You Are His Mother
4 Ano 4
Notas iniciais
Entrei na sala e Mary Margaret já estava me esperando. Ao me ver, sorriu.
A professora de Henry me chamara para conversar sobre o desempenho dele, sempre foi muito claro que ele era um garoto genial, brilhante até. Me sentia confiante e confortável de conversar com a professora até porque já sabia o que iria sair disso. Ela iria dizer que ele é muito inteligente, participa e etc. Na verdade, nem sei porque eu vim...
– Srta. Mills; Por favor, sente-se. — Mary Margaret se levantou enquanto eu entrava na sala e puxava uma cadeira. Ela sorria.
Após uma pausa de poucos minutos e um pouco de papo jogado fora, ela foi direto ao ponto:
– Então, Srta. Mills, eu te chamei para falar sobre Henry... Ele é um garoto maravilhoso — eu sabia que ela ia falar isso! — e inteligente — isso também... — porém ele não se relaciona com ninguém da sala de aula. Na verdade, a única pessoa com quem ele interage além de mim, é a Grace. Eles são bastante amigos e ele vive ajudando-a com a matéria.
– Essa tal de Grace... Ela é uma boa influência?
Mary Margaret se calou por alguns segundos. Antes de responder, suspirou.
– Sim, ela é uma boa garota, porém acho que uma interação a longo prazo com ela, pode afetar o desempenho escolar do Henry.
– Devo impedi-lo de falar com ela?
Mary Margaret arregalou os olhos e negou com a cabeça.
– Não, Srta. Mills. Muito pelo contrário. No momento, eles serem amigos é muito bom para ambos. Ele tem ajudado Grace bastante e isso é bom para ela. E em troca, ela se tornou amiga dele e o tem ajudado a interagir mais com os outros colegas. O que vai ser bom a longo prazo para ele.
– Então por que disse que ela não é uma boa influência a longo prazo?
– Porque, na verdade, o pai dela não é uma pessoa que... Como posso dizer sem degradá-lo?! Hum... Não é uma pessoa muito confiável, digamos assim. Grace, porém, é completamente diferente da família. Apesar disso, o contato com o pai, pode ser que a afete, o que consequentemente chegaria a Henry.
– Deixa eu ver se entendi... Você está dizendo que é para eu afastá-lo dela, mas não agora?
Parece que Mary Margaret nunca sabia o que dizer. Qualquer coisa que eu perguntasse, ela rodeava e só depois de vários minutos vinha com uma resposta que não tinha nada a ver com a pergunta e enrolava...
– É mais ou menos isso... Aconselho a deixá-lo ser amigo dela, porém, quando Grace começar a se pronunciar mais ou menos como o pai, é uma boa hora para começar a pensar em afastar os dois.
Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, o sinal que avisava o fim do recreio, tocou. Minha conversa com Mary Margaret teria de terminar outro dia. Marcamos um outro encontro, que teria de durar mais e decidir mais algumas coisas em relação à escola e ao Henry e suas amizades.
Enquanto andava em direção à saída, encontrei Henry, ele estava conversando com Grace perto dos bebedouros daquele andar. Ele parecia tão contente de estar ali com ela. E ela realmente parecia uma boa garota.
Não sei por qual motivo, Grace ainda comia seu lanche. Não sei se o tempo era curto ou se a menina comia devagar.
Ao me ver, Henry correu até onde eu estava e pulou em meus braços, me abraçando.
– Mamãe! O que você tá fazendo aqui?
– Eu vim conversar com a sua professora, querido. Como tão as coisas?
Henry desceu do meu colo e me abaixei pra poder olhá-lo nos olhos enquanto conversávamos. Durante alguns segundos, meu olhar seguiu Grace, que comia seu sanduíche com um olhar triste no rosto.
– Tá tudo bem. — Ele sorriu e seu sorriso com alguns dentes faltando era lindo.
– Não vai me apresentar pra sua amiga? — Ele pareceu se lembrar que Grace existia e a chamou com um aceno de mãos. A menina enfiou tudo o que sobrava do sanduíche na boca e veio correndo até nós. — Oi Grace, eu sou a mãe do Henry, Regina.
– Oi, tia.
– Seu sanduíche parecia gostoso, de que era?
– Era de atum. Ele tava bom. — Grace sorriu e parecia finalmente confortável. Henry ao meu lado, sorria também.
– Bom meninos, o sinal já tocou e vocês precisam estudar, viu?! — Beijei Grace e Henry na testa antes de levantar e assistir os dois irem correndo para a sala. Tive tempo de dizer algumas palavras finais: — Ei, não corram nos corredores! — Sorri e depois voltei para o gabinete, onde deveria terminar os afazeres do dia.
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