Yokooo! (HIATUS)

6 Capítulo 6


Notas iniciais
#Yume: Olá, pessoal! Dessa vez não demoramos muito tempo para postar, o capítulo ficou pequeno, mas como dizem... É de coração! aheuahiue. Boa leituraaaaa! õ/ #Manu: Enjoy it! c:

O dia estava ensolarado, a brisa levava delicadamente os cabelos de Sumire para trás, esta se encontrava encarando a janela com o punho abaixo do queixo. Se alguém olhasse para seu rosto, pensaria que nada tinha acontecido com ela, mas em seu interior, o sangue fervilhava em raiva. Seu consolo era pensar que ela estava sã e salva. Em sua cidade, principalmente.

Faltavam cinco minutos para que a aula começasse. Os alunos já entravam na sala e sentavam em suas carteiras, esperando a chegada do professor. Enquanto ele não aparecia, conversavam sobre coisas banais. Riam alto e falavam besteiras.

Sumire estava de cabeça baixa, deitada sobre os próprios braços com o mau-humor inimaginavelmente alto. Ela suspirou, ajeitou o corpo, olhou de soslaio para a porta e deparou-se com a chegada de uma pequena garota. A mesma carregava um livro abaixo do ombro.

“Yoko!”, arregalou os olhos por um segundo. Rolou os olhos novamente para a janela disfarçando como se nada houvesse acontecido. Bateu os pés freneticamente no chão, um pouco nervosa.

Ouviu um ruído. A carteira ao seu lado sendo puxada e a garotinha sentando-se. Não ousou olhar para o lado, estava ocupada demais observando uma borboleta... Ou tentando.

— Suuu-chan! — Yoko gritou, dando uma boa ênfase no “Suuu”.

“Suuu-chan? Que raios de apelido era esse? ‘Suuu’... Pff, que besteira!”, pensou a menina.

Sumire girou o pescoço e encarou Yoko por alguns segundos:

— Hm... — ela retirou a mão do queixo. — O que foi? — Atendeu de uma vez. — Alguma novidade?

— Ontem eu estava indo para casa com o motorista do meu pai e... Acho que fui perseguida por um taxi.

— Ah é...? — Articulou sem muito querer dizer. Ainda continuava de cabeça baixa.

— Pois é... Foi bem estranho. Mas o motorista do meu pai, o Shawn conseguiu despistá-lo...

— Alguma morte?

— Provavelmente não... Mas, sabe Sumire-chan...! — Falou com os pulsos fechados próximos ao queixo, animada novamente. — Acho que vi o Sho na porta da minha casa ontem a noite!

— Na porta da sua casa?!

— É...! — De repente ela começou a falar como um narrador de trailers de filme do gênero suspense. — Eram ao redor das onze da noite... — Ela respirou para conseguir engrossar a voz mais um pouco e fez alguns gestos para provocar medo. — A noite estava escura e o jardim da minha casa vazio... — Ela olhava para o ambiente a sua esquerda sem motivo algum. Entretanto, de súbito, ela olhou para Sumire. — Quando de repente...!

Sumire soltou um suspiro rápido, como num susto.

— Eu olhei na janela e...! Booom! Um vulto de cabelos negros e uniforme escolar se escondeu entre os arbustos da minha casa! Eu, rapidamente então... Desci as escadas da minha casa e corri até o jardim! E... — a voz dela cada vez mais se parecia com a de um locutor na medida em que ela aumentava o suspense — Chegando lá...

— O que? O que aconteceu Yoko?! — Perguntou Sumire com uma expressão espantada.

— Nada... — Ela prosseguia com a interpretação. — Não havia mais nada no jardim da Yoko. O vulto... — Ela passou as mãos em frente aos seus olhos, intensificando o suspense. — Havia sumido.

Sumire jogou um olhar entediado para Yoko.

— O que foi? Não gostou da história da Yoko? — Perguntou piscando os olhos inocentemente já com a voz em tom normal.

Aquela garota... Com certeza tinha problemas mentais. Disso Sumire tinha certeza.

Aconteceu em seguida que as horas e minutos passaram rapidamente e, juntamente, as primeiras aulas.

O intervalo era de vinte minutos, mas as horas passavam lentamente. Quando Sumire pensava estar quase terminando o intervalo, este estava apenas na metade. Sumire ficou sozinha na sala de aula. Yoko havia a convidado para que fossem a biblioteca passar o intervalo, mas ela recusou, pensando que Yoko abriria um conto de princesas e leria para ela.

Ela observava as pessoas abaixo da janela, que dava diretamente ao pátio do colégio. Tentava caçar alguma cabeça ruiva caminhando pela grama, mas todas as suas tentativas foram em vão. Pelo jeito, Sho não havia comparecido hoje na aula. Mas... Por quê?

Sumire procurou por Sho e acabou não o encontrando. Quanto a Yoko... Foi à biblioteca com sua bolsa de ombro e surpreendeu-se quando viu que tinha perdido seu livro infantil. Procurou-o por toda a escola, chegou a perguntar para o grupo de garotas delinquentes da escola que publicamente a odeia: o trio de amigas de Rei Sakamoto. Delas Yoko apenas conseguiu um empurrão e palavras ignorantes, e por causa disso, acabou chorando no banheiro feminino durante todo o resto do intervalo enquanto Sumire lanchava sozinha com os olhos a procura de algum dos seus dois colegas.

Quando o intervalo acabou, todos partiram a suas salas. Dessa vez, Yoko apareceu antes de Sumire.

— Olá, Yoko... — Disse ela ao chegar na sala, sentando-se ao lado da Kurumada.

Sumire notou algo.

— Seus olhos estão vermelhos... Andou chorando?

Surpresa, a Kurumada fungou e limpou suas lágrimas rapidamente.

— Não... Não é nada... Não é nada. — Disse com a voz baixinha.

Notas finais
#Manu: entenderam porque tem “suspense” adicionado no gênero da fic? Yoko é a rainha dos suspense ae. Hasuhaus’ Tadinha! ~ ;-; #Yume: Então... aprovado o capítulo? Ai, coitada da Yoko Ç---Ç Até a próxima! TvT