Notas iniciais
Tudo o que eu peço são reviews...

(Sam’s POV)

Acordei com o som de explosões. Abri os olhos repentinamente e vi que era só um filme que estava a passar na TV. Suspirei de alívio e por instinto comecei a acariciar o cabelo do Andy. Esperaaaaa! Por que é que o Andy tem a cabeça no meu colo? Ele parecia um anjinho a dormir. Por que ele de anjinho não tem nada. Okay, não é de todo uma má pessoa. Pelo menos, do que eu sei. Mas não podemos julgar as pessoas pelo que elas foram no passado, não é?

- Hey… Andy… acorda… — sussurrei no seu ouvido e ouvi-o resmungar.

- Agora não, Sam. – falou ele rebolando e caindo do sofá. Eu não pude conter o riso. Ele levantou-se meio atordoado e sentou-se no sofá – Não teve graça.

- Para mim teve! Ahahahahahahahahahahahah!

- Estou a morrer de sono… fazes-me mais festinhas para eu adormecer? – eu ri. Por que eu tenho que levar as coisas para o lado perverso?

- Mas é tarde!

- Tarde pra mim é cedo. Ainda nem deve de ser meio dia! – ele colocou a cabeça no meu colo e eu não pude resistir a acariciar aquele cabelo. Ele adormeceu rapidamente. Olhei para o meu relógio e vi que eram oito da manhã. Eu basicamente não dormi. Fui mudando de canal até que ouvi Abigail dos Montionless In White. Eu amo essa música! Não aumentei o volume, por que era demasiado cedo e o Andy estava a dormir na paz do senhor!

O meu estômago roncou e eu dei uso aos meus dotes de ninja para tirar o Andy de cima de mim e poder chegar à cozinha. Olhei em quase todos os armários. É, ele não tinha NADA lá. Barafustei e escrevi uma nota num papel a dizer que tinha ido comprar comida. Deixei o papel em frente dele – mas quanto é que apostam que aquela criatura não ia ver o bendito papel!?

Saí do prédio e tentei-me localizar. Onde ficava a porcaria de um mini-mercado para eu ir comprar comida decente? Lá achei um e entrei. Peguei em tudo o que precisava e paguei. A senhora que estava na caixa olhava-me como se eu tivesse voltado do mundo dos mortos. Bem, se calhar. Vi uma sombra pelo canto do olho. Quando olhei novamente não vi nada lá. Encolhi os ombros e peguei no saco. A mão da senhora – uma mão enrugada e com tatuagens e bem áspera ao toque – agarrou o meu pulso. Olhei para ela com medo.

— Faça a escolha certa. – disse ela num tom que me levou arrepios até à espinha.

- Desculpe?

- Há uma pessoa que precisa da sua ajuda.

- Quem?

— Você sabe quem é. Só não se lembra dele. – tirei a mão da mulher do meu pulso e voltei para casa do Andy.

“Faça a escolha certa.”. O que diabos queria a mulher dizer com aquilo?

Quando abri a porta o Andy estava sentado no sofá a olhar para o vazio. Aquela cena arrepiou-me. Olhar para o vazio… isso não era nada bom sinal! Levei as coisas para a cozinha e encontrei-o na mesma posição de antes.

- Andy? – aproximei-me dele. Ele abanou a cabeça e olhou para mim. Os olhos deles estavam vermelhos. Fiquei em pé à frente dele e tirei lhe o cigarro. Cheirei. Boa. Não era tabaco. Apaguei-o e ele fez um som de quem reclama – O que é que…?

- Dá-me isso! – ele levantou-se e tentou pegar no charro.

- Não! – empurrei-o de modo a que ele se senta-se no sofá!

- Sim! – choramingou ele. Agarrei-o pelos pulsos para o prender no sofá e ele encolheu-se. Olhei para as minhas mãos e vi sangue.

- Andy…? O que… O que… O que é que tu fizeste? – ele encolheu-se no sofá.

- Nada. – virei os pulsos dele e vi os cortes. Lágrimas embacearam a minha vista, e uma desceu pelo meu rosto. Abracei-o. Não podia fazer mais nada. Ele apertou-me bem forte e começou a chorar.

- Eu estou aqui. Eu estou aqui. – sussurrei na sua orelha, e beijei a sua testa. Sentei-me no sofá e ele colocou a sua cabeça no meu colo. Acariciei o seu cabelo, sabendo que isso o ia fazer adormecer – A saviour will be there, when you are feeling alone. Ohhh, a savior, for all that you do. So you live freely without their harm. – ele adormeceu nos meus braços e eu chorei por ele.