You Are The Only Exception
7 Capítulo 7
Notas iniciais

Confesso que antes eu não sabia o que fazer, ou melhor, como matar o Victor. Mas eu tive a melhor ideia da minha vida. Primeiro eu fui lá pra cozinha tomar café da manhã e, depois eu disse:
— Daniel, você pode falar comigo um pouco?- ele me olhou com dúvida, até porque o Victor estava atrás dele, tentando se "proteger", mas ele veio. Nós fomo até o quarto, e eu tranquei a porta, porque quando o Victor perceber o que eu estava fazendo, ele iria tentar desmentir.
— O que aconteceu, Manu? E por que o Victor esta com medo de você?- eu me virei para esconder o sorriso, só de pensar no que o Daniel faria com ele. E então, fiz cara de choro e contei tudo o que o Victor me fez pensar que eu fiz, e no meio da história o Victor tentou abrir a porta, e começou a gritar falando que não era verdade. Mas eu consegui falar tudo. E quando eu terminei, confesso que fiquei com medo do Daniel, só pela cara dele.
— EU VOU MATAR O VICTOR- Falou ele pausadamente, ou melhor, gritou. E saiu do quarto para procurar o Victor. Eu confesso que eu não estava muito preocupada no começo. Mas depois de uns vinte minutos, a Ana veio falar comigo desesperada:
— Manu, o que você falou pro Daniel?- perguntou ela.
— É uma longa história, quer ouvir?
— Não dá, pelo menos não agora.- ela já estava quase chorando, agora sim eu comecei a me preocupar. Minha Aninha, é a pessoa mais forte que eu conheço, só algo sério a deixaria assim.- Manu, você tem que falar com o Daniel, porque ele esta quase matando o Vitor
— Ai meu Deus, o que eu fiz?- nós saímos correndo de lá, eu estava quase chorando. Por mais que eu estivesse furiosa com o Victor, eu ainda o queria vivo. Quer dizer, só eu posso matá-lo.
Quando eu cheguei lá o Victor já estava muito machucado. Mas o Daniel ainda não tinha parado, ele continuava a bater no menino.
— Daniel, para- gritei. Ele parou e olhou pra mim.- O que eu te falei era mentira. Na verdade, ontem eu fui a aquela festa que vocês foram, mas acabei bebendo muito, e o Victor que me trouxe pra casa, comprou o remédio pra minha dor de cabeça, e que me ajudou.
— Por que você me falou isso, então?- perguntou ele.
— Porque foi o que ele me fez pensar que eu tinha feito. E foi por isso, que eu fiquei tão brava com ele.
O Daniel, custou a acreditar, mas no final deu tudo certo. Meu irmão brigou comigo, mas também me parabenizou pela ideia incrível de usar a mentira do Victor contra ele. E pro Victor ele se desculpou, mas disse que ele era um idiota e que não era mais pra ele fazer aquilo comigo.
— E como castigo pros dois,- disse o Daniel no final- A Manoela vai dar uma de médica e cuidar dos machucados do Victor.
— Mas, por que?- perguntei toda inocente- Não fui eu que bati nele.
— Eu que pergunto por que eu mereço mais uma tortura? Pra mim isso já é demais. — reclamou o Victor. Eu estou pensando seriamente em inventar outra mentira, mas desta vez bem pior.
— Primeiro, quem teve essa ideia fui eu,- interviu a Ana- Segundo, Manu isso é o mínimo que você pode fazer depois de ter feito isso.- disse ela pra mim- E terceiro, Victor eu estava te devendo uma, aproveita essa chance,- sussurrou ela.- E não vai ser uma tortura, pelo menos não mais que isso- disse ela apontando pro Daniel e depois para o Victor. Eu a olhei com raiva e ela piscou pra mim e disse, apenas pelo movimento da boca- Aproveita, faz o que você foi fazer na festa.
...
— Ai, isso doí sabia?- Perguntou o Victor, quando eu comecei a limpar o último machucado que faltava.
— Foi mal. Mas não reclama. Você mereceu isso.- digo a ele.
— Na verdade foi bem injusto. Seu irmão me bateu, por algo que eu não fiz. Eu não ligaria se ele me batesse por algo que eu realmente tenha feito.
— E o que você quer que eu faça. Quer que eu arrume um motivo pelo qual meu irmão te bateria?- ele assentiu.- E que motivo é esse?
— Você- disse ele. Eu parei de limpar o machucado dele e o olhei.- Mas especificamente sua boca.- Antes que eu pudesse fazer alguma coisa, ele me beijou, e eu como sou burra retribui. Foi um beijo perfeito, envolvente, gostoso, com desejo. Talvez até um pouco voraz. Sabe aquele tipo de beijo que é tão bom que você não consegue nem descrever direito. Não sei, mas acho que nossas bocas foram feitas para ficarem juntas. Nós só paramos o beijo por falta de ar, e eu nunca pensei que diria isso, mas que raiva, porque que o ar tem que ser tão importante pra nossa sobrevivência? Ele deu um sorriso lindo, o meu preferido dele, aquele que é sincero, que é perfeito, mas difícil de se ver.- Eu quero repetir a dose. Posso?- perguntou ele. E precisa perguntar? Eu me aproximei dele, a ponto de sentir sua respiração. Mas eu não fiz mais nada, eu queria ver até que ponto ele aguentava.- Assim você me mata. Eu não aguento isso. Vem cá- eu sorri ao ver a reação dele, que logo depois de falar me puxou e beijou de volta. Eu não queria mais parar de beijar ele. Não que eu goste dele, mas esse beijo é incrível.
— Ai, desculpa. Eu atrapalhando novamente.- disse a Ana entrando no quarto. Nós nos afastamos rapidamente, e ficamos constrangidos, pelo menos eu fiquei.- Mas eu queria avisar que o Daniel esta chegou, e a qualquer momento ele pode vir aqui. Amiga o batom.- disse ela apontando pra minha boca, e saiu dali rindo, logo hoje eu decido passar batom, eu limpo a boca com pressa e levanto. O Victor faz o mesmo.
— Sorte que eu não cortei a boca.- disse ele olhando pra mim. Eu só mecho a cabeça em sinal de reprovação. E quando cai a ficha do que acabei de fazer, eu quase pulo de janela de tanta vergonha, mas dessa vez, não é culpa do Victor.
— Ai, droga. Victor, eu não vou brigar com você porque ninguém beija sozinho, mas por favor, nunca mais faça isso.Porque esse beijo foi um erro, só coisa do momento. Quero dizer, esses beijos.
— Se você diz, Manoela.- Disse ele olhando pra mim triste e magoado.- Não sou eu quem vai te fazer mudar de ideia. Se você não gostou eu não posso fazer nada, então...
— Não Victor, não é isso.- Mas já era tarde demais. Ele já tinha saído de lá.
Mas é melhor parar agora, porque se continuar e acontecer alguma coisa depois, pode doer para sempre, e é disso que eu tenho medo.
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