You And Me
7 Coração enferrujado +18
Notas iniciais
– Coração Enferrujado -
Estávamos todos ainda no Sing Club, a noite estava sendo ótima, pelo menos para mim. Lu-chan saiu para ter uma conversa com Natsu e na volta parecia meio estranha. Não demorou muito e ela foi embora. Tentei acompanhá-la, mas ela disse que não queria atrapalhar minha noite e foi sozinha. Tenho que descobrir tudo o que aconteceu entre aqueles dois. Se esse idiota tiver feito alguma coisa contra a minha melhor amiga eu mato ele e o corto em pedacinhos!
– Eu já vou indo galera – disse um rosado meio cabisbaixo.
– Que isso cara, ta cedo ainda, fica ai – falou Gajeel tentando fazê-lo mudar de ideia.
– Não to me sentindo muito bem. Pra mim a noite já deu. Até mais – Natsu mal esperou nossas respostas e já foi indo embora. Com certeza aconteceu alguma coisa e eu vou descobrir o que foi!
Ficamos mais um tempo sentados até que Gajeel resolveu ir cantar. Parando pra pensar ele tinha dito que amava cantar, mas até agora não tinha ido até o palco. Fiquei observando ele enquanto andava. Estava bem vestido com uma calça jeans escura, uma blusa preta de mangas longas e o cabelo de sempre. Ele realmente é muito bonito.
– Eu dedico essa música à minha baixinha – me lançou um sorriso que só ele sabia dar. Corei bruscamente porque nesse momento todos da mesa me olhavam maliciosamente. Gajeel começou a cantar uma música lenta que para nós tinha muito significado, Iris da banda Goo Goo Dolls. Ele podia ser mais perfeito? Enquanto cantava não parava de me olhar e eu não conseguia olhar para nenhum lugar que não fosse seus escuros e penetrantes olhos. Ele estava ali no palco e várias garotas gritavam para ele, que nem dava bola pra elas. Ele é meu, suas atiradas, só meu.
Flashback on: Mais cedo naquele mesmo dia...
Eu estava chegando à minha sala de aula quando Laki, uma simpática garota de cabelos lilás, amiga da minha sala que fiz aqui mesmo na UFL, veio me avisar que Richard, nosso professor de Introdução à Literatura, havia mandado todos os alunos irem até o centro acadêmico do nosso curso. Virei-me então em direção ao mesmo e Laki disse que iria depois, achei estranho, mas não seria nada de mais. O centro acadêmico de nosso curso é bem pequeno, uma salinha que ficava em um prédio ao lado da biblioteca. Quando entrei lá me deparei com as luzes todas apagadas, várias velas acesas e pétalas de rosa espalhadas por todo o chão. De repente uma música começou a tocar. Iris da banda Goo Goo Dolls, que por sinal era a música tema do meu filme favorito, Cidade dos Anjos, que fiz Gajeel assistir comigo certa vez. Não estava entendendo o que estava acontecendo até que escuto uma voz que eu reconheceria até no meio de uma multidão aos berros.
– Sabe, quando eu te olhei pela primeira vez naquela boate pensei estar vendo um anjo. A garota mais linda e mais delicada que eu já tinha visto na vida. Com o tempo descobri que você também é a mais inteligente, mais sensível e mais especial. A cada dia que passa e eu te conheço um pouco mais eu me apaixono muito mais por você. – ele deu uma pausa andando até mim – Não existe mais um Gajeel sem uma Levy, porque o Gajeel que eu era antes, aquele sempre emburrado e que não demonstrava sentimentos, também não existe mais. Agora só existe esse que está aqui na sua frente. Um bobo apaixonado que acha que consegue ser romântico e não pensa em mais nada a não ser em como te fazer feliz. – já estávamos bem próximos – Me deixa te fazer feliz baixinha e aceita esse coração que já tinha enferrujado e esquecido como conseguir bater antes de te conhecer? Namora comigo? – Eu não estava acreditando no que estava acontecendo, aquilo era coisa de filme e não da vida real. Eu estava nas nuvens, nem sabia o que dizer.
– E então? – ele perguntou e eu lembrei que lhe devia uma resposta. Sorri.
– Claro que sim – me aproximei ainda mais e o beijei demonstrando todo o amor e a felicidade que sentia naquele momento. Ele me colou mais ainda em seu corpo, segurando em minha cintura enquanto eu segurava sua nuca e aprofundava nosso beijo ainda mais. Até que nos afastamos pela falta de ar. – Como você conseguiu armar tudo isso? – estava curiosa. Ele fez tudo isso sozinho?
– Pedi a ajuda da sua amiga Laki, eu sempre olhava vocês duas juntas, então presumi que ela saberia como me ajudar. E eu não tinha certeza se a loirinha conseguiria se conter sabendo dos meus planos, já que vocês moram juntas e tudo mais. – falou passando a mão por seus longos cabelos. Lógico, tanto é que tinha sido a espertinha de cabelos cor lilás que havia me dito para vir até aqui. Sorri e o beijei novamente.
– Infelizmente eu tenho que ir pra a minha aula agora – fiz biquinho. Eu não queria ir, mas uma vez nerd sempre nerd.
– Tudo bem, a gente se encontra depois da aula então? – ele esbanjava um sorriso tão lindo que eu poderia até me perder nele.
– Com certeza – fiz uma pausa – A gente podia ir juntos pra a minha casa. A Lucy deve ficar na universidade o dia todo. – eu queria MUITO ficar a sós com ele num lugar privado.
– Por mim tudo bem – ele me deu um sorriso que eu não soube decifrar. Gostei daquilo. Beijamos-nos de novo e fomos caminhando em direções opostas.
– Gajeel! – falei chamando sua atenção. Ele virou e me fitou – Obrigada, eu amei a surpresa. – corri até ele e lhe dei outro beijo. Minha felicidade era tanta que eu podia ficar beijando ele pelo resto da vida, mas o dever me chamava. Separamos-nos novamente e dessa vez realmente cada um foi para o seu lado.
Flashback off
Essa tarde com certeza teria acontecido alguma coisa, mas eu me equivoquei em relação aos horários da Lucy e ela acabou nos atrapalhando, mesmo eu tendo dito que ela não tinha interrompido nada. Mas com certeza agora à noite nós teríamos outra oportunidade.
Gajeel terminou de cantar e após ser super aplaudido, principalmente por mim, voltou para a nossa mesa e se sentou ao meu lado. Virei-me para falar de um modo que só ele ouvisse.
– Eu adorei – sorri – O que acha da gente ir pra outro lugar? – disse num tom tão sexy que até estranhei após ter falado. Ele sorriu, selou nossos lábios discretamente e me estendeu a mão.
– Bem gente, nós já vamos indo – Ele disse aos nossos amigos.
– Até mais minna! – falei toda sorridente.
– Usem proteção – falou um Gray bêbado e ainda mais pervertido que o normal. Corei drasticamente e olhei para Juvia, que deu um leve tapinha no braço de seu namorado e começou a rir.
Todos nos deram adeus e seguimos em direção ao carro de Gajeel, um Gran Vitara preto. Estava meio nervosa, sabia que ele tinha entendido meu sinal, então hoje com certeza iria rolar.
– E então, pra onde você quer ir? – ele me perguntou. Eu que teria que escolher? Oh Deus...
– Bem, pra a minha casa não da, Lucy já deve estar dormindo. – dei de ombros.
– Então vamos para a minha – me deu um sorriso malicioso. Gajeel morava sozinho, seus pais tinham ido morar no exterior e o deixaram aqui para estudar. Estávamos indo para o nosso destino enquanto no rádio tocava um rock lento. Gajeel batia com os indicadores no volante e cantarolava a música que estava tocando. Ele estava aparentemente muito feliz e eu já sabia o motivo, o que me deixava feliz também. Enquanto ainda dirigia colocou a mão direita em minha perna e rapidamente sorriu para mim. Sorri de volta meio sem graça. Chegamos ao estacionamento do prédio dele e subimos pelo elevador. Ele morava no sexto andar, sorte dele que o elevador presta. Sorte essa que eu e Lucy não temos.
Quando entramos e ele fechou a porta parece que meu nervosismo triplicou. Seus olhos adquiriram um tom negro e brilhante. Ele começou a me beijar e o desejo no ar era palpável por ambas as partes. Enquanto nos beijávamos ele me pegou no colo e fomos em direção ao seu quarto sem separar nossos lábios. Ele me colocou delicadamente em sua cama e me fitou.
– Tem certeza de que quer fazer isso? – dava pra perceber que ele estava se controlando.
– Sim, porque é com você. – mal terminei de falar e ele já estava em cima de mim. Começamos um beijo ainda mais ardente, sua língua pediu passagem, eu cedi e, com ela, ele explorou cada canto da minha boca de modo que nenhum outro já havia feito. Suas mãos passavam por todo meu corpo. Fiz com que ele se sentasse e me levantei. Comecei a tirar meu vestido de uma forma bem lenta enquanto ele me olhava impaciente com os olhos cheios de desejo. Tirei minhas sapatilhas e finalmente estava apenas de roupa íntima. Sentei em seu colo. Não sei de onde vinham essas ideias, acho que meu instinto estava falando mais alto. Ele me analisava. Começou a passar as mãos pelas minhas pernas enquanto beijava meu pescoço, até que resolvi tirar sua camisa. Ao contrário de como fiz com meu vestido, a tirei rapidamente. Queria muito ver aqueles músculos com os quais eu sonhava. Admirei a vista e comecei a beijar seu pescoço de modo que com certeza deixaria marcas. Ele gemia baixinho enquanto apertava minhas nádegas com força.
O empurrei com força e ele caiu deitado na cama de modo que era como se eu estivesse montada em cima dele, que sorriu. Abaixei-me um pouco e comecei a beijar seu peitoral bem esculpido enquanto alisava sua barriga definida. De repente ele me gira de modo que fica em cima de mim.
– Acho que já está na hora de eu assumir o comando – seus olhos brilhavam de uma forma que eu nunca tinha visto antes. Ele rapidamente se levantou, tirou suas calças mostrando suas pernas definidas e um grande volume por debaixo de sua cueca box. Voltou a ficar em cima de mim e encaixou nossos quadris. Começou a beijar meu pescoço ferozmente enquanto suas mãos subiram pelo meu corpo e pararam em meus pequenos seios os apertando com força. Era uma sensação tão boa que meus lábios se abriram em um formato de “O”. Mas não por muito tempo. Sua boca tomou conta da minha e em resposta eu mordi seu lábio inferior o fazendo gemer e voltar a me beijar ainda mais fundo. Era uma sensação tão boa que eu não queria parar.
Ele então colocou a mão por detrás das minhas costas e abriu meu sutiã libertando meus seios. Fiquei com um pouco de vergonha, já que os acho meio que pequenos de mais.
Mal eles foram expostos e Gajeel já abocanhou um enquanto massageava o outro com uma mão e apertava a minha cintura com a mão livre. Eu nunca tinha sentido aquilo. Isso era sentir prazer? Já havia lido a respeito e imaginado como seria, mas o que eu havia imaginado não chegava nem aos pés do que eu sentia agora. Não consegui conter meus gemidos. Não demorou muito e ele abocanhou o outro, massageando o que anteriormente estava em seus lábios. Eu estava entrando num estágio que não conseguia descrever, comecei a sentir uma umidade aumentando entre minhas pernas.
De repente ele parou, me fitou por poucos segundos, e, num movimento rápido, me tirou a última peça que me restava. Enquanto ele se mexia senti sua ereção em minha perna e aquilo só me deixou mais excitada ainda. Sem eu perceber ele, num rápido movimento, colocou a mão na minha intimidade e a pressionou com força. Começou a massagea-la lentamente enquanto tomava posse de meu pescoço e, com a mão livre, apertava minha bunda com força.
– Gajeel... Isso é tortura. – supliquei. Foi só o que eu consegui dizer naquele momento. Ele começou a fazer movimentos mais rápidos e eu achei que fosse explodir por dentro. Uma sensação desconhecida tomou meu corpo e eu, inconscientemente, estiquei minhas pernas o máximo que podia e me aproximei mais ainda de sua mão. Senti um ápice de prazer, gemi alto e suspirei. Tive um orgasmo. Senti que a mão dele não estava mais em minha intimidade. Ele voltou a me beijar com desejo e eu comecei a passar as mãos por suas costas, musculosas assim como o resto de seu corpo, o arranhando fortemente sem me preocupar em deixar marcas.
Percebi que eu estava completamente nua, mas ele ainda usava sua cueca. Pus-me em cima dele e comecei a tirar aquele pedaço de pano que tanto me atrapalhava. Assim que o despi por completo seu membro saltou. Era enorme, me deu até um pouco de medo em um momento, mas logo depois um calafrio de desejo passou pelo meu corpo e eu agarrei seu membro com força. Queria ouvi-lo gemer então comecei a fazer movimentos lentos. Ouvia sua voz rouca falando meu nome repetidas vezes e meio, que por instinto, o abocanhei. Passei a língua e comecei a chupá-lo com bastante força. Ele pareceu se assustar com meu movimento e dessa vez começou a gemer alto. Aquilo parecia música para os meus ouvidos. Parei um pouco, segurei seu membro em minha mão novamente, e o olhei sorrindo maliciosamente.
– Você gosta disso? -- eu já sabia a resposta, só queria tomar um pouco o controle da situação. Ele assentiu com a cabeça. Eu nunca achei que fosse ser assim na cama, mas era mais forte do que eu.
– Então diga – lhe dei uma ordem enquanto apertava bruscamente seu membro.
– Por favor... – ele suplicava.
– Por favor, o que? – o que eu mais queria nesse momento era ouvi-lo falar coisas obcenas para mim. Queria o Gajeel selvagem de volta, pelo menos na cama.
– Me chupa Levy – seus olhos estavam pegando fogo e eu pude sentir o desejo transbordar em cada palavra que ele falava. Sorri perversamente e novamente o abocanhei. Estava o poupando de meus dentes, mas meu desejo era tanto que eu precisava mordê-lo. Dei-lhe mordidinhas de leve e ele parecia se contorcer ainda mais. Seus gemidos eram o combustível que eu precisava para continuar o que estava fazendo. De repente ele chegou ao ápice e inundou minha boca. De início pensei em cuspir ferozmente, já que não era lá o melhor gosto do mundo, mas queria surpreendê-lo, então engoli de uma só vez e lhe lancei o sorriso mais pervertido de toda a minha vida.
– Você me deixa louco – falou enquanto me empurrava e me jogava na cama. Desceu lentamente e começou a beijar minha intimidade. Fui pega de surpresa e gemi alto, bem alto. Ele parecia saber o que estava fazendo. Eu me sentia no céu, era como se os meus desejos luxuriosos mais secretos estivessem sendo atendidos. Aquela sensação de explosão voltou a habitar em meu corpo e eu explodi ali mesmo em sua boca enquanto gemia seu nome.
Um sorriso perverso surgiu em seu lábios e ele deu atenção ao meu pescoço, o beijando fortemente. Provavelmente me deixaria marcas, mas nesse momento eu pouco me importava.
– Gajeel – fiz uma pausa pra respirar – Por favor... – eu precisava de algo que aliviasse aquela agonia que eu estava sentindo, e ele sabia muito bem o que poderia aliviar meu sofrimento, então colocou o preservativo e me olhou com desejo.
Abri minhas pernas para lhe dar passagem. Ele foi se posicionando enquanto apertava minhas nádegas com força. Colocou seu membro em minha entrada e devagar, para não me machucar, me penetrou. Senti uma dor percorrer aquela região e meu instinto dizia para empurrá-lo dali com força, mas meu coração dizia o contrário. Como que para aliviar a dor mordi seu ombro com vontade. Ele gemeu.
Aparentemente estava tendo que ter muito autocontrole para não se afundar em mim com toda a força que podia. A dor começou a passar e deu lugar a um prazer ainda maior do que tudo o que eu tinha sentido essa noite. Ele pareceu perceber e começou a se movimentar lentamente. Meu corpo respondia forçando ainda mais a união entre nossos corpos.
– Mais rápido – falei bem em um miado baixo, mas ele pareceu ouvir. Começou a fazer movimentos mais rápidos e nós dois gemíamos alto. Parecia até uma competição, pois a cada instante nos alterávamos ainda mais. Ele me falava coisas obscenas e tudo aquilo só me deixava mais excitada. Como ele podia ter todo esse poder sobre mim?
Até que nós dois chegamos juntos ao ápice do prazer e, ofegante, ele se jogou com cuidado em cima de mim. Também ofegante coloquei a mão em seus cabelos e comecei a lhe fazer um cafuné. Ele se retirou de dentro de mim e deitou ao meu lado. Enrolou-nos com um lençol e segurou minha mão com força.
– Eu te amo – ele falou e me deu um beijo na testa.
– Não é meio clichê falar isso após a gente ter transado? – falei sorrindo. Estava morrendo de vergonha, só queria disfarçar.
– Não, é clichê falar isso após nós termos feito amor. E eu amo clichês. – sorriu, beijou minha testa novamente e eu me acomodei em seu peito. Estávamos um de frente para o outro.
– E eu amo você. – ainda bem que ele não podia ver meu rosto. Estava mais corada do que todos os tomates do mundo juntos. Ele beijou meu cabelo e quando eu pensei que iríamos dormir ele voltou a falar comigo.
– Baixinha... – chamou minha atenção enquanto se sentava na cama.
– Sim?
– Pronta para o segundo round? – seus olhos novamente se tornaram mais negros que o normal e um sorriso malicioso brotava em seus lábios.
– Só se for agora – falei também sorrindo enquanto me sentava em seu colo.
Perdemos-nos um no corpo do outro e eu só conseguia pensar na tremenda sorte que eu tinha. De agora em diante nada mais ficaria em nosso caminho.
E de uma coisa eu estava certa. Viraria uma ninfomaníaca. Afinal, com um namorado desses, quem não viraria?
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