You Belong With Me

46 ESPECIAL: Dedicado aos leitores ♥


Notas iniciais
Não sei nem por onde começar, mas eu quero dizer algumas coisas super importantes aqui. Vou tentar escrever o menos possível:

QUEM NÃO LER MORRE VIRGEM.

Então, uma leitora muito gentil e direta, Marii Weasley (u/317569/) postou um review no capítulo passado que me fez cair na real. Eu recebo um e-mail toda vez que alguém comenta, vocês que são autores de fics sabem, e eu os leio pelo celular mesmo, assim que vocês os postam. E quando vou para o computador, acabo só postando o capítulo e saindo, e não respondia os reviews. Pensa comigo, o que você pensa quando isso acontece: "Af, postei que gostei da fic e essa autora de You Belong With Me nem me respondeu um simples obrigada, eu hein, vou parar de comentar. É assim mesmo, gente arrogante, só porque a fic tá famosinha. Chega, cansei de ler isso. " NÃO. NÃO É ISSO QUE ACONTECE. Só um "gostei, continua" me estimula a escrever mais e mais, e melhorar! Meu sonho era que vocês falassem que não gostaram, sério, isso é meu sonho! Mas, claro, falem que não gostaram por isso e por isso, só assim vou poder melhorar. Eu não sou arrogante, só acabo não respondendo os reviews (e a fic não é famosinha, tenho no máximo cinco reviews por capítulo)! Por isso, e por outras coisas, me desculpem por ignorar vocês, isso não vai acontecer de novo.

ESSA FIC É DE VOCÊS. SÓ DE VOCÊS.

Agora, um coraçãozinho pra cada usuário do Nyah! que postou um review desde o começo da história (pode crer, eu contei) :
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:) Se eu fosse fazer um coração pra cada review seria quase 300 corações, mas eu faria.

Agora, sim, o capítulo.

Há, você que não leu as notas iniciais, leia isso. E ache seu nome na listinha que eu fiz de quem já comentou nessa fic.

~~

–Pelo amor de Deus, Spencer! Calma! – tentou, em vão, fazê-lo ficar parado, enquanto ela bloqueava a porta. Mas de nada ia adiantar, ele continuava avançando em cima dela como se estivesse disposto mesmo a aspirar a cara dele até a morte. Carly segurou forte em seus ombros, mesmo com ele praticamente passando por cima dela. A garota fechou a porta com o calcanhar, trancando-a.

–Sai da minha frente! – gritou, como nunca antes. Spencer fulminava.

–Não!

–Sai!

–Não!

–Argh!- ele gritou, jogando o aspirador de pó no chão, depois desviou o olhar assassino de Carly. – Coloca uma roupa antes que eu...

Ela nem espera as outras palavras para correr para o sofá e colocar a camiseta (ao contrário, porém isso não interessava). Ele estava exaltado demais, nunca tinha o visto assim. Spencer bebia um copo de água na cozinha, as mãos trêmulas.

Só então reparou no homem: parecia mais adulto agora. A barba, o corpo, as roupas. O único ponto que não havia mudado era o cabelo, comprido demais para um homem, mas estavam bem bonitos. Spencer parecia fazer academia agora.

Ela andou até seu lado, totalmente envergonhada. Seu irmão nem mesmo olhou em sua cara.

–Me desculpe, eu... Você... não avisou que ia voltar...

–Eu não avisei que iria embora, então dá na mesma. – disse, ríspido. E a olhou.

–Spencer, não me crucifique. Eu tenho vinte anos.

–Não esperava que uma garota como você pudesse transar no sofá! – gritou, batendo o copo na pia e fazendo-a dar um pulo ao seu lado. – No sofá, Carly!

–Me desculpa! – berrou. – Esse é o meu sofá também! Eu estava sozinha com o meu namorado, como eu ia saber que você ia chegar e nos pegar nessa situação constrangedora! A gente só tava...

–Carly, pelo amor de Deus, não me faça... – suspirou, tentando manter a calma. Spencer jogou os cabelos para trás antes de continuar, segurando nos braços dela. – Não me faça querer voltar lá e acabar com a cara dele.

–Tá, tá, tudo bem. Agora fala, por que você voltou? E onde você ficou todo esse tempo?

Ele a fitou, mostrando-a que ainda não tinha engolido a cena que acabara de ver, mas era realmente conhecido por não guardar rancor. Deu um sorriso falho e abraçou a irmã.

–Sabe a garota da loja de café, Kristina?

–Claro, você me contou. Aquela que era sua noiva. Por isso que você foi embora, ela ia se mudar de Seattle e...

–Morar em Atlanta, exatamente. – completou. – Eu fui com ela, a gente ia se casar em algumas semanas. Você sabe, eu não sou muito chegado em casamentos, mas ela ficou grávida, por isso resolvi casar logo. – ela concordou com a cabeça, sentando na bancada. – Tava tudo ótimo. Ela, eu, a família louca dela, seu irmão mais novo querendo tornar minha vida um inferno. Belezinha. Mas aí...

O irmão fez uma careta, e Carly já sabia que por aí vinha bomba. Ele se apoiou na bancada ao seu lado.

–O que ela fez?

–Ela... não fez nada. Eu a atropelei.

–QUÊ?

–A culpa não é minha! Eu a atropelei, Carls! Kristina simplesmente estava atrás do carro e, BOOM, eu senti algo. No mesmo dia ela rompeu tudo, pois quase perdeu o bebê. Claro, seu pai me deu um tapa na cara e sua mãe me xingou de todos os palavrões possíveis, mas estava tudo bem! Completamente bem! Quer dizer, ela não perdeu o filho! No fim de tudo, a... megera me disse que aquela criança não era nem mesmo minha, era de um outro cara, mas precisava de um babaca pra bancar o pai.

–Então ela te enganou desde o começo? – Carly perguntou, com a mão na boca. Ele fez que sim com a cabeça.

–Perfeitamente.

–Ah, Spencer... – Carly o olhava com dó, sentindo a mesma dor que o irmão. Pela primeira vez em muito tempo, Spencer havia gostado de verdade de alguém, que foi tão cruel com ele.

Apenas não conseguia aguentar seu irmão, agora tão diferente, chorar. E ele chorou, ele chorou sentindo a piro coisa que já sentiu, a dor amorosa. Spencer inundava a blusa do avesso de Carly, sussurrando alguns xingamentos e dizendo o quanto tinha sentido falta de sua pequena.

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Ele simplesmente não calava a boca! Não calava!

A minha cabeça praticamente explodia, enquanto tomava aquela pequena xícara de café com leite, e Freddie dizendo pra mim em todas as línguas como se pronunciava o hino dos bocós.

–E eu não pude ver o terceiro filme de Star Wars semana passada, todos haviam o alugado.

–Mesmo? Interessante — resmunguei, olhando para o nada. Sei lá, desde que saí do hospital a minha cabeça não para de latejar. Não sei se foi o vento que entrou pela janela e perfurou meu cérebro, meu tombo na portaria do prédio ou o prazer que Freddie me deu há meia hora que me deixou nocauteada. A única coisa que sei é que eu me sinto cansada quase toda a parte do tempo, com vontade de me jogar no primeiro sofá.

Mas, não, estou aqui sentada na mesa e escutando Freddie falar sobre coisas entediantes, como uma boa e educada namorada. Sim, devia ser paga pra isso. Freddie me olhava enquanto eu mexia o café com leite na pequena xícara, com cara de morta.

–A minha mãe não para de me ligar – Freddie checou o celular pela trigésima vez. Estava sem camisa.

–Deve estar querendo saber por que o precioso filho não está lá ao lado dela, já que voltou dos cafundós do inferno para encher o saco – tomei um gole de café, mas engasguei antes de ela descer pela guela. Merda.

–Quê? – ele se inclinou para frente, quando eu arregalei os olhos e fiquei intacta. Droga! Por que fui falar isso?!

–F-Foi mal. Ficou chateado?

–Hãn... Não, mas... – coçou os cabelos, ainda misterioso. – Eu estava sentindo a falta dela. Acho que deveria ter um pouco mais de sensibilidade quando for falar de minha mãe.

–Desculpa – sussurrei.

–Tudo bem.

Voltei a tomar meu café, pensando na tal dor de cabeça, mas Freddie me tirou dos meus devaneios quando se levantou e andou até a pia. Meu Deus, as costas. Eu me lembro de querer ter visto essas costas na primeira noite que a gente se completou, mas não tive a oportunidade. Esse homem era um pedacinho de mau caminho. As linhas, os músculos definidos e a pele lisa e bronzeada, com ombros largos e cintura fina. Cada coisa valorizando a outra. Tudo perfeito. Eu praticamente babei quando o vi colocando o simples avental branco, com rendas embaixo, e o amarrando na cintura.

Ele deveria saber que eu estava o observando. Freddie virou a cabeça para trás, me olhando por cima do ombro. Sorriu de lado, voltando à posição de antes. Não duvido que eu esteja babando com tudo isso.

Com poucos passos, consegui engolir toda a bebida quente e chegar ao seu lado. Depositei a xícara na pia e ele segurou-a com a mão esquerda, colocando embaixo da torneira. Iria lavar a louça.

Não quis dizer mais nada, parece que havia um ímã ou sei lá. Eu dei um passo para trás e um para o lado, ficando atrás dele. Meu corpo ficou a alguns centímetros do dele, seu aroma invadindo o ambiente com a facilidade do cheiro de pão recém-assado se espalhar em uma padaria. Não que Freddie cheirasse a pão, mas eu com certeza o morderia sem parar. A minha mão primeiro tocou seu ombro, percebendo o quão duro ele era. Desci um pouco, chegando ao meio de sua coluna, delineada por cima da pele. Tão gostoso de tocar. Freddie se arrepiou, e eu ri.

–Continue, você tem mãos divinas – disse, enquanto lavava o prato.

Obedeci. Passei para o fim das costas, agora usando ambas as mãos, e enfim cheguei àquele bumbum durinho. A única coisa ruim é que ele usava um jeans preto, mas dava pro gasto. Ai, meu Deus, como isso é bom! Fui para a parte da frente ainda mais ansiosa, também desfrutando de seus gominhos da barriga e seu abdômen, tão maciço, vigoroso e diferente de quando eu deito em cima dele, preparada para dormir. Àquela altura, eu estava abraçada a seu corpo.

–Cara, — ele começou – você está gemendo.

–Eu?

–Sim. Não faça isso. É perigoso.

–Não me importo.

–Mas eu sim – senti-o vibrar, durante seu riso. – Não dá, assim não dá.

Ri junto, enquanto me separava dele, voltando a sentir o frio de antes. Aguardei, pacientemente e sentada numa cadeira, assistindo-o terminar de lavar a louça. Tudo bem, poderia ir secando e guardando nos armários, mas a preguiça era maior. Freddie desligou a torneira, tirou o avental e pendurou na parede, se virando para mim e sorrindo maliciosamente.

–O quê? — sorri de volta.

–Eu amo você.

–Ah. Só isso? — dei de ombros, fingindo indiferença. Ele fez cara de cachorrinho abandonado(e foi assim que eu morri. Fim.)

–Sei lá — disse, entrando no meu jogo. — Isso é pouco?

–É.... mais ou menos. Como você pode provar isso?

–Talvez assim.

Eu mal pude piscar quando ele chegou do meu lado e me jogou pra cima de seus ombros, e eu senti suas mãos grudadas em minhas pernas. Não adiantou me debater, ele começou a girar e a girar no meio da cozinha, e caiu com nós dois esparramados no chão gelado.

–Ai! Seu idiota!

–Agora você acredita? — resmungou, com todo seu peso em cima de mim.

–Que você é um idiota?! Sim! Isso não foi uma prova de amor! — gritei, e só escutei as risadinhas ridículas, porém fofas, de Freddie em cima de mim.

–Então talvez eu devesse tentar de novo...

–Não! Não! Eu acredito! — ele riu de novo, se sentando e me colocando sentada também.

Freddie estava lá, na minha frente, sorrindo feito bobo, quando olhou dentro dos meus olhos e repetiu a frase. "Eu te amo". Meu coração praticamente pula para fora toda vez que ouço isso. Como se aquilo não fosse real, se eu simplesmente não pudesse acreditar que estava acontecendo. Dava vontade de me beliscar até sair sangue só pra provar que eu não estou sonhando de novo, mas não precisei disso. Aquilo era real. Estava acontecendo.

–Eu também te amo, namorado. Muito. Mais que o infinito. Mais que pizza.

–Mais que bacon?

–Não exagera. — ri, enquanto ele se deitava por cima de mim, puxando minha boca pra mais um beijo.

Notas finais
Eu só respondi os reviews até o capítulo 9 ,ou seja, mais uns trinta capítulos pra responder, vou fazer isso amanhã. E, um recado pra você que não se manifestou desde o começo da história:
I. Você é um vacilão, ou vacilona. Comenta, pô!
II. Você ainda é um vacilão.
Agora, um jogo. Já falei demais, mas responder essas perguntas ajuda a fazer com que a fic continue. Quero todo mundo respondendo, viu?
(1) Gosta das partes "hot" da fic ou prefere que deixe só nas entrelinhas mesmo?
(2) Como imagina que a fic vai terminar? (o final já está decidido, não se preocupe, não vou mudar).
(3) Acha que é uma grande coisa a Sam ter mentido para o Freddie sobre a virgindade ou nada de mais? [eu, particularmente, não acho.] O que faria se soubesse do beijo final Sarry?
Escolha uma ou mais de uma para responder. Tô tentando interagir mais com os leitores :)