You Belong With Me

5 Conheça Milena, a baranga.


Notas iniciais
Oi, oi, oi pessoal. Demorei muito? Eu gostei dos reviews anteriores, embora curtos hehehe Espero que gostem do capítulo, boa leitura!

– Atrapalho algo? – Virei-me para o lado com rapidez, vendo Jack escorado no carro.

– É-É...

– Sim atrapalha. – Disse Victor, fazendo-me ruborizar.

– Não, não atrapalha. – Pigarreei soltando-me de Victor. – É, vamos logo com isso.

Dirigi-me até a nossa banca e comecei por abri-la enquanto os meninos traziam as últimas caixas. Depois de terem acabado, Jack foi fechar o carro deixando-me sozinha com Victor. Apanhei alguns livros e distribui pela mesa que permanecia ao lado, tentando ignora-lo ao máximo.

– Tsc, tsc... É feio mentir. – Disse ele acompanhado de um sorriso maroto.

– Eu não estou mentindo.

– Acabou de mentir mais uma vez.

– Não menti.

– Mentiu sim.

– Não.

– Mentiu.

– Não.

– Mentiu.

– EU NÃO MENTI!

– Uau, não posso deixa-los sozinhos por algum tempo sozinhos que já estão se matando? – Disse Jack, agora ao lado de Victor. – Como é aquela frase mesmo? A linha tênue, o amor, o ódio e não sei das quantas...

Revirei os olhos com clara irritação.

A manhã se passou tediosa. Depois de termos arrumado a banca, logo a Feira do Livro foi “oficialmente aberta” e com isso, trouxe várias pessoas desejando vários livros diferentes. Para quem pensava que iria cometer um assassinato, eu estou indo bem.

– Ainda não sei, estou em dúvida... – Disse a moça qual eu atendia.

– Particularmente eu gosto muito de Nárnia, mas O Tempo e o Vento também é muito bom...

(N/A: O tempo e o Vento é um livro “inventado” por mim, apesar de existir... Você entendeu.).

– Ãn, com licença – disse Victor. – Você está pedindo a opinião dela? É a mesma coisa que pedir para mim deixar o vídeo game e lavar a louça!

– Ah, olha quem fala! Seu, seu... Seu bafo de criptonita!

– Bafo de criptonita?

– E-Eu só queria... – Balbuciou a mulher.

– Ei, ei, querem parar com isso? – Intrometeu-se Jack. – Se eu fosse a senhorita levava Nárnia...

– Odeio você.

– Não, não, você me ama Katherine. – Sussurrou ele no meu ouvido, fazendo-me arrepiar.

– Ah claro, e o seu ego esta voando, olha lá. – Apontei para o céu no mesmo momento em que ele franzia o cenho e olhava na mesma direção que apontava meu dedo. Boboca.

– Idiota. – Reclamou.

– É a convivência.

E assim a tarde se passou chata. Eu e Victor nos alfinetávamos a todo instante; eu não deixava passar uma, assim como ele se metia nas minhas “vendas”. Incomodamos tanto, tanto, que Jack obrigou-se a sair de perto de nós no intervalo.

– Bolacha é melhor, bolacha é vida! – Repetiu ele.

– Biscoito! É mais bonito e me lembra de cookies.

– Bolacha.

– Biscoito.

– A, qualquer um discorda.

– De você.

– Não, de você! – Ele virou-se para o lado enquanto passava uma criança, de mais ou menos 10 anos. – Ei, garotinha. É, você mesmo. – Ela se aproximou, desconfiada. – Biscoito ou bolacha?

Ela franziu o cenho e nos fitou.

– Sério que vocês dois estão brigando por isso? – Ela bufou, e disse autoritária para Victor: Esses são os assuntos interessantes com a sua namorada? Pelo amor de Deus, se você é assim aqui, imagine se estivesse em falta mulher no mercado! Onde já se viu namorados discutirem por biscoito e bolacha? – Murmurou para si mesma. – Até eu tenho assuntos melhores! – Ela voltou a andar normalmente.

Victor e eu nos entreolhamos de olhos arregalados.

– Esquecemos disso? – Perguntei.

– Isso o que?

– Ótimo.

E bastou aquela garota para deixar o resto da tarde em um clima estranho.

*

Eram mais ou menos umas cinco horas, daqui a pouco fecharíamos a feira e voltaríamos para o hotel então decidi dar uma volta para ver como estavam as outras barracas, afinal não havia muito movimento e os rapazes dariam conta sozinhos.

– Vou dar uma volta.

 Victor fitava-me estranho enquanto Jack assentia. Ignorei e comecei a andar pelos corredores abertos.

Enquanto observava os livros de algumas barracas, deparei-me com O Trono de Fogo, outro livro do Tio Rick, As Crônicas dos Kane. Fui até a banca, muito entusiasmada. Estava realmente ansiosa para saber como seria desenvolvido o lance da Sadie com Anúbis e Carter com Zia. Acabei por comprar o livro e sai pelos corredores lendo, sem olhar direito por onde andava.

– Aiê. – Resmungou alguém.

– Ah, me desculpa eu...

– Você poderia pelo menos tirar os olhos desse livro e olhar por onde anda? – Ergui meus olhos para a garota, parada a minha frente de cabelos morenos. Ela revirou os olhos. – Tudo bem, eu posso dizer que te perdoo, mas só por estar lendo um livro de As Crônicas dos Kane.

Dei um meio sorriso.

– Então você gosta?

– Bem, sim. Eu li A Pirâmide Vermelha, mas, eu estou procurando exatamente o livro que esta em suas mãos.

A garota, Milena, não era a melhor pessoa do mundo para se conversar sobre livros, ela era meio poser em certos assuntos, mas nem liguei. Admito que, ás vezes era chato ela desviar o assunto para o seu suposto “namorado”, o qual estaria se encontrando hoje, mas nada que não de para ignorar. O que eu achei realmente desnecessário foi o tão “frufru” na sua roupa. Ás vezes quando a luz do sol batia no seu enorme (enorme mesmo) colar chegava a cegar minha visão.

– Milena?

Virei-me para trás e pude observar Victor, com os olhos cerrados e boca franzida. Espera “Milena”?

– Vitor!

Em pouco tempo ela estava abraçada ao rapaz, que carregava uma expressão confusa e irritada.

– Katherine, esse é meu namorado Vitor.

– Victor. – Grunhiu. – E eu não sou seu namorado coisa nenhuma.

– É o que você vive dizendo e eu não acredito.

– Eu também não acredito em muitas coisas, por exemplo, que um dia você crie juízo e se toque que eu não tenho nada com você.

– É-é... – Gaguejei tentando interrompe-los, mas nada.

– E você Catherine – ele olhou-me como se estivesse aliada ao presidente da Máfia -, conversando com ela? Francamente, esperava mais de você!

– O que? Mas eu...

– Como assim, você a conhece? – Milena interrompeu-me. Eu juro que se dessem uma arma a ela, a primeira coisa que faria seria me dar um tiro.

– Isso não é da sua conta.

– Eu sou sua namorada! – Repetiu ela.

– Não, não é! Aliás, se você não se importar, eu gostaria de ficar “a sós” com a minha verdadeira namorada. – Ele aproximou-se passando o braço pelos meus ombros. Mas, o que? Eu, o que? Essa situação estava me deixando irritada! Primeiro uma a garota insinua ser namorada do cara que eu supostamente estou a fim e agora ele declara que eu sou “sua verdadeira namorada”? O mais estranho disso tudo é que eu admiti mentalmente que estou SUPOSTAMENTE a fim DELE! – Não é amor?

– A-amor?

– AMOR? – Gritou ela, chamando atenção de muitos ao redor. – Você esta namorando essa vadia?

Pera ai, o que? Essa garota bebeu? Há 10 minutos ela me achava muito interessante! Poser dos infernos, cadê a parte do “me perdoar só por estar lendo um livro” hein? A mas isso não fica assim!

– Escuta aqui garota...

– Ei, mais respeito com ela! – Interrompeu-me Victor. A, vai para a merda, todo mundo me interrompendo! – Além de ser minha namorada, ela é...

– O amor da vida dele. – Abracei sua cintura. – Eu o amo, ele me ama, então vaza daqui e vê se não estraga o momento coisa chumbrega. Â

– O que? Você não sabe com quem esta falando, não sabe mesmo! Além do mais, pode desencostar por que...

Foi então que Victor me agarrou pela cintura e roubou-me um beijo. Não um beijo, um beijo comum e sim O beijo, O beijo perfeito. Eu me sinto tão idiota por ter gostado, mas tão idiota que tenho vontade me estapear mentalmente. Eu sei que na verdade ele estava fazendo isto por fazer, apenas para se livrar da garota entojo que eu ainda não havia decifrado, mas eu gostaria de acreditar que ele havia se sentido como eu, em um mundo onde só existisse eu e ele. E por mais que soe ridículo, era isso que eu estava vivendo. Sim, eu era uma completa idiota por pensar que depois desse beijo seria tudo diferente.

Mas como a boba que sou, resolvi apenas curtir o momento. Victor acariciou minha bochecha, enquanto eu passava os braços pelo seu pescoço e colava nossos corpos. Sua língua teria aproveitado mais a “situação” se “alguém” não tivesse esbarrado em nós, propositalmente.

Abaixei o rosto, totalmente envergonhada.

– Por favor, não me obrigue a falar nada.

Victor deu uma risada rouca, puxando-me para si e envolvendo seus braços em meus ombros. Eu nunca havia o visto tão... Tão, carinhoso...

– Para de agir assim, esta me assustando! – Disse com a voz abafada, por estar escondendo meu rosto em sua camiseta.

– Por quê?

– Você, não é assim...

– Você diz do beijo? ... – Ele ficou em silêncio por um tempo, e logo depois indagou com uma voz totalmente brava: Vai dizer que pensava mesmo que eu era gay?

– Não, era só para provocar mesmo.

– Ah, sim.

– Mas sabe, eu não descarto a hipótese...

– Há-há-há, engraçadinha!

Encarei-o, bem no fundo dos olhos. Ele franziu o cenho.

– Sabe, você não foi uma completa mentirosa quando disse que era o amor da minha vida.

Acredite, eu fiquei surpresa, o tio da esquina ficou surpreso, a velhinha que passava ficou surpresa, a criancinha que me encarava ficou tão surpresa que deixou seu pirulito cair no chão, a moça da barraca ficou surpresa e acho que até mesmo ele ficou surpreso.

Notas finais
A Dream, mas esse capítulo ficou cu. Agora vocês viram o por que de eu demorar para postar? Estou em semana de provas, muitas, muitas provas e tenho bastante fics para "coisar" (esqueci o nome), e provavelmente se eu fosse esperar a criatividade surgir eu demoraria mais ainda. A fic está quase no fim né pessoal? Mais 5 capítulos e é "goodbye"... Que peena :( Enfim, é isso. Comentem aí em baixo e diga o que precisa ser melhorado, se gostou da nova capa, o que esta bom e a parte que mais gostou (e detestou, inclusive... não coloque o capítulo todo o.k? hahaha XD).