Notas iniciais
Gente eu peço desculpas por demorar tanto para postar um novo capítulo. É que eu e a minha família tivemos que viajar de última hora para a casa dos meus avós, e lá infelizmente não tem internet. E eu cheguei só hoje.

O Louis me ajudou a escolher a roupa pro encontro, mas eu confesso que não gostei muito. Quer dizer, a roupa era muito vermelha, e com o meu cabelo ruivo ainda. Além disso, eu tive que mentir pro meu irmão, porque eu tenho certeza de que ele não deixaria eu sair com o Gabriel. E eu só estou saindo com ele, pra ver se consigo esquecer aquele beijo do Victor.

Quando sai de casa, ele já estava lá me esperando na frente do carro.

— Vamos?- disse ele.

— Claro.- eu pensei que ele iria me elogiar ou alguma coisa assim...

— Nós vamos a um restaurante. Acho que você vai gostar.

— Legal.- depois de um tempo, com um silêncio eu disse- Ei Gabriel, você...- eu queria puxar assunto, ma eu não tinha o que falar. Ele me olhou e eu sorri um pouco envergonhada por não terminar a frase.

— Ok! Quem te falou?- perguntou o ele estacionando o carro. Eu o olhei confusa- Que eu vendo drogas?

— O que? Então é verdade? Se eu soubesse, eu pensei que o Victor estava mentindo.

— Eu sabia que tinha sido ele.- falou bravo- O Victor é um idiota. Mas só pra você ficar sabendo, eu não vendo mais. Eu parei com essas coisas.

— Que raiva.

— Se você quiser voltar eu te levo...

— Não precisa. Não vamos deixar que uma coisa que o Victor disse atrapalhe o nosso encontro.

— Ok.- disse ele mais relaxado- Então o restaurante é aqui. Vamos descer?

— Claro.

— A propósito, você está linda.- eu sorri é fiquei meio sem jeito pelo elogio.

— Obrigada. Você também.

Nós estarmos no restaurante e logo sentamos em um lugar bom. Eu estava com aquela sensação de estar sendo seguida, mas eu resolvi ignorar. O Gabriel estava sendo bastante atencioso, e até mesmo um pouco romântico. Depois de um tempo nós pedimos a comida e comemos conversando. Até que ele olhou algo atrás de mim e fechou a cara.

— Manu, eu tenho que te falar uma coisa. O Victor gosta de você. E não é apenas como amiga.- eu ri da afirmação dele.

— Gabriel essa piada foi ótima.

— Quem dera se realmente fosse piada.- eu o olhei assustada.

— Nada a ver, Gabriel. Eu e o Victor nem amigos somos, como ele pode gostar de mim?

— Eu não sei.- disse ele sério.- Mas olha, Manu. Quando nós éramos pequenos, ele te tratava mal, porque gostava de você. Depois isso passou, mas agora que você resolveu mudar de visual, acho que ele está começando a gostar de você novamente. E, mesmo eu não sendo realmente amigo dele, eu não vou mais querer nada com você, porque eu conheço o tipinho dele, e é melhor não te-lo como inimigo.

— Gabriel, como assim? Eu não quero nada com o Victor, e por que você está fazendo isso? Você me chamou pra um encontro só pra me falar isso?

— Não, eu te chamei pro encontro só para ficar com você depois, lá em casa. Mas eu não quero mais. Mas se você quiser eu ainda posso ser seu amigo, eu nunca tive uma amiga, quero dizer menina.- primeiro eu fiquei indignada, mas depois de pensar um pouco eu disse:

— Tudo bem, se é o que você prefere.- O bom foi que a partir dai, o nosso "encontro" ficou bem mais divertido. Acho que é melhor nós sermos amigos mesmo. Nós conversamos e rimos bastante, e foi bem melhor. Sem aquele clima de "como eu devo agir no encontro".

— Manu, se eu te falar uma coisa você não vai ficar brava comigo?

— Não. Pode falar.

— Você não poderia me apresentar a sua amiga?

— Qual delas? Se for a Ana, não dá porque ela é a futura namorada do meu irmão.

— Não, a outra. A de cabelo rosa.- eu sorri, eles ficariam bem juntos.

— A Alicia. É claro que eu apresento. Vou até dar uma de cupido, vocês ficariam bem juntos.

Mais tarde, nós pagamos a conta e fomos pra casa. E no caminho ele me disse que o Victor e o Daniel estavam lá no restaurante de olho na gente. Eu fiquei super brava, quando eu chegasse em casa ele iam ver.

Nós conseguimos chegar antes deles, e quando eles chegaram e ficaram escondidos pra ver o que nós iríamos fazer. Eu e ele ficamos uns 40 minutos no carro, decidindo qual seria a vingança. Depois descemos do carro e ele me levou até a porta.

— Então é isso, está entregue.- disse ele. E nós vimos que o Victor e o Dani estavam lá vendo.

— E nós vamos ser só amigos mesmo?- perguntei a ele.

— É, acho que sim.

— Ok, então.- Nos ficamos nos olhando silêncio, até que eu resolvi tomar uma iniciativa, e o beijei. Ele é claro retribuiu. E foi um beijo curto, porque parou quando o Victor e o Daniel vieram nos separar.

— Ei cara, o que pensa que está fazendo?- perguntou o Victor empurrando o Gabriel.

— Beijando a Manu, pensei que estava óbvio.- então o Gabriel percebeu que tinha um pouco de batom no seu pescoço e tentou limpar. O Victor viu e olhou pra mim e pra ele assustado.

— Por que demoraram para sair do carro?- Nos não respondemos só nos olhamos envergonhados.

— Você sabe... Não posso perder uma oportunidade dessas.- respondeu o Gabriel. Eles estavam caindo no plano certinho, e eu estava me segurando pra não rir.

— Eu vou te matar- disse o Daniel bravo.

— Eu vou ajudar.- falou o Victor. Eu e o Gabriel nos olhamos e começamos a rir.- Vocês acham isso engraçado?

— Nosso plano deu certo, Manu. Eles caíram direitinho.

— Como assim? Que plano?

— Vocês achavam mesmo que não iríamos perceber que estavam nos seguindo? E acham mesmo que eu faria qualquer coisa com o Gabriel além de um abraço? Ele é o futuro boy da minha amiga.- eles ficaram sem reação- Agora entrem pra dentro, porque eu estou muito brava com vocês, e daqui a pouco nós conversamos. Agora eu vou me despedir do meu amigo.- eles entraram.

— Viu, Manu, ele gosta de você.

— Por favor, Gabriel. A única coisa que o Victor pensa é em quantas garotas ele vai pegar. E eu não vou ser só mais uma para aquele idiota.- ele me olhou espantado.

— Você também gosta dele.

— Não- respondi rápido, mas é não iria adiantar nada, quando esse menino coloca alguma coisa na cabeça, ninguém consegue tirar.- Eu não gosto dele. Ele não gosta de mim. Nós nos odiamos, e está ótimo assim.

— Que fofinho. Você está com medo de começar a gostar dele e dele te magoar.

— Nad... Tá isso é verdade- pensei alto- Você por acaso, é vidente, Gabriel?

— Não, eu só junto os pontinhos. Mas agora eu tenho que ir, Manu. Até mais.

— Tchau.

...

— Se vocês fizerem isso mais uma vez, eu mato vocês.- disse para finalizar a bronca. Eles até tentaram argumentar, mas eu já tinha pensado em tudo que ia falar.- Agora se me dão licença eu vou dormir.

Eu saí da sala e fui para o meu quarto, eu peguei uma roupa confortável e fui tomar banho. Depois do banho, quando eu já estava pronta pronta pra dormir eu vejo que tem alguém no meu quarto, eu entro lá e era o Victor.

— Por que você fez isso Victor? Eu sei que a ideia não foi do Daniel, porque se ele soubesse eu não teria conseguido nem sair de casa.

— Porque eu não gosto e nem confio no Gabriel, e eu nunca te deixaria sozinha com ele.

— Eu pensei que você me odiasse... E isso ainda é muito estranho.- Ele riu.

— Quem dera se eu realmente te odiasse.- resmungou ele.

— O que?- perguntei, fingindo que não tinha entendido.

— Nada.- o celular dele apitou e ele pegou pra ver o que era. E riu com ironia- Por sua culpa eu deixei a Dalila lá em casa me esperando. Que merda, Manoela.

— Você é um idiota, mesmo. Não é culpa minha você ter me seguido. Você fez isso, porque quiz.

— Não foi por isso. Foi porque o Gabriel me irrita, e você não pode ficar com ele, porque se você não ficar comi...- ele não terminou a frase, porque percebeu o que estava falando.

— Então isso é ciúmes porque eu não quiz ficar com você?! Victor nós não temos nada, e você não tem direito de decidir com quem eu fico ou deixo de ficar.

— Cala a boca, Manoela!

— Vem calar, seu idiota.- como eu sou burra, porque eu disse isso? O Victor se aproximou de mim e selou os nossos lábios, e pediu passagem, e como eu sou burra, dei... O beijo foi ótimo, hoje a boca dele estava com gosto de chocolate, ai ai! Quando ele me beija, mesmo o odiando, eu não consigo deixar de retribuir, porque é como deixar de ganhar um ótimo presente, só porque não gosta da pessoa. Ele terminou o beijo com alguns selinhos. Eu suspirei de tristeza porque tinha acabado.

— Cara, eu adoro te beijar.- disse ele sem querer. Mas quando ele viu que eu sorri um pouco envergonhada, ele também sorriu.

— Victor, você sabe...

— Não fala nada, Manoela. Antes eu pensava que você não tinha gostado do meu beijo, mas agora eu sei que você gosta sim. E, além disso, se você realmente não quisesse, você não teria me beijado também.

— O problema, Victor, é que eu não consigo não beijar você, ok?- pensei alto. Ele abriu um sorrisão e riu.

— Bom saber disso. Depois dessa, eu não vou nem ficar mais com a Dalila hoje. Eu prefiro ficar com você.

— Eu não vou ficar mais com você, Victor.

— Tudo bem. Mas vou te dizer uma coisa, é só questão de tempo até você ficar comigo. Eu espero... Não tem problema algum.- disse ele e saiu do meu quarto. Acho que o Gabriel tinha razão.

"Vem cá me dar um beijo que você já ficou muito tempo falando"

Notas finais
Esta aí, capítulo novo para vocês. E eu peço desculpas de novo...