You And Me

32 Sempre foi você.


Notas iniciais
Ooooi leitores lindos da minha vida ♥ Bem, para quem não foi até o meu perfil saber o motivo de não haver postagem na semana passada aqui vai a explicação... Perdi um amigo semana passada e uma amiga minha descobriu que o avô estava com câncer, então os pais foram até o interior onde ele mora e, pra ela não ficar sozinha, fui ficar com ela onde ela mora - onde o sinal de internet é muuuito precário. Então não tive tempo de escrever e nem de postar, e como esse capítulo era muito importante eu não podia escrever de qualquer jeito, então optei por postar LMTCOY. Eeeeenfim, espero que me desculpem! Em compensação escrevi um capítulo bem grandinho pra vocês ♥ Bem-vindos novos leitores, estamos rumo aos 200, e muito obrigada a todos os que comentaram no capítulo anterior! *-* Gente, YAM recebeu sua 16ª recomendação! Nunca pensei que chegaríamos a tanto. Obrigada a todos! ♥ - Annie, minha quase xará, fico muito feliz em saber que consegui fisgar sua atenção mesmo que aos pouquinhos. Você é uma fofa que sabe se expressar muito bem e me fez ficar dando pulinhos no meu quarto. Assim como você notou, minha intenção com a fic desde o início foi fazer algo bem real e que pode acontecer na vida de qualquer um. Muito obrigada pelo carinho! ♥ Sem mais delongas, boa leitura ♥

– Sempre foi você -

– Vamos lá. – a loira levantou e deu a mão para que o namorado a acompanhasse. – Temos uma festa para curtir.

[...]

A música continuava alta e várias pessoas bêbadas fazendo loucuras já podiam ser vistas por todo o local. Natsu agradecia mentalmente por dessa vez uma dessas loucas não ser sua namorada, que agora ia com ele em direção a mesa de seus amigos.

– Onde vocês estavam? – perguntou Levy com um olhar malicioso e uma voz embriagada enquanto cambaleava um pouco e era amparada por seu namorado.

– Conversando no jardim. – Lucy falou como se fosse a coisa mais normal do mundo. E seria, se eles não estivessem em uma festa.

– Conversando? Não sabia que agora a palavra sexo tinha mais esse sinônimo. – respondeu a McGarden enquanto ria descontroladamente.

– Segura sua namorada Gajeel. – Natsu falou brincalhão enquanto rodeava a cintura de Lucy e a trazia mais para perto.

– Você acha que eu não estou tentando? – o moreno perguntou com uma cara emburrada enquanto segurava Levy que pulava e dançava como se tivesse engolido uma bateria.

– Vem Lu-chan, vamos dançar. Desgruda do Natsu um pouquinho. – a azulada, de alguma forma, conseguiu se livrar dos braços do namorado e puxou a amiga.

– Mas... – a McGarden interrompeu o rosado que estava prestes a intervir.

– E nem pensem em nos seguir! – falou de forma autoritária olhando de seu namorado para Natsu, que mantinha uma feição desgostosa.

– Deixa cara. – falou Gajeel ao ver que o amigo estava prestes a segui-las. – Dá um espaço pra a Bunny. É bom de vez em quando...

– Você viu o estado da sua namorada?

– Vi, e é por ter visto o da sua que eu sei que vai ficar tudo bem. Agora senta aqui e relaxa. – o moreno indicou uma cadeira para o amigo, que depois de muito tentar refletir acabou aceitando.

– Eu não te entendo. Vê sua namorada nesse estado e ainda a deixa sair por aí?

– Eu não tenho que deixar ou não, a Levy é dona da vida dela.

– Você entendeu o que eu quis dizer...

– Sim, e a resposta é que eu confio na minha namorada, e na sua também. Aprende que dói menos Natsu. – deu o seu típico sorriso e umas batidinhas no ombro do rosado.

[...]

Lucy POV on

– Se solta Lu-chan! Antigamente você se divertia mais nas festas. – eu já estou dançando. O que mais essa baixinha quer que eu faça? Suba no balcão?

– Acho que você bebeu um pouco de mais. – falei perto dela para que me ouvisse.

– Imagina! Eu ainda nem bebi tudo o que eu queria. Vamos até o bar! – puxou meu braço e saiu me arrastando. De onde ela tirou tanta força?

Durante o percurso de onde estávamos até o bar olhei ao longe Erza e Jella dançando e pelo jeito que estavam não sei como ainda não tinham ido para um quarto. Em volta do caixa para comprar as bebidas uma fila enorme estava formada, parecia até que estavam distribuindo bebida de graça!

– Levy-chan, tem certeza de que quer enfrentar essa fila? Vamos voltar para onde estávamos. – ia me virando, mas ela me puxou.

– O quê? Não, eu quero minha bebida! – choramingava como se tivesse 5 anos e eu estivesse prestes a roubar o seu sorvete.

– Tudo bem. – revirei os olhos e continuamos na fila.

Enquanto esperávamos Levy ficou dançando ali mesmo e eu comecei a analisar o local como de costume. Comecei a rir ao ver uma garota morena de óculos tentando tirar a roupa enquanto um rapaz albino tentava a impedir gritando coisas que eu não conseguia entender. Fiquei tão entretida vendo este casal que nem notei quando chegou a nossa vez na fila.

– Dois drinques Lagoa Azul, por favor. – Levy disse sorridente para a mulher do caixa.

– Aqui está. – ela retribuiu o sorriso e nos entregou duas fichas.

– Agora vamos até o barman. – a baixinha voltou a me arrastar pelos cantos. Levy, tem certeza de que está bêbada?

Em volta do bar havia muita gente, suspirei em reprovação. Isso é que é vontade de beber.

Eu e Levy nos encostamos no balcão e ficamos esperando que algum barman nos notasse, o que com certeza levaria um tempo já que o lugar estava lotado. Estava prestes a insistir para que minha amiga desistisse da ideia quando um dos barmans, muito lindo por sinal, para na minha frente com um sorriso no rosto. Retribuo o sorriso de forma tímida e Levy o entrega nossas fichas. Ao longe consigo ouvir algumas vozes reclamando e dizendo que tinham chegado antes de nós, mas não me importei muito com isso.

– Boa escolha. – ele sorriu novamente e se afastou até o outro balcão para preparar nosso pedido, ficando de costas para nós.

– Que gato! – Levy disse animada.

– Levy-chan, nos temos namorado! – a repreendo.

– Mas não estamos mortas. – me dá língua. – Olha só aqueles braços! – disse enquanto secava o barman.

– O que será que o Gajeel acharia disso? – perguntei pensativa.

– O mesmo que o Natsu acharia se soubesse que você estava trocando sorrisos com um gato desses. – sorriu vitoriosa. Baixinha filha da mãe.

Ficamos observando admiradas enquanto o belo rapaz preparava nossas bebidas e as colocava em dois copos altos de vidro. O líquido era de um tom azul piscina e encantador, dava até pena só de pensar em bebê-lo, e tinha uma cereja no fundo do copo, que estava com um guardanapo em baixo.

– Aqui. – ele as colocou em cima do balcão.

– Obrigada. – nós duas agradecemos.

– Coloquei um guardanapo extra pra você. – disse olhando para mim e piscou. Como assim? Ele acha que eu sou uma babona ou atrapalhada? Sem saber muito o que fazer simplesmente assenti com a cabeça e nos afastamos.

– Por que ele fez isso? – perguntei enquanto encarava a minha bebida.

– Ai Lu-chan, como você é bobinha. Olha os guardanapos.

– Pra quê?

– Só olha. – ela disse impaciente.

Tirei um dos guardanapos, que por sinal era de tecido com a logomarca da festa, e me surpreendi. Lá estava, escrito em uma caligrafia desconhecida,

Te achei muito linda, me liga.

John

E seu telefone estava escrito bem em baixo.

– Eu sabia que ele tinha gostado de você! – a baixinha falou animada.

Olhei para o bar e vi que ele continuava me olhando, como se esperasse por algum sinal meu, com um sorriso sacana no rosto. Eu sempre fui meio lerda pra esse tipo de coisa, então simplesmente fiquei sem reação. Desviei o olhar e dei um gole generoso na minha bebida.

– Calma Lu, assim você vai ficar pior do que eu. – a McGarden sorriu.

– Duvido muito. – sorri de volta e a puxei para voltarmos para o local que estávamos antes.

Lucy POV off.

[...]

Loke e Lisanna continuavam dançando. O ruivo já tinha tentado beijá-la diversas vezes, mas ela sempre conseguia desviar de alguma forma.

– E então, como você conheceu a Lucy? – ela perguntou tentando mudar o foco das coisas.

– A gente se esbarrou na UFL. Ela é minha caloura. – ele sorriu. – E você?

– Na verdade nós não nos falamos muito. Sou amiga do Natsu.

– O namorado dela? – a albina apenas assentiu com a cabeça. – E você é afim dele? – o ruivo sorriu.

– Como assim? Lógico que não. – ela se fez de ofendida. – Ele é meu melhor amigo.

– Mas você já teve uma paixonite por ele não teve?

– Que garota nunca se apaixonou pelo melhor amigo bonitão? – ela perguntou divertida.

– Ta aí uma coisa que eu não sei te responder. – os dois sorriram.

– Você não é tão ruim quanto eu pensava. – ela comentou.

– E por que você pensou que eu fosse? – perguntou intrigado.

– Ah, fala sério. – ela revirou os olhos. – Só vim falar com você mesmo. – falou imitando a voz do rapaz. – Você tinha que ter visto a cara do Natsu! – ela riu.

– O que eu posso fazer se o meu lado galanteador fala mais alto?

– Se controlar? – a albina falou como se fosse o óbvio. – Ela tem namorado e ele é muito ciumento.

– Então o rosadinho é ciumento?

– Você não faz ideia do quanto.

[...]

– Erza, por favor, se controle. – dizia Jellal enquanto tentava tirar a bebida da mão da namorada.

– Não ouse tocar na minha tequila! – a ruiva falou com uma áurea negra ao seu redor. – Ei, você! Cadê o meu limão e sal? – perguntou encarando o barman, que foi correndo pegar o que lhe foi pedido, afinal quem recusaria um pedido desses?

Erza virou sua bebida de uma vez só e em seguida colocou o sal e o limão na boca. Jellal suspirou derrotado e começou a olhar ao redor enquanto sua namorada virava outro copo. Como se uma lâmpada tivesse acendido em sua mente, o rapaz avistou ao longe Lucy e Levy e viu nelas a sua salvação.

– Já volto amor. – falou para a ruiva, que segurou seu braço.

– Vai pra onde?

– Ao banheiro. – falou a primeira coisa que veio em sua mente.

– Tudo bem. – ela sorriu e voltou a se encostar no balcão.

Jellal foi andando com cuidado para não esbarrar nos demais enquanto desviava de algumas loucas que tentavam puxá-lo. Sinceramente, onde se esconderam as garotas recatadas? Era o que mais vinha no pensamento do rapaz. Ao chegar perto das amigas tocou no ombro de Lucy para chamar sua atenção e se surpreendeu ao ver que a loira havia se esquivado.

– Calma, sou eu. – falou sorrindo.

– Jellal, você me deu um susto! – ela sorriu até mais do que o necessário.

– Preciso da ajuda de vocês. – olhou para as duas de forma desesperada.

– O que houve? – Levy perguntou meio zonza.

– A Erza – foi interrompido.

– Ela sofreu um acidente? – a baixinha se desesperou. – Kami-sama, a Erza morreu? – ela estava se preparando pra correr quando Jellal a impediu.

– Levy, respira! – o azulado falou enquanto a segurava pelos ombros.

– Pode nos falar o que aconteceu? – a paciência da loira, mais volúvel do que o normal, estava no fim.

– Ela está bebendo. – foi curto e grosso. A boca de cada uma das garotas formou um perfeito “O” como forma de espanto e o rapaz suspirou novamente. – Então o resto vocês já devem supor.

– Onde ela está?

– No bar.

– Então vamos. – Lucy foi à frente sendo seguida pelos demais.

Ao chegarem ao bar encontraram a ruiva tomando um drinque de cor alaranjada, provavelmente o milésimo da noite. O azulado se aproximou primeiro.

– Jellal você demorou! – a ruiva falou autoritária.

– A fila do banheiro estava muito grande. – sorriu sem graça. – Olha só quem eu achei. – puxou Lucy e Levy para mais perto.

– Meninas, vamos beber! – falou como uma ordem e virou o resto da bebida que tinha em suas mãos em um só gole.

Levy e Lucy, que ainda tinha sua bebida em mãos, se entreolharam desconfiadas, como se decidissem entre si quem iria dar o primeiro passo.

– E-erza? – a loira chamou a atenção da amiga com um certo receio. – Você não acha que já bebeu demais?

– É Erza, vamos pra a pista de dança. – Levy completou recebendo um olhar espantado da loira, afinal não era ela mesma que estava enchendo a cara até uns minutos atrás?

A ruiva nada respondeu, apenas encarou as amigas com um olhar sem expressão por uns segundos que mais pareceram ser horas, até que finalmente resolveu se pronunciar.

– Tudo bem. Vamos Jellal. – saiu puxando o namorado, que estava com uma expressão clara de alívio em seu rosto e sorriu agradecido para as amigas.

[...]

– Eu não entendo por que eu tenho que ficar longe da minha namorada durante a festa. – Natsu falou de forma emburrada. – Quer saber? Vocês são loucos, eu vou atrás dela. – se levantou e foi em direção à multidão.

– Ele não aguentou nem vinte minutos. Passa o dinheiro gelinho. – disse Gajeel enquanto sorria de orelha a orelha ao ver o amigo rosado se afastar.

– Nisso que dá apostar na superioridade do Natsu. Onde eu estava com a cabeça Senhor? – Gray perguntou enquanto passava uma nota de 100 para o amigo.

– Eu avisei. – Laxus falou zombeteiro com Mira ao seu lado.

[...]

Natsu andava em meio a multidão em busca de uma cabeleira loira, o que foi bem difícil já que mulheres loiras era o que não faltava nessa festa, mesmo que nenhuma se comparasse com a sua Lucy. Ele sempre esteve acostumado a vir a locais como este, os considerava como um segundo lar, e só não os frequentava como antes porque não via mais necessidade, tinha sua loira afinal.

Após andar mais um pouco suspirou aliviado ao ver Lucy acompanhada por Erza, Levy e Jellal, mas seu alívio foi para longe quando notou a bebida na mão de sua namorada. Nunca gostou muito que ela bebesse, pois sabia que ela poderia acabar fazendo alguma besteira.

Lucy estava distraída dançando, mas, ao avistar Natsu se aproximando, correu em sua direção e o beijou. Ele aceitou o beijo de bom grado, passaria um sermão nela depois. A aproximou mais de seu corpo e rodeou sua delicada cintura com as mãos.

– Pensei que você não vinha mais. – ela falou em seu ouvido para que ele escutasse.

– Então por que você não foi atrás de mim? – arqueou uma sobrancelha.

– Ora Natsu, todo mundo sabe que é o homem que tem que correr atrás da mulher. – ele continuou a encarando como se não acreditasse naquilo. – Tudo bem, tudo bem. – levantou as mãos, inclusive a que segurava a bebida, em forma de rendição – Jellal pediu ajuda com a Erza e eu acabei me distraindo. – sorriu sem graça e deu um selinho no namorado enquanto eles caminhavam para perto dos amigos.

– Se distraindo e bebendo não é mesmo? – olhou para o copo com o líquido azul.

– Isso aqui? – levantou a bebida. – Estou com esse copo na mão há um tempão, juro! – beijou os indicadores em forma de “x”.

– Então já chega não é? – tomou o copo da mão dela fazendo com que o guardanapo de pano caísse no chão.

– Lu-chan, seu guardanapo! – Levy, que continuava bem alegre, pegou o pedaço de pano do chão e o entregou à amiga.

– O que tem de mais nesse guardanapo? – Natsu perguntou sorridente.

– Nada. – Lucy sorriu sem graça. – Vou jogá-lo no lixo, nem sei por que não fiz isso antes.

– Luce...

– O que?

– Deixa eu ver esse guardanapo? – estendeu a mão. Lucy se sentia entre a cruz e a espada. Sabia que se entregasse o guardanapo Natsu ficaria uma fera, mas se não entregasse ele desconfiaria. Não podia simplesmente colocar na boca e engolir como fazem nos filmes e desenhos animados. Se vendo sem saída, entregou o bendito pedaço de pano.

Natsu o encarou e no mesmo instante fechou a cara.

– Quem é John?

– Ninguém importante. – sorriu nervosa.

– É o barman bonitão! – Levy gritou enquanto sorria, recebendo um olhar mortal por parte da amiga loira.

– Quer falar sobre isso? – ele balançou o guardanapo com uma expressão de poucos amigos.

– Na verdade não.

– Ok. – o rosado virou de costas.

– Aonde você vai?!

– Procurar o John. – falou seco.

– Natsu, espera! – Lucy o segurou pela blusa. – Foi só uma cantada sem importância. Ele não sabia que eu tenho namorado.

– Então é bom que ele saiba não é mesmo? Ou quer que ele fique esperando a sua ligação pro resto da vida? – perguntou irônico.

– Natsu... Você disse que ia mudar. – ela falou cabisbaixa.

Ele, que estava prestes a dar um passo em direção ao bar, cessou seus movimentos e se virou para fitá-la. Lucy mantinha uma expressão triste, o que cortou o coração do rosado. Este, por sua vez, se aproximou da amada e a abraçou forte, a surpreendendo totalmente.

– Tudo bem, prometo que não vou fazer nada. – ela sorriu.

– Ótimo, agora vamos dançar! – falou animada.

– Deixa eu fazer só uma coisinha.

– Natsu... – ela o repreendeu.

– Calma. Confia em mim? – ela assentiu com a cabeça.

– Ei, cara. – falou com um rapaz que estava fumando um cigarro. – Me empresta seu isqueiro?

– Claro. – ele respondeu enquanto o tirava do bolso.

Para a surpresa de todos, Natsu ligou o isqueiro e pôs fogo no guardanapo.

– Obrigado. – sorriu e devolveu o objeto ao dono.

Caminhando lentamente, o rosado foi até a lixeira mais próxima e nela jogou o pedaço de pano chamuscado, sendo seguido com o olhar por Lucy o tempo todo. Andou em direção à namorada com um sorriso enorme no rosto, como se nada de mais tivesse acontecido.

– Já te disse que você é muito radical? Era só jogar por ai.

– Desse jeito não ia ter tanta graça. – sorriu novamente e selou seus lábios nos da loira, que estavam abertos devido à surpresa.

– Natsu! – Levy chegou atrapalhando o beijo do casal. – Cadê o Gajeel?

– Acho que na mesa onde o deixamos.

– Esse metaleiro idiota me paga. Como pode ele não ter vindo me procurar até agora? – a McGarden estava visivelmente alterada. – Vai ter volta! – falou por entre dentes e se afastou batendo os pés com força.

– Espero que ela não faça nenhuma besteira. – Lucy falou preocupada. – Eu vou atrás dela. – ia se afastando, mas foi puxada pelo rosado.

– Poxa, quando eu te acho você some de novo? – perguntou com um biquinho.

– Então vamos nós dois. – ela sorriu.

– Ok, ok. – ele se deu por vencido.

Estavam se aproximando da amiga quando ela virou bruscamente assustando a todos.

– Não me sigam! – falou mal humorada. Sua áurea negra faria inveja a da própria Erza.

– Tem certeza? – a loira tentou insistir.

– Absoluta! Fiquem ai se beijando que eu vou atrás do idiota do Gajeel. – saiu andando novamente.

– Você ouviu sua amiga. – Natsu, antes que qualquer coisa pudesse ser dita pela loira, puxou-a pela cintura e novamente selou seus lábios.

– Idiota. – ela falou por entre os beijos.

– Seu idiota. – ele respondeu com um sorriso nos lábios e voltou a beijá-la.

Levy andou a passos rápidos e, por incrível que pareça, precisos até a mesa onde supostamente o seu namorado estaria. Estava tão concentrada em seu plano de como matar Gajeel que nem notou que sua amiga Juvia vinha em sua direção e acabou esbarrando na mesma.

– Levy-chan está com raiva da Juvia?

– Juvia? Desculpa, não te vi.

– Você viu a Lucy?

– Está perto do bar com o Natsu. – falou enquanto se afastava sem nem se despedir. Não poderia perder nem um segundo, sabe-se lá o que o Gajeel estaria fazendo durante esse tempo.

Já estava andando há alguns minutos, mas estava perdida e não fazia noção de onde ficava a bendita mesa. Parou sua trajetória. Quanto mais o tempo passava mais o local enchia de gente, o que dificultava ainda mais a sua busca. Estava prestes a voltar a andar quando sente alguém puxando o seu braço.

– Está sozinha? – um rapaz loiro, com um sorriso sacana e com a voz meio embriagada havia a abordado.

– Não. – respondeu secamente e puxou seu braço.

– Espera. Pra que tanta pressa? – a puxou novamente.

– Eu já disse que estou acompanhada! – alterou sua voz. Paciência era algo que não estava sobrando no momento.

– Adoro mulheres irritadinhas assim, são selvagens na cama. – a puxou mais pra perto.

Levy olhou ao redor, mas não viu nenhum rosto conhecido, só restava então apelar para seu gancho de direita, pensou consigo mesma. No momento em que estava prestes a tomar uma atitude drástica ouviu a voz de quem tanto amava.

– Levy?! – o rosto do moreno se transformou em pura ira ao ver a cara de desespero que sua namorada fazia. – Larga minha namorada seu filho da puta. – Gajeel puxou o rapaz e acertou-o com um soco certeiro que o levou ao chão. – Você está bem? – a olhou preocupado.

– Lógico que estou! Por onde você andou metaleiro brutamontes? – ela falava como se nada tivesse acontecido.

– Ei, você podia pelo menos se mostrar agradecida por eu ter te salvado? – perguntou indignado.

Levy suspirou e olhou para o local onde o rapaz tinha caído, porém ele não estava mais lá, já havia saído se arrastando para não chamar muita atenção.

– Tudo bem, obrigada. – ela puxou o namorado para perto de si e o beijou. No início ele estranhou, mas logo tratou de aprofundar o beijo. – Pronto. – ela falou ao se separarem. – Agora me diga, onde você estava? – cruzou os braços e, com uma expressão de poucos amigos, começou a bater um dos pés no chão.

Gajeel revirou os olhos. Existia namorada mais bipolar do que a dele?

[...]

Lucy e Natsu continuavam dançando juntos até serem abordados por Juvia.

– Lucy?

– Juvia! Já estava me perguntando por onde você estaria. – sorriu para a amiga.

– Você tem que vir comigo! – falou eufórica.

– O que aconteceu? – a loira demonstrava preocupação.

– Só vem comigo, é mais fácil mostrar do que explicar.

– Natsu, eu já volto. – Lucy falou olhando para o namorado que, mesmo com uma cara de reprovação, acabou aceitando ao receber um beijo da amada.

Juvia saiu puxando Lucy pelo braço. A loira começou a achar que ser puxada de um lado para o outro já estava se tornando muito clichê nessa festa.

– Você não está estranhando o fato do Yuri ainda não ter aparecido? – a azulada perguntou enquanto continuavam a caminhada.

– Sim, na verdade acho até que ele não vem mais...

– Errada. – Juvia falou enquanto paravam e apontou para uma direção.

– Aquele ali? – ela perguntou incerta.

– O próprio. – a azulada confirmou.

O queixo de Lucy quase caiu. Yuri tinha comparecido à festa, e o mais estranho de tudo, estava aos beijos com uma garota loira.

Sem conter mais a sua curiosidade, Lucy resolveu se aproximar do casal com Juvia bem atrás. A Heartfilia ainda não acreditava no que seus olhos estavam vendo. Então seu amigo não era gay? Ou então ele podia ser bi... Ela não sabia direito, mas estava prestes a descobrir.

– Yuri? – chamou sua atenção ao ficar frente a frente com o rapaz.

– Lucy! – ele falou animado e a abraçou. – Juvia, você também! – puxou a azulada para um abraço.

– Você está bem? – Lucy perguntou desconfiada.

– Por que não estaria? – ela nada respondeu, apenas mandou um olhar dele para a garota com quem anteriormente ele estava aos beijos, que por sinal parecia um pouquinho com ela. – Ah, isso... – colocou a mão atrás da nuca como se não soubesse o que dizer.

– Você bebeu Yuri-kun? – Juvia perguntou desconfiada.

– Só um pouquinho. – ele começou a rir. As duas amigas sabiam que o rapaz era muito fraco para bebidas por não ter o costume de consumi-las.

Juvia e Lucy se olharam sem entender muito bem o que estava acontecendo.

– Eu não sabia que você... – a Heartfilia foi interrompida.

– Lucy, você ainda não entendeu? – o rapaz se aproximou um pouco mais dela.

– Do que você está falando? – ela perguntou confusa.

– Eu te amo.

– Eu sei, e eu também te amo. Nós somos melhores a... – ele a interrompeu novamente.

– Não! – ele se exaltou.

– Calma gente. Juvia acha que vocês devem ir para um lugar mais tranquilo para conversar. – a azulada falou ao ver a situação em que se encontravam.

– Você está certa Juvia. Vamos. – Lucy segurou a mão de Yuri e foi o guiando até o jardim onde esteve anteriormente com Natsu.

Ao chegarem ao destino, fez sinal para que o rapaz continuasse.

– Eu nunca me entendi muito bem. Sempre achei que o que eu sentia por você era só um amor fraternal, coisa de amigos, afinal eu nunca tinha ficado com uma garota antes a não ser por experiência, mas de uns tempos pra cá eu não conseguia nem mais ouvir você falar do Natsu. Acho que você percebeu que eu me afastei...

– O que você está tentando me dizer? – mesmo já sabendo a resposta, ela queria ouvir aquilo da boca dele.

– Que, de um jeito meio torto, sempre foi você! Pode parecer estranho, mas eu nunca me senti assim antes, nem das vezes em que eu pensei estar apaixonado por alguém. Eu sinto como se eu estivesse enganando a mim mesmo durante todo esse tempo, como se eu nunca tivesse me interessado por nenhuma garota pois nenhuma delas era você, e isso fez com que eu tivesse uma ideia errada de mim mesmo. Ou então não totalmente errada, apenas incompleta. Eu só sei que te amo Lucy e não aguento mais guardar isso só pra mim mesmo.

– Mas isso não faz sentido. Você era apaixonado por um homem, falava da aparência dos outros, tinha uns movimentos afeminados e... – ele voltou a interrompê-la.

– Eu não sei ok? Nem eu me entendo, não tente fazer isso ou vai enlouquecer tentando. – ele suspirou.

Lucy estava sob estado de choque. Era como se tudo o que ela conhecia estivesse desabando em sua frente. Sempre viu Yuri como um irmão que adoraria vestir suas roupas se tivesse a oportunidade e agora ele estava ali dizendo que a amava como um homem ama uma mulher? Simplesmente não parecia ser possível, não parecia certo.

– Desculpa, mas eu tenho que ir. – saiu sem dar ao amigo a oportunidade de falar mais nada, mas ao longe conseguiu ouvi-lo chamando seu nome. Tudo o que ela precisava agora era de um abraço reconfortante, e ela sabia muito bem onde achá-lo.

Notas finais
Ficou muito confuso gente? Qualquer coisa me perguntem nos comentários. Quis mostrar vários lados da festa, sabe? Espero que não tenha ficado muito louco :x E ai, o que acharam sobre o Yuri? Ficou uma completa merda? Muitos já podem gritar o clássico "EU SABIA" hahahaha. Sou uma escritora previsível, eu sei u.u Enfim, até o próximo lindos e lindas. Beijocas ♥