Notas iniciais
Heey, como estão? último capítulo e o maior de todos! Só quero que vocês saibam que escrever You And The Stars foi sensacional para mim do início ao fim... afinal, essa história basicamente demorou quatro longos anos para ser concluída! Embora eu só tenha começado a escrevê-la a um ano atrás, já tinha feito uma que seria basicamente a mesma coisa, mas perdi sem nem postá-la. Bem, falei sobre isso no meu perfil, quem quiser saber é só ir lá. Quando eu a abandonei ano passado, eu me senti uma total fracassada e agora que estou finalizando estou me sentindo tão bem! Triste, porque sem duvidas eu amo essa fanfic, mas satisfeita. Eu apenas posso agradecer cada um de vocês - já que não posso abraçá-los - pelo apoio, por permanecerem até o fim, por me motivarem! Well, vamos logo com isso! Deem play na música Summer Paradise - Simples Plan e depois na música Wherever you will go - The Calling e se ainda sobrar palavras, a música oficial Wonderwall! Não se esqueçam, é pra dar emoção u.u Links: S.P: http://youtu.be/BSxmPoe_fCM WYWG: http://youtu.be/XLrrrwYUUUU W: http://youtu.be/kJFurFRvs8A Enjoy, afinal, é o último...

Os fogos de artificio rugiram e estralaram no céu escuro em vários tons de cores: dourado, vermelho, azul, verde, laranja. Alguns estouravam e formavam pequenas estrelas durante alguns segundos, chiando. Outros fascinavam e deixavam tudo mais belo por causa das cores.

Finalmente Nicholas Hunter Steiner estava se acertando comigo.

Antes de partimos, eu havia o procurado, lhe fornecido dinheiro, e tudo que ele teve que fazer era comprar os fogos e os estourarem no céu. E Nico estava fazendo isso muito bem.

"— Eu nunca esqueço uma dívida, gata. E eu tenho uma enorme com você. Pode se mandar agora, na paz, na boa. Adeus."

E somente meia hora depois, enquanto os carros dos Crimsey, e dos Stonem se afastavam cada vez mais da casa de praia, número 38, da área particular, da área pública da praia e do deck, os fogos explodiam no céu e prometiam que tão cedo eu, Will, Matthew, Emma, Josh e, para uma crise nervosa, nossos pais não se esqueceriam daquilo, e muito menos a Califórnia. Se bem que meus pais não tinham nem a vaga ideia que eu era meio que autora daquilo, se não eram bem capaz me mandarem de lá direto para um hospício.

O mar fazia seus sons costumeiros, hora suaves, hora desesperantes, as ondas quebrando, e no céu, os fogos estralado. A paisagem ia sumindo cada vez mais, conforme o carro se distanciava.

— Isso tem dedo de algum maluco — resmungou minha mãe no banco do carona.

Emma, Will e eu gargalhamos.

— Ou maluca, por que não?! — falou Will.

— Possivelmente — sorri.

— Malucos — afirmou Emma.

Peguei a mão dos dois, entrelaçando nossos dedos. Me sentia deprimida por ter que deixar Matthew partir para o Canada dali menos de um dia, mas me sentia alegre por ter Will, meu namorado, e Emma, minha amiga e meu juízo que eu havia esquecido de desenvolver. No fundo, eu só tentava crer que depois tudo ficaria bem.

Então a Califórnia foi se distanciando cada vez mais, sendo substituída por estradas escuras e caminhos que nos levavam de volta a Winstonford. Como dizia a música?

And all the roads we have to walk are winding

(E todas as estradas pelas quais temos de caminhar são sinuosas)

And all the lights that lead us there are blinding

(E todas as luzes que nos conduzem até lá estão nos cegando.)

There are many things that I’d

(Existem muitas coisas que eu)

Like to say to you

( gostaria de dizer para você)

But I don’t know how

(Mas eu não sei como…)

Deitei a cabeça no ombro de Will, ele curvou a cabeça para trás, e Emma deitou a cabeça no outro ombro dele. Adormecemos do mesmo jeito que havíamos adormecido ao chegarmos na Califórnia. A diferença era que estávamos partindo, a diferença era que eu não odiava mais Matthew Stonem, a diferença era que eu amava meu melhor amigo, a diferença era que verdades haviam sido reveladas e mentiras desfeitas. A diferença era que tudo havia mudado.

(…)

— Ah, droga, Will! Não implica, deixe-me acompanhá-lo até o aeroporto — resmunguei pedindo. Se bem que eu estava pouco me fodendo para a permissão dele, e ia de qualquer jeito, mas a esperança sempre é a última que morre, não?

— Não sei. E se lá vocês descobrirem subitamente que se amam? — ele cruzou os braços e cerrou os maxilares. Eu adorava o ciúme dele, adorava mesmo, isso só o deixava mais fofo e adorável. Me aproximei de Will e alisei seu rosto, sendo capaz de ficar fitando sua lindeza o dia todo, se bem que eu considerava outras coisas mais interessante… e prazerosas de se fazer com ele.

— Eu amo você — murmurei. — Matthew e eu somos só amigos e talvez irmãos. Vamos descobrir logo. Confie em mim.

Will bufou.

—- Beleza, mas se eu souber que ele tentou qualquer coisinha com você, chuto o traseiro dele paro o inferno! E adeus, Canadá!

Dei risada do desespero e raiva dele e o beijei.

— Relaxa e goza, baby. — Peguei minha bolsa de cima da minha cama e desci as escadas de minha casa, a casa de Winstonford. Saí para fora e Matthew estava encostado no táxi, fumando, ao lado do motorista.

Ele sorriu, apagou o cigarro sem desviar os olhos de mim, provocativo e analisador. Senti vontade de chorar, temendo o momento em que tudo terminaria.

— Ei — falou.

— Stonem — falei com a voz fraca.

— Firmeza? — indagou.

— Tenho mesmo que responder? — disse com rancor.

Matthew estralou os dedos, agitado.

— Como quiser, loira.

Entramos no carro e o motorista deu partida. O carro andava devagar, me deixando mais ansiosa, mais nervosa e irritadiça. Matthew não queria falar muito, somente apertava minha mão e juntos aproveitávamos os últimos momentos juntos. A mãe dele havia partido mais cedo, o que pra mim só deixava as coisas mais tristes. Em dado momento, lhe dei um um sorriso tímido e Matthew retribuiu com um mais alegre, como se tentasse me dar um exemplo de seja feliz mesmo que eu esteja partindo, não caia em depressão por mim, o lindo aqui. Convencimento até o fim.

Encostei a cabeça no vidro do carro, desejando que ele parasse para sempre, para que eu não precisasse dizer as malditas palavras. Olhei para as luzes da cidade. O que seria de Winstonford sem Matthew? O que seria ela sem o maior babaca imbecil de todos? Eu teria eternamente um vazio, e a cidade também, mesmo eu sabendo que aos poucos, todo mundo se esqueceria dele, se recuperaria e Matthew seria só mais um que havia passado por ali e partido. Todos se esqueceriam, menos eu. Tudo bem que eu e ele nunca havíamos dado certo direito, tudo bem que eu ele havíamos nos odiado nos últimos quatro dias, mas não tinha passado de superficialidade, raiva de momento. Eu nutria um carinho profundo pelo loiro da bunda bonita.

"–- É melhor do que ficar perto de você — falei e me levantei.

–- Eu sei o quanto você me quer, e querendo ou não vai ficar perto de mim — falou.”

Me lembrei do dia que descobri que iríamos para a Califórnia, quando eu ainda o odiava.

"–- Ah! Pago pra ver — falei sorrindo com ironia.

–- Tudo bem, então pague e veja — falou ele.”

E agora ele estava se indo. E querendo ou não, Matthew nunca mais ficaria perto de mim e eu dele. Uma lágrima quente começou a se formar e eu deixei que ela escorresse.

— Sam, o que foi? — ele sussurrou com carinho. Apertou ainda mais nossas mãos. — Ainda estou aqui.

Solucei e suspirei.

— Ainda, não é? Daqui a pouco já não vai estar mais, merda!

Matthew deu uma risada triste e abafada. Realmente parecia estar fazendo a canalhice de gostar de saber que eu me importava. Ele bocejou, abriu a janela, como que para ajudar a espantar o sono e o cansaço. O vento invadiu o carro e esvoaçou nossos fios claros.

— Tente entender, Crimsey ou Stonem — ele sorriu e limpou minha face com a ponta do dedo. — Preciso conhecer coisas novas, recomeçar minha vida, talvez me apaixonar de novo… e principalmente ficar ao lado da minha mãe. Vamos morar na casa do meu avô durante um tempo, até conseguirmos um apartamento legal. Vai ser bom para mim, para você, além do mais, preciso de um tempo longe do velho. E mesmo se passar uma centena de anos, e meu pênis parar de funcionar, eu jamais esquecerei de você, loirinha. Eu juro.

Velho, era o pai dele, ou o nosso pai.

Tentei me agarrar aquilo, aquela promessa. Não era o suficiente mas teria que servir.

— Mostre para o Canadá quem é Matthew Stonem, o meu idiota — falei e arrisquei um sorriso. — Eu não me arrependo de nenhum momento com você, Matth. Tivemos alguns dos melhores momentos da minha vida. — Fitei seus olhos claros, suas expressões condescendentes e vi que, apesar de tudo, ele era digno do meu carinho e talvez merecesse mais do que isso. Contudo, eu sabia que já era tarde.

O motorista do táxi pigarreou e se empertigou no banco do motorista. Devíamos estar parados ali há vários minutos.

Matthew pegou uma caixinha um tanto maior que minha mão, que antes eu não havia reparado, ao seu lado, e me entregou.

— Isso é seu. Sempre foi seu. Abra quando sentir-se melhor — ele suspirou. — Hora de saber a verdade, loira.

Peguei a caixa, curiosa, mordi a parte interior da minha bochecha, me contendo para não voltar a chorar, depois peguei um envelope dentro do bolso de meu casaco.

— É a hora — sussurrei. Abrimos o envelope juntos. Depois, tiramos uma folha dobrada e lacrada com o selo do laboratório de dentro. Rompemos.

Fechei meus olhos e respirei fundo. Desdobramos o papel e abri meus olhos. Nossos olhos correram pelas palavras.

Legal, eu não havia deixado meu irmão me ver sem nadinha. E eu não havia visto meu irmão sem nadinha. Não éramos pecadores perante Deus e blá blá blá. Talvez eu até fosse para o céu.

Matthew gargalhou, uma risada típica e maléfica dele.

Suspirei, aliviada.

— Eu sempre te achei gostosona demais para ser minha irmã — beijou minha bochecha. — Pelo menos nossos pais não mentiram quanto a isso.

Abracei Matthew com força.

— Eu te adoraria de qualquer jeito — murmurei.

— Eu também, eu também — nos soltamos quase em câmara lenta. — Acho que é isso, Sammy. Seja feliz em Winstorford, loira!

Assenti com a cabeça e tornei a fechar os olhos. As lágrimas escorreram e meu peito se apertou, não fiz o minimo esforço para contê-las. Matthew fez um estralo com a boca, pronto para dizer de novo que nunca me esqueceria e todo aquele mimimi. O motorista se afundou no banco do motorista, sem se importar com nossa demora, como se solidarizando por nós, nos espiando pelo espelhinho.

— Ah, droga, Sammy! Desse jeito não vou conseguir partir em paz, lembrando de você chorando assim! Por favor, estou enlouquecendo… — Ele soluçou e limpou minhas bochechas e embaixo dos meus olhos, rapidamente.

— Mas, Matthew, pense bem, isso não é à toa! Estou chorando porque já estou com saudades antes mesmo de vê-lo partir. Não quero deixá-lo ir… porque fico mal só de pensar, mas… — suspirei, percebendo o quanto estava sendo mesquinha. — Me desculpe.

O loiro sorriu e abriu a porta do carro.

— Me ajuda com as malas? — perguntou.

Saí do carro desnorteada e arrasada. O motorista saiu e abriu o porta-malas. Tiramos as duas malas de lá. Então era o fim, era enfim a hora de dizer as palavras.

— Adeus, Matthew — falei baixinho, conformada.

Matthew me puxou pelo braço e me abraçou de novo, me apertando contra seu corpo, fortemente, e seu coração batia descompassado. Ele suspirou e vi que seus olhos estavam úmidos.

Colou nossas testas, roçou nossos narizes e aquilo era tão bom e ao mesmo tempo tão torturante…

— Adeus não, loira. — ele beijou minha testa. — Prefiro um até mais.

Nos separamos e eu o observei atentamente. Ele me observou atentamente, com um sorriso de canto. Era impossível odiá-lo. Eu gostava tanto, tanto dele.

— Até mais, Matthew Stonem — me obriguei a sorrir.

Então ele se foi. Simples assim, sem
"mas", sem virgulas, simplesmente ponto final. Simplesmente se foi.

(…)

A viagem de volta foi uma das mais longas da minha vida. O motorista dirigiu em silêncio, e eu quase conseguia sentir a compaixão dele por mim, às vezes mandando olhares furtivos pelo espelhinho. Quando estacionou no meio-fio da minha casa, paguei, e desci do carro, até que ouvi a porta dele se abrir.

— Ei, ei, moça! — chamou ele. Me virei. — Esqueceu seu presentinho.

Ele abriu a porta e tirou a pequena caixa do banco traseiro. Me entregou com um sorriso amistoso.

— Vai ficar tudo bem, certo? — falou. — A vida é cheia de partidas. Me lembro quando meu pai partiu para a guerra no Afeganistão. Nunca mais voltou. Mas sabe o que aprendi? É que só quem fica é quem importa. Mas aquele cara, Matthew, não? Ele gosta mesmo de você. Falou a verdade quando disse que nunca te esqueceria. Porém, entenda que o que importa é o que está por vir. É quem está perto.

Assenti com a cabeça, encarando meus pés, sabendo que era verdade.

— Obrigada. Você tem razão — engoli em seco. — Nunca vou esquecê-lo também. Nem ele e nem a Califórnia

Rodopiei a caixinha na mão e finalizei a conversa com uma troca de olhares. Entrei para dentro.

(…)

Subi para o meu quarto, no sótão. Will estava largado na minha cama.

— Oi — falei sorrindo.

Ele levantou os olhos e me fitou com aqueles incríveis olhos fascinantes que eu sempre amaria.

— Você demorou. — Will se sentou na cama. — Está tudo bem? E aí? Você é uma Stonem, sim ou não?

Tirei meu casaco, descalcei meus tênis, trêmula.

— Não. Mas não importa. Ele se foi — respondi e me deitei ao lado dele. Fiquei encarando o teto.

— Sabe que tem os motivos, não? — disse Will e passou o braço em volta da minha cintura.

Eu sinceramente, não queria pensar naquilo, muito menos falar, por hora.

— Eu sei que sim, ele tem. E eu tenho os meus para querer você — beijei os lábios macios dele, aprofundando-os lentamente, enquanto as mãos dele não perdiam tempo para entrar por dentro da minha blusa.

Longos minutos depois, Will me olhou carinhosamente.

— O que é isso? — perguntou, olhando a caixinha que novamente eu já ia me esquecendo.

Franzi o cenho. Me sentia triste saber que ele ainda havia lembrando em me dar um presente antes de ir. Aliás, eu me sentia triste por quase tudo, reparou?

Bem, só que talvez eu já estivesse melhor o suficiente para saber o que tinha dentro.

— Ah… Matthew me deu — tirei a tampa delicadamente, apreensiva.

Dentro havia a concha. Tinha quase me esquecido dela. Meus olhos voltaram a ficar molhados, mas não, eu não chorei. Tirei-a de lá.

— Maneiro — falou Will. — Olhe, tem alguma coisa dentro.

Era verdade, um papel simples, uma folha de caderno, dobrada várias vezes para caber perfeitamente no pequeno espaço Puxei e desdobrei. A caligrafia de Matthew era bonita e mediana, delicada e quase sempre ele esquecia de colocar os pingos nos “i” mas era tão charmosa quanto o dono dela.

"Sabe, eu sei que nosso verão tinha tudo para dar errado, mas no fundo, no fundo, eu sei que eu, você e todos sabemos que não deu. Nesse verão, eu conheci uma garota nova. Para mim, era só era mais uma, mas quanto mais os dias passavam, mais eu descobria que não era bem assim, alias, nenhum pouco assim. Você é diferente, Sam, e eu gosto. Tivemos nossos momentos ruins nesse verão, tivemos mesmo. Mas também tivemos os firmeza, e são eles que vamos nos lembrar mais tarde, nas tardes de domingo, quando vermos reportagens sobre o mar, quando algum dia decidirmos ir a alguma praia novamente (por que não, afinal?!), quando a próxima geração perguntar se sentimos o arrepio bom de entrar no mar, o cheiro de maresia, a areia sob nossos pés. São os melhores momentos que vamos nos lembrar para sempre. Você aí, e eu aqui. Sendo minha irmã ou não, te acho especial e espero que o Will te faça feliz, senão eu faço questão de voltar só para socar a cara de gay dele. Essa concha é sua. Guarde-a bem e não a abandone mais na porta do quarto de ninguém, entendido? E quando sentir minha falta, lembre-se que pode ouvir o mar nessa concha, e, que, talvez ao ouvir o mar, você possa se lembrar do melhor verão da minha vida e também dos nossos melhores momentos juntos, como já filosofei mais acima (sim, filosofei mesmo, falou?). Mas nunca se esqueça que de hoje em diante, o que importa é o agora,

Matthew Stonem, seu idiota.”

Tudo o que eu fiz foi sorrir, pensar que o meu agora segurava minha mão gentilmente e terminava de ler a simples folha junto comigo.

Pov’s Will

Terminamos de ler a carta juntos. Não senti raiva e nem ciúmes. Tudo bem, eu não era egoísta a ponto de não reconhecer uma pessoa importante na vida de alguém. E decididamente Matthew era importante para Sam. Mas não importava mais. O agora era importante, palavras do próprio Stonem.

Samantha guardou a carta novamente na concha e colocou em cima da cômoda, fungou e eu senti que era a hora. Beijei sua bochecha.

— Vem comigo — a puxei pela mão, levemente. Abri a janela. — O telhado sempre foi o seu lugar favorito da casa.

Ela sorriu.

— Sempre — respondeu e subiu na janela com cuidado, passou para o telhado e escalou até o ponto mais alto e se sentou. Me juntei a ela. — E agora é o nosso lugar.

Assenti. As estrelas brilhavam no céu, a lua cheia jogava um brilho prateado em nós, como se o resto não fosse tão importante assim. Me sentei ao lado de Sam, admirando os traços de seu rosto, seus olhos verdes, seus cabelos naturalmente loiros e seu sorriso simplório.

Eu sabia que só tínhamos 15 anos, e sabia que estávamos a menos de uma semana juntos, e que, embora nos conhecêssemos a tempos, decididamente ainda era um começo. E como Matthew havia escrito na carta, eu tinha que fazê-la feliz, porque Sam me fazia feliz sem nenhum esforço. Além do mais, eu precisava não só transformar o agora em algo bom, como também o futuro em o mais perfeito possível, custando o que custar.

— Feche os olhos — sussurrei.

Samantha sorriu, mordeu o lábio. Sabia que eu havia dito as palavras certas para deixá-la se mordendo de curiosidade.

Tirei a pequenina caixinha azul do bolso da frente do meu jeans. Abri e peguei a aliança. Coloquei a minha em meu dedo e delicadamente peguei o dedo anelar de Sam, devagarinho fui colocando, encaixando, nos unindo de mais uma maneira.

— Pode abrir — murmurei.

Sam abriu os olhos e fitou o anel prateado com alguns filetes de ouro. Sorriu afetuosamente. Depois me encarou com admiração, provocação e carisma.

— Você é minha melhor amiga e… — falei e antes que eu continuasse ela me interrompeu.

— E oficialmente sua namorada — completou. Sammy riu, e eu ri também. Beijei seus lábios sabendo que eu nunca ficaria fodido novamente por outra garota, fodido em um sentido bom, no sentido amar. Se é que você me entende.

Pov’s Matthew

Antes mesmo que o avião decolasse, eu já havia vestido minhas roupas para o frio. Um tanto estranho — não pude deixar de pensar — sair da praia quente, calorenta com seus filtros solares, maresia e água de coco, e já ir para o gelo, o frio cortante, o chocolate quente, cobertores até o pescoço. Mas tudo bem, tudo ótimo, tudo certo, porque se fosse pra eu pensar mesmo, estava tudo uma droga.

Eu jamais esqueceria daquele verão. Aquele seria para sempre o verão que eu me apaixonei pela primeira vez. Não tinha sido uma boa experiência, mas eu sabia que cada segundo dele tinha valido a pena.

"— Eu quero ouvir de novo. Você gosta de mim?

Olhei para ela. A testa levemente franzida, o rosto corado, as lágrimas delineando sua face, o queixo tremendo, algumas mechas colando no rosto. Soltei as mãos de Samantha e coloquei a franja dela atrás da orelha.

— Cada dia mais.”

Não importava quanto tempo passasse. Não importava o local que eu estivesse. O quão longe estivesse. Eu poderia tentar recomeçar. Mas eu não esqueceria. Bem, a expectativa na hora, era recomeçar, lembranças eram consequências.

O avião começou a pousar. Apertei os cintos e esperei. Alguns segundos depois, o aviso de que poderíamos descer surgiu. Tirei os cintos e cruzei os braços.

— Ah, droga! Olhe só para meu livro, tá todo amassado. Não acredito que você dormiu em cima dele, peste! —- falou uma garota a minha frente.

Enquanto eu me aproximava, analisei a garota. Cabelos castanhos avermelhados, olhos escuros e covinha no queixo. Deveria ter uns 15 ou 16 anos.

—- Olha só, pentelho, não vou ficar te aturando, tá? Aqui, em Toronto, é um novo começo e eu vou adorar te jogar da primeira ponte que eu ver em Forest Hill!

Ei, ei, ei espera! Forest Hill? Hm, interessante.

— Vai morar em Forest Hill? — Perguntei, curioso.

Ela se virou, e vi que ao lado dela tinha um garoto de uns 12 anos, baixo para a idade, mas sem dúvidas 12 anos. Tadinho, devia sofrer na mão da irmã megera gostosa.

A garota me olhou dos pés a cabeça, analisadoramente, como se decidisse se eu era gente boa ou não. Obviamente devia ter decidido que não, ou só estava tendo um dia ruim, talvez.

— Isso lá é da sua conta? — arqueou a sobrancelha.

Abri um sorriso. Desafios. Desafios são um máximo. Eu havia falhando antes em um, na Califórnia, mas agora estávamos no Canadá. Lugar diferente, chances novas.

— Na real, é. E querendo ou não, você vai ter que me aguentar. Talvez até nós sejamos vizinhos, que tal? — provoquei.

— Seja legal com o cara, Lisa — falou o garoto, tentando desamassar a capa do livro desesperadamente.

Lisa. Bom saber.

— Bah! Qual é! — resmungou. Ela puxou o irmão pela mão e andaram para fora do avião. Fui atrás.

O frio era forte, era bom, era cortante, e era ótimo para um bom recomeço.

— Olha só, tô cansada de babacas como você. Então vê se desgruda, falou? Se formos vizinhos, ignore minha presença — falou Lisa, sem se virar.

Abri um sorriso.

— Sou diferente. Juro.

Ela me espiou pelo canto dos olhos.

Afinal, alguns recomeços são sempre iguais.

Como a própria loira, quase poeta, falou: "Mostre para o Canadá quem é Matthew Stonem"

Muito bem, Canadá, agora você vai ter que me aguentar. E uma outra pessoa também.

— A propósito, meu nome é Matthew. — Sorri — Matthew Stonem.

Notas finais
Yay! Amor próprio sempre, não? Só faltou dizer: Se curve e lamba meu nome, bitch! kapkskapkpspka Obrigada a cada um de vocês, as fantasmas, as que somem, as críticas, exigentes, louquinhas, e claro! A eles também! Acho que eu só tenho um leitor do sexo masculino, mas enfim, vale pra você também! Agora acabou a palhaçada, cambada, corram para Fuckin Perfect! Espero ver muitas de vocês lá, tá bom? Bem, escrever You And The Stars valeu cada segundo, tá bom? Eu me apaixonei, eu sorri, eu ri, eu chorei e eu morri com ela... espero que tenha sido importante assim para vocês também. Eu amo vocês e nunca vou esquecer, juro, por todo o apoio! Link de Fuckin' Perfect: http://fanfiction.com.br/historia/480382/Fuckin_Perfect/ Até a próxima, galera!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!