Notas iniciais
Oiessssss
Como prometi, nãoi vou abandonar mais nenhuma fic, só vou demorar um pouco pra atualizar pq tenho falta de criatividade, vulgo preguiça, e hoje estou no pique pq estou triste :):
Até ia fazer roupinha e pá mas isso fica com a imaginação de vocês, ou não...
Enfim, aí está..

-Vamos assistir a um filme hoje?

Harry pegou um pão de queijo, saindo da mesa onde eu estava.

-Não. Tenho que ir pra casa.

-Depois, então. Não é nem meio-dia ainda. Vai pra casa, dorme e eu te busco para irmos ao cinema.

Eu levantei as sobrancelhas enquanto passava pasta de amendoim (leia-se: Amendocrem) na torrada. Oxi, esse menino tá achando que nós estamos casados e acorrentados ou...?

-Não, Harry. Preciso ir pra casa. Aliás, acho que minha mãe está meio sozinha também. Vou dar uma força e talvez passe na casa dela mais tarde. Se puder me levar em casa agora, agradeço.

-Tudo bem, mas quando estiver livre, me liga que nós vamos ao cinema.

Estava prestes a respondê-lo algo como "não iria com você" ou "você me irrita" mas meu celular acendeu pela milésima vez só nos últimos dez minutos.

-Esse cara está me aborrecendo. — ele disse, bem devagar. — Quero dar uma surra nele.

-Calaboca, ele só quer saber se estou bem, já que você fez o favor de fingir que nós dormimos juntos.

-Na verdade, dormimos. Se ele acha que você é dessas, então a coisa já muda de caminho...

-Acho que vou atendê-lo e explicar toda a verdade. — sorri, já sabendo que Harry ia reclamar sobre isso. Na verdade, nem queria falar com Freddie. Queria ouvir Harry tentando me impedir.

-Você já está indo pra sua casa, e nem sei quando vou te ver de novo. Não desperdice o tempo que temos junto com ele. Ele tem a namoradinha.

Isso quase me deu ânsia.

Assim que terminei de tomar meu café da manhã, Harry fez o favor de me dar um sobretudo preto para não sairmos no frio. Nem sei onde ele achou. Já era seu. Tinha comprado faz tempo, mas não tive coragem de dar, ele disse.

O carro dele era literalmente quente. Quente mesmo. Às vezes eu me perguntava como ele não derretia quando andava. Mas aí reparei que, assim que Harry entra no carro, abre o vidro. É quase mania.

Eu abri meu vidro também, deixando o vento bater em meus cabelos na linha do ombro. A franja ficou um pouco bagunçada, mas estava com preguiça o bastante para deixá-la assim.

Depois de eu ditar o endereço pelo menos umas três vezes, ele me deixou na rua do prédio da minha mãe. Ela tinha mudado muito desde nossa última visitinha ao psicólogo familiar com Carly há alguns anos. Deixou o cabelo crescer, fez dieta e agora trabalha omo garçonete em uma choperia da esquina. Já pedi para arranjar emprego descende, mas ela insiste que adora o que faz e até fala que ganha mais do que eu.

-Chegamos, amorzinho. Tá esperando o quê?

Eu o encarei de cara feia, e ele sorria exageradamente. Virei os olhos, e quando desci, bati a porta sem olhar para trás.

Precisava mesmo dar uma palavrinha com a minha mãe. Sinto falta dela.

...

"O acidente com a Ferrari preta, com o valor estimado em mais de 4 milhões de reais, acabou ficando..."

"Adicionem mais três colheres de margarina e esperem a massa ficar homogê..."

"E, quem ligar nos próximos cinco, eu repito, cinco minutos, terá um desconto incrível nas últimas trezentas parcelas na dova Tequipíques! Isso é imperdível!"

O controle na minha mão parecia mais um videogame quando pulei no sofá e ouvi o som da campainha estridente tocando. E não foi só uma vez: o retardado teve que esquecer o dedo lá por mais de quatro segundos. Pensei em deixar a pessoa que nem idiota tocando mas ela estava tão desesperada que bateu na porta três vezes.

Revirei os olhos.

A pessoa repetiu o ritual: dedo esquecido, três batidas.

-Porra! Espera aí!

Tirei rápido minhas pernas da coberta, andando em direção à porta. A destranquei, sem olhar no olho mágico antes, e pronta para dar um tapão na cara do porteiro.

Freddie entrou dentro do apartamento, passando a mão nos cabelos e meio elétrico, andando pela sala onde eu assistia a televisão alguns segundos atrás.

-Você tá louca?! Quer dizer, você tem cérebro?!

Abri a boca, mas não deu tempo de eu continuar.

-Eu tô ligando no seu celular desde ontem quando a gente se falou... Eu tava preocupado com você e com aquele traste traficante pedófilo filho da mãe de olho verde! E, quando eu chego aqui graças à sua mãe, que me deu o endereço e disse que você havia saído de lá há algumas hroras, te acho num apartamento que eu nem sabia da existência... — deu uma breve checada em meu corpo, e abriu a boca tentando falar alguma coisa. — assim!

Enruguei a testa, fazendo a mesma análise.

-Não vejo nada de errado com meu pijama.

-Nõ é nada de errado, Sam! É que... — começou a gaguejar alguma coisa, mas eu o interrompi.

-O que está fazendo aqui? — não mudei meu tom. Freddie me secou por momentos, formulando a resposta. Respirou fundo, estralando os dedos e se apoiando na mesa do canto onde estavam as chaves de casa e uma lista telefônica junto com o bloco de papel.

-Eu não te vejo desde ontem, e você não estava nada bem. Só achei que... devia ver se estava tudo bem.

Freddie se virou, olhando pela janela. Cruzei os braços. Ele não tinha se tocado que eu estava esperando-o virar pra mim de novo, e assim que o fez, dei uma voltinha.

-Estou plenamente bem.

-Sam...

Não disse nada. Olhei fixamente dentro de seus olhos castanhos, tentando passar a serenidade e a calma para ele.

-Você está certa. Eu... — mordeu os lábios, dando um sorriso de lado. — Eu estou sendo paranoico, não é da minha conta com quem você... Enfim, foi mal.

Sorri novamente, dessa vez ficando meio sem graça por ter que fingir que tinha rolado algo entre Harry e eu.

-Bem... — suspirou, soltando o ar e tremendo os lábios, fazendo um barulho engraçado. — Eu acho que vou pra casa da Carly passar o tempo. Se quiser passar lá, ou me contar algo sobre ontem... — não consegui segurar um risinho. — Bem, se precisar de qualquer coisa, pode me ligar que eu venho na hora, tá bem?

Pode ficar se quiser.

-Ligo sim. — o sorriso ainda não tinha saído de meu rosto. Eu parei ao lado da porta, que ainda estava aberta.

A cada passo que ele dava, eu arrepiava por dentro. Ainda éramos quase do mesmo tamanho, e Freddie não tirava o olho do meu, assim como eu não tirava dos olhos de chocolate totalmente hipnotizantes dele.

-Então... Eu te ligo.

Freddie apertou os lábios, pousando sua mão em meu braço. Eu a olhei, recuperando o ar e voltando a encará-lo.

-Fique bem, tá? E, — deu uma pausa. — por favor, me liga quando for cair na gandaia. Pelo menos assim eu posso te levar pra casa.

Repeti a frase novamente.

-Eu vou ligar. — dessa vez, não consegui controlar a tremedeira na voz. Não sei se ele percebeu.

Depois de um outro sorriso, Freddie deixou a mão cair, arrumando a jaqueta de couro e saindo do meu apartamento.

Fechei a porta, pulando no sofá.

Notas finais
Fun fact: O carro é mesmo do cantor, um Audi R8.
ENTAAAO?
preguiça de por acento rsrssss
Gostaram do breve momento Seddie? (: