Notas iniciais
Esse capítulo ficou menor que os outros, eu sei. Isso vai acontecer mais algumas vezes, desculpem.

FINN’S POV ON

Não conseguia fazer nada para acalmar Quinn. Também imagino que nada que eu fizesse podia deixa-la calma. Quando Rachel e Sam me pararam na entrada do hospital para contar sobre o estado de Puck, a única coisa que eu queria fazer era impedir que Quinn o visse daquele jeito, que descobrisse daquela forma. Mas, infelizmente, não consegui impedi-la. Ninguém conseguiu. Ergui minha cabeça e pude vê-la sentada alguns metros em minha frente, envolvida pelos braços de Sam. Suspirei fundo, Sam parecia sem saber o que fazer, apenas passava suas mãos pelos braços de Quinn, como se estivesse tentando confortá-la. – Senhor Hudson? – ouvi uma voz atrás de mim e ao virar-me pude reconhecer o médico responsável pelo caso de Puck – Poderia falar com o senhor por um momento? – assenti com a cabeça, me virando totalmente para o homem – Como o senhor sabe, o caso de Noah não é nada simples. O fato dele ter esquecido apenas de alguns anos é realmente preocupante e temos que tentar, hm, ‘fazê-lo lembrar’ aos poucos. Acho que o senhor é a pessoa mais aconselhável para fazê-lo tentar lembrar de alguns momentos. Você aceita colaborar com isto? – não pensei duas vezes antes de confirmar com a cabeça. O médico abriu um sorriso e pediu para que eu o acompanhasse, fiz isso e em pouquíssimo tempo estávamos na frente do quarto de Puck. – Vou deixar vocês sozinhos. – disse ele, afastando-se em seguida. Suspirei fundo e abri a porta do quarto, Puck virou-se e pareceu um pouco surpreso em me ver. – E ai cara – comentei enquanto me sentava em uma cadeira ao lado da cama – E ai... – disse ele. Esbocei um pequeno sorriso no canto direito de meus lábios. Como contaria a Puck tudo o que acontecera nos últimos anos? O que será que ele lembrava? Será que ele lembrava que Quinn e ele tinham uma filha? – O que foi cara? – perguntou ele, dando uma risada – Brigou com a Quinn? Ela parecia meio desesperada quando veio aqui me ver. – abaixei a cabeça, forçando-me a dar uma risada sem humor. – Ei cara, o que foi? Sério cara pode me falar... – ele sentou-se na cama, ignorando o tubo de soro ligado ao seu pulso. – Puck... – comecei aquela era a hora, Puck merecia saber o que ele havia ‘perdido’ e Quinn não merecia ficar chorando daquele jeito – Quinn e eu não estamos juntos a um bom tempo. – disse. Não sabia como podia contar aquilo para ele, mas sabia que era necessário. – Sério? E hm... Porque não? – perguntou ele, com certa insegurança na voz. Talvez ele ainda lembrasse-se de quando Quinn me traiu com ele, isso já era um pequeno avanço, eu acho. – Tem certeza que não sabe? – perguntei para garantir. Puck abaixou a cabeça, é, acho que ele se lembrava de toda a parte da traição. – Olha cara... Sei que você deve estar querendo me matar agora. E-eu sei que não tem nada que eu fale que mude isso, mas... – ele suspirou. Acho que eu não precisava simplesmente despejar tudo em cima dele, talvez conseguisse fazê-lo lembrar sem nada disso. – Cara, relaxa... – o interrompi – Mas... Foi só mais uma ficada pra você? Do mesmo jeito que foi com as outras garotas ou foi sei lá... Especial? – arqueei as sobrancelhas, Puck pareceu confuso com minha pergunta, não fiquei surpreso com isso – Pode falar cara. – insisti, mantendo meu olhar fixo nele. – Foi... Especial cara. – ele suspirou – Sei que você deve estar me odiando agora, que provavelmente não está me batendo porque tô nessa maldita cama de hospital. Mas... Eu realmente gosto da Quinn cara. Desde a primeira vez que eu vi ela. – ele suspirou. Pude perceber o quão difícil aquilo estava sendo para ele. Aquele momento estava sendo... Estranho. Acho que durante todos estes anos, nunca havia visto Puckerman tão... Vulnerável. – Ta tudo bem cara… — disse, esboçando um pequeno sorriso na direção do garoto – Perai, sério? – perguntou ele – Não tá querendo me matar ou algo do tipo? – ele arqueou as sobrancelhas. Deixei que uma risada fraca escapasse por meus lábios. – Não... Tá de boa cara.

[...]

Uma gargalhada escapou por meus lábios. Puckerman relembrava alguns momentos tão antigos que eu nem lembrava deles. Um exemplo de um destes momentos foi quando fomos aceitos no time de futebol da escola e tivemos que beber um copo de gordura afinal, tínhamos prometido isto um para o outro. – Não vejo a hora de sair desse maldito hospital. – comentou ele – Como andam as coisas pelo McKinley? – engoli em seco, não esperava que ele perguntasse aquilo. – Puck... – não queria ter que falar aquilo, mas, não havia alternativas no momento – Nós não frequentamos mais o McKinley. – ele me lançou um olhar confuso, voltei a falar antes que ele me interrompesse: Nós nos formamos. Há quase dois anos. – contei, temendo a reação dele. – Perai, o que? – perguntou ele, dando uma risada sem humor, uma risada confusa – Como isso é possível? – pude notar que ele arqueou as sobrancelhas. Abaixei meu olhar, porque eu havia topado contar para ele mesmo? Suspirei fundo e voltei e encará-lo. – Quando você sofreu o acidente, você perdeu uma parte da memória. Os últimos quatro anos pelo o que eu pude perceber. Eu... Lamento Puck.

FINN'S POV OFF.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.