You Are All Your Hate - Season II
2 Do You Remember?
Notas iniciais
Beem, Feeh, eu disse que escrevia as 2000 palavras e elas aqui estão *okay, são mais. mas mais é bom!* agora quero ver caps nas tuas fics! *parei de falar de cenas que não têm nada a ver!*
Agoraaaaaaa, banda sonora : Home Sweet Home e Without You dos Mötley Crüe. Sim, são da mesma banda as músicas!
Espero que gostem!
E desculpem lá a ideia super estúpida que eu tive para este cap!
(Sam’s POV)
- Samantha… — falou uma voz cintilante – Samanthaaaa… — olhei à minha volta. Por que no inferno eu estava no meio de uma floresta negra se era de dia? Será que isto é efeito das drogas do hospital?
— Diz. – falei com o tédio habitual. Mas quem é que me ia chatear àquelas horas da… noite? Madrugada? Tarde?
Não ouvi mais nada. Encolhi os ombros e fui caminhando pelo meio do mato. Mato, floresta. Tem árvores, não é? Será que entrei em Nárnia? Roupeiro, fizeste isso por mim? Ou eu ganhei um anel do Senhor Nome Que Não Me Lembro? Leiam os livros e vão saber.
Continuei a caminhar e ouvi o Welcome Tho The Family dos Avenged Sevenfold. Rock na Floresta. Essa é nova cérebro!
A música parou de repente e um homem saiu das sombras das árvores. Engoli em seco e dei um passo para trás tentando fugir sem fazer barulho, mas acabei por ficar encostada contra uma árvore.
— Samantha!- falou ele. Medo. Medo. Medo. Porra, ele sabe o meu nome – Eu sou o Jeremy, mas todos me chamam Jinxx.
— Ah, olá. Como já deves saber sou a Sam. – ele estendeu a mão dele e vi que nela tinha um pedaço de vidro negro – Que porra é essa?
— Quando ficares com ela, vais saber. – meio a medo peguei no pedaço de vidro e o céu clareou um pouco. Milhares de imagens apareceram dele. Do… Jinxx! Atirei-me para o seu pescoço.
— Jinxx, seu filho de uma cadela mal parida, o que estás a fazer aqui? – perguntei quando o larguei.
— Eu? Sei lá! O sonho é teu! – ele olhou para trás e os olhos dele brilharam – Sam, há uma pessoa que eu te quero apresentar.
Uma garota apareceu de trás de uma árvore e sorriu para o Jinxx. Ela pegou na mão dele e selou os seus lábios. Cruzei os braços e fazendo força para o meu cérebro trabalhar para me lembrar de quem era ela. Fiquei na mesma. Okay, não fiquei. Perdi um lindo neurónio que me vai fazer bastante falta no futuro.
- Hey, Sam! – falou ela – Eu sou a Sammy.
— Hey, Sammy. – ela abriu a mão e lá estava outro pedacinho de vidro negro. Mas que porra? Não me digas que isso virou moda agora…
— É para eu pegar? – eu perguntei.
— Não! É pra ficares a ver! – inorizou ela. Aaaaaaaaaah, eu não sabia quem era mas já estava a gostar dessa tal Sammy. Suspirei e lá peguei naquela coisa e BUUUUUUUUM! Mas por que carago é que estes estavam nos meus sonhos, hein? Hein? Quer dizer, eu sou a pessoa mais forever alone deste mundo e tenho que levar com o casalinho mais fofo de sempre à minha frente no melanço? Aaaah, matem-me!
— Aaaaaaaaaaah, arranjem um quarto, okay? – eles sorriram para mim maliciosos e desapareceram no meio dos arbustos. Cérebro, tu tens maneiras muuuito estranhas de dialogar comigo!
Encolhi os ombros e continuei a caminhar pela bendita florestas há espera que mais alguém aparecesse. Cheguei a uma bonita clareira com um parque de brincar para crianças. Tinha lá um baloiço e a Susy estava sentada lá. Ela acenou e eu acenei de volta. Um homem apareceu por trás dela e… jezz, só a abraçou. Achei que a ia matar ou assim. Ele sorriu pra mim, e a Susy fez sinal com a mão para me aproximar.
— Samantha… — ela falou. Áh, por favor diz que não me vais apresentar o garoto… — Este é o CC.
— Whatz up, Sam? – falou ele com um sorriso bobo.
— Hey. Susy nem te passa quem eu encontrei no caminho para cá!
— Quem? – perguntou o tal CC e ela ao mesmo tempo, rindo de seguida.
— O Jinxx e a Sammy. O que porra é que eles andavam a fazer no meio do mato? – perguntei, e eles riram.
— Hey, Sam! Quase que me esquecia. Isto é para ti. – ai, mais pedaços de vidro negro não! Eu peguei no pedaço de vidro, sem saber na mesma o que é que aquela porra ia fazer. O que aquilo fez da outra vez? Olhei para os outros dois e eles estavam juntos. Olha que porra… rolei os olhos e peguei no que o CC me deu… ainda gostava de saber quem era esse personagem!
— Oh minha santa vodka, tu és o CC! – falei como se fosse uma grande revelação. Sam, ele é o CC! Ele sempre foi o CC! Ele sempre vai ser o CC! E a maior revelação foi… ding ding ding! A Susy estava grávida do CC! E a criança ia-se chamar Robin. E sim, fui eu quem tive a brilhante ideia. Sou um génio, o Universo é que ainda não tinha percebido isso.
— Ahan. Eu sou o CC. Susy! Olha alí um unicórnio! – eu e a Susy rimos daquela observação mesmo estranha, mas porra é o CC! Ele às vezes pensa que é um centauro!
— Eu tenho que ir atrás dele, senão perde-se. É pior que os bebés.
— O Robin ainda vai ser mais inteligente que o pai. Também não é preciso muito, né? – recebi uma tapa na minha cabeça.
— Vemo-nos por aí, Sam.
Fiquei sozinha na clareira e sentei-me no baloiço. Olha que coisa linda, eu aqui sozinha e todo mundo com namorada ou namorado. Ouvi música de festa que vinha de sabe-se lá onde, e como eu estava a precisar de um copito de vodka não resisti e segui a música.
Cérebro, por que parece que isto é uma espécie de conto de fadas do século XII e que no final vai dar merda? Obrigado pela atenção.
A música estava mais próxima e consegui ver o telhado preto de um casarão. Aquilo parecia a típica casa assombrada. Se eu encontrasse alí o Jinxx não me admirava nada. Fui ficando mais perto e quando chego à frente da bendita casa vejo um garoto com uma garota. Não, ia ser um garoto com um arbusto. Beeeem, vai-se lá saber! Como a curiosidade é realmente grande, eu fiquei de braços cruzados à epera que aquelas criaturas se tocassem que eu estava ali e queria subir as escadas.
Isso aconteceu?
Não.
— Caham… — falei. O garoto mostrou-me o dedo do meio, mas a garota lá se separou dele.
— Saaaaaam! – disse ela como se me conhecesse. É, parece que toda a gente me conhece, mas eu não conheço ninguém!
— Hey Sam! O que fazes por aqui? – olhei para o garoto com cara de “Sério?”. É que o sonho nem era meu nem nada.
— Ah, estava por aqui e como ouvi música…
— Sei… deves de andar à procura do Andy, né? Esse desapareceu. Ninguém sabe onde ele se enfiou.
— Desculpa, quem? – perguntei para o tal garoto que tinha falado.
— Primeiro, e como eu não quero morrer às tuas mãos, tenho que te dar isto. – ele deu-me dois pedacinhos de vidro negro e eu peguei neles – Este é o meu, e este é o da Annabelle.
— Aaaah, obrigado, Ash. Esperaaaaaaa, o que tu e a Annabelle andam a fazer nos meu sonhos? Nem aqui vocês são capazes de me deixar em paz a sonhar com unicórnios e carros voadores?
- Hiiiiii, que mau humor! Sabes de que é isso?
— Ash, nem fales! – falou a Annabelle.
— É falta de foda. – ele levou uma tapa da Annabelle e eu ri – Hey... só disse a verdade.
— Sei, sei. Vê lá se quem fica com falta és tu!
— Ooooooh, não me vais fazer isso, pois não, loveeeee? – eu ri daqueles dois. Só o Ash para se preocupar tanto com uma foda.
— Vou pensar nisso.
— Arranjem um quarto, siiiiim? – pedi eu quando consegui parar de imaginar o Ash de joelhos a implorar à Annabelle… por que ele fez isso.
— Gente, façam pouco barulho! – falou um garoto da porta – Oh! Hey, Sam! Tudo bem?
— Não, Jake. Não está tudo bem! A Annabelle tá de greve!!! – chorou o Ash.
— Greve de quê? – o Ash abriu a boca, mas antes que ele podesse falar levou uma tapa que fez com que ele visse estrelas. Eu e o tal garoto das escadas só rimos – Hey, Sam, tenho aqui uma coisa para ti.
— Mais um pedaço de vidro? – perguntei. Não estava a gostar nada daquela brincadeira.
— Heeeeey, como é que sabias?
— Adivinhei! – ele desceu as escadas e deu-me aquela merda – Então, Jake. Como vão as coisas lá por casa do Jinxx?
— Até parece que sou o único que se mudou pra lá!
— Mas és o único a quem eu me lembrei de perguntar. – falei deitando a língua de fora.
— Eu sou super importante, eu sei disso.
— Que ideia!!! – ele pulou os degraus e começou a fazer-me cócegas – Pára, Jake… sérioooo! Pára!
— Não me parece… — comecei a fazer-lhe cócegas a ele.
— Á-ah! Rende-te à minha inteligência superior.
— N-nuncaaaaaaaaaaaaaaa! – ele correu para dentro da casa, e eu como sou super preguiçosa nem me dei ao trabalho de o seguir.
- Bem gente, eu vou dar uma volta. Isto é lindo.
- Lindo, mas tá a ficar escuro. Cuidado com o Lobo Mau, hein Capuchinho Vermelho? – brincou o Ash. Deitei-lhe a língua fora e fui embora.
A música mudou e em vez de Avenged eu estava a ouvir Mötley Crüe. Home Sweet Home… aaaaaaaaaah, cérebro, sabes que essa música que mete num estado de depressão… Deixa-me adivinhar, isso foi de propósito não foi? Só ri do meu cérebro que estava contra mim e vi um banquinho de pedra polida. Uma onda de cansaço tomou conta de mim e eu sentei-me lá.
Fiquei simplesmente a olhar para as árvores à minha volta e a apreciar a música quando ouvi alguma coisa mexer. Ai merda, ai merda! Ai que o Ash tinha razão e o Lobo Mau vem-me pegar! SAM! Por amor à cabra, o Lobo Mau não existe! Só em sonhos! E isto é o quê?
Levantei-me e olhei para trás do banco. E lá estava ele. O garoto dos olhos azuis. O garoto que entrou dentro do quarto do hospital e começou a chorar… o meu estômago deu uma volta.
— Sam… — a voz dele estava quebrada pelo choro. Eu só… eu dei um passo em frente pensando que o podia consolar, mas eu não o conhecia de lado nenhum. De repente o Jinxx, o Ash, o Jake, o CC, a Susy e a Sammy apareceram por trás do garoto.
— Tens que te lembrar, Sam. – falaram eles como num coro arrepiante – Tens que te lembrar.
— Lembrar-me de quê?
— Dele. – todos apontaram ao mesmo tempo para o garoto dos olhos azuis. Uma lágrima rolava pelo seu rosto e eu fui até ele. Antes de eu chegar ele limpou-a com a manga da sua camisola preta.
— Mas… eu não sei quem ele é!
— Tens que lembrar. – juro que toda aquela imagem de os ver a falar ao mesmo tempo e no mesmo tom monótono fazia com que arrepios chegassem à minha espinha.
— Mas… mas como? – não havia pedacinhos de vidro negro perto dele, não havia nada que me fizesse lembrar quem ele era. No fundo da minha mente, eu sabia que o conhecia. Sabia que ele me era familiar, que ele era uma pessoa de quem eu gostava. Mas… não, eu não ia gostar de um estranho.
E então tudo começou a embacear quando eu senti uma picada no meu braço. Vi uma agulha lá e um pouco de sangue a correr para fora
do meu braço.
E então… eu acordei.
As paredes brancas do quarto fizeram-me perceber que aquilo não passava de um sonho. Vi uma enfermeira do meu lado esquerdo junto à agulha que dava ao saquinho de soro. Ela sorriu para mim e foi em direção à porta sem dizer nada.
- Arg, desculpe-me. Podia chamar o médico responsável? – a cabeça da mulher virou e ela piscou para mim várias vezes. Será que ela era lerda ou assim?
- C-claro! – um sorriso passou pelos lábios dela rapidamente e ela quase que foi a correr chamar o médico. Rolei os olhos e sentei-me na cama. Já estava farta de estar deitada. Além disso tinha concertos para dar, músicas para escrever, uma banda pa pôr na linha (por que aqueles garotos podem-se matar sozinhos com tanta merda que eles fazem!) e um afilhado ou afilhada para cuidar. O médico chegou finalmente.
- Mandou chamar-me, Menina Cooper?
- Ahan. Só para dizer que a minha memória voltou.
- Como sabe que ela voltou? – o médico perguntou intrigado.
- Bem… aquele pessoal que estava lá fora ainda há pouco, sei o nome de todos eles… okay, menos de um. Sei que tenho uma banda, concertos agendados. Um afilhado ou afilhada por nascer que se vai chamar Robin. E por aí vai!
- Menina Cooper, isso é um avanço extraordinário! Mas vamos ficar aqui só mais um dia para fazer alguns exames de rotina, okay?
- Desde que não doam… — o médico riu.
- Eu vou deixa-la sozinha agora. – e ele foi. Suspirei.
- Será que nunca mais é hora de sair daqui!?
Fale com o autor