You Are Mine Untill The End
1 Let the sky fall
Notas iniciais
Esse capitulo , o primeiro , explica muito bem o sentimento da personagem principal , Annbeth Chase. Pode ser um pouquinho diferente , mas eu quero mostrar o lado de luta e batalhadora que ela sempre teve, no meio de um enredo completamente diferente, claro ! Então, espero que vocês gostem, tenho muitos planos para essa história...
A manhã estava como qualquer uma em Nova Iorque , nublada. O sol escondia-se através de toneladas de nuvens estampadas em um céu cinzento. Não era meu dia favorito.Minha madrasta socava a porta gritando palavras irreconhecíveis devido ao meu desinteresse. Eu não ligava mesmo, esse era o pior dia da minha vida, por culpa dela.
Ainda na cama , tentando criar vontade para me levantar ,soquei o travesseiro na minha cara, desejando acordar em outra dimensão onde aquela mulher não existisse e em que minha mãe ainda vivesse.Mas não adiantava , continuaria naquele fim de mundo sendo obrigada a ver meu pai sendo escravizado por sua esposa e seus dois mini demônios que devo chamar de irmãos. Minha madrasta joga ma minha cara que sou uma ameaça pra família. É uma mentira. A morte da minha mãe não foi minha culpa. Isso tudo é um absurdo, por culpa deles, vou para uma nova escola. Devido ao problema dentário do meu irmão mais novo , eu vou para um colégio mais barata no meio de Manrathan. Não tenho nada contra escolas mais baratas, mas se ele não tivesse dentes tortos, eu poderia continuar com uma bolsa parcial em um colégio aqui em Nova Jersey junto com meus melhores amigos. Half Blood High school . Sim, a escola mais problemática de Nova York.Sabe, meu único desejo era poder entrar no Ensino Médio não sendo pisoteada e zoada por um bando de delinquentes que são obrigados a viver lá , ou por que seus pais ricos faliram , ou por que são pessoas que foram expulsos umas 10 vezes das melhores escolas particulares. Finalmente consegui pelo menos sentar em minha cama, desgastada por 14 anos. Olhei em volta de meu quarto , procurando algo para deixar meu dia mais feliz, mas só o que conseguira ver era uma foto minha , de minha mãe e meu pai , quando fomos esquiar no Alasca. Aquilo me deixava triste por pensar que aquela imagem tinha 9 anos, e ao longo desses 108 meses, eu não pude abraçar minha mãe , e durante esses 3265 dias eu não pude sentir o cheiro de rosas que vinha do cabelo dela, não pude olhar direto em seus olhos mais azuis do que o mundo e dizer que a amava. Lagrimas não saiam mais de meu rosto , fazia muito tempo que eu não chorava , tinha gasto minha quantia de água corporal nos primeiros meses sem minha mãe . Muitos diziam que eu havia me tornado fria, mas a verdade era que quando você perde seu coração , não há nada para esquentar seu corpo. Minha madrasta perdeu a paciência e interrompeu meu momento com um chute na porta , fazendo meu quarto inteiro estremecer. — Se você não descer agora, fica sem café da manha a semana inteira ! – gritou – E quero ver você sobreviver aquele internato sem comida. Eu suspirei e não respondi nada , só ouvi ela descer as escadas pesadamente.Meu quarto ficava no ultimo andar, isolado de tudo , especificamente porque eu morava no sótão.Depois que meu pai casou, ele parou de notar que eu existia e deixou a sua mulher transformar meu antigo quarto em seu closet. Nunca duvidei que meu pai me amasse, mas a morte de minha mãe fez com que ele tivesse medo de me olhar porque , segundo ele, eu era uma pintura de minha mãe com olhos cinzas.Bem, ele não precisaria mais se preocupar , porque estaria comigo só nos fins de semana, esse internato obrigava-me dormir na escola de segunda á quita, e sexta , graças aos deuses, estaria livre. Meu novo uniforme expirava a palavra arrogância. Era ridículo , típico uniforme de Manratham. Camisa, saia e gravata, com certeza estilizado com joias e acessórios caríssimos pelas estudantes. Mas se eu quisesse sair desse pais e conseguir uma bolsa de arquitetura na Itália , eu precisava ir para colégios particulares, era minha única chance de mudar minha vida, de ser feliz e ter pelo menos dinheiro para comer algo descente. Minha família não era pobre, mas eu sim. Não tenho direito nem de 10% do que meu pai ganha, tudo vai para sua esposa e os filhos, por isso que tenho que trabalhar todas as quintas feiras para poder , pelo menos comprar um xampu descente para mim. Depois de conseguir finalmente me levantar da cama, fui tentar me arrumar descentemente. Coloquei meu uniforme e ficou extremamente largo em mim, claro, minha madrasta havia comprado em um brechó para tamanhos plus. Olhei no relógio , e eu não tinha tempo de costurar aquilo, teria que deixar para amanha, se quisesse comida.Abri a gaveta da minha escrivaninha e peguei o laço vermelho de cabelo que minha amiga da antiga escola havia me dado, era a única coisa que me deixava com cara de aluna de escola particular. Peguei minha mochila toda remendada e conclui que nunca poderia usar aquilo. Abri a porta vagarosamente para que ninguém pudesse me ouvir, e chequei para ver se alguém estava no segundo andar. Eu tinha que pegar uma bolsa dela, ela tinha milhares, e além do mais , nunca iria notar que alguma tinha sumido. Voltei ao quarto e levantei uma tabua especifica do assoalho, na qual eu escondia uma chave de meu antigo quarto.Comecei a minha operação , estava no momento perfeito: todos estavam no térreo tomando café e comentando sobre os futuros novos dentes de meu irmão.
Desci as escadas mais silenciosamente possível, me dirigi ao closet de minha madrasta, girei a chave na maçaneta , e a porta se abriu.Não que me surpreendesse, mais o local estava extremamente diferente de antes. Prateleiras ocupavam o lugar aonde eram minha cama e meu armário de livros,a pintura e o piso haviam mudado para um rosa choque de cegar os olhos.Fui ate a prateleira de bolsas, e escolhi uma no fundo do móvel ,a mais simples das milhares que ela tinha, nunca iria notar o sumiço. Voltei ao meu quarto em silencio. Escondi novamente minha chave, e do mesmo buraco que tinha a pegado , agarrei meu livro preferido : Mitologia Grega, cujo minha mãe havia me dado.Juntei meus pertences, como canetas e cadernos, e óbvio meu diário, que não podia ficar visível ou acessível a qualquer um daquela casa. Joguei a bolsa pela janela para que a ninguém pudesse a quando descesse ver. Dei mais uma olhada no espelho ajeitando o meu cabelo loiro , relativamente comprido e repleto de ondas que terminavam em cachos. Suspirei e rezei aos deuses , assim como minha mãe havia me ensinado , e finalmente falei a mim mesma : — Vai ser um dia infernal.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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