You And Me
1 one shot
Notas iniciais
Acordou mal-humorado, com os raios solares batendo levemente contra a seu olho. Abriu os olhos aos poucos, olhando ao redor e constatando o horário.
Se levantou apressadamente e seguiu até o banheiro, retirou a roupa do corpo apressadamente, entrou no box, tomando um banho rápido, saiu minutos depois, se exugando apressadamente, ainda com os cabelos molhados foi até o guarda-roupa próximo e pegou uma calça qualquer e uma blusa. Voltou ao banheiro, pegou uma escova de cabelo em cima da pia, começou a passar levemente sobre os cabelos.
Desceu as escadas mais relaxado, afinal, naquele dia não esperaria a visita de ninguém. A banda havia saido para simplesmente comprar novas peças de roupas para cada um, individualmente. Não tinha paciência para escolher uma roupa e ficar elogiando os outros. Saiu dos pensamentos ao escutar alguém batendo na porta.
-Ta-Takuya?
-Shinya!
-O que faz aqui? Não saiu com a banda?
-Eu? Não, não. Afinal, hoje é seu aniversário certo?
Puxou o menor para dentro da casa, fechando a porta logo em seguida, olhou cuidadosamente através das janelas.
-Precisa falar tão alto assim? Afinal... hoje é seu aniversário, certo? DROGA! Não precisa me lembrar que estou ficando mais velho hoje, que merda.
• Aceitar qualquer coisa é um ato fácil, nós, seres humanos que deixamos tudo difíceis •
O menor se assustou e se encostou na porta, não acreditava que ainda não havia se acustumado com aquele Kanon, o mal-humorado, que nunca sorri e que sempre acha que tudo está bom do jeito que está e pronto.
-Desculpa, Shinya-san. Foi minha falta de educação ter vindo sem avisar, certo? Desculpa... Aqui...!
Chamou a atenção do maior que estava sentado no sofá, vendo um anime qualquer na televisão, este assim que olhou, viu uma caixinha voando em sua direção. Pegou com todo o cuidado.
-Hm? Agora o agradecimento, certo? Obrigado...
-Não tem porque agradecer. Comprei isso porque não sabia o que você realmente queria. Pedi a opinião do Nagata, e ele disse que você gostava disso, então comprei.
-Quando falou isso com ele?
-Há mais ou menos... quatro meses.
-Entendo... bem, obrigado.
Takuya riu de leve, olhou para o maior e logo em seguida para a televisão, constatou o anime que assistia.
-Gosta de K-ON?
• Temos algo em comum, e é esse comum que nos torna
diferentes •
-Bem... Sim, a história é boa e esse anime nunca enjoa.
-Hirasawa Yui... Akiyama Mio... Taikana Ritsu... Kotobuki Tsumugi...
-Assiste?
-Claro.
-Hm... Senta e assiste.
-Posso? Pelo menos isso.
O maior revirou os olhos e deu espaço para o menor sentar ao seu lado.
-Obrigado.
O anime se passou rapidamente e logo havia acabado o quinto episódio. Kanon desligava a televisão entediado, fitando o teto branco sem o mínimo animo para nada. Takuya o olhava nervoso e resolveu quebrar o silêncio.
-Kanon?
-Hm?
-O que você quer ganhar de aniversário?
• O maior presente da vida, é saber que você existe •
O moreno o olhou surpreso, focando a atenção apenas nele. Fechou os olhos e com a face pensativa respondeu seco.
-Algo que poucas pessoas podem me dar.
-Hm? O que?
-Prefiro não entrar em detalhes...
-Okay... nee?
Os minutos pareciam horas até então, podia-se escutar o barulho da chuva que começava a cair, o tic-tac do relógio deixava tudo ainda mais entediante. Kanon antes de levantar olhou para o ruivo ao seu lado, este o fitava intensamente.
-O quê?
-Ainda me pergunto o que é.
-Desista. Não vai conseguir...
-Será?
-Dúvido.
O menor olhou para o chão um pouco pensativo, voltou a atenção para Shinya, em um ato rápido jogou o maior deitado no chão, ficando em cima deste.
• O amor nos deixa igual a um criança, queremos sempre o melhor para o companheiro •
-O que pensa que está fazendo?
-Descobrindo qual o presente que você quer...
-Como vai fazer isso? Ainda mais em cima de mim...
-Você vai ver...
Em ato simples e divertido começou a fazer cósegas no maior, este não resistiu e riu. Entre as risadas e brincadeiras podia se escutar a voz de Kanon falando algo, ou melhor, tentar formar a frase sem cometer nenhum erro.
-Que... jeito... infantil...
-Por violência é que não seria... E trate de pensar em um jeito de me falar...
-O... quê?
-O presente do seu aniversário.
-Ain...Ain-da... N-não... esque-esq...esqueceu?
-Promessa é dívida não paga.
-Que promessa...?
• A violência nunca resolve nada. Um sorriso é melhor que mil socos •
Minutos depois estavam na mesma posição, Takuya em cima do maior fazendo cósegas, este ainda ria. Takuya parou e fitou o maior, se levantou com dificuldades.
-Desculpa...
Kanon o olhou supreso e o puxou, o menor caiu de forma constragedora na frente do maior. A respiração ofegante do menor podia ser sentida pelo maior, o rosto próximo ao seu, os olhinhos infantis e o rosto corado. Os rostos mais próximos a cada segundo, a respiração mais acelerada a cada segundo.
O moreno acabou com a distancia que havia entre eles, Takuya se assustou, esperava aquilo de todo mundo, menos dele. Se entregou, até porque ambos tinham um desejo em comum. Kanon imediatamente pediu passagem para explorar a boca do menor, que imediatamente foi conscedida. O beijo foi calmo e doce.
Logo foram interrompidos pelo menor.
-O que pensa que está fazendo?
O maior se assustou, olhou para os olhos do menor, um olhar de indignação.
-Desculpa... Mas... eu queria esse presente de aniversário.
Takuya riu e afagou os próprios cabelos, olhou para o maior ainda rindo.
-Então terá todos os anos. Mais antes peça permissão. Aliás... Eu cumpri minha promessa, descobri o que quer de aniversário.
• Não importa os sexos, as condições financeiramente ou socialmente.
Contanto que haja amor verdadeiro entre eles •
Notas finais
Eu inveitei na hora, mas tem algumas que não são da minha autoria
Como o Kanon por exemplo.
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