Notas iniciais
hey tia babs aqui :3
como vão pessoas?
estão bem?
espero que sim.
mais um cap pra vcs POV Quinn
espero que gostem
enjoy

Acordei no dia seguinte, com muito sono como sempre. Olhei em volta e vi posters colados na parede roxa do meu quarto. Tinha do AC/DC, Kiss.. enfim, bandas realmente boas que nunca terá alguma igual. Os que eu mais gostava, hoje em dia, mesmo, era Evanescence. Ninguém entendia muito a minha paixão platônica por eles, só Marley, minha melhor amiga desde que eu tinha 3 anos de idade. Eu sou Quinn Fabray, uma pessoa totalmente diferente que minha irmã gêmea. Ela é mimada mesmo nem sempre meu pai deixando ela ter o que ela quer. Meu pai às vezes é fechado e bem rude com nós mas eu não brigo com ele e respeito esse lado do mesmo. Já minha irmã, nem tanto. Ela batia de frente com meu pai, muitas vezes. Ela sempre saia perdendo mas ontem a noite a tal surpresa, espantou ela, realmente.

Meu pai nunca deixou nenhuma de nós namorar porque digamos, que ele é muito protetor. Minha irmã, a garota mais popular do colégio nunca admitiu que ela não poderia namorar. Mas duvido bem que ela nunca tenha pego um garoto em uma festa dessas onde todos ficam bêbados, dançando quase nus em cima de mesas, drogados e outras coisas que é preferível não dizer. Então, ontem a noite ela tomou a decisão que falaria e imploraria para meu pai, para ela namorar. Ele, meu pai como sempre um palhaço, disse que somente deixaria ela namorar se antes eu tiver um namorado. Digamos que Rach ficou furiosa. Eu, ela e todos sabemos que eu nunca vou conseguir arranjar um namorado. Pelo simples fato de eu ser totalmente diferente da maioria das garotas do colégio.

Eu não uso rosa, não uso mini saias super curtas, não lixo minha unha no meio da sala, as minhas unhas são grandes mas não fico fazendo isso na aula. Enfim, por várias coisas. Eu gosto de coisas diferentes do que as outras pessoas gostam, esse é o problema. E todo mundo me julga por isso e sempre foi assim. Eu sempre fui a menina excluída da sociedade, menos na família. Meus pais me tratavam normalmente, às vezes até melhor que a minha irmã porque eu tirava boas notas, me dedicava à escola, e não a namoro e status. Mas na escola eu não era vista como a melhor. Eu era vista como a pior, na verdade. As pessoas me xingavam mas eu era forte na frente delas e não estava nem ai. Elas diziam que eu era nerd, punk, feia e muitas vezes isso me machucava. A minha cara de durona não deixava mostrar como isso me machucava por dentro.

Levantei da cama e fui me trocar, pegando a primeira roupa que vi. Penteei meus cabelos loiros e peguei minha mochila. Desci as escadas encontrando meu pai e minha mãe.

- Cadê Rachel? – eu perguntei. Estranho ela não ter acordado.

- Ela não acordou ainda. – disse minha mãe enquanto eu sentava do lado dela.

- Ah sim. Bom dia pai. – sorri colocando cereal na minha tigela.

- Bom dia, Quinn. Quando você acabar ai, você pode ir acordar sua irmã, por favor?

- Posso sim. – tomei um gole do meu suco e acabei rápido com meu café. Subi novamente as longas escadas, como eu as odiava. Por que não um elevador? Enfim. Bati na porta de Rach e ouvi uma voz sonolenta. Não entendi uma palavra do que ela dissera assim entrei no quarto — Ei, Rachel, acorda. – eu disse passando a mão em seu rosto.

- Me deixa, Quinn.

- Não, não deixo. Você precisa ir para escola.

- Não eu vou ser zoada por toda ela, Quinn. Culpa sua, sua e sua. – ela resmungou batendo o travesseiro no rosto. Revirei os olhos, bufei e me agachei ao seu lado.

- Sou zoada todo dia, por quase metade da escola e não é por isso que vou deixar de ir lá e cumprir meus deveres. – ela me olhou se sentando na cama.

- Às vezes é difícil ser perfeita, Quinn. Tenho que sorrir e não posso ter uma falha. Esse é o problema. Ser popular é uma droga. Uma única coisa que eu fizer de errado todos vão me crucificar e me julgar.

- É por isso que eu não gosto de pessoas. – sorri ironicamente e ela riu. – Rach, você não tem que ser o que todos querem e nem agradar a todos. Você tem que ser o que você quer e agradar a você mesmo. Foda-se os outros. É isso que eu faço mas eu sei que você não vai fazer porque você é Rachel Berry. Mas guarde essa dica, mesmo assim.

- Obrigada, Quinn. Não conte a ninguém que tivemos esse momento.

- Até parece que vou contar. Vou pra escola. Tchau maninha. – acenei e sai do quarto. Desci, as cansativas, escadas e peguei minha mochila. Sai pela garagem pegando meu carro e indo para escola. Uma das únicas vezes que Rachel me ouvira tinha acabado de acontecer. Aposto que ela tava com sono, não me ouviu ou não quis ser antipática.

Cheguei na escola e estacionei meu carro em uma vaga qualquer. Entrei no corredor e todos aqueles seres me olhavam. Fui até meu armário ignorando a presença deles.

- Fala Fabray. Vou escrever um livro dizendo o quanto você é recalcada. – disse Brody chegando perto de mim. Fechei meu armário e nem lhe olhei, só comecei a andar novamente enquanto ele e seus bobos da corte me seguiam.

- Qual o capítulo da melhor parte? – eu perguntei

- Como assim? – ele não entendeu porque ele não tem cérebro.

- A parte que você morre, dãah! – eu sorri cinicamente e deixei ele lá parado com cara de paisagem, voltando ao meu caminho. Dava para ouvir as risadas dos mosqueteiros de Brody. Isso, ponto para mim!

- Quinn. – disse Marley chegando perto de mim sorrindo compulsivamente.

- Oi Ley. – eu respondi enquanto a gente caminhava pra sala com os livros na mão — Como foi ontem? Alguma novidade?

- É, eu tenho e você não vai acreditar. – eu disse e ela me encarou. Nós entramos na sala e nos sentamos nos nossos lugares. Nem todos tinham chegado ainda e o professor escrevia algumas teorias de Filosofia no quadro. – Meu pai e minha irmã tiveram uma briga ontem pelo mesmo motivo de sempre. Só que dessa vez, meus pais chegaram a um acordo. Ela só pode namorar quando eu arranjar um namorado. – Marley fez uma cara do tipo ‘’não faz muito sentido’’. Até eu não tinha entendido essa do meu pai.

- Estranho.

- Ela nunca vai conseguir namorar. – conclui e Marley quase me bateu com os olhos.

- Quinn...morre! Sério, por que você diz isso?

- Talvez porque eu seja feia e nem um pouco popular? – Marley revirou os olhos.

- Sério, não acredito que você tá falando isso. Você é linda só que os caras dessa escola são muito idiotas e não percebem porque só querem popularidade.

- Obrigada mas vou continuar com esse meu pensamento. – ela virou para frente já que o professor tinha fechado a porta.

O último aluno a entrar, que quase ficou do lado de fora, era um cara totalmente diferente. Não me lembrava dele, por isso comecei a estudá-lo. Seu cabelo era moicano bem diferente dos outros garotos. Ele era um pouco alto, sua pele era bronzeada e tinha músculos escondidos debaixo daquela jaqueta de couro. Ele parecia ser mais um ignorante que ficava rindo da cara das pessoas não populares, eu por exemplo.

- Senhorita Fabray? – disse o professor.

- Sim, Sr Clarkson.

- Você está bem?

- Sim

-Então preste atenção na aula. – ele levantou as sobrancelhas e eu assenti. Ele voltou a explicar as teorias e voltei a prestar atenção na aula mas ainda tentando entender aquele cidadão.

Assim que o sinal bateu, dei graças à Deus, agora seria aula boa. História. Mas ainda tinha 20 minutos de intervalo. Marley foi para o banheiro e depois iria falar com a sua mãe, que era a cozinheira da escola. Caminhei pelos corredores novamente cheio de pessoas que eu não gostava. Vi Rachel conversando com Brody mais afastado de onde eu estava mas não liguei realmente. Eu sabia que ela dava duro nele e até porque eu prometi a mim mesma que eu não contaria a meu pai se eu a visse ficar com um cara.

- Ei Quinn, é melhor você deitar na estrada. Vai ser ótimo para todos. – disse Santana passando por mim

- Ei Santana. – gritei e ela virou com um olhar sarcástico. – Só não posso falar isso porque carro desvia de vaca. – ela chegou mais perto de mim me encarando.

- Como você consegue ser tão escrota hein?

- Assim como você consegue ser tão falsa.

- Eu? Falsa? Todos sabem que eu odeio falsidade, querida.

- Ah jura? Diz que odeia falsidade mas faz chapinha todo dia e ainda tem silicone no corpo todo.

- E você? Que vive se matando por dentro e por fora por ser uma RE-CAL-CA-DA! – todos já estavam nos olhando nesse momento. Assim eu dei um tapa em seu rosto e imediatamente ela colocou a mão onde eu bati. Ela virou para mim e colocou suas mãos no meu ombro me jogando contra os armários. Minha cabeça bateu com força e eu cai no chão quase desmaiada. Meus olhos estavam quase fechando e via tudo embaçado.

- Lopez, para sala do diretor agora. – disse o professor de espanhol, Will.

- Mas e ela?

- Ela está desmaiada. – ouvi Santana bufar e pisar firme. Até que alguém veio aonde eu estava e se agachou ao meu lado. Não pude ver quem era, minha visão ainda estava embaçada.

- Você está bem? – e isso foi a última coisa que eu ouvi depois de eu fechar meus olhos completamente.

- Sim. – eu disse. – Só minha cabeça que dói. –

- Vamos cuidar disso. – eu pude perceber que era um garoto. Ele pegou no meu braço e abriu espaço entre as pessoas que me olhavam fixamente. Entrou no banheiro e pegou uma cadeira aonde eu sentei. Encostei minha cabeça na pia e ele colocou um papel molhado sobre a mesma. Ele passava a mão onde doía, e a dor ai aliviando. Quando consegui realmente ver tudo normalmente, não acreditei em que vi.

Era ele. O garoto que tinha roubado minha atenção na aula, no qual eu fiquei o observando por um bom tempo. Ele me olhava com um sorriso no rosto. Aquilo era estranho.

- O que você está fazendo? – perguntei de um jeito áspero desencostando a minha cabeça.

- Estou apenas te ajudando?! – ele disse

- Você não precisava até porque você deve ser mais um desse colégio que ri da minha cara. – eu disse me levantando e me olhando no espelho.

- Tá, eu não sou esse cara. Eu não me importo com o que os outros ficam ai dizendo sobre quem quer que seja. Eu me importo com a minha opinião.

- Ah sim senhor eu só penso na minha opinião. Escuta, você pode cair fora daqui e obrigada pela sua ajuda mas eu não preciso dela, entendeu? Eu sei me virar como fiz em todos esses anos nesse inferno.

- Só estava tentando ajudar, senhora durona. E de nada pela ajuda. – ele limpou sua jaqueta. – Passar bem. – ele piscou e saiu dali. Eu fiquei alguns minutos tentando entender aquela situação.

- Merda, como sou idiota. – sussurrei para mim mesma. Peguei minha mochila e sai do banheiro. Logo, as correrias das pessoas no corredor haviam voltado. Eu tinha 5 minutos para voltar a sala de aula e comecei a correr também. Será que eu tinha feito a coisa certa? Será que era certo tratar ele daquele jeito? Eu ainda estava em dúvida, não sabia o que fazer. Por que pela primeira vez na escola, alguém havia me defendido e eu dei um fora nessa pessoa? Deus, eu era uma completa idiota. Mesmo.

Notas finais
gostaram? odiaram? pfvr comentem
obrigada desde já
bjooz
Babs