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2 Jornal da escola


Notas iniciais
espero que gostem deste aqui também.

O intervalo chega e eu saio da sala mexendo no celular, uma notificação da minha mãe perguntando como estou e outra do meu irmão perguntando se eu roubei a camisa dele do guns n’ roses, e é obvio que eu peguei, só que vou responder que não. Pego a folha com as próximas aulas quando uma menina loira e baixinha chega até mim.

—Oi você deve ser Lara Jean. _ela sorri mostrando o apareho cor do céu.

—Sim. _digo e a fito.

—Sou Ashley, o professor Joe pediu para que eu te mostre a escola. _ela falava muito animada, parecia que tinha bebido três copos de café antes de vir falar comigo.

—Olha eu agradeço, mas não precisa, eu me viro. _digo e dou um sorriso sem mostrar os dentes.

—Oh, tem certeza? A escola é bem grande e tem a área dos dormitórios que você deveria evitar, e pontos estratégicos caso queira matar aula que eu posso te ensinar. _ela diz, a alegria dela era gritante e cansativa. Resolvo aceitar.

—Por que o professor pediria isso? _indago enquanto caminho ao lado dela.

—Ah, ele é muito atencioso, todo mundo aqui gosta dele por ser assim.

Fico imaginando aquela cena de falsa simpatia de quando nos conhecemos horas atrás, e por que ele iria se dar ao trabalho de fazer isso com todo santo aluno novo que chega aqui.

—Mas isso não é trabalho para a diretoria, escolher alguém pra me guiar? _permaneço no assunto.

—Bom, o pai dele é o diretor, então dá no mesmo. _ela diz e sou pega de surpresa.

—Ele disse que tinha uma livraria. _ele mentiu?

—Ah, ele tem? _ela franze o cenho com estranheza e eu fico pensando qual era aquele endereço que ele havia me passado.

Depois de alguns minutos andando pela escola e descobrindo locais estratégicos para matar aula, conheci Ashley um pouco melhor e descobri que ela é filha de uma enfermeira e seu pai trabalha no exército, e que ela faz parte das lideres de torcida do time da escola. Depois de me despedir dela, sigo para a estação para ir pra casa. O pensamento sobre Joe invade minha mente. Por que ele me diria que tem uma livraria, se ninguém mais sabe disso? Ou será que só a Ashley que vive em um mundo particular não esta sabendo?

Viro uma esquina antes e decido ir ao endereço que ele me deu para analisar, sei que estou dando atenção demais a isso, mas e se ele for um tipo de criminoso sexual que tentou me atrair pra uma armadilha, nunca se sabe... na verdade minha ideia de ir até lá só mostra que eu estaria caindo facilmente na isca dele. Também pode ser o fato de eu assistir demais a documentários sobre seriais killers que faz minha mente viajar assim. 20 minutos depois chego ao endereço e pra minha surpresa a livraria realmente estava lá. “Monnet” o nome. Então ele não mentiu... ponto pra você senhor Goldberg.

Pego meu celular do bolso, e tiro uma foto da faixada, e posto no meu insta “casa nova, novos livros.” Legendo. É bem superficial postar a nossa vida nas redes socias porém como sei que meus pais estão de olho em mim através delas, vou fazer eles acreditarem naquilo que querem acreditar, que estou bem e longe de caras tóxicos.

—Alerta de stalker. _ouço a voz de Joe, viro me em direção ao som e o vejo descendo de uma moto já sem o capacete.

—Instagram. _justifico balançando o celular na mão.

—eu sei @LJean2. _ele cita meu nick

—Quem é o stalker agora? _digo surpresa e dou uma risada.

—Em minha defesa, Ashley que me deu seu insta, ela já sabe tudo da sua vida aliás. _ele ri.

—Mas por que? _indago

—ela é assim, quando chega alguém ela quer saber tudo, ela escreve o jornal da escola.

—Ta dizendo que ela vai fazer uma matéria sobre mim?? _cerro os punhos de raiva.

—Provavelmente no jornal de segunda, sim.

—Tem alguma coisa a ver com isso? _pergunto o fuzilando com os olhos.

—A única coisa que eu fiz foi pedir pra ela te mostrar a escola, porém ela tende a exagerar.

—Não tem como impedir ela?

—Ela é responsável pelo jornal a mais de um ano, ela que manda. _ele ri abrindo a porta do café com um molho de chaves.

—Sei que é o filho do diretor. Pode por favor pedir pra ela não fazer isso? Tudo que eu menos quero é atenção. Por favor. _o sigo para dentro da livraria enquanto ele vai acendendo as luzes e liga o computador.

—Lara Jean ser o filho do diretor, não me torna dono da escola, e muito menos responsável por certas questões. _ele me olha. Eu pareço transtornada eu sei.

Comprimo os lábios contendo minha vontade de descontar nele minha frustração, e viro de costas rumando a saída da livraria.

—Espere. _ele diz ao me ver pegar na maçaneta.

O encaro.

—O professor Lee é o responsável pelo jornal, ele pode te ajudar se você explicar seu desconforto. Fale com ele amanhã. _ele diz.

Me aproximo dele atrás de seu balcão, e pego um papel e uma caneta.

—Me da o numero dele, por favor. _digo.

—É tão urgente assim? _ele ergue as sobrancelhas surpreso.

—O quanto antes eu explicar que não quero, menor a chance deles já terem começado a escrever.

Ele pega o celular, e me dita o numero logo em seguida.

—Valeu professor.

—Ora, vamos. Estamos fora da escola, pode me chamar de Joe. _ele da um sorriso leve.

—Então vou te chamar de gerente da livraria, já que estamos nela.

Ele ri.

—Já que veio hoje, ainda não consegui separar os livros pra você, mas pode ficar a vontade escolhendo enquanto eu inicio o sistema aqui. _ele diz mexendo no computador.

—Certo. _começo a caminhar pelo meio das estantes enormes e cheias de livros, não pesquisei nada antes de vir comprar, vai ter que ser na sorte.

Espio Joe pelo espaço dos livros, e ele parece concentrado iniciando os computadores, ele se move com autoridade pela livraria, da pra ver que ele se sente a vontade aqui.

Ouço o tilintar do sino ao ver a porta abrir, uma mulher loira entra na loja, sorrindo, os olhos azuis e um rosto angelical. Ela caminha até Joe e se lança nos braços dele, ele a acolhe em um abraço apertado, perguntando como ela estava.

—Beck, que surpresa, o que faz aqui? _ele diz e ela o fita.

—Eu e Peach estamos na cidade, resolvi vir ver como você estava. _ela toca o rosto dele, da pra ver que ela tem um certo carinho por ele.

Ele parece confuso e surpreso com a presença dela na loja.

—Ah, eu estou bem. Muito bem, obrigado. E vocês, como vão? _ele cruza os braços e troca os pés, enquanto fala com ela, da pra notar o nervosismo dele.

—Você sabe como é a Peach, ela se recusou a vir, porém mandou lembranças. _a loira ri e revira os olhos.

Ele apenas assente, sem dar resposta. Fica um silencio meio incomodo no ar.

—Bom, nós iremos jantar no ******, não gostaria de ir? Conversar, rir, beber como antigamente. _ela diz.

—eu vou ver se eu me liberar da loja a tempo, te mando uma mensagem.

—certo eu vou esperar. _ela da um beijo casto no rosto dele e sai acenando com a mesma vivacidade que entrou. Finalmente eu saio do meu esconderijo e o vejo fitando a porta como se ela ainda estivesse ali.

Aceno com a mão em frente ao seu rosto, e ele pisca atordoado.

—Ah... por um momento esqueci que estava ai._ele diz e sorri de leve.

—puxa valeu. Sua ex entra na loja, e você já me esquece. _brinco com ele, porém ele fica serio me encarando.

—nossa o que foi? _digo franzindo o cenho.

—Como sabe que ela é minha ex? _ele diz.

—nunca vi um homem tão desconfortável perto de uma mulher, a não ser que “um” ele esteja afim dela, “dois” ele já tenha ficado com ela, ou “três” as duas coisas juntas. _digo e pisco pra ele.

Ele silenciosamente volta para trás do balcão, e começa a mexer em algumas coisas.

—Já escolheu o livro? _ele diz sem me olhar, ele parece meio bravo.

—Está me expulsando? _digo, pasma.

—Não, eu só... Quero saber se escolheu seu livro. _ele me olha e força um sorriso. Acho que entendi.

—Desculpe, eu não queria te magoar falando aquilo. _digo sem graça, sinto meu rosto corar.

—Me surpreende saber tanto, sendo tão jovem. _ele admite.

O encaro por um momento.

—É pessoal demais eu sei, não quis te magoar. _digo repousando o livro na bancada.

—Namoramos por dois anos, e ela me trocou pela melhor amiga. Agora estão vivendo juntas na cidade vizinha. _ele diz, parece que contrariado, mas mesmo assim ele me diz.

O fito por um momento, nossos olhos grudados. Pensa Lara jean, o que eu posso dizer pra ele agora, Deus, onde fui me enfiar. Mordo o lábio.

—Mas que bela filha de uma p*ta. _digo, e a expressão séria dele logo vira uma gargalhada, alta.

Desvio o olhar e começo a rir também, fui sincera.

—Nunca vi uma descrição melhor. _ele diz, secando uma lágrima de riso.

—E você pretende ir nesse jantar? _digo meio brava.

Ele pensa um pouco.

—Não importa como, me sinto patético se eu for. E derrotado se eu não for.

Ele da de ombros.

—Tem um jeito de você não se sentir assim. _digo.

Ele me olha em expectativa.

—Que jeito? _ele diz.

—Leve uma mulher contigo e finja que ela é sua namorada. _digo e ele pisca repetidamente pensando.

—Por que não vem comigo? _ele diz e sorri.

—ei, eu não! _recuo um passo.

—Por que não, você me deu a ideia, e está tentando me ajudar. _ele justifica.

—Sou sua aluna Joe! _digo balançando as mãos em negativa.

—Ainda assim, ninguém sabe, e vai ser só por esta noite. E você é linda, vai ser perfeito. _Ele diz animado, e eu coro.

—Você é patético, e velho. _digo emburrada.

—Te pego as 8. _ele pisca, com ambas as mãos escoradas na bancada.

Reviro os olhos rindo e o fito.

—Ta, as 8. _estendo a mão e ele a aperta.

Notas finais
fiquem a vontade para comentar se assim desejar. :D