You And Me

5 Capítulo 5 - Notícias Ruins


Notas iniciais
Música do capítulo: http://www.youtube.com/watch?v=spF9Jp1eEVA (Creed - Don't Stop Dancing)

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Macio, quentinho, confortável... Não sinto mais dor. Onde eu estou?

A luminosidade do local atrevidamente invadia os meus olhos, fazendo-me despertar sonolentamente. Minha vista meio embaçada se deparou com um quarto de paredes levemente azuladas e com uma voz, digamos que bem simpática, ecoando pelo local.

- Ahh que bom! Rukia-chan acordou! – Uma voz bem familiar...

- Isshin-sama? – indaguei meio tonta.

- Rukia-chan, já te falei que você não precisa de tanto formalismo. Afinal você é a minha terceira filha! – Terceira filha... Era sempre cômico escutar essa denominação proferida pelo o extrovertido e excêntrico Kurosaki Isshin... Sim, Kurosaki... Ele é o pai do meu “tormento” laranja e amigo de longa data do meu irmão.

- Rukia, você está bem? – falando nele. Meu nii-sama acabara de adentrar ao recinto. Estava refinado como sempre, com suas roupas elegantes de grife e sua postura impecável, no entanto, algo em seu olhar não mostrava a calma que ele sempre transparecera. E isso me intrigava.

- Estou sim, Nii-sama. – ele me observou com uma feição meio séria – Acho que isso deve ter sido por causa das minhas costumeiras enxaquecas. Nada demais – Espero... – Mas... Como vim parar aqui?

- Aquele garoto, Kurosaki, lhe trouxe. Filho desse desmiolado aqui e seu amigo. – Então foi ele mesmo, então eu não estava sonhando ou imaginando na hora. Era de fato a sua voz chamando o meu nome antes de perder a consciência.

- Oh, meu filho ingrato finalmente fez algo correto – declarou o médico dramaticamente.

- E onde ele está? – perguntei procurando disfarçar ao máximo a minha curiosidade.

- Depois de muita insistência, eu consegui convencer a ele em ir para casa. Ele não queria sair daqui enquanto você não acordasse Rukia-chan. – E mais uma vez aquele ruivo conseguiu me deixar com “um ponto de interrogação”. O que ele estaria pensando depois de tudo? Estaria arrependido? Será que ele realmente queria conversar comigo?

Como eu queria falar com ele, mas, infelizmente, não é tão simples.

Balancei a minha cabeça tentando afastá-lo um pouco de minha consciência, embora que fosse difícil, ao menos tinha que tentar. Mudei então o assunto da conversa.

- Humm... É... Quanto tempo eu fiquei desacordada? – minha simples e inocente pergunta fez a atmosfera do local mudar.

- Err.. Por quase três dias Rukia-chan. – respondeu o Sr. Isshin, voltando a sua postura profissional.

- Três dias? – indaguei incrédula. Afinal o que estava acontecendo comigo? Aquilo já estava passando da normalidade. Olhei para as duas faces presentes no lugar, e elas ainda que não falasse nada, pareciam seguir a minha linha de pensamento.

- Isshin-san... – respirei fundo – Seja sincero comigo. O que eu tenho? – vi meu irmão virar o seu olhar para o lado. Talvez fosse uma pergunta ainda precoce, mas diante dos fatos, eu não podia negar que algo estava implícito ali. – Por favor...

- Rukia-chan, a doutora Unohana e eu fizemos vários exames em você e... – sua expressão era muito séria e profissional. – E em alguns deles acusavam negativo para qualquer doença.

- Então eu não tenho nada? E todas essas dores que eu tive? E o sangramento? – algo nesses dados me dizia que isso não era tudo.

- Rukia-chan, você é uma pessoa que tenho um grande carinho – Ele observou um pouco o meu irmão que continuava absorto e retornou para mim. – Realmente a considero uma terceira filha e seu irmão como o meu. Você sabe que faria de tudo para que eu pudesse garantir a sua saúde, mas nem tudo está ao meu alcance... – hesitou um pouco, deixado-me mais nervosa – Como eu falei, fizemos vários exames, e muitos não deram em nada. Estanhamos a ausência de dados, afinal os sintomas não saíram do nada. Encaminhamos então o seu caso ao um dos nossos melhores médicos, Ulquiorra Schiffer. Ele fez exames mais profundos em você, de alta tecnologia e... – ele parou e me encarou seriamente.

A essa altura os meus olhos vidrados e confusos deixavam uma lágrima temerosa cair. A verdade estava estampada, no entanto por mais dolorosa que fosse, eu precisava saber.

- Isshin-san, por favor. – abaixei a cabeça, como se fosse receber uma sentença

- Rukia-chan – ouvi-o suspirar pesadamente – Você infelizmente está com um tumor cerebral.

Um tumor? Um câncer?

O mundo parou a minha volta, não sabia o que pensar. A única coisa que me veio a mente era a provável conseqüência da presente moléstia. Uma nova cratera parecia abrir debaixo de meus pés.

Às vezes a vida é má e eu não consigo ver a luz

Um forro de prata às vezes não é suficiente

Para fazer alguns erros parecerem certos

O que quer que a vida traga

Eu já passei por tudo

E agora caio de joelhos novamente

— Esse... Tumor é maligno ou benigno? – perguntei ainda estática, com a voz trêmula.

- Infelizmente é maligno Rukia-chan. — fechei meus olhos em uma tentativa ilusória de tudo aquilo ser um pesadelo, alguma brincadeira de mau-gosto ou uma produção cinematográfica, mas não era. Por mais que quisesse fingir ou imaginar, a realidade nua e crua estava ali, face a face comigo.

Incapaz de proferir algo mais, as lágrimas responderam por mim. Então era isso... Todos os meus sonhos, toda a minha vida seriam triturados por uma doença. Todos os meus anseios... Tudo por água abaixo.

Às vezes a vida é injusta

E você sabe que é claro entender

Ei Deus, eu sei que sou só um ponto neste mundo

Você se esqueceu de mim?

O que quer que a vida traga

Eu já passei por tudo

E agora, estou de joelhos de novo

Diante do iminente desespero, senti braços reconfortantes me acolher. E para minha surpresa era o meu nii-sama, mostrando um “estou contigo” naquele simples gesto. O “insensível” Kuchiki Byakuya estava ali mostrando todo o seu carinho a doente irmã casula. Isso me tranqüilizou e muito. O Sr. Isshin também veio ao meio encontro, segurou na minha mão e resvalou com determinação, olhando nos meus orbes marejados.

- Rukia-chan, eu prometo que eu não deixarei essa doença levar você. Isso não é o fim, existe tratamentos para o câncer. Você pede estar cansada de escutar, mas a medicina realmente evoluiu muito. – ele estendeu um longo sorriso, enxugou as minhas lágrimas e faz um sinal de positivo. Naquele momento quem falava não era somente Kurosaki Isshin, o médico, mas sim Kurosaki Isshin, o pai. E eu realmente me senti sua filha, tendo pela primeira vez aquele sentimento aconchegante e tranqüilo, que somente uma figura paterna poderia proporcionar – Nós vamos conseguir Rukia-chan. E só confiar na gente e olha... Nunca perca a esperança, viu mocinha?! – Encerrou beijando-me a testa. Diante dessas belas palavras, o meu coração se aquietou mais, possibilitando que eu desse um leve sorriso e agradecendo sinceramente.

Mas eu sei que devo seguir em frente

Embora doa, eu devo ser forte

Porque dentro de mim, eu sei que muitos se sentem desse jeito

- Obrigada, Sr. Isshin.

Crianças não parem de dançar

Acredite! Você pode voar

Para longe... bem longe

Continua...

Notas finais
Bom pessoas, está aí mais um capítulo. Meio trágico não?! Mas como eu falei antes, nossa amiga Kia é forte.

Desculpa pela demora.
Como falei antes, meu tempo está minúsculo, e ñ poderei postar logo o próximo... Mas me esforçarei p/ postar o quanto antes.

Muuuuuito obrigada por todos os reviews e pelo apoio. Vcs são demais!!!!

Fiquem com Deus.

bjsssss