You Are My Obsession
20 Capítulo 20 - EXTRA
Notas iniciais
#Como foi que tudo começou:
Cap. 01: “O sinal soou avisando que o intervalo avia acabado. Todos aqueles estudantes, que estavam nos arredores do pátio, se misturaram caminhando na mesma direção. Atrapalhando minha visão.“
Cap. 15: “[...] Depois de um tempo eu achei que ele havia esquecido tudo isso e que finalmente ele me daria uma chance. Porém, á alguns dias atrás, Claude me falou o que estava pretendendo fazer e disse que eu teria o que eu quisesse se eu o ajudasse. Então... É por isso que eu... –“
– Meus irmãos disseram que você queria me ver. – Hannah aproximou-se de Claude, que estava encostado na parede lendo um livro qualquer. Ele não deu a mínima atenção para a presença da garota, até terminar o ultimo parágrafo da página.
– Queria lhe propor que me ajude, com aquele assunto. Em troca disso, darei tudo que você quiser. – Claude sorriu para a garota, mas esta não esboçou nenhum sentimento, menos ainda, de interesse na proposta de Claude. – E então? O que você me diz?- Claude fechou seu livro e se desencostou da parede, ele e Hannah começaram a seguir o fluxo de alunos.
– O que eu quero você não pode me dar. – Claude riu da resposta da garota e passou a mão entre seus cabelos, fazendo com que algumas meninas, soltassem suspiros apaixonados.
– Você já imaginou o quão feliz e agradecido, se você aceitar a me ajudar? – Claude sorriu sarcástico, sabia que se ele mexesse as peças certas ele teria o que quisesse. – Sei de seus sentimentos por mim, mas, não posso correspondê-los... Contudo, se meu plano falhar, eu te dou uma chance. – Hannah parou, no meio do corredor do segundo andar e Claude parou em frente á ela. Hannah conhecia bem Claude e sabia que se desse errado ele a culparia eternamente, a não ser, se ela arrumasse outra pessoa para ser o culpado. – Mas, se você fizer com que meu plano de errado de propósito... -
– Eu vou te ajudar e não farei nada errado. – Claude sorriu em aprovação a resposta de Hannah. – Mas no que você quer minha ajuda? -
– Descubra como eu posso me aproximar facilmente do Ciel em pouco tempo. -
#Alunos novos:
Cap.9: “–Estes são seus novos colegas, William Spears e Ronald Knox. – William... Esse nome me é familiar...”
Há mais ou menos nove anos atrás William e eu éramos melhores amigos, ou assim eu achava que era entre nós. Quando pequeno William era externamente quieto e poucas vezes demonstrava alguma emoção em seu rosto. Quando eu tinha oito anos, eu era extremamente tímido, sempre fiquei observando William brincar sozinho na rua vez ou outra o primo dele Ronald aparecia para brincar com ele. Minha amizade com ele começou quando vi William chorando e com o joelho machucado, ele tinha caído de bicicleta. Quando vi que ele havia caído, sai correndo de dentro de casa e fui até onde ele estava. “Segura na minha mão, vou te ajudar a caminhar até em casa.” Só me dei conta do que estava fazendo quando William segurou na minha mão, toda minha timidez veio á tona e devo ter ficado tão vermelho... Mas, não podia sair correndo agora e deixa-lo ali. Ajudei William a caminhar até em casa, perguntei algumas vezes como ele estava, mas ele nada me respondia, apenas ficava olhando para o chão e fungando. Usei durante muito tempo a desculpa de ir até a casa de William para ver se ele já estava melhor, para esconder uma coisa que talvez desde muito cedo, eu já sentisse por ele. William não negava e nem afirmava se éramos amigos, depois de um tempo convivendo mais de perto com ele, descobri uma forma de entendê-lo, tinha que adivinhar o que ele pensava, William vendo que eu tentava entende-lo e que muitas vezes eu conseguia, ele passou a demonstrar mais suas emoções.
No dia do aniversário de William, eu fui até a casa dele com o presente nas mãos, pronto para entrega-lo e ter um motivo para poder abraça-lo. Porém tudo que eu encontrei na casa de William foi uma placa de “vende-se”.
Cap. 19: “– Até parece que você se importa! Espera... Você está com ciúmes Will?–
Grell me soltou e aproveitei que ele estava discutindo relação, para ir embora.”
Dia 23/12 – Formatura:
Ainda era cedo para a cerimonia começar, mas nós, formandos, éramos obrigados á chegar duas horas antes. No ginásio, a decoração estava linda, o chão parecia um lago congelado, era tudo decorado como um cenário de inverno, com arvores sem folhas pintadas de prata. Todo o resto da decoração era nas cores azul, prata e branco. Todos estavam irreconhecíveis, tanto as garotas com seus vestidos chamativos e quilos de maquiagem no rosto, quanto os garotos que estavam vestindo belos trajes formais.
— Como assim eu não posso me formar de vestido!? – Grell estava discutindo com os coordenadores da festa, estava muito irritado e disposto a discutir sobre seu vestido vermelho. – Isso é ridículo! Inaceitável e é preconceito! – Grell havia tirado seu sapato de salto e estava com ele na mão, enquanto falava ameaçava os coordenadores com o salto do sapato. – Pro inferno essa formatura!- Grell bateu com o sapato na mesa dos coordenadores e saiu bufando. O Segui.
...
– Quando você falou comigo pela primeira vez, eu estava chorando. – Fui até o banheiro do segundo andar, encontrei Grell chorando e limpando a maquiagem escorrida na pia, andei em passos lentos até ele.
– Do que você está falando? – Grell tinha a voz um pouco falha e estava visivelmente com vergonha. Talvez, por estar chorando.
– Há oito anos, você foi o único que tentou e conseguiu me entender mesmo sem eu não falar nada. – Grell pareceu ficar surpreso e parecia ter parado de respirar por um momento. E então eu o abracei, pela primeira vez na minha vida.
– Will...?- Ele havia retribuído meu abraço, porém logo o desfez. – Por que diabos você sumiu!? Pra onde você foi?! Porque não me avisou!?- Ele não falava, mas sim, gritava e ao mesmo tempo gesticulava com as mãos. Realmente, teríamos muita coisa para conversar.
– Você é est... -
– Escuta!- Interrompi o falatório nervoso de Grell. Faria uma coisa totalmente contra meus conceitos agora, mas talvez seja a única coisa a fazer como forma de agradecimento por o que ele me fez. Grell foi meu único amigo, que não se irritava com a minha falta de expressão, nunca pude agradecê-lo por isso. – Não importa porque eu sumi isso é passado. Mas você precisa saber é que eu nunca me esqueci de ti... – Grell estava ficando vermelho e eu, não sabia mais o que estava dizendo, meus sentidos dizia-me para seguir em frente. – Agora... Só... -
– UWAAAAAA Will você me ama! – Grell se jogou por cima de mim, acabamos no chão e tudo que eu vi foi “vermelho”.
...
#Como Tanaka soube que Sebastian apareceria na escola:
Cap. 19: “– Francamente Michaelis eu pensei que você era um aluno bom e honesto. Mas eu me enganei. E o pior, violentou e ameaçou uma colega de classe! – O diretor realmente estava alterado, seu rosto estava vermelho, mas como ele soube de Hannah?! Não havia ninguém mais na escola e menos ainda nos corredores...”
Antes que todos os alunos tivessem saído da escola, Timber, Tompson e Canterbury, foram até a sala do direto Tanaka.
– E então, o que vocês querem me contar? – Tanaka estava sentado na sua confortável cadeira, atrás de sua mesa abarrotada de papéis e uma xicara de chá verde.
– Achamos errado o fato de o senhor não ter expulsado o Michaelis da escola. – Canterbury começou falando e logo em seguida Timber completou.
– Sebastian causou sérios danos á nossa irmã. – Automaticamente cada vez que um terminava de falar o outro completava. O que deixava o diretor confuso, sem saber para quem ao certo ele deveria olhar ou ouvir.
– Ele não só a machucou, mas também abusou dela no banheiro feminino, um dia antes da briga. -
– Hannah não queria que contássemos ao senhor porque ela tem medo que Sebastian faça algo pior para ela... -
– As acusações que vocês estão fazendo, são muito sérias... – Tanaka interrompeu Tompson e tomou um gole de seu chá verde e quando pensou em terminar de falar, Timber prosseguiu com o assunto.
– Senhor permita-me lembra-lo que o motivo pelo qual Michaelis foi suspenso não foi apenas pela briga, mas sim, porque ele abusou de uma garota mais nova. E também temos uma suspeita do que possa acontecer. -
– Sabemos também que, o garoto que está sempre com Sebastian, Ciel Phantomhive, afastou-se de Sebastian recentemente. Sebastian dava aulas á Ciel, mas Ciel atualmente tem tido aulas com Claude. –
– Sebastian soube que Ciel estava tendo aulas de reforço com Claude. Sendo este mais um motivo, além do da primeira briga, para que Sebastian vá atrás de Claude. -
– E ele irá atrás primeira oportunidade que tiver. -
– Claude dará aulas ao Ciel hoje, depois das aulas quando mais ninguém estiver dentro da escola. -
– Provavelmente ele fará isso hoje, já que amanhã é sábado e ele pode fugir para outro lugar e livrar-se de todas as acusações... – Tanaka ouviu os meninos até o fim e sugeriu que contassem aos pais deles e relatassem á policia se fosse o caso. Tanaka ficaria hoje na escola, para prevenir qualquer tipo de confusão, se realmente viesse a acontecer uma, já que Tanaka sabe que Sebastian é um bom aluno e não é burro de arriscar a fazer besteira novamente, mas o surpreenderia se caso Sebastian aparecesse.
“– Está indo á algum lugar senhor Michaelis? –“
#Quem ou o que, era o barulho que Sebastian escutou:
Cap. 15: “– Vou ter que arrancar a resposta de você à força ou... – Um barulho vindo da porta do banheiro me chamou a atenção, seria péssimo para mim se ainda houvesse mais alguém na escola.”
Três garotos excepcionalmente iguais estavam sentados em uma das mesas que haviam espalhadas pela parte coberta do pátio da escola, perto de onde vendiam comida para os alunos. Obviamente, já não havia mais ninguém na escola. O pátio estaria vazio se não fosse pelos três que ainda estavam ali.
– Hannah está demorando. – O gêmeo que estava na ponta, comentou e os outros dois irmãos o encararam ambos, os três, estavam com a mesma expressão vazia, apesar de estarem supostamente preocupados.
– Ela disse que ia ao banheiro. – O do meio afirmou e tirou seu celular do bolso, pronto para ligar para a irmã, se não fosse por Tompson, o outro irmão que estava á sua direita, comentou:
– Liguei para ela, mas cai na caixa postal. – Uma leve brisa passou entre os cabelos dos trigêmeos e junto da brisa alguns dos pingos de chuva.
– Oh! Recebi uma mensagem de Claude. – Timber, que havia pegado o celular do bolso antes, ficou surpreso com a mensagem de Claude.
“Não apareçam aqui em casa hoje, a não ser que tenham algo muito importante para me contar.”
– Por que não podemos ir lá?- Canterbury pegou o celular do irmão para analisar melhor a mensagem.
– Hannah comentou que ele levaria um garoto para casa hoje... — Tompson afirmou e os outros dois irmãos ficaram interessados no que o irmão comentou. Um trovão seguido de um relâmpago clareou o lugar, mas nem de longe assustou os irmãos. – Alois Trancy. -
...
Cansados de esperar e suspeitando que houvesse acontecido alguma coisa com a irmã, Tompson, Timber e Canterbury, seguiam por um corredor até o banheiro feminino, onde a irmã estava.
“– CALADA! -“ O grito havia ecoado por todo o corredor e chegado até onde os gêmeos estavam, mesmo não estando tão perto do banheiro feminino, os três conseguiram ouvir uma voz que parecia ser de Sebastian. Os três se entreolharam e mexeram em suas mochilas em busca de algo.
– Talvez, devíamos contar á Claude. – Tompson sugeriu os outros dois irmãos concordaram, mas, primeiro chegariam mais perto para saber o que estava acontecendo. Contudo, tiveram que se esconder, atrás do pilar do corredor, ao avistarem uma figura ruiva, que estava deveras perto da porta do banheiro, escondendo parte de seu corpo no canto da parede.
/Grell
Todos já haviam saído da sala, menos eu! Tudo graças á um cara irritante com o cabelo de duas cores que ficou me pedindo explicação de toda a matéria. Francamente, tenho que parar de fazer caridade, isso não é pra mim. No corredor vi Sebastian entrar no banheiro feminino...
Espera! Banheiro feminino? O que ele está fazendo ali? Será que... Não, não pode ser... Se ele estiver de agarramento com uma vadia, dentro do banheiro feminino... Juro que eu não me seguro e pego a vadia pelos cabelos, bato a cabeça dela na parede e só vou parar quando eu ver sangue!
“– Mas que diabos você acha que está fazendo? –” Aproximei-me mais e pude ver Sebastian segurando Hannah pelos braços, eles estavam bem pertos um do outro. VADIA! Acha que pode roubar o homem dos outros! Ah, mas é agora que eu entro nesse banheiro e mostro pra ela o que é ser uma mulher de verdade! Mas parando para observar melhor, não é nada do que eu pensei, Sebastian está irritado com Hannah...
– O que essa vadia andou fazendo? – Falei comigo mesmo em um tom baixo. Aquilo estava muito interessante e ouvi Sebastian mencionar o nome de Claude. Será que ele e essa vadia estavam tendo um caso e Hannah o traiu com Claude? Oh, essa vadia é bem esperta, pegando os dois caras, mais bonitos da escola. Meu nariz coçava e uma imensa vontade de espirrar estava me tomando, seria péssimo se Sebastian me visse aqui, ele me mataria e depois mataria a vadia. Mas é inevitável não consigo prender!
“ – Vou ter que arrancar a resposta de você à força ou... –“ Teria espirrado se alguém não tivesse metido a mão na minha boca e me puxado para trás.
– Sua mãe não lhe ensinou que espiar meninas no banheiro é feio? – Reconheci a voz de William e dei um jeito de tirar a mão dele da minha boca. – Achei que não gostasse de garotas, Sutcliff. – William permaneceu sério. Até mesmo quando ele faz uma piada, essa cara de.. Chuchu murcho dele não muda.
– E se eu gostar? Está com ciúmes? – Bom, se eu não poderia ter o Sebastian, William me serve bem, afinal, ele faz bem o meu tipo. A voz de Hannah ecoou do banheiro e escutei uma coisa que realmente me deixou chocado.
“– Claude quer o Ciel. Desde que Claude o viu pela primeira vez, ele o quis, Claude queria se aproximar dele, mas, havia um alguém que estava sempre em volta, isso incomodava Claude, e este alguém era você, é claro...-” William acabou por me arrastar para fora do prédio antes que eu começasse a ter um ataque e quisesse entrar no banheiro e oferecer meu corpo para Sebastian.
/Fim Grell
Sebastian saiu do banheiro furioso, aproveitando que o ruivo escandaloso e o outro, também saíram, os gêmeos foram até o banheiro onde Hannah estava. Aos chegarem à porta do banheiro, se depararam com Hannah rindo como se tivesse surtado de vez e mesmo quando ela notou a presença deles ali continuou rindo. Assim que ela conseguiu se acalmar, ela falou:
– Consegui alguém para colocar a culpa, quando o plano de Claude der errado. -
– Quem?- Repetiram os três juntos.
– Alois Trancy. Parece-me que dará tudo muito certo, Ciel deve estar tão bravo com Sebastian que nem ao menos deve querer vê-lo, Alois é apaixonado por Claude e assim que ele se der conta disto, saberá que o plano dele correrá mais risco e como eu dou em cima do Sebastian ele deve ter dispensado a ideia de que eu estragaria tudo. Talvez. – Hannah havia pronunciado cada palavra como se cada uma delas fosse uma grande vitória e como o esperado nenhum dos três demonstraram alguma expressão diferente além da de “indiferença”. – Se eu, durante todo esse tempo não pude tê-lo para mim, não vou deixar que um pirralho, o ganhe tão facilmente. – Hannah parecia realmente, estar certa do que dizia e acreditando que tudo daria certo.
– Hannah. Vamos para casa. – Timber e os outros dois irmãos deram as costas para Hannah indo em direção á saída daquele corredor.
– Esperem! – Hannah havia saído do banheiro e vinha logo atrás dos três, que assim que escutaram a irmã viraram para trás. – Quero que vocês façam uma coisa. -
...
#Introdução pós-confusão:
No fim de tudo, Alois foi que acabou levando a culpa, foi castigado pela pior forma, talvez. E Claude não conseguiu o que queria. Tudo que Hannah queria tudo do jeito que ela planejou, ou quase. Claude não deu uma chance á ela e ela, na verdade, nem teve tempo de cobra-lhe esta “chance”, por causa de tudo que aconteceu Claude foi expulso da escola e várias complicações apareceram para ele, sendo assim Claude se mudou, não avisou a ninguém aonde iria ou o que faria, na outra semana, depois de toda confusão, já havia uma placa de “vende-se” na casa de Claude. Hannah ficou sozinha com sua família adotiva e por semanas até o dia da formatura, teve que ouvir falarem de Claude e as diversas versões, alteradas da história que surgiam. Sebastian queria ter uma conversinha bem séria com Hannah, mas, por culpa dos inconvenientes e por precaução, Sebastian foi aconselhado a não chegar perto de Hannah. Enquanto á ele e Ciel, eles reataram seus laços amorosos, mas ainda escondiam isso de todos, porém, agora que Ciel já era maior de idade, passava mais tempo na casa de Sebastian do que na dele.
Alois foi morar com seus pais na Alemanha e continuou seus estudos lá, porem, no ano em que se mudou, ele não estudou durante o resto do ano e também não podia sair de casa. A mãe de Alois tinha medo que algo do gênero, pudesse acontecer novamente com o filho. Alois repetiu a oitava no ano seguinte e com a mãe sempre viajando, em função da sua marca de roupas, ele acabou ficando com o pai, aprendendo técnicas de financiamento e dinâmica, na Alemanha. O pai de Alois dificilmente ficava em casa e passou a ficar menos ainda quando Alois o viu com a secretária, em casa, no escritório.
Quatro anos se passaram...
#Uma semana depois da chegada de Claude:
Consegui me desviar de Claude durante essa semana, fugindo das aulas dele. Mas, como se esperava, entraram em contato com o meu pai e perguntaram se eu tinha algum motivo em especial para não assistir as aulas de matemática. E como esse maldito me odeia, quer mais é que eu morra e vá para o inferno abraçar o capeta, ele se ofereceu de “boa e espontânea vontade”, para recuperar essas aulas com aulas particulares, na escola depois da aula. Já conhecem essa história? É, eu também!
Por um milagre de Deus, Claude não tentou fazer nada, nem ao menos olhou nos meus olhos enquanto ele dava aula. Claude encheu o quadro, com basicamente toda a matéria do ano. Assim que ele terminou sentou-se na sua mesa e ficou escrevendo algo na agenda.
– Ta, não vai explicar a matéria?- Claude ainda não olhava para mim, mantinha-se quieto escrevendo. – Se você não quer explicar, não devia ter se oferecido para ser meu professor particular. –
–Você não precisa que eu te explique isso. – Claude largou a caneta que escrevia na agenda e a fechou. -Suas notas são as melhores da sua turma. – Os olhos de Claude encontraram os meus e minha vontade foi de rir. Essa é a vida infernal que ele ia me proporcionar? Francamente. –Mas, se o que você quer é minha atenção... – Um sorriso insolente e um tanto debochado surgiu nos lábios de Claude.
– Sim, eu quero a sua atenção. Porque você não vem aqui e me estupra de novo professor. – Entonei minha voz para parecer melosa, de propósito. Claude riu de mim e arqueou um pouco suas sobrancelhas. – O que foi? Não tem mais graça abusar de mim? -
– Se você já terminou o seu “showzinho”. – Claude fazia aspas com os dedos. — Gostaria que você fizesse a sua tarefa. – Claude ajeitou seus óculos e pegou um jornal. Seu rosto sumiu atrás das folhas do jornal. No relógio, acima da lousa, marcavam 15:00h, ainda teria mais três horas pela frente.
...
17:30
Já havia terminado todos os exercícios que Claude passara, sendo assim, não tem mais motivos para que eu fique aqui. Levantei-me, peguei minhas coisas e coloquei a minha folha com os exercícios feitos na mesa de Claude.
– Temos que conversar. – Claude segurou meu punho enquanto eu largava o papel na mesa.
– Não, não temos!- Tentei me soltar dele, mas ele me puxou. Fiquei com os cotovelos apoiados na mesa, cara a cara com Claude.
– Durante esses quatros anos eu pensei em você todos os dias... -
– É tarde de mais pra dizer que me ama! — Claude apertou minhas bochechas e continuou:
– Eu não te amo. – Claude estava sério, tão sério quanto ele era antes comigo.
– O que é que você quer afinal? Diz que me odeia que vai fazer da minha vida um
inferno e agora me diz que pensou em mim por todo esse tempo, o que é que você... -
– Eu quero que você cale a boca e me escute! – Claude me interrompeu e me soltou. Levantou-se de sua cadeira e com seus braços cruzados caminhou até mim.
– Querer não é poder! — Cruzei meus braços e apoiei meus quadris na beirada da mesa. Eu até que queria ouvir a historinha dele e o “por que” de ele ter pensado em mim.
– Queria saber por que você está tentando parecer uma pessoa diferente do que era antes. – Claude se aproximou de mim. Já sei onde isso vai dar. – Sendo que continua sendo o mesmo verme de antes. – Mas não vou deixar. Está é a minha vez de brincar.
– Pense o que quiser, há muito que, o que você pensa de mim não me importa. — Sentei-me na mesa de Claude, me apoiei com meus braços para trás. Minha mão direita estava perto da agenda de Claude. Com as pontas dos dedos conseguia sentir a ponta da caneta, que ele estava usando antes. Claude se aproximou mais, abriu minhas pernas e me encarou. Um sorriso viril estampava a face de Claude.
– Que bom, pois o que você pensa também não me importa. – Senti meu corpo ceder assim que ele mexeu sua cintura, encaixando-se entre minhas pernas. – Mas, não é sobre isso que eu quero falar. Durante esses quatro anos, você esteve na minha mente. Eu pensei tanto em você, em diversas formas que eu poderia te matar, ou mesmo te perturbar. Senti tanta raiva de você. – Claude colocou a mão por baixo da minha camiseta, tentei afasta-lo, sem sucesso. — Por sua culpa eu tive muitos problemas. – Puxei discretamente a caneta com a ponta dos meus dedos, até a palma da minha mão. Fincaria no pescoço dele. Já chega de ser feito de brinquedinho. – Por quatro anos... Você se tornou a minha obsessão. – Claude sussurrou as ultimas palavras perto de meus lábios. Esperei até que os olhos dele não fitassem mais os meus e sim minha boca para ataca-lo com a caneta. – Sério que você vai tentar me deter com uma caneta? – Claude me surpreendeu ao segurar meu braço e me empurrar na mesa. Mal consegui abrir minha boca para reclamar e senti a língua de Claude invadi-la. O nosso primeiro beijo. É ridículo pensar isso, mas me pergunto o que eu sentiria, como eu agiria se isso tivesse acontecido antes...
Quanto mais eu me mexia, na esperança de acerta-lo com o joelho, mais Claude me pressionava contra a mesa e apertava meu pulso. Acabei soltando a caneta e Claude a afastou de mim. Ele parou de me beijar e a mão, que estava dentro da minha camiseta, antes. A arrancou, literalmente, alguns dos botões voaram e caíram no chão. Claude estava em cima de mim com uma expressão diferente de todas as outras que eu já havia visto. Assim que minha camisa foi arrancada, me dei conta que meu corpo havia reagido de forma muito “avançada”.
– Se é assim que você fica apenas com um beijo, então se eu te tocar aqui – Claude colocou a mão dentro da minha calça fazendo alguns movimentos contra meu membro enrijecido.
– Vá pro inferno! Não me toque! – Tendo minha mão esquerda livre, bati com ela na cara de Claude. Os óculos dele caíram no chão. Ele ficou com o rosto virado e na parte onde eu havia batido, estava a marca de meus dedos. Arrependi-me do que fiz, assim que Claude me encarou. Claude afrouxou a gravata, sem desviar seu olhar. – Eu te odeio. – Claude sorriu quase que “docemente”. Amarrou minhas mãos com a gravata e assim que acabou me puxou, até bem perto dele e disse:
– Eu também te odeio Alois. – Claude puxou meu rosto e me beijou. Não correspondi ao beijo. Vendo que não conseguiria me beijar, Claude se abaixou entre minhas pernas e abaixou minhas calças e abocanhou meu membro. Foi impossível segurar algum gemido. Com cada movimento que Claude fazia com a língua, sentia que gozaria a qualquer momento. Não porque era ele que estava fazendo isso comigo e sim porque é quase impossível alguém não ficar assim, depois de tanto tempo sem fazer sexo nem mesmo ser tocado. E claro, Claude sabia onde me tocar para “piorar” a situação.
“-Oh, Claude não me toque ai... AHN... –
- Estou agindo como uma vadia.”
Claude parou com seus movimentos com a boca para desabotoar a sua camiseta. “Claude havia aparecido no cômodo, que conclui ser o seu quarto, e quase em câmera lenta tirou a camiseta branca social que fazia parte do uniforme da escola, revelando um corpo perfeito, sem exageros em suas curvas, era extremamente... Delicioso, a meu ver.” Claude me beijou novamente e com uma mão ficava masturbando meu membro. Sanidade? Resistencia? Isso deixou de existir quando ele fez isso. Não conseguia mais resistir ás caricias da língua dele, ou da mão dele. Dane-se que era ele, agora eu queria que ele me tocasse mais e mais, para cessar essa sensação de prazer que fazia meu corpo todo esquentar e pedir mais.
Meu membro ficava contra a barriga de Claude enquanto ele lambia meus mamilos e isso o excitava. Consegui ouvir alguns gemidos dele, mesmo sendo bem discretos.
– Quero sentir você mais a fundo...- No instante que Claude terminou de falar, ele me posicionou de quatro no chão. Senti a língua de Claude na minha entrada. Aquilo além de ser extremamente constrangedor, é também muito prazeroso.
– Cla-Claude... Não...- Gemi ao sentir que ele havia colocado dois dedos e os movimentava lá dentro.
– Para quem disse que não sente nada, nem mesmo se excita. Está bem ao contrario não é?-
– Olha quem fala!- Virei meu rosto para encarar o de Claude e ele me penetrou. Senti meus olhos encherem-se de lágrimas. – Dói.- Gemi enquanto Claude se movimentava atrás de mim. Cada investida que Claude dava balançava meu corpo inteiro, meus gemidos estavam cada vez mais altos. Ma,s não é como se eu estivesse sentindo prazer.
Realmente, não estávamos transando como pessoas que se gostassem. Por mais que eu reclamasse Claude me ignorava, o único a sentir prazer era ele. Espera, o que eu estava esperando? Que ele me tratasse bem? Achei que eu tinha mudado, mas me parece que não mudei, muito. Ainda gosto dele? Não... O odeio. Mas amor e ódio são dois sentimentos muito parecidos... Ambos nos fazem pensar em um única pessoa e são igualmente intensos... Então se meu ódio hoje, é maior do que o amor que senti por ele uma vez, quer dizer que... Meus sentimentos por ele são quase iguais...
Senti que Claude havia chegado no seu limite, sendo assim ele saiu de dentro de mim, mas a dor permaneceu. Tentei levantar-me, mas doía, doía muito. Deitei-me de lado no chão e em seguida Claude veio até mim, já com suas calças e sapatos. Desamarrou meus braços, pegou a gravata e saiu da sala levando suas coisas.
– Porque eu ainda me permito isso? A sucumbir aos desejos desse cara. – Meus punhos estavam marcados e minha cintura também, estava vermelho, onde Claude me segurava antes.
...
– Ela está aqui? – Perguntei a empregada assim que abri a porta de casa e senti um cheiro de perfume barato misturado com cigarro. A empregada apenas confirmou discretamente com a cabeça, pegou minha mochila e casaco e saiu. “Ela” é a vadia que meu pai pega, não sei o nome dela e também pouco me importa. Ela é a secretária dele, descobri sobre o caso deles há pouco tempo e desde então eu não falo e nem olho na cara dele. Enquanto subia as escadas, para ir para meu quarto, consegui ouvir risadas de mulher vindo do quarto dos meus pais e em seguida a voz do meu pai dizendo “Peggy” deve ser esse o nome da vagabunda. Entrei em meu quarto e bati a porta com força, querendo mais que eles ouvissem que tinha mais alguém na casa e que parassem com as “brincadeirinhas”. Meu quarto era ao lado do quarto de meus pais, as paredes eram finas e por isso consegui ouvir a voz enjoada de Peggy dizer: “Acho que tem alguém de mau humor.” E em seguida meu pai disse: “Uma pena porque eu não estou.” Pela voz, diria que ele estava bêbado. Pergunto-me o que ele fará quando minha mãe descobrir. Peguei uma mala grande que tinha guardada dentro de um armário e comecei a colocar minhas roupas e pertences importantes dentro dela.
– Ora, ora, porque está fazendo as malas?- Mau pai apareceu na porta vestindo um roupão vermelho e com uma taça com vinho em uma das mãos. –Vai viajar? –
– Já que por mais que o senhor se entupa de drogas, transe com prostitutas cheias de doenças e mesmo assim não morre. Decidi que vou me mudar. – Ele deu uma risadinha debochada e bebeu um pouco do vinho que havia na taça.
– Você anda muito atrevido Alois. Sua mãe não vai querer que você saia de casa.- Fechei minha mala com força. Senti meus músculos se contraírem de raiva. – Você vai querer chatear sua mãe? A pessoa que mais te ama? – Puxei minha mala e caminhei até onde ele estava parado.
– Como o senhor não tem vergonha de falar sobre minha mãe, como se o senhor se importasse com o que ela sente, sendo que ainda á pouco estava transando com aquela vagabunda? – Ele estava ficando vermelho, mas não de vergonha e sim de raiva.
– Escute aqui Alois. — Ele puxou meu cabelo para trás com a mão livre. Com o rosto dele mais perto pude sentir o cheiro horroroso de vinho que vindo da boca dele cada vez que ele falava alguma coisa. – Eu sou o seu pai. Graças á mim que você está aqui hoje, mas se você quiser eu posso fazer com que você não esteja mais aqui... – Uma garrafa se quebrou na cabeça de meu pai e ele caiu, revelando quem havia lhe acertado. Era a empregada, ela estava visivelmente apavorada e ainda segurava com suas mãos tremulas o resto da garrafa.
– Me desculpe, acabei ouvindo a conversa e não quis que o senhor se machucasse. Sei como seu pai é e do que ele é capaz... Eu avisei para Carl preparar o carro para o senhor, por favor, saia daqui, rápido. – Demorei a raciocinar o que havia acontecido. Olhei alguns segundos para meu pai caído no chão, desacordado.
– Obrigado... – Foi tudo que consegui dizer antes de sair dali e descer as escadas e entrar no carro. O que aconteceria á ela depois que meu pai acordasse? Espero que fique bem, que fuja se conseguir... Não sabia que havia alguém naquela casa que se importava comigo...
– Para onde deseja ir senhor Trancy? — Carl, o motorista me perguntou, encarando-me pelo retrovisor. Antes de qualquer decisão que eu tomar, eu preciso arranjar um jeito de falar com minha mãe, até porque não tenho para onde ir. Não tenho nenhum amigo, meus parentes moram em outros países. Como eu explicaria a ela tudo que aconteceu? Eu deveria contar a ela? Talvez eu nem devesse entrar em contato com ela... Mas o que eu vou fazer? Estou sozinho, para onde eu devo ir?
“Fim”
Agradecimentos finais:
Yuka Harumi, Shasha das Alcaparras, MisakiMei, Camila, Sweet Phantom, MatsuOlivierGlam, Dreaming, Tsukue Yourin, Fairy Teller, Maiden, Ângela Potter Malfoy, Hewlett, Felipe Kennedy Redfield, Vamp Chan, Hannah, YamiPhantomhive, Náh the BaNáNá, Light Duke, Raguer, Nikka Hyugga, HMichaelis, BarbaraT, Cindy Loxar, sophielosmales, Milk Cullen, Vela Negra, Sarah Okumura, Panda Dragneel, Liv Trancy, Eduarda Uchiha, leitores fantasmas e Batman ♥
Notas finais
daaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai a Chiri não queria escrever porque não tinha ideia de como continua-lá e porque a história é muito chata e blá, blá, blá. Maaaaaaas, um belo dia eu e ela estávamos voltando da faculdade, observando a paisagem pela janela do ônibus e MISTERIOSAMENTE em menos de 30 segundos, baixou uma entidade louca, junto com uma ideia pra história, anotei a história no celular e biririri POREM, não sei se vai dar pra escrever, estamos realmente sem tempo, mas em todo caso, se a Chiri decidir que vai realmente escrever anotarei tudo no celular ou em qualquer outra coisa e tentarei editar e postar o mais rápido possível. A fanfic terá outro nome (que ainda n temos ideia de qual será) e o enfoque será somente no Alois e no Claude, aparecerão outros personagens mais nenhum se envolvera tanto quanto se envolveram nessa primeira. Enfim... Acho que é isso, obrigada mais uma vez por todos vcs que me aturaram até o fim ♥ Em breve nos veremos novamente ^^ até a próxima
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