Yin and older
8 Apesar de tudo...Eu amo meu pai!
Notas iniciais
P.O.V Tony.
Sentei-me ao lado de Bruce, ele parecia estranho, estava tremendo. Resolvi ignorar, não estava afim de saber dos problemas dos outros. Pepper se sentou ao meu lado, estava com os olhos marejados e com uma expressão sonhadora.
–Por que está com essa cara pimentinha?
– Liv acabou de me falar que sou como uma mãe pra ela — diz dando um suspiro pesado e relaxando seus ombros, sorri pra ela. Liv sempre me surpreendendo com esse seu jeito doce, me lembra muito a mãe, mas em muitos aspectos tenho que concordar com a Pepper, que Liv parece muito comigo.
– E você? Sente o mesmo? — abracei Pepper recostando no sofá
– O que? — deu um pulo repentino e me olhou — Claro! Tony, claro que sim! Liv é a filha que eu nunca tive.
Dei um meio sorriso e a abracei o mais forte que pude. Eu amo essa mulher! De verdade. Fico muito feliz de saber que ela gosta da minha filha como se fosse filha dela. Que eu também amo, por mais que eu não consiga demonstrar eu amo muito a minha filha. Ela e Pepper são a minha família, são literalmente tudo que eu tenho. eu não consigo ser o pai carinhoso e amoroso que á liv precisa, eu só... Não consigo.
– Tony, se não se importa eu vou pro laboratório, preciso revisar uns projetos- ouvi a voz de Bruce um pouco longe. estava tão inerte em meus pensamentos que tinha esquecido que o grandão estava aqui tambem.
– aaaahhh Bruce qualé cara, você vive enfurnado dentro desse laboratório, está pior que eu cara — ele me olhou um pouco divertido e riu pelo nariz.
– Desculpe Tony, mas eu tenho mesmo que revisar esse projeto, eu já estou atrasado com ele. — respondeu e eu revirei os olhos
– ok, eu te libero... Mas, só se você for tomar umazinha hoje comigo mais tarde.... Se sabe noite dos homens. — Estava precisando levar conversar com um amigo, ultimamente só vivo com a Pepper.
– Aah, não sei... — começou com todo seu jeitão travado, fala sério esse cara tem que aprender a se divertir
– Nada disso, não aceito não como reposta! E a gente pode chamar o picolé e o arqueiro também.... — respondi, ele sabia que não desistiria fácil, nunca desisto
– Ta bom Tony, sei que você não vai desistir, vai ficar me enchendo o saco o dia inteiro e eu não vou conseguir trabalha — revirou os olhos e eu ri.
– Que bom ter um amigo que me conhece tão bem! — levantei e dei um tapinha em suas costas passando por ele que já estava em pé na porta — Vem Pepper, vamos chamar Liv pra irmos comer alguma coisa, eu estou faminto — disse a Pepper que estava sentada no sofá que logo levantou e veio ao meu encontro entrelaçando suas mãos finas as minhas
P.O.V Liv
Estava deitada em uma das espreguiçadeiras do terraço, estava quase dormindo quando escutei um barulho que me despertou, na verdade tomei um susto mas ok. Pensei que fosse Bruce mas eram Peper e Tony
– Você não acha que está muito sem roupa não, alguém de outro prédio pode ver você com esse biquíni minúsculo! — Tony mal chegou e já está me irritando, já não bastou atrapalhar meu momento com o Bruce, agora vai dar uma de pai protetor??
– Como se você se importasse né Tony! — meu sangue já começou a esquentar e eu levantei olhando pra ele que revirou os olhos com aquele jeito irônico que só ele tem
– Liv não precisa falar assim com seu pai! — Pepper me repreendeu e eu percebi que havia pegado um pouquinho pesado
– Deixa ela Pepper, não quero me estressar hoje — Tony, não querendo confusão? Ok, é o fim dos tempos — Rebelde sem causa, a gente está indo almoçar você vai querer ir? — perguntou e eu assenti, estava com fome mesmo, e até que seria legal um almoço em ´´família``.
Amarrei minha canga a meu corpo e fui tomar banho pra me trocar, pus um short jeans de cintura alta e de lavagem clara com uma camiseta preta com dentro dele com um colete branco por cima dando um contraste no preto com sapatinha floral, passei uma maquiagem só pra esconder as imperfeições e desci encontrando Pepper prontamente arrumada e como sempre Tony deveria estar se arrumando ainda
– Tony ainda está se arrumando? -Fiz uma cara incrédula e ela riu
– O que você acha? Parece até que não conhece seu pai. Demora mais que noiva pra se arrumar — respondeu e nós começamos a rir
– Eu ouvi isso! — Tony disse descendo as escadas já pronto, e impecável como sempre — Vamos? — eu e Pepper assentimos e descemos pra garagem, e sim nós fomos de conversível! Claro que eu fiz uma festinha por isso.
– Tony qual restaurante nós vamos? — perguntei do banco de trás falando um pouco alto por causa da altura do som do carro, que estava tocando AC/DC.
– Não sei.... O que acha daquele que você adora? — ele sorriu pra mim e eu quase me joguei do carro, eu simplesmente amo o restaurante que ele está dizendo, deu um gritinho – É acho que isso é um sim.... — riu e eu dei um beijo estalado em sua bochecha o que o deixou meio desconsertado mas continuou sorrindo
– Não sei não Tony, esse restaurante vive cheio, sempre quando vamos fazemos reserva, e se não tiver lugar? — Pepper disse, e eu concordei
– Se não tiver eles arrumam, eu sou Tony Stark horas! — Tony respondeu com aquele seu ego do tamanho do mundo, que na verdade eu até gostava, combinava com ele, eu ri e Pepper balançou a cabeça negativamente mas com o olhar divertido pra ele.
Quando chegamos ao restaurante ele estava cheia, mas claro que conseguiram a melhor mesa para a gente. Algumas pessoas paravam em frente a Tony e pediam fotos e autógrafos, eu e Pepper pedimos nossa comido e Tony ainda continuava a dar autógrafos e tirar fotos. Senti meu celular no meu bolso, o peguei e vi que tinha recebido uma mensagem. Abri e vi que era do Clint.
‘’ Quer sai comigo? ‘’ — a mensagem dele dizia, dei uma sorriso.
‘’ Não vai da jantar em ‘’ família’’ tongue emoticon
‘’ que pena, adoraria leva-la para sair’’
‘’ Eu estou livre quando vc quiser e faremos o que você quiser.’’
‘’ Huummm bom saber, quero você nua na minha cama’’
Fiquei envergonhada com a mensagem dele, nunca pensei que Clint pudesse me mandar algo assim.
‘’ Você acabou de se divorciar e eu sou menor de idade’’
‘’ Já superei o divórcio e eu posso ser seu Humbert Humbert e você minha Lolita’’
‘’ Desculpa, mas eu já tenho um Humbert Humbert’’
–Lívia larga esse celular- mandou Pepper, deixei o celular no meu colo. Nossos pedidos já haviam chegado.
–Onde está minha comida? –perguntou Tony e eu ri com a cara que ele fez.
–Se parar só um pouquinho de se exibir recebera sua comida- eu disse e ele começou a se queixar eu e Pepper rimos. Senti meu celular vibrar em meu colo, Pepper e Tony conversavam, discretamente o peguei meu celular e abri a mensagem.
‘’ Que pena , adoraria ser seu Humbert Humbert’’
‘’ Quem sabe na próxima’’
‘’ Podemos ser amigos ?’’
‘’ Claro, eu vou esquecer que vc me convidou para transar com vc’’
‘’:D ótimo, mas de qualquer jeito o convite ainda está de pé. Acho que Lívia Jones Barton combina mais do que Lívia Jones Stark’’
‘’HAHAHAH quem sabe um dia né gatinho ;)’’
‘’Uiiii sou gatinho mesmo, minha filha adoraria ter uma BOAdrasta como você ;3 ( se liga na indireta)’’
Tapei minha boa com as mãos, Clint era realmente um folgado.
‘’:p Nãooo, eu já tenho dono, eu acho’’
‘’ Ele seria idiota de recusar alguém tão maravilhosa como vc. Caso ele não queira eu quero’’
‘’Siimm ele me quer ,senhor Barton’’
‘’:/ que pena, quem é o sortudo?’’
‘’Segredinho ¬¬’’
‘’Sua malvada, tenho que ir chefe muito chato chamando. BjoNaBok
–Liv larga esse celular, agora por favor — ordenou Pepper. — com quem tanto fala nesse telefone?
–Desculpe – eu pedi e guardei o celular no bolso- era o Clint. ele é um cara legal.
–Não quero vocês dois juntos- disse Tony.
–por que? –eu perguntei.
–Ele tem idade para ser seu pai.
–Ele tem idade para se rum tio muito gostoso meu- dei uma piscadinha para Tony, ele fez cara emburrada- mas não se preocupe coroa, Clint é só meu amigo.
–Eu acho bom, mocinha- falou Tony. Segurei um sorriso malicioso, pobre papai mal sabe que eu já estou com alguém bem mais velho que eu.
(...)
Cheguei na sala da torre e me joguei de qual quer jeito no sofá, Pepper havia ido para as Industrias fazer sabe lá Deus o que, Tony foi direito para sua oficina.
–JARVIS onde está o doutor Banner?
–No laboratório senhorita- me avisou o AI.
–Obrigado.
–Disponha senhorita.
Uma ideia surgiu em minha mente, eu iria fazer uma pequena visita ao meu cientista. As portas do elevador se abriram e eu o vi de costas, estava anotando algo em um caderno. Ele ficava irresistível com o jaleco e os óculos.
–Oi- anunciei minha chega, ele se virou em um movimento brusco e o caderno caiu.
–O-oi – ele gaguejou- O que está fazendo aqui?
–Bem eu quero termina o que começamos mais cedo- eu em aproximava como se fosse uma leoa em frente a sua caça. Cheguei bem perto dele, ele segurou meus braços antes que eu em aproximasse mais.
–Vai embora Liv....
–Fica quieto e me beija- eu pedi e fiz um biquinho.
–Por Deus, você...
Me soltei dele e me afastei alguns passos, tirei minha blusa e deixei a mostra meu sutiã branco com flores pretas desenhadas. Os olhos dele saíram do meu rosto e foram para os meus seios, ele tirou os óculos e fechou os olhos. Parecia estar rezando.
–Vem aqui –eu mandei e ele obedeceu, logo meus lábios estavam cedo pressionados nos lábios dele.
– espera... — ele me separou dele e eu fiz bico — Tony está aqui
– e dai?
– pense um pouquinho liv, e dai que esse predio inteiro tem cameras, e seu pai pode te ver aqui a qualquer momento — ele disse e eu pensei, era realmente verade. Onde eu estava com a cabeça?
– ta certo — cruzei os braços como uma garota mimada — mas você não me escapa — apontei e ele riu pelo nariz
– agora deixa eu ir antes que meu pai me veja aqui- disse já recolhendo minha blusa do chão e a vestindo
Entrei no elevador jogando um beijo no ar e uma piscadinha pra ele o que o fez rir sem graça e abaixar a cabeça, eu ri me encostando nas paredes do elevador, eu estava muito apaixonada por esse homem. Quando o elevador abriu eu fui em direção a oficina, eu gostava de observar Tony trabalhando quando não tinha nada pra eu fazer...
– hey — disse entrando em sua oficina o fazendo me encarar e chamando sua atenção
– o que foi pirralha? Veio me ver trabalhar? — perguntou e eu asenti sentando em uma poltrona no canto da oficina enquanto Tony voltava sua atenção pra uma de suas armaduras, fiquei olhando tony e me perdi em meus pensamentos...
– heeey.... O pirralha! — Tony estava em pé em minha frente estalando os dedos pra que eu saisse do meu transe
– aaahm? O que? — consegui dizer um pouco atrapalhanda
– to te chamando o coisa! — nossa quanto amor — tava pensando em que? Ta viajando ai
– nada.... — respondi — espero que não seja no barton! — ele falou um pouco serio e eu dei uma risadinha, mal sabe que não é nessa amigo dele que estou pensando e sim em outro que as vezes vira um montro verde e um pouco timido
– ham tá, acho bom — ele respondeu voltando a se sentar em sua mesa, mas não voltou ao seu trabalho, ficou me olhando um pouco curioso
– err, o que acha de, de.. Não sei, de me ajudar hoje? — não acredito! Sempre peço pra ele deixar eu ajudar ele e ele sempre diz que não. O que aconteceu com ele hoje? Primeiro me chama pra almoçar, depois me leva em meu restaurante favorito e agora pergunta se eu quero ajudar ele com uma armadura? Serio isso?
– vai ficar pensando na morte da bezerra ou vai vir me ajudar? — ele perguntou e eu sai do meu transe fazendo que sim com a cabeça, levantei dando pulinhos animados e ele riu...
Ajudei Tony durante toda a tarde, ele estava quebrando a cabeça pra ligar uma parte da nova arma da armadura, o que o irritava e me deixava com vontade de rir de suas caretas frustradas, quando parei pra analisar a arma e pensei em uma coisa
– Tony porque ao invez de ligar esse fio aqui, não tenta liga-lo aquela placa ali — apontei as coisas e ele me olhou com uma cara surpresa fazendo o que eu disse fazendo a arma acender e um feixe de luz escapar dela abrindo um buraco na parede, Tony me olhou um pouco perplexo e eu sorri
– pirralha... Até que você não é burra — eu ri enquanto ele me olhava um pouco abobalhado
– isso foi um elogio? — olhei pra ele divertida
– sim e conte-se com ele. — fiz cara de brava e ele riu, sei que não deveria, mas ele estava parecendo tão pai naquele momento, claro que do jeito dele mas mesmo assim tão pai naquele momento que não pude resistir o abracei afundando a cabeça em seu peito, sabia que ele não ia retribuir, mas mesmo assim eu tinha que fazer isso, mas foi ai que a surpresa veio, senti seus braços em torno de mim me abraçando de volta depois de um tempo e eu me aconcheguei ali, não havia lugar no mundo onde eu preferia estar naquele momento, eu amava meu pai com todo meu coração apesar de sua propria falta de paternidade e seu jeito turrão, eu o amava assim mesmo, e aquele, aquele abraço foi o melhor da minha vida
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