Notas iniciais
Meu caros leitores, só uma ajudazinha aqui! Esta história passa-se em França, mais concretamente em Paris, porquê? Oh isso é uma história linda e trágica em que...vocês irão descobrir no futuro Muahahah :D Portanto imaginem eles a falarem francês (não ponho as falas em francês para não ter que fazer uma tradução em português) Todos os lugares que eu falar aqui, talvez com exceção da escola (não faço ideia se existe algo assim ou não) existem portanto apreciem a viagem até Paris, a cidade dos amores e da luz (que não tem lá muito sol e a maior parte dos dias está poluída pelo que a vista do topo da torre eiffel não é lá muito boa, mas Viva Paris :D ) :*
Sim sou um pouquinho louca :P

— Safira acorda! — Abro um olho e vejo a minha a minha madrinha ao fundo da cama — Tens dez minutos para estares pronta! — dito isto deixa-me sozinha no quarto e eu tapo a cabeça com o lençol e rezo para que o dia acabe rápido rápido.

Exatamente dez minutos e estou na cozinha a tomar o pequeno almoço que é croissant e leite magro, sim porque eu tenho que ter cuidado com a minha alimentação, mas dão-me açucares e manteigas para ingerir!!

— Não tens muito tempo, o Alfredo vai passar a ser o teu motorista e já está pronto, se precisares de alguma coisa é a ele que tens que pedir. — A minha madrinha senta-se a minha frente e começa a ler a revista, não percebo o porquê de eu estar aqui se ela não me quer cá, é apenas uma tortura para as duas.

— Obrigada! — Digo calmamente e ela apenas levanta o olhar que rapidamente volta para onde estava.

Assim que termino de comer levanto-me, despeço-me da minha nova tutora e vou para a rua onde já está o carro parado e o suposto Alfredo com a porta aberta para mim.

****

8:10H e já estou parada em frente dos portões da tão prestigiada escola secundária de Paris, respiro fundo, pego na minha mala e o Alfredo abre-me a porta, assim que me coloco na calçada os alunos que estavam a passar olham logo para mim, mas como linda menina que sou levanto a cabeça e adentro pelos portões de ferro que tenho na minha frente. Até aqui foi fácil, agora só tenho que encontrar a sala do diretor...

— Au! — exclamo com a dor que ganhei ao ter caído no chão. — Não vez por onde andas? — Olho para cima e vejo um par de esmeraldas a olhar para mim.

— Podia fazer-te a mesma pergunta princesa! — Ele faz um sorriso de lado convencido e ao olhar em redor vejo que todos se riem de mim, ele parece reparar no mesmo e passa a mão por aquele cabelo negro deixando-o ainda mais despenteado. Ele estende a mão para me ajudar a levantar mas eu recuso!

— Não preciso de ajuda, consigo levantar-me muito bem sozinha. — dito isto ponho-me de pé e faço uma pequena vénia. — Muito obrigada! — Ele sorri um pouco e um rapaz negro junta-se a nós.

— Já andas no engate? Deixa a pobre rapariga...oh minha nossa...- O rapaz estaca assim que me vê e eu franzo o sobrolho desconfiada e do nada ele pega na minha mão, olho para o das pedras preciosas interrogativa e ele apenas abana a cabeça tristemente. — Madame, estou ao seu inteiro serviço! — Ele inclina-se fazendo uma vénia e eu vejo no seu relógio que já são 8.20H, só tinha 10 minutos para encontrar onde estava o diretor e descobrir onde era a minha sala de aula...

— Ahhh eu tenho que ir, tenho de ir a sala do... — olho em redor a ver se alguma me diz onde é a sala — diretor!

— É por ali, na terceira porta a esquerda! — Diz o esverdeado e eu saio dali a correr...

— Sr. Diretor? — Digo após ter permissão para entrar.

****

— Caros alunos, quero que dêem as boas vindas a vossa nova colega! Safira Messias! — Assim que oiço o meu nome entro na sala e posiciono-me ao lado da professora!

— Bom dia! — Faço um sorriso amigável e corro a sala com o olhar vendo que aqueles dois que já tinha "conhecido" estavam na minha turma...

— A Safira vem de Portugal e espero que todos vocês a façam sentir-se em casa. — O murmúrio começa e oiço uma loira qualquer a dizer para não esperar por isso...se eu arranjar problemas na escola a minha madrinha mata-me. A professora faz-me sinal que eu me sente num lugar a frente ao lado de uma ruiva, muito bonita por dizer e que atrás de nós estavam os dois rapazes... A aula era de história e foi uma pouco tediosa!

Estava na biblioteca a fazer os trabalhos de casa quando a minha nova colega de mesa vem ter comigo. -Dá para acreditar na Stef? Ela pensa que é a rainha do mundo? — Não sabia o que se passava, mas sabia que a Stef era loira. — Humm... — É apenas o que digo e ela olha para mim.

— Desculpa se te estou a incomodar. — Ela fica corada e eu sinto-me mal por a ter deixado assim, ela levanta-se e vai para outra mesa, suspiro e olho por uma janela vendo a chuva a cair, é hoje não era um bom dia.

Sinto um par de olhos a observar-me e olho em redor parando naquele olhar profundamente verde, o rapaz? Adam, tinha descoberto na sala! Não consigo desviar o meu olhar do dele quase que me sentia a ser sugada, como se estivesse a ficar cativa até que um grito me faz acordar do transe e observo que a Stef atirou com as coisas da ruivinha para o chão e agora estavam três contra a ruivinha.

— O que vais fazer Johana? Chorar como um bebê? — Não aguentei e levantei-me, caminhei muito calmamente até elas e pus-me ao lado da Johana.

— Qual é o teu problema Stef? Perdes-te uma pestana e agora tens de descarregar em alguém?

— Quem é que te chamou para aqui Safira? Estou só a ter uma conversa com essa sardenta!

— Ah, perdoa a minha intrusão, mas oxigenadas como tu intrigam-me! Sempre a desprezarem os outros mas no fundo só querem ser iguais a eles...Sabes que existe amor próprio? Realmente com essa tromba quem é capaz de te amar não é verdade?

Ele começa a ferver e junta-se tudo a nossa volta. — Stef, faz um a favor a ti própria e para de te armar sim? — Viro-me para a Johana — Anda Johana, há pessoas que não valem a pena! — Ela pega nas coisas e dou-lhe o meu braço saindo dali até ao pátio.

— Obrigada!

— Não tens que agradecer, mas não devias deixar que ela te trate desta maneira!

— Eu sei, mas ainda estou a ambientar-me a escola, não és a única novata! — faz-me um sorriso triste e eu coloco a mão no seu ombro!

— Novata ou não, tu não estás sozinha! Levanta a cabeça, tu és linda, não te preocupes com o que ela diz! — Faço um sorriso sincera ao qual sou correspondida e recebo uma sms do Alfredo a dizer que já estava a minha espera. — Desculpa mas eu tenho que ir, o meu motorista está a minha espera, mais logo falo contigo outra vez! -

Dou-lhe um beijo na face e vou para a saída, entretanto antes que consiga sair uma mão agarra-me pelo braço puxando-me para trás e ao virar-me coloco as mãos no peito do Adam e fito aqueles olhos lindos, a minha respiração está ofegante pelo susto.

— Foi impressionante o que fizeste pela Johana princesa!

Anda Safira, acorda para a realidade, anda...pisco os olhos para focar-me e afasto-me dele, mas só contribui para que ele coloque a mão na minha cintura!

— Não foi nada de mais e tu não devias agarrar assim as pessoas! — ele faz um sorriso afetado e ergue as mãos. — Agora se me dás licença eu tenho que ir!

Ele passa a mão pelo cabelo e eu posso jurar que aquele olhar tão lindo perder brilho, parecendo que de alguma maneira eu o tinha magoado!

— Desculpa! Vejo-te amanhã! — uma frase tão simples mas é mais que isso, é como se fosse um promessa, mordo o lábio e faço um pequeno sorriso!

— Podes sempre ver-me em sonhos! — Ele sorri e eu corro para o carro!

— Como correu a escola menina?

— Ai Alfredo! Nem te sei dizer!

Notas finais
Boas meus leitores! O que acharam deste primeiro capitulo? O que esperam da história? O que acham que se vai passar daqui para a frente? Deem-me a vossa opinião que eu estou ceguinha para a conhecer!
Beijinhos sonhadores :* :*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.