You And Me
10 Decisão
Notas iniciais
Esqueci de falar pra vocês no post passado, mas eu mudei a sinopse da fic. Se quiserem vão lá dar uma olhadinha e depois me falem o que acharam ok?
Ah, bem-vindos novos leitores! *-*
Eu queria fazer um apelo aos fantasminhas, se revelem! No capítulo passado a linda da Misaki deixou de ser fantasminha, fiquei muito feliz! Então sigam o exemplo dela, onegai? Quero muito conhecer vocês! Nem metade dos meus leitores me dão sinal de vida :(
Enfim, boa leitura. Capítulo Nalu ♥
- Decisão -
Hoje é o dia. Ou eu me resolvo ou me complico mais ainda. Estou esperando loucamente pela primeira alternativa.
São 4 da tarde e estou em meu apartamento assistindo um filme com Levy e Erza e comendo pipoca. Eu havia lhes contado todo o meu drama e elas disseram que eu precisava me distrair, então fomos até a locadora mais próxima e alugamos Os Mercenários 2. A azuladinha queria ver um romance, mas eu não queria nada que me lembrasse de meu atual dilema, então nada melhor do que um filme de ação. Erza concordou com os olhos brilhando.
Estávamos vendo o filme na sala e rindo de vez em quando, já que ele mais parecia ser comédia do que qualquer outra coisa. Até que Levy quebra o silêncio e pausa o filme.
– Ansiosa Lu-chan? – falou a baixinha enquanto ela e Erza me olhavam.
– Nem tanto ansiosa. O que eu sinto ta mais pra nervosismo. – fiz uma pausa. – Não sei o que pensar. – me joguei mais ainda no sofá.
– Posso dar minha opinião? – perguntou uma Erza ansiosa. Assenti com a cabeça e Levy fez o mesmo. Aparentemente ela também estava curiosa.
– Eu sou do time Natsu. – falou contente.
– Time Natsu? – ri daquilo. Era engraçado como elas sempre conseguiam me fazer rir de meus problemas.
– Sim. Você já namorou o Sting antes, Lucy. Com o Natsu seria algo novo e você pareceu ter gostado muito do tempo que passaram juntos. – me lançou um olhar malicioso.
– Eu discordo. – disse uma azuladinha pensativa. A olhei como quem esperava uma resposta.
– Por que? – perguntou a ruiva indignada.
– Bem, eu sei que primeiramente estava com um pé atrás em relação a isso tudo, mas pelo que você disse Lu-chan Sting parece ter realmente mudado. Ele errou feio com você daquela vez, confesso, mas eu acho que ele merece uma segunda chance. – ela fez uma pausa. – Eu não queria cogitar isso, mas e se o Natsu desistir da ideia de ter algo sério com alguém? Pelo que a gente sabe ele nunca namorou sério com ninguém, certo?
– Mas sempre há uma primeira vez para tudo. – disse Erza. – E se o Sting fizer burrada de novo? Todo mundo está sujeito a erros Levy. O Natsu pode errar? Pode, mas o Sting também pode. Por que dar uma segunda chance ao Sting e não ao Natsu? – as duas pareciam querer defender suas opiniões a todo custo.
– Vocês não estão ajudando. – falei fazendo bico. – Só estou ficando cada vez mais confusa. Vou acabar não escolhendo nenhum dos dois. – cruzei os braços e fitei o chão.
– Gomen – falaram as duas juntas.
– Não, tudo bem. Vocês só querem me ajudar, eu sei – falei sorrindo envergonhada por ter repreendido minhas duas amigas que só querem meu bem.
Demos play no filme e voltamos a assisti-lo. Eu não queria mais pensar no assunto. Iria deixar para pensar nisso quando fosse necessário, ou seja, hoje à noite quando Natsu viesse me buscar.
O filme acabou e Erza foi embora se despedindo de nós e me desejando boa sorte. Antes de sair ainda sussurrou um “Vai por mim” sem que Levy percebesse. Ela queria mesmo que eu escolhesse o Natsu, mas o que eu queria? Realmente não sei, mas torcia para que mais tarde tivesse uma resposta.
Levy foi para o seu quarto dizendo que tinha uns livros para ler e eu fui para o meu para me arrumar. Já eram seis da noite e Natsu chegaria daqui a duas horas. Pode parecer muito, mas não é. Eu sempre demorava a me arrumar e hoje não seria diferente.
Coloquei meus sais de banho em minha banheira e me sentei nela enquanto fazia um coque em meu cabelo para não molha-lo. Nada melhor do que um banho relaxante para tentar acalmar um pouco meus nervos. Demorei mais do que o normal no banho, já que tinha muito o que pensar. Enrolei-me em minha toalha e fui para meu quarto trocar de roupa.
Saí revirando todo o meu guarda-roupa em busca de algo que me agradasse até que achei um vestidinho branco que só havia vestido uma vez. Ele era tomara que caia justo até a cintura e solto em baixo.
Deixei meu cabelo solto como sempre e arrumei minha franja. Calcei minha sapatilha prata brilhosa, passei um batom rosa claro nos lábios e um rímel. Não queria nada muito chamativo.
Sentei-me em minha cama e peguei meu violão que estava em um suporte ao lado da mesinha do meu quarto. Só ele conseguiria me acalmar nesse momento. Eu costumo tocar quando me sinto nervosa ou com medo e sempre funciona. Meus dedos iam começar a se mover quando ouço meu celular tocar. Rapidamente o atendo.
– Luce – só uma pessoa me chamava assim.
– Yo Natsu.
– Já estou na frente de seu prédio. Pode descer?
– Claro, já estou indo.
– Ok.
Desligamos o celular e eu saí de casa trancando a porta. Desci as escadas lentamente, não queria que ele pensasse que eu estava com pressa para vê-lo, o que era verdade.
Autora POV on
O carro de Natsu estava parado perto do portão do prédio e ele estava encostado na porta do passageiro vestido em uma calça jeans azul e uma camisa polo preta com branco. Deu um sorriso enorme quando viu Lucy andando em sua direção.
– Eu já te disse que você é linda não disse? Acho que nunca vou cansar de te dizer isso. – falou enquanto beijava a mão da loira que corava bruscamente. O rosado queria ser o mais romântico possível.
– Já – ela falou ainda encabulada. – E eu acho que nunca vou cansar de ouvir. – falou, num sussurro, apenas para si mesma.
– O que disse? – perguntou Natsu enquanto abria a porta do carro para ela entrar.
– Nada – falou entrando rapidamente e dando graças a Deus por ele não ter escutado.
– Aonde vamos? – ela perguntou curiosa enquanto o via sentar no banco do motorista.
– Puzzle – ele falou a olhando pelo canto do olho e reparando na careta que surgiu no rosto dela. – Brincadeira – falou rindo – Vamos até as cerejeiras – falou sorrindo.
Lucy sorriu de volta. O parque das cerejeiras era um lugar muito romântico que vários casais iam para namorar e ela sabia disso. O resto do percurso foi tranquilo e Lucy só conseguia pensar no que o rapaz ao seu lado estaria tramando para essa noite.
Chegando ao parque, Natsu estacionou seu carro e os dois seguiram até o local planejado pelo rapaz. Eles pararam de baixo de uma das cerejeiras de lá. Natsu pediu que a loira esperasse ali e caminhou de volta para seu carro. Lucy começou a observar o local. Vários casais estavam tendo encontros por ali e pareciam se divertir bastante. A loira parou seu olhar em um casal que fazia guerra de comida e começou a rir.
Natsu voltou trazendo uma cesta e uma toalha vermelha. Viu que Lucy sorria enquanto olhava alguns casais e sorriu também vendo a felicidade dela.
Lucy viu o rapaz de cabelos rosados parado ao seu lado com várias coisas nas mãos. Logo entendeu o que tudo aquilo significava e lhe deu um de seus mais belos sorrisos.
– Um piquenique? – perguntou a loira sorridente.
– Clichê de mais? – perguntou ele, desconfiado.
– Na verdade é bastante, mas eu adorei. – falou ainda sorrindo enquanto se levantava, pegava a toalha das mãos do rosado, a estirava no chão e se sentava. O rapaz sorriu vitorioso.
Ele também se sentou, de frente para ela, e colocou a cesta no chão em cima da toalha. Começou a tirar as coisas que ali havia. Um bolo, uvas, sanduíches, uma garrafa de suco de laranja, maçãs, cookies, pratos, copos e talheres descartáveis e muitas outras gostosuras. Os olhos de Lucy brilhavam ao ver tudo aquilo. Não que ela fosse uma esfomeada, mas tinha um fraco por comidas não saudáveis, digamos assim.
– Bolo de prestígio?! – era o preferido dela, que dava palminhas alegremente.
– Pode atacar – falou o rosado ao perceber os olhos brilhantes da loira.
Os dois começaram a comer sem dizer uma palavra. O rapaz queria achar as palavras certas, mas não conseguia encontrá-las, então se limitava a ver os gestos delicados de Lucy e analisar seus movimentos. Ela parecia desligada.
A loira estava muito empolgada com o bolo para notar o silêncio desconfortável até perceber que estava parecendo a Erza, que é louca por bolo de morango, e começar a rir.
– O que foi? – perguntou o rosado.
– Estava lembrando da Erza. Ela é fanática por bolo. E aqui estou eu comendo esse como uma louca sem nem te dar atenção. Desculpe. – falou meio sem graça.
– Não tem problema, eu gosto de ficar perto de você mesmo que seja em silêncio. – ele sorriu meigamente e ela corou.
– E então, o que você queria conversar comigo?
– Bem... – ele fez uma pausa encarando o sanduíche que estava em suas mãos. – Eu te falei todas aquelas coisas, mas você não me falou nada em resposta. Eu quero saber como você se sente Luce – a fitou e viu que ela parecia mais sem graça do que anteriormente.
– Eu não sei como me sinto Natsu – falou fitando o chão. – Quando penso que eu tenho uma resposta algo acontece e eu volto para a estaca zero. – ela realmente estava confusa.
– Eu posso te ajudar. Eu posso te mostrar que o seu lugar é ao meu lado. – ele foi se aproximando e agora estava sentado ao lado da loira. – Eu nunca senti isso por ninguém Luce. Não consigo parar de pensar em você em momento algum. Não presto mais atenção nas minhas aulas porque fico o tempo todo pensando no que você deve estar fazendo. E depois que você me falou do seu ex eu só consigo pensar que você pode estar se aproximando cada vez mais dele e se distanciando de mim. – ele transmitia dor em seu olhar e a loira notou isso.
– Então foi por isso que você foi ao Puzzle ontem? – ela realmente precisava saber.
– Se eu não tivesse feito aquela burrada com você hoje nós estaríamos juntos e você não teria saído com ele ontem. Seríamos só nós dois Luce. – falou enquanto observava os casais ao redor deles e respirava fundo. – Posso te perguntar uma coisa?
– Claro – ela sorriu docemente.
– Vocês se beijaram? Digo... Você e aquele loiro se beijaram? – agora ele a olhava de um jeito interrogativo.
– Natsu... – ela estava surpresa, não esperava por essa pergunta.
– Por favor, Luce, só me diz sim ou não.
– Sim – ela respondeu sem olhar nos olhos do rapaz. Não se sentia a vontade falando sobre isso com ele. Quando finalmente o olhou notou que ele estava pensativo e olhava para um ponto distante. A imagem de Lucy beijando outra pessoa mexia com Natsu de uma maneira que ele não sabia descrever. Afinal ela era dele, então não precisava de mais ninguém.
Ela segurou as mãos dele, como uma forma de confortá-lo. Não sabia bem o que dizer, mas algo lhe dizia que isso era o que ela devia fazer. Ao tocar as mãos dele sentiu um arrepio subir por sua espinha.
– Você também sentiu isso?—perguntou o rapaz enquanto fitava as mãos dos dois, agora unidas. – Essa sensação estranha que surgiu quando a gente se tocou? – completou.
– Senti – ela falou também olhando para as mãos dos dois.
– Isso não pode ser à toa Luce. Você não percebe? – era óbvio que a ligação entre os dois é muito forte.
Lucy não sabia o que dizer. Ela sentia algo muito forte por Natsu, mas não podia negar que também sentia algo por Sting. Seria possível que ela estivesse gostando de duas pessoas ao mesmo tempo?
– Eu tenho que pensar, sabe? – fez uma pausa – Hoje eu estava pensando comigo mesma – na verdade foi Levy quem disse, mas Natsu não precisava saber disso – E se você cansar de ter algo sério? Eu só iria me machucar. – ela parecia cabisbaixa.
Natsu a fitou por alguns instantes. Antigamente ele pensava do mesmo jeito. Esse foi o motivo para ele ter se afastado dela, mas durante o tempo em que ficaram longe o rapaz percebeu que essa opção não existia. Ele nunca se cansaria dela, nunca se cansaria de sua Lucy.
– Luce – ele falou segurando o rosto da garota para que ela lhe olhasse. – Essa possibilidade não existe. E sabe por quê? – Ela negou com a cabeça. – Porque o que eu sinto por você vai muito além de um simples gostar. Eu nunca disse isso para uma garota antes, mas eu acho que te amo. – os olhos dele revelavam seu sentimento e sua súplica. Ele a queria para si, não suportaria perdê-la de forma alguma.
Lucy não sabia o que dizer. Em momento algum pensou que Natsu a diria que ele a amava. Ela contava com um eu gosto de você, mas um eu te amo não era esperado. Ela não queria tomar uma decisão precipitada falando que também o amava, já que ela não tinha certeza. Sabia que gostava dele, mas amar era uma coisa muito mais séria. Percebendo a aflição do rapaz resolveu quebrar o silêncio.
– Então espera eu pensar? – perguntou a loira enquanto ainda segurava as mãos do rosado com um sorriso meigo no rosto.
– Sim – ele falou sorrindo triste.
Natsu não podia perder a oportunidade. Aquele era o momento certo. Então se aproximou um pouco mais e beijou a loira com toda doçura e amor que tinha por ela. Logo foi correspondido, o que o fez sorrir ainda com os lábios unidos aos de sua amada. Eles estavam dando um beijo tão apaixonado que faria inveja até a Romeu e Julieta. Era um beijo calmo e necessitado, como se só eles dois estivessem naquele lugar. Ele colocou suas mãos na cintura dela e a puxou para si. Ela colocou os braços por entre os dele, segurando nas costas do rapaz, como se quisesse encaixar seus corpos. As mãos dele agora passavam pelas coxas da garota e as dela arranhavam as costas do rapaz. Suas respirações se misturaram e seus corações batiam tão rápido que pareciam competir para ver quem saltaria do peito primeiro.
Separaram-se e a loira, sem graça, mudou de assunto. Agora falavam sobre qualquer coisa menos a situação entre os dois. Na maioria do tempo Natsu prestava atenção ao que Lucy dizia, mas às vezes se perdia em seus pensamentos. Por que ela ainda tinha dúvida se havia o beijado daquele jeito? Ela aparentemente sentia o mesmo que ele. Então a imagem do loiro da noite anterior apareceu na mente do rosado. Sting também queria Lucy e devia estar fazendo de tudo para conquistá-la. A cabeça dela realmente devia estar dando voltas.
Os dois continuavam conversando sobre banalidades e rindo à toa. Lucy comeu praticamente todo o bolo que Natsu havia levado e ele pareceu surpreendido. O tempo passou voando e quando perceberam já eram onze da noite e não havia mais tanta gente por ali. Resolveram então que estava na hora de irem embora. Recolheram as coisas e foram em direção ao carro.
Chegaram ao apartamento de Lucy e ficaram dentro do carro em silêncio por um minuto que pareceu interminável.
– Obrigada pela noite Natsu, me diverti bastante – ela lhe lançava um sorriso gentil que atingiu o coração do rosado fazendo o mesmo sorrir sentindo uma enorme felicidade dentro de seu peito.
– Eu também me diverti muito. Obrigado por ter aceitado meu convite.
Lucy se virou para dar um beijo no rosto de Natsu, mas o rapaz virou o rosto no mesmo instante e eles acabaram dando um selinho. Ainda com os lábios colados e olhando um para o outro, o rapaz tentou continuar com o beijo acidental tocando a ponta de sua língua nos lábios da garota, que abriu sua boca lhe dando passagem, fazendo com que os dois aprofundassem o beijo. Natsu colocou a mão na cintura da loira e, meio sem sucesso, já que os dois estavam nos bancos do carro, tentou aproximar seus corpos. Lucy colocou a mão na nuca dele mostrando que também queria aquilo.
Os dois se separaram e Lucy parecia mais corada do que tudo que é vermelho nesse mundo. Ele sorriu com a reação da garota e a deu um selinho rápido. Tinha que conquistá-la!
– Então eu já vou indo – ela falou. – Até mais. – e saiu do carro.
– Até mais Luce – ele falou enquanto acenava para a garota que já estava do lado de fora sorrindo para ele. Natsu só conseguia pensar se havia alcançado seu objetivo desta noite, conquistar uma certa loira indecisa que ele amava e queria por perto.
Mal sabia o rapaz que, para Lucy, a noite havia sido perfeita e que ela pensava já ter uma resposta para seu dilema. Ela havia saído com Natsu e Sting, mas não tinha se sentindo tão bem com o loiro como havia se sentido com o rosado. Isso só significava uma coisa: a loira finalmente tinha tomado sua decisão.
Notas finais
Deixem a opinião de vocês, por favooor? (autora implorando u.u) Quero conhecê-los! *-*
Até o próximo, beijocas ♥
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