You And Me
30 Entre lágrimas e beijos +18
Notas iniciais

– Entre lágrimas e beijos -
Alguns segundos, que para mim mais pareciam horas, se passaram e sua feição era séria, impenetrável. É como eu disse... Apenas Natsu sendo Natsu.
Ele pegou a foto com bastante brutalidade e para o espanto de todos a cortou. Sim, cortou. Não exatamente no meio, deixando um pedaço em cada mão.
– Toma Levy, sua foto. – disse com um sorriso no rosto, como se nada tivesse acontecido, entregando o pedaço menor para ela, que o olhava, assim como eu, com uma feição espantada, enquanto amassava a parte que restara.
Levy, sem expressar reação, pegou o resto da foto da mão do rosado e continuou encarando-o. Não dava pra saber o que se passava na cabeça dela nesse momento, mas boa coisa não devia ser.
– Você pirou? – perguntei ainda incrédula.
– Por que? – ele perguntou ainda alheio ao seu erro. Sinceramente...
– A foto era da Levy. Você não tinha o direito de rasgá-la! – falei exaltada.
– Está tudo bem Lu-chan. – disse a azulada tentando apaziguar a situação.
– Não Levy, não está. – fitei o rosado que continuava na mesma posição de antes, com um olhar sério.
– Baixinha, vamos sair pra lanchar? É melhor a gente deixar esses dois sozinhos para se acertarem. – disse Gajeel.
Levy apenas assentiu sem pronunciar uma palavra e me lançou um olhar solidário. Gajeel olhou para Natsu com uma expressão séria, provavelmente desaprovando a atitude do amigo. O casal deu as mãos e saiu em silêncio fazendo com que apenas eu e o rosado continuássemos ali.
– Você queria essa foto? – perguntou Natsu com um tom acusatório enquanto jogava o que restava dela no chão.
– Lógico que não. – falei na defensiva. Por que eu iria querê-la afinal?
– Então pra que toda essa cena? – por algum motivo pegou a foto novamente.
– Cena? Então você acha que isso aqui é uma cena? – sorri sem ter motivo algum. – Julgando pela sua atuação realmente seria uma bela cena por sinal, mas sinto muito, eu não quero fazer parte dela. – falei seca e fui andando em direção ao meu quarto.
– Ei, espera. – falou enquanto me seguia. – O que você queria que eu fizesse?
– Agisse como uma pessoa normal talvez. Ou seria pedir de mais? – perguntei enquanto sentava na cama sem o olhar nos olhos.
– Ah, então você pode ter uma foto em que você e o seu ex estão se agarrando de uma forma indecente e eu não posso surtar por causa disso? – jogou o papel em meu colo.
E lá estava o pedaço da foto rasgado e amassado. Na foto original estava eu vestida de coelhinha da Playboy, Sting de príncipe encantado, que caiu perfeitamente nele por sinal, e Levy vestida de fadinha azul. Agora restava apenas eu e o loiro naquele pedaço de papel maltratado. Nele eu tinha as minhas mãos em volta do pescoço de Sting enquanto ele me segurava no colo e me beijava. Lembro que nesse dia Levy estava muito emburrada por estar segurando vela, tanto é que na foto ela tinha uma cara emburrada. Fiquei tão perdida em pensamentos que até esqueci-me da situação em que me encontrava e acabei deixando escapar um sorriso.
– Lembrando-se de algo? – perguntou o rosado com uma voz seca e mais uma vez acusatória.
– Na verdade sim. – me olhou surpreso. – Eu estava bem feliz nesse dia. – passei o dedo pela foto, ou pelo menos pelo que restava dela. – Como eu também estava ainda a pouco antes de você estragar tudo. – levantei e guardei a foto numa gaveta. Talvez se eu juntasse os pedaços e escaneasse depois ela pudesse ficar pelo menos apresentável para eu devolver para a Levy. Não era justo que ela ficasse sem uma de suas fotos por causa de um capricho do meu namorado idiota.
Natsu ficou apenas em silêncio. Provavelmente refletindo sobre o que eu falei.
– Você se importa de ir embora? – ele me olhou surpreso. Essa era a primeira vez em que eu pedia que ele saísse da minha casa.
Ainda sem me dar uma resposta ele simplesmente saiu andando a passos lentos e batendo a porta com força. Sentei na cama e suspirei fundo, fazendo com que as lágrimas tivessem permissão de escorrer pelo meu rosto.
Será que eu e Natsu não nascemos pra ficar juntos? Meu lugar seria ao lado do Sting? Certamente com ele as coisas seriam mais fáceis. Ou então eu simplesmente deveria ficar sozinha? Mas ficar longe do Natsu... Só de pensar nisso meu coração chega a doer.
– Amor... – sorri sem ter graça. – Sentimento estúpido que te faz chorar e te deixa vulnerável. Talvez todo mundo esteja só se iludindo com todas essas baboseiras românticas. – falei fitando o nada por não sei quanto tempo.
– Mas quem eu estou tentando enganar? Talvez eu esteja me iludindo sozinha. – minha voz foi morrendo aos poucos.
– Porque você tem que ser tão complicado Natsu? – perguntei para mim mesma enquanto me inclinava para apoiar meus cotovelos nos joelhos e tapava meus olhos com as mãos. – A gente não podia simplesmente ser um casal normal? – suspirei derrotada.
– Eu só sou assim com você. – e, para a minha surpresa, lá estava ele encostado ao lado da porta do meu quarto.
– Desde quando você está ai? – perguntei enquanto enxugava as lágrimas que escorriam pelo meu rosto e arrumava minha postura.
– A tempo suficiente. – foi se aproximando até se sentar ao meu lado na cama.
– Pensei ter pedido que você fosse embora. – falei séria.
– Na verdade você me perguntou e de início eu até pensei em ir, mas não consegui. – sorriu fraco sem olhar para mim.
– Tudo bem, então você fica aqui e eu vou dar uma volta. – levantei para ir embora, mas ele segurou meu braço.
– Fica. – me olhou de forma pedinte.
– Então você vai sair? – arqueei uma sobrancelha.
– Não. – agora ele estava sério.
– Eu quero ficar sozinha. – falei desvencilhando meu braço de sua mão
– Pra que? Pra ficar pensando besteiras? Infelizmente eu não posso ler sua mente, mas sei que você não estava pensando em coisas boas. Pelos menos não em relação a mim. – sua fala foi morrendo aos poucos.
– Eu só estava me perguntando se podia ser diferente...
– Diferente?
Respirei fundo.
– Os seus ciúmes Natsu. Você não vê que isso acaba com a gente? – contive minhas lágrimas para que elas não voltassem.
– Desculpa, é mais forte do que eu. Quando eu vejo já falei ou fiz alguma coisa. Me desculpa. – levantou e me abraçou.
Fiquei estática por um tempinho já que não esperava por essa reação, mas ao voltar à minha sanidade o afastei por instinto.
– Essas semanas vão ser boas pra a gente colocar os pensamentos no lugar. – falei me referindo à viagem que ele faria.
– Você está dando um tempo? É isso? – sua feição era de puro espanto.
– Não vamos chamar desse jeito, afinal você já ia viajar de qualquer forma. – desviei o meu olhar do seu. Não conseguiria ficar encarando-o por muito tempo.
– Então você quer ficar esse tempo todo sem me ver? – sua voz parecia sem vida.
Continuei encarando o nada, que nesse momento parecia muito interessante, e quanto finalmente resolvi encarar Natsu vi que seus olhos estavam cheios de água como se ele estivesse prestes a desabar. Algo que eu não suportava ver nem em meus piores pesadelos. Seu sofrimento.
– Não é isso. – o abracei forte e senti que ele me abraçou de volta. – Eu te amo. Só acho que a gente precisa pensar um pouco...
– E então Lucy, a gente se ama. Não complica tudo, por favor. – me apertou mais ainda em seu abraço.
– É você quem está complicando Natsu. – falei enquanto me soltava de seus braços. – Esse seu ciúme... – ele me interrompeu.
– Eu prometo pra você que vou melhorar.
– Já ouvi isso antes.
– Sério, me dá uma chance!
Nada respondi. Nem sabia direito o que dizer.
– Por favor. – abraçou-me novamente. – Por favor. – deu-me um selinho – Eu te amo. – falou como um sussurro e selou nossos lábios de novo e de novo até que, não resistindo mais, eu o beijei de volta enquanto as lágrimas voltavam a cair por minha face.
– Eu também te amo. – falei por entre os nossos lábios.
Envolvi meus braços em seu pescoço e lentamente ele foi me levando até a cama, onde me deitou e se colocou em cima de mim. Olhou profundamente em meus olhos antes de qualquer coisa e ao receber meu olhar cheio de desejo, com seus lábios, começou a fazer uma trilha de beijos por meu maxilar, orelha e pescoço, onde demorou um pouco mais, ele sabia que esse era meu ponto fraco. Minhas mãos passavam por seus braços musculosos e eu arfava com seus toques. Não sei como conseguiria ficar sem ele. É como se sofrêssemos de uma espécie de dependência mútua onde um só é feliz com o outro. Não sei dizer até que ponto isso é saudável, mas no momento isso também não importa muito.
Natsu tirou sua blusa e me ajudou a tirar a minha. Suas mãos apertavam minha cintura e coxa com força enquanto sua boca voltava a tomar conta da minha. Nossas línguas estavam em harmonia se completando com perfeição. Nenhum toque era em vão. Tudo tinha um significado maior.
Assim que nos faltou ar o rosado começou a beijar meu rosto por onde as lágrimas tinham descido enquanto sussurrava frases de conforto para mim.
– Não gosto de te ver chorar. Você fica bem mais linda sorrindo. – não contive um sorriso.
Segurei seu rosto e o beijei novamente, mas dessa vez comandando o beijo. Peguei suas mãos e comecei a passá-las por meu corpo. Minha cintura, barriga e curvatura dos seios, que por sinal continuavam cobertos pelo sutiã. Mesmo que suas mãos fossem comandadas por mim continuavam a me trazer a mesma sensação de conforto, o mesmo choque de prazer que não me permitia ficar sem soltar alguns gemidos.
Desvencilhando suas mãos das minhas, ele as leva até a parte do feixe do meu sutiã e lentamente o retira. Fiquei observando suas feições e seu olhar era de pura luxúria. Levou suas mãos até meus seios e os apertou com força. Beijou meu pescoço de forma que provavelmente deixaria marcas e em seguida fez uma trilha de beijos passando pela minha clavícula e em seguida indo para o meu seio direito, onde, com uma delicadeza que eu nunca senti antes, beijou o bico e em seguida passou a língua por ele e pelas suas laterais. De uma hora para outra seus movimentos ficaram mais fortes e desejosos, como se estivesse perdendo o controle, exatamente do modo que eu gostava. Minhas mãos apertavam com força o lençol da cama o deixando totalmente amarrotado.
– Nat...su – falei enquanto delirava.
– Eu te amo. – sorriu para mim e depois deu atenção ao meu seio esquerdo enquanto suas mãos subiam e desciam pela minha cintura.
Realmente é como dizem, o tempero do sexo é o amor.
Quando eu estava quase chegando ao meu ápice seus lábios se afastaram do meu corpo. O olhei desapontada e suas mãos começaram a descer meu short de forma apressada. Sorri e em seguida o ajudei a tirar sua bermuda fazendo com que nós dois ficássemos apenas com uma roupa de baixo cada um. Coloquei minhas pernas ao redor de sua cintura e, de modo instintivo, comecei a me movimentar fazendo com que nossas intimidades se chocassem repetidas vezes. Com uma de minhas mãos acariciei seu membro já desperto por cima da cueca e percebi que a sua respiração, assim como a minha, se tornou ainda mais pesada e ele fechou seus olhos enquanto aparentava estar apreciando aquela sensação, o que durou apenas pouco menos de um minuto, já que quando abriu seus olhos novamente percebi que eles estavam mais escuros e transbordavam desejo. Como se eu tivesse despertado por completo uma espécie de dragão que há dentro dele. Em um movimento rápido Natsu retirou minha calcinha e em seguida a sua cueca libertando seu membro que já é tão conhecido por mim. Suas mãos apertaram com força minhas coxas e as abriram para que ele se colocasse por entre minhas pernas. O simples roçar de nossos sexos me fez gemer de forma alta. Como eu o desejava. É como se a briga, o desentendimento e quase término nunca tivessem existido. Éramos apenas eu e ele quase nos tornando um só.
Natsu me penetrou lentamente enquanto suas mãos iam até minhas nádegas para unir mais ainda nossos corpos e as minhas arranhavam suas costas lhe arrancando gemidos. Suas investidas ficavam cada vez mais fortes e tenho certeza de que ele estava indo até o máximo que podia dentro de mim. Aumentando ainda mais meu delírio, o rosado começou a gemer baixinho e falar coisas excitantes em meu ouvido. Meu corpo era feito puramente de sensações onde a que predominava era o prazer.
– Diz que é minha. – falou com um pouco de dificuldade enquanto diminuía a velocidade e força de suas estocadas.
– Natsu... – falei em forma de protesto.
– Diz que é minha, Luce. – agora ele me olhava nos olhos de modo autoritário e diminuía ainda mais a velocidade de seus movimentos para aumentar minha tortura. Já falei que amo quando o Natsu toma o controle da situação?
– Eu sou sua. – falei por entre gemidos.
– Pra sempre? – apenas assenti com a cabeça enquanto fechava os olhos. – Pra sempre? – perguntou de novo.
– Sim... Pra sempre.
Puxei seu rosto para tentar beijá-lo, coisa que não aconteceu direito por causa dos nossos gemidos, mas foi muito bom tentar. Sentir seu hálito de menta úmido e quente em meu rosto era uma sensação incrível. Sempre que podia unia nossos lábios pelo máximo de tempo que conseguia. Nunca me cansaria de seus beijos.
Seus movimentos iam ficando ainda mais rápidos e suas mãos ainda mais fortes em contato com minha pele. Nosso lado animalesco ficando mais vivo a cada estocada. A sensação de tê-lo dentro de mim sem nada entre nós para impedir nosso contato direto ainda me fascinava, como se fosse a primeira vez em que fazíamos isso, e o momento que eu mais ansiava estava prestes a chegar, quando eu o sentiria se extravasar dentro de mim.
Após mais alguns movimentos aquela sensação de gozo agora tão familiar se apoderou do meu corpo, aquele ápice de prazer que aumentava ainda mais o volume dos meus gemidos até que eles cessassem. A sensação voltou a melhorar quando, após mais algumas estocadas, senti que Natsu também havia gozado dentro de mim. Nossas respirações estavam mais irregulares do que nunca. Ele se retirou de cima do meu corpo, me deu um selinho e se deitou ao meu lado puxando o lençol para nos cobrir. Me abraçou forte e eu coloquei minha cabeça em seu peito, podendo ouvir as batidas descompassadas de seu coração.
– Agora você desistiu da ideia de dar um tempo não foi? – me apertou ainda mais em seu abraço enquanto tentava regular sua respiração.
– Está tentando me comprar com sexo Dragneel? – arqueei uma sobrancelha fingindo estar ofendida.
– Funcionou?
– Com certeza. – sorri travessa.
– Então eu estava. – sorriu e me beijou suavemente.
– Mas nós ainda vamos usar essas duas semanas para pensar sobre a gente.
– Luce...
– Por favor, Natsu. Isso vai ser bom para o nosso relacionamento. – o fitei com um olhar pidão.
– Tudo bem, mas isso não vai mudar nada entre a gente, vai?
– Claro que não. – pelo menos é o que eu espero.
– Eu te amo. – selou nossos lábios.
– Eu também.
– Também se ama? – fez uma careta.
– Lógico. – falei como se fosse óbvio.
– Hm...
– Sério que você vai ficar zangado com isso? – comecei a rir.
– Claro que não. – ele fez um biquinho.
– Ciúme, o monstro de olhos ônix. – falei enquanto fazia um círculo com meu indicador em seu peitoral.
– Eu prometo que vou mudar. Você acredita em mim? – olhou no fundo dos meus olhos.
– Estou querendo acreditar. – falei em um sussurro e o beijei. Ele retribuiu meu beijo e quando dei por mim já estava se colocando sobre mim novamente.
– Natsu? – perguntei enquanto ele ainda me beijava. – Não foi com essa intenção que eu comecei a te beijar. – sorri.
– Eu quero você de novo. – continuou a me beijar com fervura. – E sabe o que é o melhor?
– O que? – tentei me concentrar em algo que não fosse seus lábios, em vão.
– Agora nós podemos pular as preliminares. – sussurrou em meu ouvido e me penetrou de surpresa. Não consegui conter um grito relativamente alto. Desculpem vizinhos, mas eu tenho um namorado muito barulhento.
[...]
– Então vocês se acertaram? – perguntou Levy que estava ao meu lado no sofá de nossa sala.
– Sim. – sorri para ela.
– Que bom. – ela sorriu de volta.
Continuamos assistindo um seriado de comédia na TV, que por sinal estava muito bom, até que a baixinha quebrou o silêncio.
– Lu-chan, você não acha que às vezes o Natsu pega pesado nos ciúmes?
– Eu sei Levy-chan, mas ele prometeu que vai mudar.
– Não é promessa de bêbado? – falou se referindo àqueles que prometem que vão parar de beber, mas não conseguem fazer isso. Eu seria uma espécie de bebida para o Natsu? Ou melhor, seria o ciúme que ele sente de mim?
– Espero que não. – sorri fraco.
– Não quero te desanimar, só quero o melhor pra você.
– Eu sei, afinal somos como irmãs. – sorri.
– Mais do que irmãs. – ela sorri de volta e me abraça.
– Sem falar que vamos usar essas duas semanas da viagem dele para pensar melhor no nosso relacionamento. – falei retomando o assunto anterior.
– Você gosta muito dele não é mesmo?
– Muito. Eu o amo.
– Então lute por aquilo que você quer.
– É o que vou fazer. Não vou desistir do Natsu. Ele só precisa de uma ajudinha para controlar os ciúmes. Fora isso é um ótimo namorado e uma ótima pessoa.
– Eu sei disso. – ela sorriu. – E é por esse motivo que ainda não tomei nenhuma atitude drástica.
– Tomou uma atitude drástica? – perguntei confusa.
– Sim. Pode não parecer, mas meu soco de direita é ótimo. – falou convencida.
– Só você mesmo Levy-chan. – sorri.
– Está duvidando? Pode perguntar pro Gajeel. – me olhou séria.
– Coitado. – suspirei e ela me deu um empurrãozinho.
– O que você acha de fazermos uma noite do pijama aqui em casa quando o Natsu viajar? Sei que antes disso você não vai querer desgrudar dele. – revirou os olhos. – Na verdade me admira muito que ele não venha dormir aqui hoje. – colocou a mão no queixo de forma pensativa.
– Acho uma ótima ideia. – sorri. – E para a sua informação eu e o Natsu não somos tão grudados assim. – fiz um biquinho.
– A não? – cruzou os braços.
– Não mesmo. – falei convencida.
– Então prove. – me olhou desafiadoramente.
– E como eu faria isso? – perguntei enquanto arqueava uma sobrancelha.
– Simples. Passe uma semana sem ver ou falar com o Natsu. – sorriu perversamente.
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