Yok (obsession)
1 noite fora do normal
Eu, Jonghyun, um tal de Onew e um tal de Lee Taemin numa festa super chata, eu tava quase dormindo ali, e Jonghyun se agarrando com as piranhas, esses outros dois meninos que eu não conhecia também tavam lá perto, só que só o tal de Lee tava se agarrando com elas, o outro menino, Onew, tava comendo o frango.
Uma semana antes da festa, eu e Jonghyun tinhamos nos encontrado no parque de madrugada, porque ele sismou que tinha que me contar uma coisa, e no final era tudo que eu queria ouvir nos ultimos três anos: ele disse que me ama e que queria passar o resto da vida comigo: mas não era bem isso que ele tava demonstrando essa noite, tudo bem que eu tinha falado pra ele que era pra fingir que aquilo nunca tinha acontecido, mas também não era pra exagerar daquele jeito.
Eu já tinha acabado com as minhas unhas, de tão nervoso e entediado que eu já tava ficando, até que um outro menino, alto, com um corpinho até bonito e cabelos meio grandes sentou bem do meu lado naquele sofá enorme:
- Oi, você é o amigo que o Jong disse que ia trazer ?- ele tinha uma voz grossa linda
- Sou... E você quem é ?- minha voz saiu meio arrogante
- Eu sou o Choi Minho, mas pode me chamar só de Minho- disse ele sorrindo
- Então Choi, eu e Jonghyun já vamos embora
- Isso se você conseguir tirar ele do meio das piranhas ali
- Amiguinho, pode crer que eu consigo
Levantei, tentando parecer o menos irritado possível, cheguei lá perto, senti um cheiro repugnante de perfume de puta, puxei ele pelo braço até onde eu tava sentado antes, aquele outro menino já não tava mais lá:
- Que isso Key ?
- Key ? Que isso digo eu, depois do que você me disse aquele dia, se agarrando com essas meninas nojentas
- Você disse que queria que eu fingisse que aquilo nunca aconteceu- ele disse exatamente o que eu pensei que ia dizer
- Sim, mas não é pra exagerar desse jeito
- Desculpa
- Não
Virei pro canto parecendo uma criancinha de cinco anos quando deixa o doce cair no chão
- Key
- Não pronuncia meu nome, a não ser que o nome de alguma daquelas putas seja Key, nunca volte a falar esse nome
- A unica puta que me enteressa é você
- Ah, agora me chama de puta, parabéns Jonghyun, você só tá piorando
- Você entendeu o que eu quis dizer
- Vamo logo, me leva pra casa porque não tenho dinheiro aqui, quando chegar lá te pago a gasolina
- E a bateria do carro, não paga não ?
- Babaca- levantei batendo pé
- Key- ele levantou rindo
Entrei no carro, bati a porta o mais forte possivel, quase trinquei o vidro, ele entrou e de propósito fechou a porta o mais fraco possível.
Já tava no meio do caminho, eu não tinha aberto minha boca por um mísero segundo.
- Key, você sabe muito bem que não foi minha intenção te magoar
- Sei
- Eu juro que nunca mais vou fazer o que eu fiz essa noite
- Sei
- Key... Eu te amo
- Sei
Ele decidiu mexer no meu ponto mais fraco, botou a mão na minha coxa, quase na minha virilha
- Jonghyun !- gritei tirando a mão dele de mim
- Que foi ? Eu sei que você adora isso
- Nem ouse a... Você não... Ah droga
Peguei a mão dele, ele parou o carro
- Jonghy, eu te desculpo obviamente, só não faça isso de novo, se fizer, não me deixe ficar sabendo- falei olhando pela janela pra ver se algum conhecido tava perto, ninguém
- Eu prometo que não faço mais, meu amor por você é maior do que meu desejo irracional por elas
- Aham, sei
- Você sabe sim- ele já tinha voltado a mão pra minha perna
- Jonghy
- Shh, é só ficar quieto e parado
- Mas
- Eu já falei, quieto e parado, o resto é comigo
Ele chegou a mão um pouco mais pro lado, direto no meu membro, apertou um pouquinho, eu olhei nos olhos dele, acho que isso deu confiança pra ele.
Me beijou, subiu a mão graças a Deus, agora as duas mãos dele tavam na minha nuca, as minhas ainda tavam no banco, me apoiando se não eu caia em cima dele, tudo que eu menos queria, mas ele pegou uma das minhas mãos e botou na cintura dele, depois de uns segundos pegou a outra mão, me apoiou no ombro dele, pôs minha mão no outro lado da cintura dele.
Ficamos ali abraçados uma meia hora, só olhando as estrelas, mas já era duas da manhã.
- Jonghy, como eu queria que fosse mais facil
- Mas é facil, eu já disse, se a gente falasse isso pra todos, seria tudo melhor
- Claro que não, a gente ia ser tachado como os gays do bairro, já chega o que eu passo pelas minhas roupas
- Mas você realmente se veste como uma verdadeira diva
- JONGHYUN !- gritei soltando ele e olhando pela janela
- Que foi ?
- Meu pai ali
- Meu Deus do céu, se esconde ali em baixo, onde seus pés estão
Abaixei o mais rapido possivel, ele tirou o carro dali como se fosse um motorista de formula um.
Um tempinho depois ele parou o carro de novo
- Pronto, levanta daí- disse ele
- Me ajuda né
Ele pegou meus braços e me levantou, sentei direito, ele voltou a me abraçar
- Agora estamos só você e eu- disse ele mordiscando minha orelha
- Ai Jonghy, não sei se é seguro- eu tava com medo de meu pai aparecer de novo
- Claro que é, anda, para de ser medroso
Ele me beijou de novo, agora parecia mais ardente do que da outra vez, eu não consegui me conter, nem ele, abrimos a blusa um do outro, mas eu o fiz parar por ali
- Jonghy, para...
- Não
- É serio, para, não vai dar certo, pelomenos não num carro
- Tem alguém na sua casa ?
- Não, meu pai tá trabalhando hoje a noite toda
- Bom, então vamos pra lá
Ele foi dirigindo super super rapido pra minha casa, chegando lá, exatamente do jeito que eu tinha deixado quando saímos, tudo apagado e a luz da varanda acesa, saímos do carro, ninguém em casa mesmo.
- Então Key
- Então Jonghy
- Agora ?
- Agora
Ele veio direto pra cima de mim, e a praga do telefone tocou
- Que odio- gritou ele
- Alô- atendi
- Aí é da casa do senhor Ki Bum ?- uma mulher
- Sim, quem deseja ?
- Carmen, ele está ?
- Carmen ? Querida, sinto muito, ou melhor, não sinto não, ele não tá aqui, aqui é o filho dele, Key, o que você quer com meu pai ?- quando eu disse isso Jonghyun me olhou assustado
- E-eu, queria só confirmar nosso encontro de amanhã
- Mas é obvio que ninguém vai confirmar merda nenhuma, meu pai não vai se econtrar com você, passar bem, ou melhor, passar mal, muito mal
Desliguei na cara dela e voltei pro sofá
- Quem era ?- perguntou ele sentando no meu colo
- Uma mulhersinha querendo confirmar encontro com meu pai amanhã
- Porra, interromperam a gente pra isso ?
- Pelo jeito sim
- Então, onde a gente tinha parado ?- disse ele agarrando minha cintura
- Pera
Tranquei a porta, desliguei nossos celulares e tirei o telefone da tomada, pra nada mais interromper
- Boa Key, agora vem
Sentei do lado dele no sofá, ele começou a desabotuar a camisa, fiz isso também.
Quando já estavamos só de cueca, ele me agarrou nos braços
- Agora, se me dá licença
- Toda
Ele me beijou, abaixou o restinho de nossas roupas que ainda estavam no corpo. Ali no sofásinho mesmo, passamos o resto da noite.
Lá pras seis da manhã acordei, não fazia nem ideia de quem tinha colocado minha roupa em mim, onde tava ele, e se isso não era um sonho, olhei lá pra fora pela janela e o carro dele ainda tava lá, então não era um sonho
- Bom dia Key- disse ele com um prato de mingau de aveia na mão
- Bom dia- eu tava super rouco
- Vixe,sua voz
- Meu pai !- gritei
- Calma Key, ele ainda não chegou
- Quando ele chegar e te ver aqui ?
- Não se preocupa, você viu que eu tava "passando mal" depois da festa e falou pra eu dormir aqui porque minha casa é longe demais
- Uau, você pensou em tudo
- Claro que sim meu amor
- Adoro mingau de aveia- eu disse sentando no colo dele e pegando a colher
Ele pegou na minha cintura, quando tava indo me beijar, escutei o barulho do carro do meu pai, levantei super rapido e devolvi a colher, sentei no outro sofá, meu pai entrou.
- Jonghyun ?- disse ele confuso
- Oi tio, o Key me chamou pra dormir aqui essa noite porque ontem eu não tava muito bem depois da festa
- Ah, meu filhinho fazendo boas ações pro amigo, que lindo- ele subiu as escadas
- Nossa, boas ? As ações do Key são deliciosas- disse Jonghyun bem baixinho
- Jonghy- taquei uma almofada nele
- Mas são mesmo
Depois de meia horinha, ele foi embora, meu pai não desconfiava de nada, ainda bem.
Fale com o autor