You Belong To Me

1 Eu amo roupa suja


Notas iniciais
Então, eu tinha feito dois capítulos pequenos e resolvi unir e colocar em um só, espero que gostem! :3

Era simplesmente patética a situação em que estávamos, sentadas naquele sofá com uma panela de brigadeiro já regada a lágrimas. Morgana tinha uma raiva ao cavar a colher e recolher uma camada enorme do doce e enfiar na boca com fúria, eu não sabia se era por estar comendo e por se arrepender depois, ou se porque já estava de saco cheio de ficar em casa. Passamos o final de semana inteiro comendo e vendo o que podíamos da tevê coreana e dvd’s do BangTan, eu acho que ela assistiu tudo o que tinha o Sung Hoon, então definitivamente a depressão estava forte dentro de casa.

Levantei do sofá e fui até a janela, minha cidade pacata tinha a aparência mais inútil e angustiante que uma garota que queria estar na Coréia poderia querer ver, eu já tinha guardado bastante dinheiro, mas ainda não era o suficiente para tudo o que eu queria fazer, suspirei e cruzei os braços, eu queria gritar e chutar algo.

— Tati, ta tudo bem? – Morgana me perguntou chegando atrás de mim, pulei me assuntando.

— Tudo, só me deprimindo olhando pra essa cidade idiota. – falei rolando os olhos.

— Então... Tenho que te contar uma coisa. – ela disse unindo as mãos e dando um sorrisinho.

— Como assim? – arqueei as sobrancelhas.

Ela começou a respirar rápido e foi para o notebook, começou a digitar e entrou em uma conta de banco, lá havia um número consideravelmente alto, levando em conta se fosse dela. Ela virou para mim com um sorriso.

— Eu estou colocando dinheiro nessa poupança há um tempo, e acho que agora é a hora. Vamos fazer uma loucura. Podemos nos arrepender? Sim, claro... mas temos a vida toda pela frente não é mesmo? Vamos para Seul. – ela disse agarrando meu braço e me olhando firme, mas eu via o medo em seu olhar.

— Co-como assim? Ir pr-pra Seul? – gaguejei.

— Nós podemos juntar nosso dinheiro que vai ser mais do que o suficiente no total, somos capazes de fazer isso acontecer! – ela disse.

Dei risada e me distanciei, era impossível, seria insanidade, tínhamos dinheiro para passar alguns dias e seria todo o nosso dinheiro tudo o que juntamos desde que nos conhecemos e começamos a investir nesse sonho... E ainda não estávamos na nossa meta. Digo, na minha meta, a que eu havia estabelecido para mim. Só não sabia que ela também estava fazendo a parte dela para atingir.

— Eu não sei, eu quero fazer isso certo, sem falhas, quero estar segura... – comecei a falar.

— E vamos estar... Só vamos pesquisar, ok? Só precisamos de organização. – ela disse esperançosa.

De repente comecei a arfar, aquilo seria muita loucura mesmo, do tipo que faria minha mãe querer minha cabeça e eu me arrepender pelo resto da minha vida (ou não), mas eu queria começar a fazer as minhas malas agora. Sentei ao lado dela com o meu notebook nas mãos e comecei pesquisar o preço das passagens e hotel, se economizássemos o máximo... Quando ela viu que eu estava pesquisando os preços e realmente avaliando aquilo, começou a sorrir e então começou a pesquisar também.

Achamos vários lugares muito baratos, mas comecei a desanimar conforme o tempo passava... Aquilo realmente estava acontecendo? Eu realmente estava fazendo aquilo? Parei de digitar e me recostei no sofá, abaixei a cabeça e as lágrimas começaram a se formar, não conseguiríamos, eu sabia que não... Um bip me alertou que um email havia chegado, fui olhar do que se tratava:

BTSBR

Novidades bombásticas! Bangtan vai fazer uma música para o novo trabalho de Sung Hoon, eles vão estar em Seul em quatro dias para uma sessão de autógrafos juntos para apresentar a história e a música!

Era isso. Esse era o sinal. Quatro dias seria o tempo que levaríamos para chegar de onde morávamos até Seul, e estamos destinados a isso. Vou fingir que estou em uma novela para não chorar, porque vou cometer a maior loucura da minha vida, vou arrumar as minhas malas.

—*-

Falamos para nossos pais que estávamos indo viajar para Porto Alegre... O que era uma mentira pequena, mas que eles acreditaram rapidamente, quando falamos que era para um projeto de férias da universidade e que nós mesmas pagaríamos. De qualquer modo em Porto Alegre ou Seul o mais barato era falar pelo WhattsApp mesmo não é? Minhas mãos estavam trêmulas, eu nem acreditava que dentro de dois dias estaria em Seul, mais especificamente conhecendo o Bangtan vendo o Jimin de perto... tudo que eu queria era ter a oportunidade de mostrar para ele que ninguém o amou, ama ou vai amar mais do que eu.

Morgana estava com o maior cara de bunda ao meu lado, ela queria levar erva-mate para tomar chimarrão lá, mas fora proibida, ela estava realmente irritada. Peguei meu celular que eu havia desligado durante a decolagem e pus algumas músicas para escutarmos, com um suspiro ela pegou o fone que ofereci e pôs no ouvido, enquanto eu cantarolava as músicas imaginando meu Jimin cantando a olhei de canto, ela sorria e olhava distante o horizonte.

— No que está pensando? – perguntei.

— Isso começou com o seu amor pelo Jimin... Mas acho que minha maior impulsividade de estar nesse voo agora, além de você claro, é o Sung. Ele vai estar lá e quando você leu isso no email... Eu sabia que era um sinal. – ela disse olhando para uma foto do ator dono de seus pensamentos.

— Eu sei. Eu acredito que isso é maior que a gente, como você disse, tem um propósito. – falei segurando a mão dela.

— Sim. – ela disse apertando a minha mão.

Acho que adormecemos depois daquela conversa, em todo caso acordei com a voz do piloto dizendo para desligarmos todo e qualquer aparelho que emitisse ondas eletromagnéticas, pois iriamos decolar em alguns minutos... em Seul. Morgana e eu nos olhamos e respiramos fundo, já havíamos conferido o horário e o tempo estava indo bem até agora, chegaríamos e iriamos correndo na frente de todo mundo fazer o check-in, então pegaríamos um táxi não importa quantos wons custasse e chegaríamos bem a tempo dos autógrafos e da apresentação da banda e do Sung começarem.

Só que nem todo plano acontece conforme é combinado. Os passageiros que estavam nos acentos a nossa frente não nos deixaram passar, mesmo nos levantando primeiro, eles disseram que era uma falta de respeito e começaram e fazer um escândalo, achamos melhor ficarmos quietas para aquilo não nos atrasar mais ainda, mas a aeromoça veio falar conosco e pediu para nos revistarem. Juro, eu não sabia quem ia começar a gritar com a mulher primeiro, Morgana ou eu. No entanto foram poucos minutos, quando todos os outros passageiros saíram a mulher nos deixou sair também. Corremos para o check-in e a funcionária demorou quase um ano para fazer aquilo, era como se a aeromoça fosse uma daquelas fofoqueiras e tivesse mandado um recado dizendo para ela que tínhamos atrasado ela e que era para ela nos atrasar também.

Juro que o taxista quase enfartou. Quando chegamos no táxi o abordamos como assaltantes, o que seria uma história muito hilária para se contar daqui algum tempo, mas naquele momento estávamos desesperadas, tínhamos poucos minutos e um coreano muito chinelo saindo de nossas bocas, o endereço estava anotado na melhor caligrafia que eu consegui de coreano, o pobre homem só balançou a cabeça e engoliu em seco, entramos no veículo e ele saiu em disparada pelas ruas de Myeongdong.

Eu olhava as lojas, as barracas, tentava me distrair com qualquer coisa que passasse diante dos meus olhos, mas meu coração disparava como o motor de uma motosserra, estava orando mentalmente para chegar a tempo de ver aquele sorriso lindo naqueles lábios carnudos, de ver aqueles olhos se direcionarem para mim, de poder dizer que o amava, de...

— Chegamos, desce mulher! – Morgana gritou desvairada.

Morgana começou a tirar as malas junto com o taxista e a procurar o dinheiro em sua carteira para pagá-lo, eu queria ir ajudar, eu queria me mover, mas a única coisa que ocupava minha mente era a imagem diante de mim... O local estava lotado de coreanas enlouquecidas, mas lá na frente, estavam eles. Não, melhor. Estava ele. Park Jimin tinha o sorriso mais lindo de todo o universo, e eu tinha a certeza mais absoluta de todo o mundo, que ele olhava para mim.

Começamos a correr bizarramente entre as coreanas para tentar chegar na frente deles, Morgana havia comprado um café enquanto eu comprava os nossos ingressos para entrar afinal era um lugar fechado, mas uma das meninas que estava ali disse alguma coisa com “Brasil” e apontavam para nossas malas, eu vi que as nossas bagagens realmente continham faixas com a nossa bandeira nas pontas, não havia me dando por conta disso. Propositalmente uma delas deu uma cotovelada na mão em que Morgana segurava o café, todo o conteúdo caiu em nossas roupas, era a maior merda que podia me acontecer.

Eu não queria chorar, não ali na frente do Jimin, mas senti as lágrimas vindo, meu peito batendo forte, porque aquilo tinha que acontecer comigo? Quando olhei para o lado em busca de Morgana vi que ela já ia partir pra cima da garota, então segurei o braço dela e a puxei de volta, isso não ia ser nem um pouco legal, será que ela não viu que o Sung Hoon tava bem ali? Uau, bem ali mesmo, digo, cara ele tava descendo do palco onde estava! E o Jungkook estava com ele! Será que iam nos expulsar?

Pov Morgana

Minha vontade era arrancar a cabeça daquela coreana louca, como assim ela me da uma cotovelada e fica por assim mesmo? Comecei a ir até ela quando Tatiana me puxou de volta, ela estava com os olhos um pouco avermelhados, droga será que ela tinha ficado tão mal a ponto de chorar? Dei alguns passos para trás para ver como ela estava, mas de repente sua expressão se tornou apavorada, ela arregalou os olhos e engoliu em seco, virei meu rosto e vi Sung e Jungkook descendo do palco em nossa direção. Ih, ferrou. Eu estava prestes a apontar para a garota e dizer que foi ela quem começou, quando Sung chegou nela e disse algo em coreano que não entendi, mas eu vi ela chorar e se curvar, então saiu correndo até a saída.

Olhei perplexa para Sung que veio em nossa direção com Jungkook do seu lado, eles nos olharam e perguntaram em inglês “vocês falam coreano?” e a única coisa que conseguimos fazer foi balançar a cabeça negativamente. Eles riram e nos convidaram para subir com eles, olhei para a nossa roupa e fiz uma cara de desgosto instintiva, eu não queria ser chata, mas foi inevitável imaginar sair em reportagens mundiais com a roupa manchada com café. Vi que minha expressão foi bem óbvia, Sung cochichou algo no ouvido de Jungkook que concordou, mas ele fez um comentário antes que fez Sung sorrir. Queria ser uma mosca para saber o que era.

— Venham conosco. – Jungkook disse.

Nós os acompanhamos deixando todas as coreanas boquiabertas, eles pediram um intervalo e o apresentador falou no microfone. Jungkook pediu para esperarmos um pouco em um canto que ele nos deixou na parte de trás do palco, então ele foi se reunir com o resto do Bangtan, eu vi que ele disse algo para Jimin que fez uma cara apavorada e uma negação veemente com a cabeça, eu não sabia o que ele tinha proposto, mas sabia que o amigo não queria fazer. Pelo que a Tati me disse, ele era muito tímido, talvez estivesse com vergonha de vir se apresentar. Puxei minha amiga pela mão e nos levei até onde a banda estava reunida.

— Annyeonghaseyo! – falei “oi” em coreano que havia aprendido.

Eu vi a Tati fazer uma cara um pouco desagradável, então provavelmente eu tinha pronunciado errado, os meninos deram risada e um deles falou conosco em inglês, e na maior cara dura ele disse que tinha lido a carta da Tatiana no dia anterior, e que o Jimin ia levar ela no hotel em que eles estavam hospedados para trocar de roupas, já que era perto.

Sim, talvez ela quisesse me matar, mas eu comecei a rir e bater as mãos igual uma foca loca, eu não conseguia nem respirar, gente como assim ela ia ficar sozinha com o Park Jimin em um quarto de hotel?! Esse integrante que fala inglês já tem o meu respeito. Park Jimin estava mais vermelho que um tomate, e a minha amiga eu não preciso falar nada, tava virada numa malagueta. Park disse algo em coreano para o amigo, se era uma ameaça de morte um ou agradecimento eu não sabia, mas o que me fez quase desmaiar foi um tal de Sung Hoon vindo em minha direção com o celular na mão, ele parou na minha frente e disse “morgsvaldez?” e foi minha vez de quase enfartar.

Ele me mostrou a lista do Instagram dele em que eu havia curtido todas as suas fotos de dois anos em uma hora ou menos... Até chegar na parte em que ele saía de festas as cinco da manhã completamente bêbado, aquilo me decepcionou bastante, na verdade, então minhas curtidas paravam.

— Eu não bebo, e não curto muito isso. – falei apontando para a foto esperando que ele me entendesse.

— Esse não sou mais eu. – ele disse curtamente. Provavelmente por que tínhamos que falar em inglês.

— De verdade? – perguntei respirando mais rápido.

Ele assentiu com a cabeça. – Quer trocar sua roupa também? – me perguntou.

Assenti, mas eu não acredito que ainda estivesse assimilando o que estava acontecendo.

Pov Tatiana

Eu sabia que a Morgana era impulsiva, mas tanto assim ao ponto de ir lá meter a gente no meio do Bangtan quando o Jungkook disse pra gente esperar, essa eu não imaginava. Jimin estava com certeza morrendo de vergonha, mas ele não ia ser mal educado ao ponto de me deixar sozinha, o hotel realmente era perto dali então não demoramos a chegar, ele me indicou o banheiro após irmos para o quarto e me tranquei lá com a minha mala.

Parei diante do espelho do banheiro e me apoiei na pia de mármore. Aquilo estava mesmo acontecendo? Eu estava ali, em um quarto de hotel, em Seul com o meu Park Jimin? Apenas a porta do banheiro nos separava, mas eu podia ouvir ele mexendo no frigobar e abrindo uma lata de alguma coisa, tratei de rapidamente trocar minha roupa manchada com café para algo melhor, a primeira impressão é a que fica afinal. Uma calça jeans com uma blusa era tudo o que eu precisava, tinha o meu estilo, e ainda assim era comedido, passei novamente meu perfume, escovei os dentes, passei batom e saí do banheiro.

Jimin estava sentado na cama com uma lata de coca cola em uma mão e o celular na outra, ele olhava alguma coisa na tela sem muito interesse, tentei me controlar ao máximo para não pular em cima dele ali mesmo e dizer que o amava, do jeito que ele era tímido ia sair correndo de medo, por que não ia ser fácil de eu soltá-lo. Limpei a garganta para chamar a sua atenção e ele olhou para cima, um “oh” saiu de sua boca, um som habitual, mas seus olhos percorreram o meu corpo e mesmo quando ele tentou disfarçar, pude perceber umedecer os lábios. Meu peito começou a disparar e as lágrimas vieram com força, mas eu não queria chorar, queria conversar, queria mostrar para ele quem eu era.

— Então, você fala coreano? – me perguntou.

— Um pouco. – respondi.

Ele assentiu com a cabeça, vi que mordeu o lábio olhando para baixo, como se estivesse pensando em algo. Quando olhou para cima de novo, me mostrou o celular, entrou no aplicativo que tinha que era como o nosso WhatsApp, mas coreano, e falou com o líder banda, o Kim. Digitou algo e esperou a resposta, quando chegou, era em inglês, então ele me mostrou, dizia:

“Você não parece daquelas fãs loucas que fariam algo ruim, então, poderia confiar em você para passar o número do meu celular para podermos nos comunicar? Assim, eu posso traduzir as mensagens para o inglês e te passar, já não falo inglês bem e nem você o coreano”.

Meus olhos lacrimejaram, mas eu disse que sim e prometi que ninguém nunca teria o número dele por mim, desbloqueei meu telefone e dei para ele por o número, e ele fez o mesmo comigo, mal pude acreditar que eu tinha o telefone dele na minha mão e estava colocando o meu número ali para podermos conversar. Logo que registramos os números devolvemos os telefones, o sorriso no meu rosto não tinha como ser maior, um bip chamou minha atenção, e a mensagem era dele!

Park Jimin: Gostei do seu cabelo.

Eu: Obrigada! Posso... Posso tirar uma foto para contato?

Tive medo quando perguntei, ele poderia pensar que eu queria espalhar aquilo ou algo assim, mas eu queria uma foto dele... Com ele, na verdade. Mas já era um começo, eu sabia ser paciente. Jimin me olhou e assentiu com a cabeça, ele veio ao meu lado e me abraçou esperando que eu tirasse a foto, e ele entendeu que era de nós dois! Não pude perder a oportunidade, tirei a foto e pus como contato. Meu coração estava batendo tão forte que eu sentia dor até mesmo nos meus pulsos de tão intensos os batimentos, acho que Jimin sentiu, pois eu vi ele sorrir.

Park Jimin: Vamos voltar para lá então? Não podemos perder muito tempo.

Eu assenti e peguei minhas malas, Jimin me olhou com aquelas duas bagagens enormes e disse para eu deixar ali, ao não ser que eu já tivesse um hotel, falei que ainda não tinha. A alegria que tinha no meu coração era indescritível, eu estava indo de carro com Park Jimin para um evento do Bangtan, era como se já estivéssemos juntos e eu o acompanhasse para esse tipo de coisa, mas isso ia acontecer em breve, eu ia mostrar para ele todo o meu amor, já estava acontecendo.

Chegando lá nós subimos ao palco e me disseram para ficar sentada em uma cadeira no canto olhando de camarote tudo o que eles iam fazer, eu estava acima das outras fãs, eu nem conseguia descrever como estava me sentindo. Quando me desprendi um pouco do Jimin – que foi quando ele foi conversar com o resto da banda -, comecei a procurar minha amiga, onde a louca da Morgana se meteu? Percebi que Sung Hoon também não estava ali. Será que ela teve a mesma sorte?

Pov Morgana

Fomos para o apartamento de Sung Hoon que ficava perto daquele lugar, no caminho ele contou que era uma ótima localização, já que ficava perto de onde ele gravava a maioria dos seus projetos. Fiquei animada em saber que ele não era um total esnobe como eu achava, digo, pensei que ele um completo idiota que se amava e se achava o cara, e de fato ele sabe tudo o que ele é, mas ele também ama sua profissão e se dedica a ela, e não posso julgá-lo por isso. Ao chegarmos lá ele carregou minhas malas até o seu quarto, disse que eu podia me trocar ali e que na porta ao lado era o banheiro, ele ia esperar na sala.

Tirei minha roupa suja de café e a deixei separada, teria que por lavar imediatamente para não manchar, espero que ele tenha uma máquina de lavar, não sei se homens coreanos solteiros lavam sua própria roupa. Escolhi um macacão jeans e uma blusa branca com listras prestas, era rápido de usar, confortável e bonito. Fui até o banheiro e escovei meus dentes, havia sido uma longa viagem e eu dormira boa parte dela, um bom hálito era algo que eu exigia de mim mesma para conversar com o coreano no outro cômodo, após passar um delineador no olho me senti pronta para a missão preciso conquistar esse homem e fui até a sala.

Sung estava mexendo no celular, quando me viu com as minhas malas arqueou as sobrancelhas como se pensasse em algo e me perguntou:

— Você e sua amiga tem um hotel reservado para ficar?

— Não, meio que viemos por impulso... Longa história. – falei corando.

Ele riu e disse para eu deixar as malas ali, depois que terminassem de apresentar o projeto e a música eles iriam ver o que poderiam fazer por nós. Agradeci e me curvei, me senti meio idiota fazendo aquilo, provavelmente ele sabia que não era da minha cultura, mas achei que era o certo a fazer depois de me ajudar tanto.

— Ah, você por acaso não teria uma... uma.... – droga, como se fala máquina de lavar roupas em inglês?

Peguei minha roupa suja e mostrei a ele, então fingi esfregar com algo imaginário na mão e falei “limpar”, ele deu muita risada da minha cara, que vergonha, eu era tão patética. Ele pegou a roupa da minha mão e levou até algum lugar, quando o segui percebi que ele tinha uma máquina de lavar roupas e também tinha os produtos, mas pelo modo que olhou para eles, não devia ser ele quem os lavava.

E o pior de tudo: estava tudo em coreano, eu não ia saber lavar nem que quisesse. Ao não ser que agíssemos em conjunto.

— Ok, você me ajuda a traduzir, eu lavo. – falei – sabão?

Ele examinou o local e pegou uma caixa azul com bolhas, me senti estúpida novamente, aquilo ela bem óbvio. Peguei uma bacia e pus água dentro, logo coloquei a blusa e o sabão e então comecei a esfregar, boa parte do café saiu, mas um pouco ainda ficou, resolvi deixar de molho.

— Eu vou deixar aqui, tiro quando vier pegar as malas, ok? – perguntei.

Ele assentiu e então voltamos para onde estava acontecendo a apresentação, ou melhor, devia estar acontecendo, até chegarmos e pausarmos tudo. Tatiana já estava lá, seus olhos não podiam brilhar mais, será que alguma coisa tinha acontecido? Eu acho que eu ia ganhar uns muito obrigadas dela. Quando já ia me dirigindo a ela, Sung me puxou pelo braço.

— Eu só queria perguntar... A banda, eu e o elenco vamos jantar hoje, querem vir junto?

— SIM! – quase gritei – Quero dizer, claro, por que não. – tentei me recompor, mas ele já estava com aquela expressão “eu sei que ela me quer”, então me deixou e foi para onde estava sentado no palco.

Tatiana me viu e estendeu suas mãos, nem preciso dizer que estavam tremendo, parecia que ela ia cair no choro a qualquer momento.

— Ei, o que aconteceu? – perguntei sentando ao seu lado.

— Eu e o Jimin trocamos os nossos números, estamos conversando por mensagens, da pra acreditar? – ela disse – e tem mais! Minhas malas ficaram no quarto dele no hotel, no quarto dele!— sua voz ficou aguda, ela estava quase quicando de felicidade na cadeira.

— Uau, isso é loucura. Digo, incrível é óbvio, mas... Uau. – falei sem acreditar.

— E você também foi trocar de roupas no hotel do Sung Hoon? – me perguntou.

— Hotel não, apartamento, ele resolveu morar aqui perto por que é onde grava as novelas dele, e advinha, também deixei minhas malas lá. Será que eles combinaram isso? – comecei a pensar.

— Acho que não, o Jimin pensou um pouco se deixava ou não minhas malas lá. – ela disse.

— Pois é, o Sung disse que “iam ver o que fariam com a gente” – dei risada – E ah, nos convidaram para jantar com eles, e obviamente eu disse sim.

— Já percebeu que estamos falando como se fossemos velhas amigas deles? Ou como se os conhecêssemos há anos já? – suspirou.

— Sim, isso é tão... Fantástico. Mal posso acreditar.

— Mas acredite! E foi tudo ideia sua, obrigada por tomar a ideia mais impulsiva da nossa vida e nos trazer até aqui. – ela me abraçou.

— Tenho que gravar isso, sei que um dia você ainda vai jogar isso contra mim. – falei semicerrando os olhos.

Tatiana riu alto, mas então me mandou ficar quieta e se calou, eles iam começar com a apresentação.

Pov 3ª Pessoa

Sung Hoon introduziu a banda ao publico que entrou em êxtase, um por um os integrantes do Bangtan foram entrando novamente e sentando em seus lugares definidos, Kim ou Rap Monster como é mais conhecido fez um rap solo rápido que levou as fãs a loucura, então Sung Hoon começou a contar qual seria a história do seu novo dorama e qual seria o elenco principal que atuaria com ele, o casal principal seria ele com a atriz e cantora Solbi.

Ela não pôde comparecer por que estava terminando uma turnê antes de começar as gravações, então Sung pediu para o Bangtan cantar a música que seria o tema do casal principal. O nome da música era You Belong to Me.

As fãs tiveram a oportunidade de fazerem perguntas e de tirarem algumas fotos, mas logo o local ia voltar a atividade comercial que tinha, que era uma loja de roupas de grife, como eles iam fazer aquele local com um palco e cheio de gente ser uma loja chique de grife isso já não se sabe, então após algumas fotos e autógrafos o público foi obrigado a deixar o local. Os meninos do Bangtan juntamente com o Sung Hoon levaram as duas fãs para um café que havia ali perto, o Sulbing, qual foi fechado para eles podem comer em paz.

A comida era deliciosa, mas o que estava por vir... Seria muito mais.

Notas finais
Se gostarem, comentem, e pode ser textão, adoro :3 Annyeonghi gyeseyo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.