You Are Not Invisible To Me - KamesxCargan
15 Nunca vamos nos separar
Notas iniciais
POV CARLOS
Quando eu abri os olhos, tudo que vi foi um sorriso, marcados por duas covinhas lindas.
– Logan? – Perguntei. Ele sorriu mais ainda.
– Sim – Respondeu calmamente.
– O que aconteceu? – Continuei com o breve interrogatório.
– Sentamos, assistimos um pouco de TV, você deve ter ficado entediado com o programa e cochilou no meu ombro – Ele me explicou – E babou nele também – Me senti corar fortemente – Ei – Ele me chamou a atenção calmamente – Não precisa se envergonhar.
Olhei para o relógio. Eram 23hrs.
– Eu cochilei? – Perguntei olhando para ele assustado – Eu dormi por seis horas.
– Jura? Eu nem vi o tempo passar com você aqui do meu lado – Ele disse com um sorriso. Por um instante todo meu susto passou e eu sorri de volta.
– Eu devo estar com um bafo horrível – Falei.
– Deixa eu ver – Ele disse me beijando de surpresa. Pediu passagem com a língua. Eu concedi prontamente. Sentia a língua dele percorrer minha boca e se entrelaçar à minha. Ele fazia movimentos sincronizados com os meus, que eram, de certa forma, atrapalhados. Quando precisamos de ar, finalmente, paramos o beijo – Nem tá tão ruim assim – Ele disse me fazendo corar de novo.
– Ainda tenho que escovar meus dentes – Eu disse me levantando. Fui até o banheiro do meu apartamento e comecei a escovar meus dentes. Imaginei o quanto aquilo parecia surreal. Há dias atrás eu podia sentir o Logan dentro de mim, perto dos mesmos dias, ele estava me rejeitando e me fazendo sofrer. Agora, ele veio ao meu apartamento e declarou que me amava por vontade própria. Uma parte de mim acreditava nele e sabia que eu o amava. Outra brigava comigo porque tinha medo de que aquilo fosse apenas desejo, como ele havia descrito todas as nossas vezes anteriores. Pra mim não foi. Eu não tinha apenas desejo pelo Logan. Eu sentia algo por ele, que nenhuma mulher me fez sentir antes.
Terminei de escovar meus dentes e enxaguei meu rosto, para tirar a cara de sono. Fui até a sala e ele ainda me esperava. Sua expressão parecia um pouco mais assustada, o que mudou quando me viu, sendo substituída por um mágico sorriso.
– Pronto – Eu falei.
– Posso provar? – Ele perguntou.
– Você não está muito esfomeado? – Brinquei.
– Você é que nem chocolate. Quanto mais se come, mais se quer – Ele disse. Senti minhas bochechas ficarem rosadas – Que foi? – Ele perguntou apertando uma delas – Se sente envergonhado de ser a mulher da relação?
Não me dei ao trabalho de responder. Minhas bochechas falaram por mim. Na verdade, acho que minha cara inteira respondeu por mim. Ele me abraçou e aninhou minha cabeça em seu ombro, acariciando minha nuca.
– No que estava pensando quando cheguei? – Questionei. A cara amedrontada dele não me saía da cabeça.
– Eu estava pensando em... Como vamos fazer pra contar aos outros? – Ele perguntou.
– Bem... – Eu analisei – Eles já nos viram uma vez. Acho que a segunda vez vai ser mais fácil – Sorri.
– Não falo só deles – Ele me disse – Eu falo de todos – Senti seus braços descerem à minha cintura e levei minhas mãos aos seus ombros – Não quero ficar com você e esconder de todos. Mas se contarmos... Vamos destruir a imagem da banda.
– Calma, Logan – Eu disse. Eu sabia que ele tinha razão. Haveria centenas de preconceituosos que iriam nos julgar e iam acabar descobrindo o James e o Kendall também. E se não descobrissem, haveria centenas de especulações do tipo “Se dois são, por que os quatro não?”.
– Tudo bem – Ele me abraçou forte e eu deitei a cabeça em seu ombro.
– Eu adoro quando você me abraça – Eu disse – Me sinto tão... Seguro.
– Me sinto um segurança, agora – Ele disse, eu ri.
– Para com isso – Dei um tapinha em seu peito.
– Que foi? – Ele perguntou rindo – Bem... – Ele continuou – Mesmo que não contemos ao mundo, quero contar ao Kendall e ao James.
– Olha... Eles estão fora da cidade. Quando eles chegarem, podemos falar a eles.
Nos sentamos no sofá uma vez mais e eu deitei a cabeça no ombro dele.
– Eu te amo – Ele sussurrou em meu ouvido. Era a segunda vez que eu ouvia aquilo, mas ainda tinha a mesma intensidade que a primeira.
– Eu também te amo – Sussurrei, tendo a certeza de que ele iria ouvir.
– Carlos, posso te fazer uma pergunta? – Ele me olhou calmamente.
– Se eu puder responder? – Afirmei.
– Você quer namorar comigo? – Arregalei os olhos com o que ele disse. Fiquei encarando-o por longos segundos sem saber o que falar. Foi rápido demais. Meu coração estava acelerado e minha boca balançava, procurando algo pra falar, mas nada saía.
– L-L-Logan... – Gaguejei – E-Eu... Eu q-quero – Consegui concluir.
– Ótimo... Eu queria um motivo pra te dar isso – Ele puxou uma caixinha prateada do bolso e dentro havia dois anéis.
– Quando você...?
– Lembra quando eu disse que você cochilou e babou no meu ombro? – Perguntou sorrindo – Digamos que você não pode babar no meu ombro porque eu saí para comprar umas coisinhas – Ele balançou a caixinha e eu ri.
– Mas como sabia que eu ia aceitar? – Perguntei desafiador.
– Você me inspira confiança – Ele disse piscando um olho – Agora, pelo poder dado a mim, por esse anel que eu estou rezando pra que caiba no seu dedinho gordo – Ele sorriu e eu também – Eu o declaro, meu namorado – Concluiu pondo o anel no meu dedo e me dando um beijo calmo.
Eu não queria calma. Estava mais do que feliz por ele ter finalmente me pedido em namoro. Fui aos poucos preenchendo nosso beijo com luxúria e desejo.
– E depois eu sou guloso, hein? – Ele me provocou, colocando as mãos na minha cintura e me puxando para cima dele. Eu envolvi sua cintura com minhas pernas e me sentei sobre as dele. Vagarosamente, comecei a desabotoar sua camisa, enquanto passava as mãos em por seu corpo. Ele tinha a pele macia, quente e convidativa.
POV LOGAN
Era a primeira vez que eu e o Carlos estávamos juntos de verdade, sem ser com o intuito apenas de diversão. Eu sabia que ele tinha medo de eu estar apenas brincando com ele, então saí enquanto ele cochilava e comprei um par de anéis de compromisso. Eu queria muito que ele soubesse que, dessa vez, era pra valer.
Enquanto nos beijávamos, ele passava a mão pelo meu corpo e foi rapidamente, descendo até chegar em minha calça. Parou de me beijar e me olhou nos olhos, mordendo o lábio inferior.
– Sabe... Dizem que tudo é maior no Texas... Será que é verdade? – Ele brincou desabotoando a calça, colocando a mão sobre minha cueca e massageando meu membro levemente. Por baixo do tecido, eu sentia o toque do Carlos esquentando o algodão da cueca.
– Quer que eu te prove? – Perguntei, puxando-o para outro beijo. Eu apertava suas costas, puxando-o mais pra perto. Desci minhas mãos por suas costas até chegar a sua bunda. Eu a apertei, fazendo-o lançar um gemido abafado. Comecei a beijar seu pescoço, enquanto ele me ajudava a tirar sua calça – Isso está demorando demais – Eu disse. O empurrei no sofá e segurei as pernas das calças, puxando-as rapidamente. Do mesmo jeito fiz com a cueca e com minha roupa e me pus sobre ele, roçando nossas ereções nuas. Isso o fazia gemer e ele apertava as minhas costas, me puxando para mais perto, colando nossos tórax e beijando meu pescoço.
Ele levou a mão ao meu membro novamente e começou a me masturbar. Eu apreciava os movimentos mordendo o lóbulo de sua orelha.
– Loggie – Ele disse sorrindo – Eu quero chupar você – Ele disse me empurrando para o outro lado do sofá. Se colocou no meio das minhas pernas e começou a me masturbar enquanto admirava o meu membro. Logo em seguida, ele o pôs na boca e começou a chupar com voracidade. A força que ele usava me fazia sentir um pouco de dor e eu gemia por isso. Ele ia cada vez mais rápido, fazendo minha ereção pulsar enquanto sua língua me envolvia e fazia movimentos maravilhosos.
– Carlos! – O puxei pelos cabelos, fazendo-o parar – Se você continuar, eu não vou aguentar.
– Então me fode logo, seu safado – Ele disse me agarrando em um beijo ardente.
– Ainda não – Eu falei colocando-o no sofá de bruços – Primeiro, eu quero deixar você bem preparado – Ergui um pouco seu quadril, fazendo-o empinar bem a bunda e comecei a passar minha língua ao redor dela, até chegar em sua entrada. Carlos gemia alto a cada vez que eu passava a língua perto de seu orifício e eu via sua espinha se contorcer.
– Para de me torturar e me fode logo – Ele suplicou entre gemidos.
– Como você quiser – Eu falei sorrindo.
O puxei para que ficasse de frente para mim.
– Mas vou fazer isso olhando nos seus olhos – Eu disse pegando suas pernas e colocando ao redor da minha cintura. Ele me envolveu rapidamente e eu posicionei meu membro em sua entrada. Comecei uma penetração leve e vi que ele fazia caretas de dor.
– Estou te machucando? – Perguntei um pouco preocupado.
– Não – Ele negou – É só que você me deixou na vontade por tanto tempo que eu perdi a prática – Ele sorriu malicioso.
– Então vamos devolvê-la – Eu disse, entrando completamente, de supetão. Carlos deu um grito de susto e dor e eu senti suas pernas apertarem minhas costas. Me inclinei sobre seu corpo, até conseguir beijá-lo e fui dando estocadas leves. Seus olhos se enchiam de lágrimas e eu comecei a sentir receio por ter machucado ele – Desculpa – Eu disse.
– É só ir mais rápido e vai ficar tudo bem – Ele disse sorrindo e abraçando meu pescoço, me beijando de novo.
Eu retribui o beijo, entrelaçando nossas línguas e aumentando o meu ritmo dentro dele. Enquanto nos beijávamos, eu ia cada vez mais fundo até sentir que minhas coxas estavam pressionando a bunda dele.
Nesse instante, eu parei e fiquei apenas beijando-o com meu membro plantado dentre dele. Eu sentia a entrada dele pulsando, pressionando a base do meu membro, como se estivesse me masturbando. Isso era delicioso.
– Eu sinto você pulsar dentro de mim – Ele disse sorrindo.
Sorri de volta e comecei um ritmo lento novamente. Carlos suspirou rapidamente e deu um gemido forte.
– É bem aí – Ele disse gemendo mais. Só então me toquei que eu devia ter alcançado sua próstata. Continuei me movimentando calmamente e fui aumentando a velocidade. A cada estocada, ele gemia mais e mais, eu também, logicamente. Podia ver sua ereção pulsar livremente, enquanto suas mãos repousavam em minhas costas e suas unhas curtas eram cravadas em minha pele.
– Logan – Ele gemeu sussurrando no meu ouvido.
Ouvi-lo gemer meu nome me levou ao topo do prazer. Aumentei o ritmo das estocadas, assim como o dos nossos gemidos e logo vi Carlos chegar ao limite, sujando a própria barriga. Vê-lo chegar ao limite comigo dentro dele era uma visão dos deuses. Não aguentei e fui ao ápice, preenchendo-o, completamente. Fiquei dentro dele enquanto o beijava, tomado pelo prazer, até que senti meu membro perder a ereção e ser expulso de dentro dele. Me deitei ao seu lado e o dei selinho demorado.
– Eu estava com tanta saudade de você – Eu disse.
Seu sorriso sumiu por alguns segundos. Fiquei imaginando o que eu teria feito de errado.
– O que foi, meu bem? – Perguntei.
– Eu... Não... Nada – Ele disse e sorriu de novo.
– Não. Agora que eu vi você ficar triste, me fala – Eu insisti.
– Não é nada importante, Logan...
– Então porque está tão relutante em me falar? – Arqueei uma sobrancelha. Ele ficou um pouco recolhido e depois me olhou de novo.
– É que... Eu tinha medo disso – Ele falou.
– Medo do quê? – Perguntei confuso.
– De tudo, que você tem por mim, ser só desejo e depois...
– Ei – Eu o parei calmamente, pondo o dedo em seus lábios – Acho que você não me ouviu hoje quando eu disse que te amava. Então, vou repetir pra ver se você entende: EU... TE... AMO – Eu falei.
Ele ficou um pouco corado. Eu o puxei para o meu peito e aninhei sua cabeça ali, depois, comecei a afagar seu cabelo.
– Desculpa, se eu duvidei de você – Ele pediu um pouco receoso.
– Depois do que eu fiz... Eu te entendo – Eu falei. Ele ficou em silêncio – Demorou até eu perceber que você é tudo que eu queria.
– Incluindo peitos e bunda? – Ele perguntou com um olhar irônico.
– Bem... Que você tem uma bundona ninguém discute... E seus peitos, bem...
– Safado! – Ele disse me dando um tapa no ombro e depois se deitou de novo – Eu te amo, Logan – Ele sussurrou enquanto me olhava. Deu um suspiro e fechou os olhos, virando-se para a minha barriga.
– Também te amo, Carlos – Eu sussurrei. Senti sua bochecha se mover com um sorriso e fechei os olhos também. Mesmo sobre o sofá apertado, dormimos ali, abraçados. E eu sabia que, se dependesse de mim, nada ia nos separar.
Notas finais
Prometo me esforçar pra melhorar da próxima vez.
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