Notas iniciais
Essa é minha primeira história. Espero que gostem.

Estou sentado na grama, sentindo o cheiro dos campos de morango, vendo o lago. Hoje é um dia de folga pra mim. Deito e fecho os olhos, imaginando como seria uma casa feita de Ipads. Como isso me relaxa!

Estou prestes a dormir, quando escuto alguém gritando histericamente o meu nome. Percy. Cara, ele tem muito mais TDAH do que eu. Mas, tudo bem, pois o cara é legal e acabou de completar uma grande missão. Não vou ser chato com ele.

–Leo! Leeeeeeeeeeeeeeeeoooooooooooo!!! — grita ele — Leo, acorda, eu preciso que você me ajude!

–Ahnnnnn... O que foi, Percy? Alguém se machucou ou coisa assim?! — eu levanto e cambaleio um pouco.

–Ah, não! É mais importante do que isso! É que...

–Espera! Alguém morreu? Ah, vamos lá ajudar, vem vamos — saio correndo e Percy grita meu nome.

–Não é nada disso Leo!

–AH, não é?

–Não. É que mês que vem, eu e Annabeth vamos fazer um ano de namoro. Eu queria fazer uma coisa especial sabe...

Eu saberia se tivesse uma namorada.

–...e eu queria recitar um poema pra ela, só que... em espanhol. Será que você podia me ajudar?

–Olha, Percy, eu já te disse: eu não sou bom em rimar! Da última vez que eu fiz isso, os filhos de Apolo me mandaram ir pro Tártaro e me xingaram com outras coisas, que não é necessário falar.

–Eu não estou pedindo que você me ajude a fazer um poema. Eu estou pedindo que você me ajude a FALAR ESPANHOL! Além do mais, eu já pedi para uns caras do chalé de Apolo, me ajudaram com o poema. Ele é assim: Batatinha quando nas...

–Acho que te trollaram — murmuro.

–Troll o quê? Bom não importa. E, então, você vai me ajudar ou não? Eu pediria para a Annabeth, mas aí estragaria a graça.

–Tá bom, eu ajudo...

***

Algumas horas depois, eu vou para o chalé de Percy. Sei que não poderia fazer isso, mas perguntamos a Quíron e ao Sr. D. Quíron respondeu que sim, enquanto Sr. D. dizia "Façam o que vocês quiserem, menos me encher o saco!"

O chalé de Percy até que era bonito. A cama era entrelaçada com algas marinhas, a parede era parecida com aquelas pedras de praia. E o chalé em si, era muito...muito... sei lá, muito "mar". Tinha cheiro de praia, e até som de ondas. Mas, era um quarto bem relaxante.

Percy disse que eu podia sentar em uma cama, mas preferia sentar em uma cadeira normal mesmo. Não sei se aquelas algas aguentam meu peso, e não quero nem arriscar. Começo dizendo:

–Bom, o que você quer que eu te ensine?

–Como recitar o poema em espanhol.

Bato a minha mão na testa. Respira, e inspira...

–Me diz como é o poema.

Ele tira um papel amassado, de seu bolso. Ele começa a olhar o papel como se o papel fosse uma barata feia e repugnante.

–Espere — disse ele — acho que esse é o em inglês — Ele mexe no bolso — Aqui está. Esse é o em grego antigo.

Então, ele começa a recitar:

"Batatinha quando nasce,

Esparrama pelo chão,

Meu amor por você

É maior que o Olimpão"

Me seguro para não rir. "Maior que o Olimpão"? Realmente, trollaram ele.

–E você quer que eu o ensine a dizer só isso? — digo.

–Sim. E mais algumas palavras.

–Ok. Vamos começar. Repita comigo:

"Patatita cuando nace"

–Padatinha coando nasci — diz Percy.

–É "Patatita cuando nace".

–Padatinha coando nasci.

–Tá, vamos pra outra parte — eu continuo — "Se desparrama por el suelo".

–Se desprama por o som.

–Hã?

–Foi o que você acabou de dizer.

–É...ok, então

–"Mi amor por tú"

–Ô, cara desculpa aê, mas eu gosto é da Annabeth mesmo e...

Penso se isso é algum tipo de pegadinha do Ashton Kutcher ou alguma coisa assim.

–Não é nada disso. Esse é o terceiro verso do poema...

–Ah tá. "Mi amor por tú". Esse é fácil

Seria melhor, se você soubesse falar direito os outros versos.

–"Eres mayor que el Olimpon". E é isso — eu digo.

–"Ceres major que eu Olimpón".

Estava com tanto sono que nem quis corrigi-lo.

–Está certo? — diz Percy.

–Uhum.

***

Hoje é o dia em que vou recitar o poema à Annabeth. Estou muito feliz que o Leo tenha me ajudado. Ele é um cara bem bacana e prestativo.

Bom, pedi à Annabeth que me encontrasse em frente aos campos de morango. Ela está demorando...Tic-tac, tic-tac, tic-tac. É engraçado o som que o relógio faz. Parece um ritmo de mambo, ou samba, sei lá.

Pergunto à alguns campistas se viram Annabeth, ou sabem onde ela está. Perguntei até para uma meia-irmã dela, e a menina disse que ela estava revendo seus desenhos de arquitetura. Que demora!

Vejo uma menina alta, loira e olhos cinzentos. Annabeth. Finalmente!

–A senhorita está atrasada — digo.

–Nossa, 1 minuto, Percy! Mas então — continua ela — o que você quer me falar? Tem que ser breve, porque eu não estou com muito tempo e...

–"Patatitas coando nasi"

–Percy, não sei você, mas eu não gosto do Patati e Patatá...

–Deixa eu continuar..."Desesperama porão solo" — continua ele.

–...

–"Mi amor por tú"

–Ooooooownt! — diz Annabeth.

–"Ceres major aquele Olimpoun". Yo te love, Annabeth! E aí, -continuo — o que achou?

–Érrrrr...hum... érrr, eu gostei!

–Não, você não gos...

Então, ela me beija e diz:

–Não fale mais nada, Cabeça de Alga — ela me dá um beijo rápido — Por hoje você já falou muito.

Ela sai, e volta para o seu chalé. Suspiro.

–Cara, como eu amo ela!

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!