You And The Stars

28 Again, fuck!


Notas iniciais
Ei, ei, ei, bem, esse capítulo ficou mega curtinho e particularmente eu gosto dele! Eu ficaria mesmo feliz se vocês tentassem acompanhar a música, tipo assim, cantem junto? Canta mal? Cante mentalmente. Não entende inglês, ou se perde com facilidade? Tente acompanhar pelo menos as frases entre a música! Não gosta de Paramore ou dessa música melosinha, ou simplesmente não quer? Beleza, só leia as frases entre a letra da canção. Mas vai dar mais emoção se vocês acompanharem direitinho... Boa leitura e até lá embaixo! Vou deixar o link um pouquinho antes de "o momento".

Pov’s Will

A garota beijava mal pra caralho e não ajudava o fato de a boca dela feder a tabaco misturado com tequila estragada. Se bem que eu nunca havia cheirado tequila estraga, mas se eu tivesse, teria o mesmo cheiro que a boca daquela menina. Pelo menos era revigorante ver Sam nos olhando com raiva. Só que não era legal ver ela se pegando com o Matthew. Porém era interessante ver que depois de um mega beijo deles, a primeira coisa que fez depois de abrir os olhos foi me olhar com uma expressão puta da vida.

— Você sabe que teremos que terminar isso aqui em outro lugar — falou a loira em meu ouvido em uma tentativa fracassada de soar sexy.

— É? Teremos? — sussurrei distraidamente, me ocupando em devolver o olhar a Samantha.

— Teremos — quase pulei da cadeira quando senti a mão dela apertar meu brinquedo. Encarei-a assustado, ela sorriu. Qual era o nome dela mesmo?

— Hm… Ariane, eu acho que tem…

— Ariele — corrigiu.

— Certo. Ariele, eu acho que tem espinafre no seu dente — falei corando.

Ela gargalhou.

— É uma unha — falou sorrindo de orelha a orelha.

Unha? Eu acho que… acho que… eu acho que vou vomitar.

Fiz uma careta controlando meu estômago.

— Acho melhor pararmos — falei.

— O quê? Mas mal começamos — disse ela, levando a mão de novo ao meu brinquedinho. Empurrei a mão dela longe.

— Não — eu tinha vontade de sair correndo.

Meu Deus, que furada que eu tinha me metido.

— Ei, olhe — disse ela apontando para o fundo do quiosque. De uma porta, provavelmente o dono do estabelecimento, saiu com um violão nas mãos.

Ele era magro, os cabelos eram grisalhos e exibia um sorriso amistoso.

— Bom, galera, hoje é sexta e é dia de música ao vivo. Algum pedido? — ele arqueou a sobrancelha. — Qual é, galera, podem soltar o verbo!

Eu sabia tocar violão, não muito, mas sabia, só que sabe quem era expert mesmo? Samantha. Ela era boa, tipo, muito. A bipolaridade nem sempre é um ponto negativo. Axl Rose é bipolar, sabia? As pessoas mais talentosas são.

Só que fazia muito tempo que ela não pegava no violão, por isso me surpreendi quando ela levantou a mão.

Matthew olhou-a com um olhar intrigado, mas Samantha ignorou.

— Você — falou o dono do estabelecimento com um sorriso simpático.

— Posso… tocar? — perguntou.

— Esse é o espírito da coisa!

Samantha se levantou e foi até a frente.

Todo mundo olhava ela. Fora Matthew, Samantha e a louca pegadora de pintos ao meu lado, tinha mais umas dez pessoas no quiosque.

O cara estendeu um banco comprido pra ela se sentar. Aproximou o microfone em um suporte, ajustando-o na altura dela sentada. Samantha pegou o violão e o ajeitou ao corpo. Testou algumas cordas. Pigarreou.

— Olá, meu nome é Samantha e… eu não sei bem o que estou fazendo — ela deu um sorriso fraco, baixou os olhos para o violão, mordeu o lábio e dedilhou uma corda. — Me ocorreu de repente. Bem, eu costumava treinar muito essa canção com… hm… uma pessoa aí.

Seus olhos me fisgaram. Eu não tava acreditando no que eu estava ouvindo.

— The only exception — Paramore — continuou.

— Ela deve ser péssima — falou Arian.. Ariele. — Olha só pra ela! É a minha cópia mal feita.

Não. Ariele estava muito enganada. Sam era incrível.

(The only exception — Paramore)

Samantha começou a tocar com calma, parecendo distante e serena, da mesma maneira que eu já havia visto ela duzias de vezes, treinando aquela música, meses e meses atrás. Eu tinha que ir embora dali antes que ela começasse a cantar, mas eu não conseguia, eu simplesmente parecia amarrado a cadeira.

— When I was younger

I saw my daddy cry

Até aquele momento ela ainda não havia levantado os olhos. E se levantasse, era bem capaz de as coisas ficarem piores.

“And curse at the wind

He broke his own heart

And I watched

As he tried to reassemble it”

Seus dedos brincavam no violão, tocando eles, sem fraquejar, sem pestanejar. Perfeitamente bem.

"And my momma swore that

She would never let herself forget

And that was the day that I promised

I’d never sing of love

If it does not exist”

Ela levantou os olhos, mas não me olhou. Olhava todo mundo, o mar, Matthew, o dono do estabelecimento, mas não eu.

"But darling

You are the only exception

You are the only exception

You are the only exception

You are the only exception”

Baixou os olhos novamente, dedilhando.

"Maybe I know, somewhere

Deep in my soul

That love never lasts

And we’ve got to find other ways

To make it alone

Or keep a straight face”

Matthew assobiou e algumas pessoas acompanharam ele com simpatia. Samantha continuou impassível, sem perder o foco.

"And I’ve always lived like this

Keeping a comfortable, distance

And up until now

I had sworn to myself that I’m content

With loneliness”

Samantha ergueu os olhos e seus olhos pararam em mim. Eu senti meu rosto queimar, meu peito bater mais forte e meu estômago afundar.

"Because none of it was ever worth the risk"

Ela acelerou no violão, sua voz se fez mais presente e ainda sim não desgrudou o olhar de mim

“You are the only exception

You are the only exception

You are the only exception

You are the only exception”

Me ajuda. Alguém me tire daqui.

"I’ve got a tight grip on reality

But I can’t

Let go of what’s in front of me here

I know you’re leaving

In the morning, when you wake up

Leave me with some kind of proof it`s not a dream”

Ela fechou os olhos, como que saboreando a canção.

"Ohh"

Abriu os olhos, e lá estavam eles, em mim. Eu não conseguia parar de admirá-la e de sentir um sufoco.

"You are the only exception

You are the only exception

You are the only exception

You are the only exception

You are the only exception

You are the only exception

You are the only exception

You are the only exception”

Eu não sabia o que fazer. Naquele momento, no final daquela música, eu seria capaz de me…

And I’m on my way to believing

Apaixonar de novo. E de novo. E de novo.

Oh, And I’m on my way to believing

E praticamente da mesma maneira que a primeira vez, ouvindo ela cantar e tocar essa música, eu soube de novo como era me apaixonar por alguém. Pior, eu soube como era se apaixonar pela segunda vez por uma mesma garota. Não era borboletas que eu sentia no estômago, era um tiro.

Pov’s Will OFF

Notas finais
Bom, gente, espero que tenham dado conta de acompanhar a música e ler as partes do Will ... Bom, Hum, vou fazer um adiantamento sobre o próximo capítulo, só pra deixar vocês curiosas: Vamos saber, afinal, o que o Matt viu na despensa. E vai ter treta. E vamos estar na fase pré quase fase nova da fanfic! u.u kapskapks não posso falar mais senão acabo falando tudo! E já sei como a fanfic vai terminar! Completamente decidido e definido, mas ainda vai demorar, tipo, uns 10 capítulos ainda, ou mais. Não deixem de comentar lindamente sobre o momento "olhe como eu encaro você, seu babão, enquanto canto essa música que tem história entre nós, só pra fazer tu sofrer mais" ou comente sobre a piranha com mau hálito, por exemplo, com reviews lindamente lindos! Amo vocês, tchau.