You Belong With Me

2 Poseidon, faça-me perder a memória!


Notas iniciais
Oi pessoas lindas do meu heart! Desculpem pela demora mas aconteceu certos imprevistos. Enfim, particularmente eu ADOREI este capítulo! Estou louca para postar mais agora (estou cheia de ideias) mas isso acontecerá apenas se receber os reviews necessários. Boa leitura!

Narrado por Katherine:

Não sei o que fazer. O garoto que supostamente "roubei o livro" vai jantar na minha casa! Destino o que você tem contra mim? Carambolas, o que eu vou dizer? Santa Quelupita me ajude!

Andava em círculos pelo quarto.

– Deuses, que horas são?

– Oito e quarenta — respondeu Julie entediada.

– Santo Hades, o que vou fazer?

– Katherine, mulher, se acalme! — Disse Lorena pela décima vez.

– Tudo bem. — Suspirei. — Não é assim tão difícil. Eu consigo.

– Meninas, estão prontas? — Gritou minha mãe.

– Oh, Deuses eu não consigo!

– Sim tia Lexy — gritou Julie levantando da cama. — O.K, é apenas um jantar. O que pode dar de errado?

. . .

Depois que cumprimentei o garoto moreno chamado Lucas, e Sara, veio o pior.

– Ei, foi você quem me roubou o livro! — Acusou o moreno de olhos verdes.

– Shi, cale a boca. — Cochichei para ele.

– SHI? SHI? Devolva meu livro trapaceira!

– Não! E você não pode me acusar. Será a minha palavra versus a sua. Abra o bico e faço de você um torresmo!

Mamãe e papai vieram saudar Victor.

– Victor querido, há quanto tempo!

Suspirei. Estava indo tudo bem até agora.

– E então? – Perguntou-me Julie.

– Eu o ameacei.

– Você não tem jeito!

Depois de muita conversa colocaram o jantar na mesa. Admito que mais um segundo eu desmaiaria de tanta fome. O jantar todo fiquei quieta, apenas comendo minha comida.

– Vocês poderiam apresentar a cidade aos meninos. – Sugeriu Sara.

Forcei um sorriso.

– Claro.

Julie pigarreou.

– Então, onde vocês iram estudar?

– High School de Princeton. – Respondeu Lucas.

Oh merda. É mesmo o que falta. Estudar na mesma escola que este retardo. Hades prometa-me um bom julgamento no mundo inferior, pois estou prestes a matar alguém. Depois do jantar, o que restou-me foi dormir.

Acordei cansada só de lembrar que havia prometido a Sara que iria apresentar a cidade para Victor. Onde fui me meter? Em pleno Domingo tenho que andar por Londres com um mala na cola.

Aqui em Londres o tempo estava frio e chuvoso. Por isso, pus uma jaqueta preta, toca da mesma cor, um gorro cinza e um jeans.

Desci as escadas e encontrei mamãe vendo TV.

– Oi filha.

– Oi mãe. Sara me pediu para mostrar a cidade a Victor, estou indo lá.

– Tudo bem. Mande um beijo a eles por mim.

Assim que bati na porta da casa de Sara, Victor atendeu.

Arfei. Ele estava altamente irresistível. Usava uma blusa branca, um casaco leve e outro mais grosso por cima. Seu cabelo estava bagunçado o que o deixava sexy.

Seus olhos verdes seguravam os meus.

– Vamos de uma vez.

–Acredite, estou tão entediado quanto você.

Caminhamos em silêncio. Depois que saímos do condomínio fomos até a praça Trafalgar Square.

– Trafalgar Square é um dos lugares mais visitados em Londres. – Expliquei.

O lugar era repleto de chafarizes e estátuas. Havia uma extensa piscina de água com chafariz no meio. Escadas ligavam o monumento qual dava um ar “grego”.(1)

– Um bom lugar para comemorar a virada de ano ou um evento qualquer.-Disse sem importância.

– É bonito – ele olhava ao redor.

Depois passamos pelo Museu de história de Londres (1). Depois no Camden Town (1) . Eu lhe expliquei que era um mercado em um bairro alternativo onde sempre havia grandes bares durante a noite e lojas de música. Passamos pela Rua Blick Lene e depois no mercado Spritafields. Também na Praça do Palácio de Buckingham, Palácio de Westminster (1), pelo Millennium Bridge (1), a Plataforma 9¾ (1) pelo Tower Bridge, London Eye (1) e no final o Big Ban (1). Agora o relógio marcava 7 horas e alguns minutos.

P.S: Victor sempre relembrava que lhe roubei o livro.

– Até que fomos rápidos.

– É mais ainda temos um lugar.

O céu havia escurecido quando chegamos ao Hyde Park (1) (2) e estava mais frio. Sentamos em um banco de frente para o rio e permanecemos longos minutos em silêncio.

– Por que Lucas não veio? — Indaguei.

– Ah, não. Ele já foi para a casa da mãe.

– Hum...

– O que foi? Está afim dele?

– O quê? Não! Não! Só perguntei para desfazer o clima pesado idiota.

– Claro. Como quer que o clima não fique pesado se você roubou meu livro?

– Ah, agora vai jogar na cara é?

– Quer saber?, Eu não preciso disto. – Ele levantou-se do banco e começou a andar. Eu o segui.

– Ei, seu idiota! O que pensa que está fazendo?

– Indo para casa.

– Você não sabe o caminho.

– Quem disse?

– EU disse.

Ficamos em silêncio. Ele andava de cabeça baixa e eu o seguia. Estremeci de frio com o vento forte que passou por ali.

– Não é culpa minha. Você quem deixou o livro cair do ônibus. Quem é que faz isso?

– Você saiu correndo com meu livro, quem é que faz isso? – Podia-se notar facilmente a ironia em sua voz.

– Os espertos!

– Ora, claro. “Os espertos”.

– Garoto você é muito arrogante, já te disseram isso?

– EU? Arrogante? Olhe para você!

– A vá a merda!

– Igualmente.

Desta vez tomamos caminhos opostos.

Quem esse garoto pensa que é? Ele não pode culpar-me por ser tão, tão imbecil a ponto de deixar um livro cair. Que ser mais arrogante! Ele se acha muito não é? METIDO! Se Victor pensa que pode me tratar assim ele está bem enganado.

Desviava das pessoas enquanto pensava o qual burro ele era.

Burro, burro, mil vezes burro! Ele pensa que pode sair assim? Se acha muito esperto talvez. Eu lhe mostrei apenas alguns pontos de Londres, nem voltar para casa ele sabe. E se alguém com arma assalta-lo, ou pior? E se baterem nele? Ou, se o deixassem pelado, e ele não soubesse voltar para casa, e fica-se vagando pelas ruas de Londres para sempre?

Oh céus!

Virei-me a tempo de vê-lo dobrando uma esquina com passos determinados. Não acredito que irei fazer isto.

– Victor!

Como esperado, ele me ignorou completamente. Corri para alcança-lo. Esbarrava nas pessoas enquanto elas praguejavam-me, mas nem me importava. Se algo acontece-se a este garoto eu estava morta. Maldito! Se eu perder meus pulmões ele terá de me doar os dele!

Assim, que virei a esquina pude sentir pingos de chuva vindo junto de um vento forte. Ah, ótimo! Olhei ao redor procurando-o e achei um pouco depois desta quadra. Como esse cretino caminha! Comecei a correr nova mente me esbarrando nas pessoas. Já estava ofegante e suada quando cheguei ao seu lado.

– Seu idiota, pare de me dar sustos assim!

– E você de me chamar de idiota.

Mais pingos vinham do céu. Agora o vento estava mais forte.

– Merda vai chover! – Resmunguei enraivecida.

– Agora que você notou? – Disse ele irônico.

– O que iremos fazer?

A cada segundo os pingos tornavam-se mais fortes. Algumas pessoas ao redor corriam, outras abriam seus respectivos guarda-chuvas. Eu me pergunto como não os vi antes?

– Como assim “iremos”? No plural?

– Eu estou falando sério Victor!

– O condomínio fica muito longe?

– Digamos mais ou menos nove quadras daqui.

– Puta merda.

Agora a situação havia ficado seriamente feia. O vento nos atingia com uma força sobrenatural, fazendo com que alguns guarda-chuvas arrebentassem ou até mesmo voasse. Ele carregava com toda a força que continha às folhas das árvores. As últimas lojas que se encontravam abertas agora estavam fechando e as pessoas a nossa volta diminuíram.

– Venha.

Ele me puxou pela mão (que droga de frio na barriga foi esse?) e começamos a correr. Abrigamos-nos na área de uma loja chamada Hare Dyme. Hades te agradeço por a área ser fechada e grande o suficiente para nós dois.

– Droga o que faremos agora?

– Não sei. – Respondeu ele. – Poderíamos chegar até o condomínio indo de loja a loja.

– Nos molharíamos o suficiente para pegar uma pneumonia.

– Ou, poderíamos ligar para alguém vir nos buscar.

– Claro como eu não pensei nisto antes?

Coloquei a mão no bolso a procura do celular, mas ele não estava lá.

– Eu não trouxe.

– Tudo bem, eu ligo do meu.

Ele tirou seu celular do casaco e logo começou a falar com Sara.

– Oi mãe... Mais ou menos... Poderia vir nos buscar? Tudo bem pode ser... Estamos na frente da, Hare Dyme, que raios de nome é esse? — murmurou para si fazendo-me rir. — ... Sabe onde fica? Beleza... Tchau.

– E aí?

– Seu pai vai vir nos buscar.

– Isso não vai mudar o frio que estou sentindo.

– Garota como você reclama. – Disse ele, com um ar divertido.

Victor sentou-se ao meu lado e passou o braço pelas minhas costas, abraçando-me.

– O que pensa que está fazendo?

– Não me olhe assim. Você está com frio e se pensa que vou te dar meu casaco está enganada. Ainda não esqueci o que você fez.

Admito que ficar abraçado a Victor trazia-me algumas sensações que não gosto de citar. Ele possuía um estranho aroma de morangos, mas ainda sim inebriante. Seu braço ao redor das minhas costas aquecia e deixava-me confortável. Pendi a cabeça ao se ombro e aproveitei o momento. Céus, eu estava gostando!

Santo Poseindon, faça-me perder a memória e esquecer o que acabei de pensar!

Notas finais
Então, o que acharam? Acho queos sentidos da Katy podem estar ficando meio embaralhados por causa de Victor. Será que ele sente o mesmo? Digam a parte em que mais gostaram, adoro saber