful Eyes, catniplovegood e Elizabeth Jackson. Elas também escrevem fics originais que eu acompanho e são bem legais. Vai lá no perfil delas dar uma olhadinha ;) Bem, boa leitura. Espero que gostem desse capítulo :)

{No dia seguinte, sexta-feira, no colégio}

Faltavam poucos minutos para o sinal bater e eu estava pegando os livros das primeiras aulas no armário. Um sorriso estava estampado no meu rosto, pois eu estava lembrando do sonho que tive essa noite. Sonhei com o dia em que eu e Art nos conhecemos. Ai, ai, bons tempos aqueles.

"BU!" Art chegou por trás de mim e me assustou.

"Ai! Que susto, garoto! Quer me matar do coração?!" eu disse com a mão no peito, logo após dar um pulo com o susto que tomei.

"Desculpa, Beca. Não era pra assustar tanto assim" ele disse rindo.

"Tá, tudo bem" sorri para ele.

"Medrosa" ele disse e me dando língua.

"Medrosa, é? Olha quem fala, o garoto que deu um escândalo porque ficou com medo do meu bichinho de pelúcia" eu disse me vingando.

"Ah, qual é! Eu tinha 5 anos e aquele bicho era igualzinho a um Gremlin! Você vai me perturbar com isso pelo resto da minha vida?!" ele perguntou.

"Vou" respondi rindo. Eu fechei meu armário e nós começamos a andar em direção à sala de aula.

"Bem, mudando de assunto... você vai contar o que rolou ontem no shopping pra Laura?" droga! Esqueci desse detalhe! Não consegui pensar em mais nada ontem além do Art...

"Eu realmente não sei." respondi suspirando "Eu não quero mentir, mas também não quero magoá-la. Tenho que pensar mais um pouco sobre isso".

"Então, é melhor pensar rápido, por que ela tá vindo aí" ele disse olhando para Laura vindo toda alegre e, provavelmente, esperando boas notícias.

"Oi, Beca! Oi... Art" a expressão dela mudou rapidamente de sorridente para culpada, provavelmente lembrando do que havia feito Art passar.

"Oi, Laura. Olha... tá tudo bem. Beca já me contou sobre a conversa que vocês tiveram. Não se preocupe, eu entendo" Art disse a ela, o que fez sua expressão sorridente logo voltar. Ele não pareceu muito comovido ao dizer isso, acho que disse muito mais por mim do que por ela.

"Obrigada, Art" Laura disse e o abraçou. Ok, ok, sem muito afeto entre vocês dois, por favor.

"Mas, e aí, Beca." ela falou para mim enquanto se desfazia do abraço "Como foi ontem? Deu tudo certo?" perguntou esperançosa. Droga.

"É..." eu estava começando a dizer algo que provavelmente não faria sentido algum, já que não sou nem um pouco boa em inventar mentiras em cima da hora, até que o sinal tocou, indicando o início das aulas. Graças a Deus! Salva pelo gongo!

"Olha só, a aula já vai começar! A gente se fala mais tarde! Vamos, Art!" eu peguei a mão dele e andei o mais rápido que pude para a sala de aula, deixando-a no meio do corredor com uma expressão confusa.

"Sabe que não vai poder se esconder dela para sempre, não é?" Art perguntou enquanto sentava na carteira atrás da minha.

"Eu sei, mas posso me esconder só por hoje" eu disse me virando para encará-lo.

"Me faz um favor?" pedi.

"Depende" ele disse receando o que eu pediria.

"Quando os sinais do intervalo e do fim das aulas tocar, sai da sala comigo o mais rápido possível pra fugir dela?" perguntei sorrindo esperançosa.

"Tá bem" ele respondeu rindo.

"Valeu" agradeci cantarolando e sorrindo.

"Bom dia, classe! Todos se sentando porque hoje tem assunto novo, vamos lá!" a professora de matemática anunciou enquanto entrava na sala fazendo todos se sentarem e virarem para frente.

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{Naquela tarde}

"Eu ainda não acredito que a gente conseguiu fugir dela!" Art disse rindo. Nós estávamos sentados num banco da praça que havia perto da minha casa e tomando sorvete.

"Pois é, nem eu!" concordei e dei uma lambida no meu sorvete de cajá.

"Mas, nunca mais me faça subir até o 4º andar do colégio e ficar lá escondido e morrendo de fome!" ele reclamou do que o fiz passar.

"Se a gente descesse pra ir na cantina, ela ia nos encontrar! E fomos para o 4º andar porque a única coisa que tem lá é a biblioteca, e quase ninguém vai lá no intervalo!" tentei me explicar.

"Tá, tudo bem. Mas, você vai ter que pensar no que vai dizer a ela, porque eu não vou passar todos os intervalos do ano na biblioteca" ele avisou.

"Que preconceito contra os nerds!" fiz uma cara engraçada fingindo indignação.

"Beca, se eu tivesse preconceito contra os nerds, já teria parado de andar com você há muito tempo" ele disse dando um sorrisinho bobo.

"Ha. Ha. Muito engraçado" eu disse irônica.

Assim que Art ia dar uma lambida no seu sorvete de chocolate com calda de morango, dei um leve tapinha em sua mão, fazendo-o melar o próprio nariz.

"Ei!" ele reclamou indignado.

"Tá parecendo o Rudolph com essa calda no nariz!" eu estava rindo tanto que mal consegui pronunciar 'Rudolph'.

"Ah, então é assim, né?" ele disse limpando o nariz e dando um sorrisinho maléfico. Ah, não! Isso não!

"Não! Para, para!" eu gritei sem saber se ria ou ficava chateada. Odeio quando ele faz cócegas em mim! Só porque eu sinto e ele não! Mas, mesmo comigo implorando para parar, ele continuou, até que meu sorvete escorregou da minha mão e caiu no chão.

"Ah, não acredito! Você vai pagar outro!" eu disse chateada.

"Eu já paguei o primeiro mesmo." ele disse dando de ombros para tentar me fazer rir, mas não adiantou "Ah, Beca! Tá, desculpa, não vou mais fazer cócegas em você" ele me abraçou tentando se desculpar.

"Se eu estivesse contando, com certeza essa seria a milésima vez que você me diz isso" eu disse, também o abraçando.

Sem desfazer o abraço, ele olhou para mim sorrindo e me deu um beijo na ponta do nariz, o que logo me fez sorrir. Amo quando ele faz isso! Claro, se fosse só um pouquinho mais embaixo, seria bem melhor, mas, quem não tem cão, caça com gato.

"Vem, eu te compro outro sorvete" ele disse depois de desfazer o abraço. Nós nos levantamos e fomos na sorveteria que ficava ao lado da praça.

"Acho que eu vou querer outro" Art disse enquanto comia o último pedaço da sua casquinha que restava.

"Vai ficar gordo!" eu disse batendo na barriga dele só para pertubá-lo.

"Vou nada" ele negou.

"É, realmente. Não dá pra virar uma coisa que você já é" continuei a perturbá-lo.

"Vou ter que levantar a camisa pra provar que é mentira?" ele perguntou me olhando com um sorrisinho de lado.

"Não, ninguém quer ver suas banhas" continuei com minha perturbação. Ok, ok, vou ser sincera. Não seria nada mal ver a barriga de tanquinho do Art, mas ele não precisa saber disso.

"Ai, ai. Nem digo nada" ele disse rindo e revirando os olhos.

Quando chegamos à sorveteria, peguei um potinho e coloquei uma bola de sorvete de cajá. Levei o pote até a balança que ficava no caixa para pesá-lo e percebi que Art não tinha pego o seu.

"Ué, você não vai querer?" perguntei confusa.

"Eu não, você ficou dizendo tanto que eu ia ficar gordo que fiquei até preocupado" ele respondeu olhando para a barriga.

"Ah, me poupe!" eu disse rindo dele.

"Não, brincadeira. Mas, eu não quero outro mesmo não. A gula passou" ele esclareceu.

"Então tá" eu disse dando de ombros.

Ele pagou o sorvete e nós sentamos em uma das mesas que haviam dentro da sorveteria. Eu estava olhando as mesas em volta, até que parei meu olhar na última pessoa que eu gostaria de ver aqui. Ninguém merece.

Continua

Notas finais
E aí, gostaram desse capítulo? Tem umas partes bem lovey dovey, né? kkk Quem vocês acham que é a pessoa que Beca viu na sorveteria? Comentem! ;D