O décimo quarto esquadrão estava se transformando num grande centro para a preparação do pelotão de guerra. O antigo jardim fora transformado em uma grande área repleta e barracas de um lado e um campo de treinamento do lado oposto. O salão principal se transformara em um grande refeitório. A prisão (onde Itachi se encontrava) se transformou em uma sala de treinamento feita para suportar gigantescas quantias de energia sem sofrer nenhum arranhão. Alguns dos quartos foram abertos e agora estavam cheios de camas. Todo o material de pesquisas foi mandado para o décimo segundo esquadrão.

O esquadrão e a própria Soul Society não era mais a mesma. O local antes habitado apenas por shinigamis agora estava infestado de shinobis de Konoha e Suna, que estavam treinando arduamente para a guerra. Os ninjas Hatake Kakashi e Morino Ibiki estavam cuidando da organização dos novos integrantes. A Hokage, como não podia sair da vila naquele momento, observava tudo de sua sala graças a um mensageiro escolhido a dedo entre os shinigamis. Kage-senpai passava horas na sala de treinamento especial tentando ensinar a Bankai a Guilherme, Natália e Mariana. Devido a um acordo que eu fiz com Yamamoto, o comandante-geral dos esquadrões, uma grande quantia de espadas sem entidades foi feita para alguns dos shinobis. Alguns shinigamis do décimo primeiro esquadrão, especializados em batalhas sangrentas, estavam treinando o máximo de ninjas que conseguiam no campo de treinamento externo.

Enquanto todos cuidavam de seus devidos treinamentos eu estava no décimo segundo esquadrão preparando novas armas que pudessem ser úteis ao esquadrão. Eu e o capitão Kurotsuchi Mayuri estávamos na sala em que havíamos preparado a primeira Pedra Filosofal. Alguns shinigamis foram mandados anteriormente ao mundo dos Hollows, o Hueco Mundo, para capturar o maior número possível de sacrifícios para a fabricação da Pedra. O próprio Mayuri já tinha consigo duas Pedras em mãos. No centro do círculo de transmutação estava cerca de cem Hollows confinados em um espaço minúsculo. Ao final da transmutação a Pedra recém-formada era um pouco maior que as outras. Peguei-a e guardei no meu bolso.

– Capitão Yonnin, venha comigo até a outra sala. Quero lhe mostrar algo que será de grande utilidade... – Kurotsuchi Mayuri me levou até a outra sala. Tinha apenas uma mesa com algo emcima coberta por um enorme tecido negro. – Demorei muito tempo analisando o seu Kageton a fim de criar uma arma tão útil quanto ela. – Ele descobriu o pano, revelando uma nova espada. – Esta espada não é necessariamente uma zanpakutou verdadeira, mas foi feita para se adaptar perfeitamente ao seu Kageton e Amplificar as suas habilidades. Utilizando a sua Pedra Filosofal você pode até mesmo imitar algumas zanpakutous de outros shinigamis, só que com poderes limitados.

– Incrível... – Peguei a espada em minhas mãos. A lâmina afiada brilhava como se fosse atraída pela minha energia.

– Seu nome é Zero. A zanpakutou sem face. Utilize-a em conjunto com a sua própria zanpakutou que lhe será de grande utilidade. – Ele apontou para a porta – Agora vá. Tenho que terminar alguns experimentos com a minha Pedra.

Saí correndo e fui em direção a sala de treinamento especial dentro do meu esquadrão. Lá dentro Kage-senpai não estava usando sua habitual roupa de shinigami, estava mostrando toda a sua aparência de dragão, treinando sozinho.

– Onde estão os outros? – Perguntei.

– Estão lá no quarto deles descansando para a próxima bateria de treinamento. Aqueles três estão evoluindo bastante. – Ele olhou para a Zero na minha mão. – Outra espada?

– Sim. Quero que você me ajude a treinar um pouco com ela.

Ele acenou com a cabeça concordando. Fez alguns selos de mão e sombras percorreram o seu corpo. Ele estava usando sua forma humana para treinar. Agora não era mais um dragão de escamas negras. Era um homem da minha altura, moreno. Vestindo a roupa padrão de shinobi de Konoha.

– Pronto? – Ele avançou rapidamente, brandindo sua zanpakutou, a Ryuuken.

Defendi com a Zero. Utilizei a energia da Pedra Filosofal para liberar o seu poder. A Zero agora estava idêntica a Ryuuken. Contra ataquei. Kage-senpai fez uma cara de surpreso, não esperava aquilo. Ele se defendeu rapidamente. Uma descarga elétrica das duas espadas atingiu a parede da sala de treinamento, mas não causou nenhum dano aparente. Concentrei-me novamente. A Zero se transformou na Senbonzakura, a espada do capitão do sexto esquadrão, Kuchiki Byakuya. A lâmina se desfez em inúmeras pétalas afiadas que seguiram caminho ao Senpai. Ele segurou a Ryuuken com força. Os raios de sua lâmina se dividiram e formaram uma grande redoma elétrica, protegendo-o. As pétalas se juntaram novamente na lâmina da espada e desativei a Zero.

– Incrível. – Disse Kage-senpai, desativando a redoma. – Como você conseguiu essa espada?

– Kurotsuchi Mayuri... Ele projetou essa espada usando meu Kageton sem eu saber. Parece que se eu usar a Pedra ela pode se transformar em qualquer zanpakutou que eu queira.

Saímos da sala juntos e fomos até o refeitório, antigo salão principal do esquadrão, para descansar um pouco. O local estava um pouco vazio, apenas alguns shinigamis conversavam numa mesa um pouco afastada de nós. Depois fomos dar uma olhada no treinamento do pessoal do décimo primeiro esquadrão, quando o mensageiro de Tsunade nos chamou.

– Tenho uma mensagem da Hokage. – Disse ele.